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Copagril 50 anos: uma história de trabalho, conquista e valor

Em 09 agosto de 1970 foi fundada a Cooperativa Agrícola Mista Rondon, hoje nomeada como Cooperativa Agroindustrial Copagril

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Divulgação/Copagril

Há 50 anos, um grupo de produtores rurais da Região Oeste do Paraná mobilizava-se para uma organização produtiva e econômica que transformaria a realidade de todos, assim, em um domingo de agosto de 1970, mais exatamente no dia 9, fundou-se a Cooperativa Agrícola Mista Rondon, hoje nomeada como Cooperativa Agroindustrial Copagril. Uma organização de produtores, feita para produtores, pautada nos princípios cooperativistas e com o propósito de transformar a realidade produtiva e econômica de agricultores e suinocultores, que na época ainda eram chamados de produtores de porcos.

A nova cooperativa nasceu por muitas mãos, na ata assinaram 29 sócios-fundadores, mas a reunião de fundação tinha mais de 100 produtores e que ligeiramente se tornaram sócios. Uma mobilização de tamanha importância, que no primeiro ano já contava com 352 associados.

Marcando esse período de surgimento, o armazém inflável para cereais foi fundamental para as primeiras atividades e representou um modelo icônico para a época, fomentando o envolvimento da cooperativa na comunidade e na região, com construções de estruturas de armazenamento e atendimento, expansão e atendimento de novas localidades. Em 1971 foi construído o primeiro armazém de fundo chato e a fábrica de rações, assim, o espírito cooperativista prosperava e aquele ano fechou já com 1278 associados.

Nos anos seguintes a Copagril já atendia produtores em vários municípios da Região Oeste, além de Marechal Cândido Rondon, e também no Sul do Mato Grosso do Sul. E com o atendimento de novas áreas e cooperados, também aumentava a necessidade de armazéns, entrepostos, unidades de atendimento e equipamentos, com estruturas físicas e também veículos, como o caso de caminhões para transporte da produção adquiridos ainda nos primeiros anos da década de 70.

Como importante elemento econômico e social para a comunidade local, também foi dentro da Copagril que surgiu, em setembro de 1974, a Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), que se mantém atuante até hoje, com projetos que atendem crianças e adolescente, assim como toda gestão social dos empregados. E o compromisso social, também reforçado nos princípios cooperativistas da Copagril, já era vívido em 1977, quando foi fundado o primeiro Clube de Jovens Cooperativistas nomeado “Ordem e Progresso” e ainda atuante, bem como a fundação da Associação de Comitês de Jovens da Copagril e os comitês que surgiram nos anos seguintes, voltados ao envolvimento técnico e social dos jovens do campo.

Com a gestão do recebimento, comercialização, atendimento técnico e insumos, a Copagril firmava-se com bases solidas no apoio ao homem do campo e no desenvolvimento dos municípios de atuação. A relevância cooperativista da Copagril ficou evidente e assim, o ano de 1977 findou com o registro de mais de 5 mil associados.

O final da primeira década foi marcado por enfrentamentos no campo em relação ao clima e com diminuição dos municípios, em decorrência do alagamento do Lago de Itaipu, assim como remodelação na gestão da cooperativa. Mas a década de 80 chegou com novas oportunidade e grandes projetos, quando a cooperativa também passou a atuar com transportes, supermercados e postos de combustíveis. Foi em 1979 que a Copagril se associou a Cooperativa Central Agropecuária Sudoeste (SUDCOOP), hoje Frimesa, e então em 1983 efetivou atuação no setor leiteiro.

Os anos 80 representaram grandes avanços no campo e que também refletiam em produção, onde a Copagril desempenhava papel fundamental ao lado do produtor rural. No período destacaram-se as produções de soja, milho, trigo, algodão, sorgo, suínos e leite. A cooperativa figura como elo de tecnificação importante, transferindo conhecimento, inovação e tecnologia ao cooperado, citamos a difusão do uso de curvas de nível, sistema de plantio direto, sustentabilidade, difusão de tecnologia em sementes, insumos e equipamentos. Uma das principais vitrines de conhecimento é o Dia de Campo Copagril, nos primeiros anos da cooperativa era caracterizado por encontros técnicos diretamente nas propriedades dos cooperados, no final da década de 1980 e início dos anos 1990, a Copagril passou a realizar oficialmente o Dia de Campo, de 1993 até 2011 em área arrendada, e no ano de 2012 passou a ser em uma área de 14,5 hectares, próxima ao aeroporto de Marechal Cândido Rondon. No início da década de 1970 os encontros reuniam em torno de 70 a 100 pessoas, atualmente o público visitante no Dia de Campo Copagril ultrapassa 10.000 pessoas, em dois dias de evento.

Agroindustrialização

A agroindustrialização que marcou a consolidação da Copagril entre os anos de 1985 e 1990, período que também consolida as melhorias em estrutura, diversificação de atividades e ampliação da área de atendimento. Período que também converge com a fundação da Cooperativa de Credito Rural Copagril (Credilago), hoje Sicredi Aliança PR/SP, em julho de 1985.

Avanços que se estenderam pela década de 90, com a consolidação da agroindustrialização, da tecnificação da produção dos cooperados e da Copagril, bem como intensificação das atividades associativas. Período de mudanças econômicas em nível nacional, mas que demostraram a perícia organizacional da cooperativa. Ademais, seguem as ampliações estruturais, informatização das atividades e modernização de governança. Em 1995 a Copagril comemorava o Jubileu de Prata, os 25 anos de fundação, com o lema “Copagril 25 anos – A base do desenvolvimento”.

Em julho 1997 foi inaugurada a Associação dos Comitês Feminos da Copagril e assim como a ACJC, tem como objetivo fomentar a diversificação de atividades, oportunizar crescimento e desenvolvimento para as participantes e familiares com conhecimento técnico e desenvolvimento humano.

O ano de 1999 fechou com ampliações e reformas em estruturas de serviços e unidades, com desempenho positivo no campo, marcado pelos serviços desenvolvidos pela Copagril em produtos, insumos, assistência e tecnologia, de modo a acompanhar o mercado.

Novos desafios

A virada do milênio traz novos modelos para a cooperativa, especialmente marcando a entrada em uma era de expansão, modernização industrial e internacionalização, apoiados no “Projeto Repensando a Copagril”. O período também marca o início da gestão de Ricardo Sílvio Chapla – atual diretor-presidente, o qual foi precedido por Arlindo Alberto Lamb (gestão 1970 – 1973), Leopoldo Piotrowski (gestão 1974 – 1978), Alfredo Kunkel (gestão 1979 -1987) e Valter Vanzella (gestão 1988 – 1999).

Em 2000 a Copagril contava com Unidades em Marechal Cândido Rondon (Sede, Margarida, São Roque, Porto Mendes e Iguiporã), Guaíra (Sede, Bela Vista e Oliveira Castro), Entre Rios do Oeste, Mercedes, Pato Bragado, Santa Helena (Sub-Sede), São José das Palmeiras e Mundo Novo.

Desde a fundação da AACC, as atividades esportivas integram as ações da associação e então, em 2001, junto com a Copagril, instituiu-se a equipe de futsal profissional, que surgiu como projeto de marketing e seguiu até 2019. O time participou dos principais campeonatos estaduais e nacionais, com destaque para três títulos do Campeonato Paranaense Chave Ouro e segundo lugar na Liga Nacional. Uma das principais ações ligadas ao futsal é a atuação nas escolinhas de base, que tem por objetivo a integração esportiva, o desenvolvimento motor e social das crianças e adolescentes, projetos que são mantidos pela AACC e Copagril.

Em 2001 foi inaugurada a Loja Agropecuária em Quatro Pontes e também a remodelação do Supermercado de Marechal Rondon. No ano seguinte houveram remodelações no posto de combustíveis da sede, unidades de Margarida, Pato Bragado e Mercedes. O ano de 2003 contou com a inauguração da Unidade de Recebimento em Eldorado (MS) e o lançamento da pedra fundamental da Unidade Industrial de Aves.

A inauguração da Unidade Industrial de Aves (UIA) em janeiro de 2005 representa um importante passo para a diversificação da produção, fortalecendo a atividade do homem do campo por meio de novas oportunidades de renda e verticalização da gestão rural, em abril começaram os abates de frango e em agosto do mesmo ano foi realizado o primeiro embarque de carne para exportação destinado ao Japão.

Entre 2005 e 2006, a Copagril em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) estabeleceu o projeto “Cooperjovem”, direcionado a educação de crianças com o objetivo de estimular a formação de uma consciência sobre cooperar e o cooperativismo. Atualmente são aproximadamente 25 escolas atendidas, com o envolvimento de mais de 400 professores e 1600 alunos.

No ano de 2007 foi inaugurada a Unidade Industrial de Rações de Entre Rios do Oeste e a Unidade Copagril em Itaquiraí (MS). Em 2009 houve a instalação da Loja Copagril em Nova Santa Rosa e ações de estímulo à atividade leiteira no Mato Grosso do Sul.

O lema “Cooperação, desenvolvimento e oportunidades” acompanhou as celebrações dos 40 anos da Copagril, em 2010. No ano também foi inaugurado o Posto de Combustíveis em Margarida e o lançamento da linha Copagril Alimentos. Em 2011 foi inaugurado o Supermercado Copagril II, em Marechal Cândido Rondon, e a formalização da Loja de Máquinas e Equipamentos Agrícolas, assim como reformas e ampliações em armazéns de várias unidades. Além da intensificação dos projetos ambientais que já compunham o escopo de produção da cooperativa, destacando para o ano os projetos “Águas do futuro” e programa “Mais florestas Copagril”, reforçando o comprometimento da Copagril com o progresso responsável, valorizando o equilíbrio na produção de modo sustentável. Para o setor industrial, o ano de 2011 também foi muito importante, marcado pela certificação British Retail Consortium (BRC) na Unidade Industrial de Aves, fundamental para comercialização, em especial para o mercado interacional.

Em 2012 foi inaugurado o Supermercado Copagril em Guaíra e novas instalações na Unidade de Bela Vista, distrito do município. E ainda a inauguração do Posto de Combustível de Entre Rios do Oeste. O ano seguinte contou com a inauguração da nova estrutura do Posto Copagril de Marechal Cândido Rondo (Sede), novas instalações da Loja em Quatro Pontes e a ampliação de unidades de recebimento de armazenagem. Destaque para 2013 foi o faturamento, quando o ano fechou com mais de R$ 1 bilhão.

A implantação do Núcleo de Recria de Matrizes e Produção de Ovos Férteis – importante para a maximização da produção da cadeia avícola – começou em 2014 e no mesmo período também foram inaugurados os Supermercados Copagril em Nova Santa Rosa e Novo Sarandi (Toledo). De mesmo modo, ocorreram certificações em unidades de recebimento e armazenagem e habilitação na IN 65/2006 da Fábrica de Entre Rios do Oeste, sendo a primeira cooperativa do Paraná a receber tal certificação. O ano ainda foi marcado por uma grande participação, com mais de 3.500 pessoas, na Copa Copagril – o principal evento poliesportivo direcionado aos cooperados.

Em 2015 foram inauguradas as Lojas em Novo Sarandi (Toledo), Pato Bragado e Porto Mendes (Marechal Cândido Rondon), bem como inaugurada a Indústria de Farinha e Gordura Animal (Astrea), junto à Unidade Industrial de Aves. No ano seguinte houve a inauguração da Unidade de Recebimento de grãos na Linha São João, distrito de Margarida em Marechal Cândido Rondon; inauguração da Unidade de Recebimento e Armazenagem em Itaquiraí (MS) e a Inauguração do Posto de Combustíveis em Nova Santa Rosa.

No ano de 2017 foram inauguradas as novas estruturas da Loja Copagril, Fábrica de Rações, armazém graneleiro e oficina mecânica de Marechal Cândido Rondon. Neste ano houve o lançamento do projeto “Rota 50”, projetando os 50 anos com foco no desenvolvimento de novos mercados, diversificação de atividades e gestão focada em resultados. Neste ano, a Revista Copagril chegou à marca de 100 edições.

A linha de produtos IQF (cortes de frango congelados individualmente) foi lançada em 2018. No ano também se retomou as ações em piscicultura e produção do filé de tilápia Copagril, bem como melhorias em unidades de recebimento e a inauguração da Loja Copagril em Realeza, na região Sudoeste do Paraná. Em março do ano seguinte foi inaugurada a Loja em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, e ampliado o Supermercado em Nova Santa Rosa. De mesmo modo, 2019 também foi marcado pela realização do Elicoop Feminino – evento anual do Sistema Ocepar – sediado na Copagril, e o lançamento do slogan da celebração do jubileu de ouro: Copagril 50 anos – O valor está nas pessoas.

50 anos de história

O ano do cinquentenário (2020) começou como um verdadeiro ano de celebração. O Dia de Campo Copagril foi sucesso de público, aproximadamente 13 mil pessoas passaram pelo evento. Em março outro evento de sucesso, quando mais de 2 mil mulheres cooperativistas participaram de uma tarde especialmente preparada para elas. Também houve a abertura do sexto Supermercado Copagril e o primeiro no Mato Grosso do Sul, na cidade de Eldorado. Infelizmente, a extensa programação que envolveria jovens, cooperados, empregados em eventos sociais e técnicos foi cancelada pela pandemia da Covid-19. Contudo, 2020 ainda é de celebração, como revela o diretor-presidente, Ricardo Sílvio Chapla. “São poucas as empresas que chegam aos 50 anos e que chegam como a Copagril. Essa é uma conquista de todos, cada um que passou pela cooperativa e por todos que ainda estão conosco. Parabéns e muito obrigado a todos”, enaltece.

Em agosto de 2020 a Copagril chega a marca de 5.395 cooperados, 3781 empregados e uma estrutura de 22 Lojas, 17 unidades de recebimento de grãos e destas, 14 também de armazenagem, seis Supermercados, quatro Postos de Combustíveis, duas Fábricas de Rações, Unidade Industrial de Aves, Unidade de Recria de Matrizes e Produção de Ovos Férteis, Centro Administrativo, Transportadora, Loja de Máquinas e Implementos, Centro de Distribuição e Estação Experimental.

Com a produção de grãos, suínos, leite e aves crescendo periodicamente, a Copagril firma-se como fundamental aliada ao produtor rural e especialmente ao cooperado, alinhando conhecimento, assistência, insumos e industrialização. Com destaque especial para as comitivas nacionais e internacionais que visitam a Copagril ao longo dos anos para acompanhar os processos e programas de gestão e qualidade.

Uma marca de 50 anos que representa a força do cooperativismo, que representa a superação, o trabalho e vida de muitos que fazem a história da Copagril, porque são elas o principal valor neste meio século de existência e são elas que carregarão a essência do cooperativismo e da Copagril.

Fonte: Assessoria

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Acordo UE–Mercosul reforça protagonismo do Brasil no comércio internacional

Após 25 anos de negociações, tratado reforça liderança brasileira no bloco sul-americano e amplia acesso a um dos maiores mercados do mundo.

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A aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul representa um marco estratégico para o Brasil e reposiciona o país no centro das articulações do comércio internacional. A decisão, confirmada nesta sexta-feira (09) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encerra um processo de negociação iniciado há 25 anos e cria uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Fotos: Divulgação

Com peso determinante dentro do Mercosul, o Brasil teve atuação central na costura política do acordo, especialmente no período em que presidiu o bloco sul-americano. O entendimento é visto como um avanço relevante para a inserção internacional da economia brasileira, ao ampliar o acesso a um mercado que reúne 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões.

O acordo sinaliza fortalecimento do multilateralismo e da cooperação entre blocos econômicos em um cenário global marcado por tensões comerciais e medidas protecionistas. Para o Brasil, o tratado tende a abrir novas oportunidades para exportações, atração de investimentos e maior previsibilidade nas relações comerciais com a União Europeia, um dos principais parceiros econômicos do país.

Além dos ganhos econômicos, o entendimento tem significado político. A conclusão das negociações reforça o papel do Brasil como articulador regional e interlocutor relevante em fóruns internacionais, ao liderar consensos dentro do Mercosul e dialogar com grandes economias globais.

Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico” – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com a aprovação pelo lado europeu, a próxima etapa prevê a ratificação formal junto aos países do Mercosul. A presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai, atual detentor da presidência rotativa do bloco, para a assinatura do acordo com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Nos países sul-americanos, o texto ainda será submetido aos respectivos parlamentos. A entrada em vigor, no entanto, será individual, permitindo que cada país avance conforme a conclusão de seus trâmites internos.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacaram que se trata do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos mais relevantes firmados pela União Europeia, ressaltando o potencial de ampliar fluxos comerciais, investimentos e a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

Ministros destacam benefícios para o Brasil 

Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) se manifestaram nesta sexta-feira (09) para celebrar o anúncio da União Europeia pela aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Nas redes sociais, Haddad classificou o acordo como histórico e uma sinalização para um futuro de pluralidade e oportunidade. “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, disse Haddad.

Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos EconômicosComissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB. Mesa: ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: ” O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”  – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Por sua vez, Simone destacou que o acordo irá proporcionar a chegada de produtos brasileiros a mais consumidores, ampliação de investimentos, o que poderá ajudar a reduzir a inflação no país. “Um marco histórico para o multilateralismo! O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, afirmou a ministra, em nota oficial.
Repercussões 

Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser uma vitória do diálogo. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou.

Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é uma sinalização em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Dia de Campo da Copacol conecta pesquisa, manejo e mercado ao produtor

Estudos do CPA mostraram, na prática, soluções para solo, soja e milho, além de análises de mercado para apoiar a tomada de decisão do produtor.

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Foto: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), e contou com a participação de 1,5 mil visitantes. “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperados que já acompanham de perto o trabalho do CPA garantem que eventos como esse fazem a diferença, como comenta o produtor de Joetaesse, Cássio Henrique Moeller. “O CPA sempre nos ajuda a alcançar melhores resultados e potencializar nossa produtividade e eventos como o Dia de Campo agregam muito conhecimento e traz novidades que nos ajudam a crescer nas propriedades”.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Na prática

Um dos assuntos abordados nas palestras em campo foi a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção. Essa compactação consiste na incapacidade de o solo absorver a água, o que muitas vezes pode gerar o aumento da umidade na superfície, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. “Nós utilizamos o método Dres [Diagnóstico rápido de estrutura de solo] onde podemos avaliar o nível de compactação do solo para saber qual técnica deve ser aplicada em cada propriedade, seja com plantas de cobertura, ou utilização de maquinários. É um processo muito importante, que impacta diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade delas”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do CPA, Andrei Regis Sulzbach.

Para cooperado de Jesuítas, Renato da Silva Tonelli, é importante acompanhar o trabalho do CPA, e saber que problemas que eles enfrentam no dia a dia, já estão sendo estudados e soluções já podem ser aplicadas na propriedade. “No último ano tivemos problema com relação a compactação de solo, e hoje vi que há um trabalho de pesquisa já sendo feito para desenvolver novas formas de manejo, melhorar nossas condições e minimizar esses problemas que nós que vivemos do campo temos”, comenta o cooperado.

Outro assunto que chamou atenção dos participantes foi o painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA, que são apresentadas com duas datas de semeadura, adubação em quantidades de acordo com a época e orientação de acordo com a região plantada, também foram apresentados manejos de doença e controle de pragas. “Apresentamos um demonstrativo com as épocas de semeadura diferentes com o mesmo manejo, onde fica visível a diferença de comportamento de cada planta, para mostrar a importância de se atentar as recomendações do CPA, de acordo com testes feitos na prática”, conta o engenheiro agrônomo André Luiz Borsoi.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor.

Além disso, também foram apresentados resultados sobre plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades e manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo.

Comercialização

O mercado também faz parte do processo produtivo, e entender como e quando comercializar os grãos, é fundamental para o cooperado. Pensando nisso, a abertura do Dia de Campo contou com uma palestra sobre tendências no mercado de commodities, com o consultor da StoneX Brasil, Étore Baroni. “O objetivo é trazer mais informações para os cooperados. São muitos fatores que influenciam nos preços, então, é preciso preparar o produtor para aproveitar as melhores oportunidades ao longo do ano. Tivemos mudanças muito fortes nos preços nos últimos anos e o CPA consegue trazer esse ganho de produtividade contínua. Por isso, é preciso alinhar a produtividade boa, com níveis de preços bons, mantendo uma rentabilidade para o produtor”, completa o consultor.

Fonte: Assessoria Copacol
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Proteínas animais ganham novas oportunidades com acordo UE-Mercosul, celebra ABPA

Entidade vê avanço em previsibilidade comercial e reforço do Brasil como fornecedor global, com impactos graduais e cotas bem delimitadas para aves, suínos e ovos

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Após mais de duas décadas de negociações e sucessivos impasses políticos, a confirmação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a ser destrinchada. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o entendimento representa um avanço relevante em previsibilidade comercial e no fortalecimento das relações entre os dois blocos, com efeitos graduais e tecnicamente delimitados para a cadeia de proteínas animais.

Foto: Jonathan Campos

Em nota setorial, a entidade destaca que o acordo é resultado de um processo longo e de elevada complexidade técnica, e que seus impactos não devem ser interpretados como uma abertura irrestrita de mercado, mas como a construção de oportunidades progressivas, condicionadas a regras sanitárias, cotas e salvaguardas já previstas no texto negociado.

No caso da carne de frango, principal item da pauta exportadora brasileira de proteínas, a ABPA é enfática ao afirmar que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia. “Essas regras permanecem intactas. A novidade está na criação de um contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, informa na nota.

Esse volume será compartilhado entre os países do bloco sul-americano e dividido igualmente entre produtos com osso e sem osso. A implantação será gradual, em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total no sexto ano de vigência. A partir daí, a cota passa a se repetir anualmente, dentro das regras estabelecidas.

Carne suína

Para a carne suína, o acordo inaugura uma nova possibilidade. Pela primeira vez, o Mercosul contará com um contingente tarifário

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

preferencial específico para o produto, inexistente até então para o Brasil. “A cota final prevista é de 25 mil toneladas por ano, com tarifa intr­a-cota de € 83 por tonelada, valor significativamente inferior ao praticado fora do contingente”, diz a nota.

Aves

Assim como no caso das aves, a implementação será escalonada ao longo de seis anos. No entanto, a ABPA ressalta que a efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, condição essencial para a abertura do mercado.

O segmento de ovos também aparece como um dos beneficiados pelo acordo. Estão previstos contingentes tarifários específicos, isentos de tarifa intr­a-cota, de 3 mil toneladas anuais para ovos processados e outras três mil toneladas para albuminas. Segundo a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar as exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, especialmente em nichos industriais e alimentícios.

Cotas do acordo

Apesar das oportunidades, a ABPA chama atenção para um ponto central: todas as cotas criadas pelo acordo são do Mercosul, e não exclusivas do Brasil. Isso exigirá coordenação intrabloco para definir critérios de alocação entre os países-membros, além de atenção permanente às exigências regulatórias e sanitárias impostas pelo mercado europeu.

Foto: Jonathan Campos

A entidade reforça ainda que os impactos econômicos positivos tendem a ser graduais, acompanhando o cronograma de implantação do acordo e condicionados ao cumprimento rigoroso das normas técnicas. As salvaguardas previstas devem ser aplicadas de forma estritamente excepcional e baseada em critérios técnicos, evitando distorções comerciais.

Para a ABPA, a concretização do acordo UE-Mercosul fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado internacional, atuando de forma complementar à produção europeia. Sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva seguem como pilares centrais para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo pacto. “O pleno potencial do acordo dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, afirma a entidade.

Confira a Nota Setorial na íntegra:

NOTA SETORIAL– ACORDO MERCOSUL–UNIÃO EUROPEIA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de longo prazo e de elevada complexidade técnica.

O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais.

No caso da carne de frango, é importante destacar que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. O que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco. Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente.

Para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.

No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intr­a-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.

Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva. O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global.

Fonte: O Presente Rural
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