Notícias Faturamento cresce 17%
Copacol reforça transparência em AGO; Valter Pitol é reconduzido à presidência
Em Assembleia Geral Ordinária, realizada nesta sexta-feira (03), em Cafelândia, no Oeste do Paraná, a cooperativa teve as contas de 2022 aprovadas por unanimidade, os Conselhos de Administração e Fiscal eleitos e empossados para um novo mandato e ainda foram iniciadas as celebrações de 60 anos de fundação, com o lançamento do selo comemorativo.

Com o fortalecimento dos vínculos com a família cooperada e a efetiva transparência de todas as ações, a Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol) teve as contas aprovadas por unanimidade durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO ) realizada nesta sexta-feira (03), em Cafelândia, no Oeste do Paraná.
Com grande participação dos cooperados e cooperadas, os conselhos de Administração e Fiscal foram eleitos e empossados para um novo mandato. Além disso, a empresa deu início as celebrações de 60 anos de fundação com o lançamento do selo comemorativo.
O faturamento da Cooperativa atingiu os R$ 9,2 bilhões: crescimento de 17% em comparação ao exercício anterior, mesmo diante do cenário desafiador da economia nacional. “Enfrentamos um ano muito difícil. A elevação dos custos de produção trouxe grandes impactos em nossas atividades. Tivemos ainda uma significativa quebra de safra que atingiu todo o estado e refletiu em nossos negócios. O frete internacional também onerou o processo. Mas a união faz com que possamos seguir em frente, prontos para os novos desafios. Estamos em um momento de celebração dos 60 anos de existência e queremos deixar esse legado as novas gerações”, explica o diretor-presidente, Valter Pitol.
Com atuação na produção de grãos, aves, peixes, suínos e leite, a empresa conta com 7,2 mil cooperados, 16 mil colaboradores. Os produtos de alto padrão de qualidade são comercializados no Brasil e exportados para 77 países. A atuação no Oeste e no Sudoeste do Paraná proporciona desenvolvimento econômico no campo e também nas cidades: o volume de impostos pagos ano passado chegou a R$ 339 milhões, recurso que é revertido em obras e serviços na área de atuação da empresa. “A cooperativa transformou realidades e vem gerando grandes oportunidades ao longo dos 60 anos. É uma grande satisfação ver essa empresa chegar longe e proporcionar crescimento aos cooperados e colaboradores. Todos estão de parabéns por esse momento extremamente importante, com metas que serão alcançadas com esse trabalho conjunto ”, afirma José Roberto Ricken, diretor-presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), que esteve entre as autoridades convidadas a participar do evento.
Sobras e complementações
Mesmo com as adversidades, a cooperativa manteve a tradição de distribuição das sobras, complementações e juros de capital, que totalizaram R$ 153 milhões.
O pagamento foi antecipado no fim do ano passado e na próxima terça-feira será efetivada a segunda parcela, depositada na conta dos cooperados.
Ao todo, os cooperados receberão R$ 3,50 por saca de soja fixada na Cooperativa.
Por saca de trigo será pago R$ 1,50; milho R$ 1,50; café R$ 15; 0,10 centavos por litro de leite; insumos 4% sobre o faturamento do que foi comprado pelo cooperado na Cooperativa; supermercado e rações 3%; juvenil 0,0141 (unidade); 0,1801 por quilo de peixe. Por ave, o total é de R$ 1,18; ovos 0,0372 centavos a unidade; leitão R$ 12,0682 (cabeça); no caso do suíno, R$ 38,60 (cabeça).
Eleições
Os membros efetivos do novo Conselho Fiscal para o exercício de 2023 são: Alex Bini Ferreira, Geraldo De Moraes Correa e Rogerio Effting; já os suplentes são: Jair Irineu Felipe, Martim Jose Steimbach e Paulo Oenning.
Por aclamação também foi eleito e empossado o Conselho de Administração para gestão 2023/2026. A diretoria executiva ficou composta por Valter Pitol, diretor-presidente; James Fernando de Morais, diretor-vice-presidente; e Silvério Constantino, diretor-secretário. Já os conselheiros eleitos são: Andrei Buss, Elder Candido Gabriel, Genezio Clemente, Gilberto Francisco Hernandes, Italo Rafael Sirico, João Alves Rodrigues, José Moraes da Silva Filho, Lourival Malagutti, Luiz Antonio Della Valentina, Miguel Motter, Sergio Luiz Squizatto e Waldemar de Ré. “Agradecemos a confiança dos nossos cooperados e cooperadas em mais uma gestão. Temos a certeza que estamos no rumo certo, com a participação de todos e a confiança de que vamos deixar um legado para as futuras gerações, valorizando nossas atividades, gerando novas oportunidades”, enfatiza Pitol.
60 anos
Em 2023, a Copacol completa 60 anos de fundação: a Cooperativa é a primeira do Oeste do Paraná, implantada incialmente para gerar energia elétrica, em 23 de outubro de 1963, com a união de 32 agricultores e o padre Luis Luise, que buscavam instrumentos para gerar desenvolvimento rural e melhores condições de vida as famílias da região. Para celebrar esse momento importante, a cooperativa lançou o Selo de 60 Anos que passa a fazer parte de todos materiais de divulgação.

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Super El Niño tem formação captada por satélites espaciais; veja o vídeo
Vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia mostra as primeiras anomalias de temperatura no Oceano Pacífico e revela como pequenas mudanças podem desencadear impactos climáticos em escala global.

Pela primeira vez, o surgimento de um novo episódio de Super El Niño pode ser acompanhado em detalhes a partir do espaço. Um vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) revela as primeiras alterações na temperatura da superfície do Oceano Pacífico e mostra como um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta começa a se formar.
As imagens foram produzidas a partir de dados coletados por satélites entre os dias 1º e 07 de junho. O material destaca anomalias térmicas, diferenças entre as temperaturas registradas atualmente e a média observada entre 1991 e 2020, consideradas pelos cientistas um dos primeiros sinais do fenômeno.

Reprodução/Nasa
Embora as variações de temperatura pareçam discretas, elas têm grande relevância para o equilíbrio climático global. Isso porque os oceanos armazenam enormes quantidades de calor e pequenas mudanças podem alterar significativamente a troca de energia entre o mar e a atmosfera.
Segundo a ESA, o uso das anomalias permite identificar com maior precisão as fases iniciais do El Niño. “O fenômeno geralmente começa como uma mudança sutil em relação ao que é considerado normal”, explica a agência. Por isso, a comparação com uma média histórica ajuda a evidenciar transformações que, à primeira vista, passariam despercebidas.
O El Niño ocorre quando os ventos alísios, que normalmente empurram as águas superficiais do Pacífico para Oeste, enfraquecem. Com isso, águas mais quentes se deslocam em direção à Costa Oeste da América do Sul, modificando a circulação atmosférica e alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.
Os efeitos costumam ser sentidos em diferentes continentes. Dependendo da intensidade do fenômeno, podem ocorrer ondas de calor mais severas, secas prolongadas, chuvas excessivas e tempestades mais intensas, com impactos sobre a agricultura, a disponibilidade de água, a geração de energia e a economia.
Pesquisadores também alertam que o aquecimento global pode influenciar a frequência e a intensidade desses eventos, ampliando seus efeitos e tornando os extremos climáticos ainda mais pronunciados.
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NOAA vê risco de Super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras
Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

A possibilidade de um Super El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade até 2027.

Foto: Divulgação
Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.
Mudanças no clima afetam produção agrícola
Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.
Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando
no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.
Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.
Mercado acompanha riscos para as commodities
Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação
Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.
A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.
Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.
Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil
Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

Foto: Shutterstock
A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.
As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.
Acesso a recursos
A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.
Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.
Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

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Reconhecimento cultural
A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.
O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.
Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.
Importância econômica
O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

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No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.
Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.









