Notícias Dia do Cooperativismo
Copacol realiza ações do Dia C em prol das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul
Com a união de todos, a Cooperativa encaminhou até o estado gaúcho 26 carretas com doações, como água, alimentos, roupas, calçados, cobertores e colchões, além de quantias em dinheiro.

Pra gente, cooperar é a chave de tudo! É ter visão de mundo e compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento do País. Por isso, diariamente a Copacol desenvolve ações que cooperam com o desenvolvimento dos 8,9 mil cooperados e 16 mil colaboradores; com o meio ambiente; com as futuras gerações, pelos projetos sociais; e com a produção de alimentos práticos e saborosos.
A cooperação faz parte do dia a dia da Copacol. E isso vem ao encontro do Dia Internacional do Cooperativismo, data celebrada no primeiro sábado de julho, criado pela OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) que incentiva a prática de ações de apoio às comunidades. Além disso, cada ação também está presente no sétimo princípio do cooperativismo: o interesse pela comunidade. “A Copacol nasceu com o propósito de ajudar a comunidade em que estava. Na época, há 60 anos, para levar energia elétrica para as famílias. Hoje, com a agricultura e as integrações – avicultura, suinocultura, piscicultura e bovinocultura de leite – levamos renda, oportunidades e qualidade de vida para cada um dos nossos cooperados, colaboradores e as comunidades onde estamos presentes. O cooperativismo está em cada uma das nossas atividades diárias. Cooperamos sempre”, destaca o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
Dia C
Assim como todos os anos, cooperados, colaboradores e a comunidade se unem em prol de ações em comemoração ao Dia C. Neste ano, de forma especial, todo o apoio da Cooperativa foi em prol das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
Com a união de todos, a Cooperativa encaminhou até o estado gaúcho 26 carretas com doações, como água, alimentos, roupas, calçados, cobertores e colchões, além de quantias em dinheiro. “Nós, da Copacol, ficamos sensibilizados com o que aconteceu no Rio Grande do Sul. As cenas nos comoveram e, por isso, sentimento um grande desejo de cooperar em favor das famílias atingidas. Iniciamos mobilizações para arrecadar o que era mais necessário para ajudar. O espírito de solidariedade fez com que todos das nossas Unidades fizessem um pouco em favor dos irmãos gaúchos. A força do cooperativismo é, sem dúvidas, o caminho para o Rio Grande do Sul retomar a normalidade”, afirma Pitol.
O colaborador Gilmar Andersen foi um dos motoristas que dirigiu quase 900 quilômetros para levar as doações até o estado gaúcho. “Tive muito orgulho em fazer parte da equipe
que transportou as doações. Essa foi uma viagem diferente das que estou habituado a fazer pela Cooperativa, porque fomos ajudar o nosso próximo que estava precisando. Me senti muito feliz e orgulhoso em ajudá-los e fazer parte da Copacol”, diz.
Todas as doações destinadas pela Copacol seguiram as necessidades e orientações da Ocergs (Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), que fez a distribuição dos itens no Estado. “O nosso trabalho não acabou. Os nossos irmãos gaúchos ainda precisarão do nosso apoio e doações nos próximos meses, por isso, seguimos atentos as orientações da Ocergs”, complementa o diretor-presidente.
Outras ações
Além das doações realizadas ao Rio Grande do Sul, as Unidades da Copacol se reúnem para outras ações de apoio à comunidade. As Unidades de Nova Prata do Iguaçu, Nova Esperança do Sudoeste e Salto do Lontra irão arrecadar alimentos, produtos de limpeza e higiene, além de brinquedos que serão doados
para a Casa Lar de Salto de Lontra. Em Planalto os colaboradores e comunidade farão um trabalho de revitalização na Escola Municipal Irmã Dulce. A Unidade de Goioerê realiza uma rifa para arrecadação de dinheiro. O montante será repassado para a Chácara do Cristma, local de recuperação para dependentes químicos.
Copacol
A Copacol faturou R$ 9,8 bilhões no ano passado, cooperando sempre com o desenvolvimento social e econômico brasileiro. São 8,9 mil cooperados que compartilham dos bons resultados gerados pelas atividades relacionadas a Agricultura, Avicultura, Suinocultura, Bovinocultura de Leite e Piscicultura. Além de proporcionar avanços no campo, a Cooperativa se destaca pela geração de emprego e renda: são 16 mil colaboradores em todas as estruturas.
A Cooperativa conta com 35 Unidades de Grãos, Insumos e Sementes no Oeste e Sudoeste do Paraná. Além disso, são duas Unidades Industriais de Peixes, duas Unidades Industriais de Aves, duas UPAs (Unidades Produtoras de Alevinos), o Centro de Distribuição, o CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), o CTA (Centro de Treinamento Avícola), Supermercados e Lojas Agro.

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento
Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.
O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.
Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.
No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.
A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.
Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.
A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo
Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.
A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.
As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.
Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação
Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.
O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.
Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”
A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.
O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.
Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”
A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.
Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.
Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.



