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Suínos Crescimento na piscicultura

Copacol mudou o hábito alimentar do brasileiro ao incluir peixe em sua dieta

O pioneirismo da Copacol em atuar na piscicultura de forma integrada permitiu que muitos produtores passassem a acreditar e a produzir o peixe.

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Fotos: Divulgação/Comunicação Copacol

Através de um estudo sobre a viabilidade e a importância da piscicultura no Oeste do Paraná, foi implementada há 16 anos uma das atividades mais promissoras da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), que hoje se posiciona como a maior cooperativa produtora de tilápia do Brasil. São 17 mil toneladas por ano, mas as ambições para 2024 são ainda maiores: chagar a 21 mil toneladas.

Desde sua fundação, a Copacol tem registrado um crescimento consistente, fundamentado em pilares de inovação e sustentabilidade. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o presidente Valter Pitol revela as estratégias por trás dessa trajetória de sucesso, os desafios superados ao longo dos anos e as perspectivas para a tilapicultura paranaense e brasileira.

Pioneira no sistema integrado de piscicultura no Brasil, a atividade se tornou uma alternativa de renda e diversificação da propriedade rural para 286 cooperados da Copacol. “Prestes a completar 16 anos, a atividade se tornou o sustento de muitas famílias, além de uma opção para a diversificação na propriedade, com a agricultura, avicultura, suinocultura e a bovinocultura de leite” menciona Pitol.

Com o maior volume de abate de tilápia da América do Sul, a cooperativa processa 190 mil tilápias ao dia nas unidades industriais de Nova Aurora e Toledo. Em 2023, foram abatidos 55,3 milhões de peixes, totalizando 16,9 mil toneladas do produto.

Para atender a essa demanda, a Copacol conta com duas Unidades de Produção de Alevinos (UPA), uma instalada em Nova Aurora e outra em Quarto Centenário, que produziram juntas 56,2 milhões de alevinos no ano passado. “O pioneirismo da Copacol em atuar na piscicultura de forma integrada permitiu que muitos produtores passassem a acreditar e a produzir o peixe” conta Pitol.

O início de tudo

Com forte atuação em grãos e na avicultura, o presidente da Copacol menciona que a ideia de atuar também na piscicultura veio a partir de um trabalho de conclusão de uma pós-graduação ofertada pela cooperativa para colaboradores, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. “Um dos grupos estudou a viabilidade e importância da atividade para diversas famílias da região. O trabalho foi apresentado em 2006 e dois anos depois, em junho de 2008, a Unidade Industrial de Peixes de Nova Aurora foi inaugurada” relembra Pitol, enfatizando que o investimento, na época, foi de R$ 15 milhões em uma área de 2,3 mil metros quadrados, gerando mais de 100 empregos. “A capacidade de abate era de 10 toneladas de tilápia por dia. Hoje, nesta estrutura são abatidas em média 150 mil tilápias/dia, com mais de 1,2 mil colaboradores”, diz orgulhoso da trajetória da cooperativa na atividade.

Inovações tecnológicas e sustentabilidade

No Oeste do Paraná, polo da produção de tilápias no Brasil, a Copacol iniciou em 2023 a operação da UPA de Quarto Centenário com um sistema inovador, inspirado em uma tecnologia israelense, no Oriente Médio, região em que a água doce é extremamente escassa. A estrutura foca no reaproveitamento máximo da água usada nos processos, por meio de um tratamento altamente eficiente com filtros, meios de sedimentação e clarificação, voltando aos tanques produtivos.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “O modelo de integração garante a eficiência e a qualidade de produção”

A obra com 22 mil metros quadrados preza pela biosseguridade aliada à economia de água e energia. Foram R$ 60 milhões destinados ao projeto. Os ciclos ocorrem dentro de estufas, com total controle produtivo, em uma área menor quando comparada aos projetos tradicionais. Além disso, as barreiras são mantidas com rigor de visitantes – e até mesmo dos colaboradores -, tanto na entrada, quanto na saída.

Com um consumo médio de água de apenas 83 metros cúbicos, equivalente a 10% do volume utilizado em sistemas tradicionais, a instalação se destaca como referência em eficiência hídrica. “A água é reutilizada após passar por filtros, meios de sedimentação e clarificação, voltando aos tanques produtivos” explica Pitol.

Com a operação de duas UPAs, a Copacol se tornou autossuficiente no fornecimento de alevinos aos produtores, com controle de 100% do banco genético e capacidade anual de 100 milhões de unidades produzidas.

Outro fator importante é a utilização de poços artesianos para abastecer os tanques elevados, o que reduz de forma significativa os riscos de contaminação. O sistema de aeração por ar difuso e aerotube proporciona baixo consumo de energia na aeração da água, benefício também oferecido pelo sistema Airlift, que recircula 100% da água dos tanques. Considerada uma das mais modernas do mundo, a estrutura é totalmente automatizada, permitindo o controle em tempo real de parâmetros como oxigenação e temperatura.

Suporte técnico e desenvolvimento dos cooperados

Engenheiro de Pesca e gerente de Integração Peixes Copacol, Nestor Braun: “Precisamos produzir tilápia que atendam a um conjunto de requisitos e que façam brilhar os olhos dos clientes”

Com uma equipe técnica qualificada, com engenheiros de pesca e extensionistas, a cooperativa oferece todo o suporte técnico necessário para os cooperados. O sistema de integração desenvolvido pela cooperativa em suas atividades garante que o cooperado receba o alevino, ração e a assistência necessária para a produção. Constantemente os cooperados participam de treinamentos e capacitações para se desenvolverem na atividade, como a Tecnotilápia, evento destinado aos piscicultores durante o Copacol Agro, maior evento da família cooperada; e o Conecta Peixe, projeto desenvolvido com os filhos e netos de cooperados para conhecerem melhor as atividades e novidades da piscicultura, além de visitas técnicas a espaços da cooperativa para conhecerem o processo produtivo completo.

Foco na tilápia e diversificação de produtos

No sistema de integração, em que o cooperado recebe o alevino, ração e toda assistência técnica, desde o recebimento do alevino, passando pela despesca até a comercialização, a tilápia é a única espécie cultivada pelos 286 cooperados integrados à Copacol. “O modelo de integração garante a eficiência e a qualidade de produção. No entanto, a cooperativa também oferece um catálogo diversificado de produtos de revenda sob a sua marca, com alimentos de procedência e certificações de qualidade. Entre as espécies disponíveis estão bacalhau, camarão, merluza, cação, sardinha e salmão. Esses produtos são oferecidos em diversas gramaturas e embalagens, que atendem tanto refeições quanto porções para até quatro pessoas, adaptando-se às demandas do mercado”, salienta Pitol.

Marca preferida dos consumidores

Em uma pesquisa realizada em parceria com a Nestlé, a Copacol foi eleita a marca preferida de pescados congelados pelos consumidores brasileiros. Com uma ampla variedade de produtos, a cooperativa possui três linhas diferentes em peixes: Tilápia, Mar e Rio.

Além disso, para incentivar o consumo de pescados, a Copacol tem o portal DiadePeixe.com.br que conta com dicas e receitas que simplificam a rotina na cozinha. Cozinhar se torna uma atividade mais divertida e prazerosa e não apenas uma obrigação. Lá o consumidor encontra receitas completas, combinações com bebidas e dicas de como fazer receitas, além de dicas, por exemplo, como eliminar o cheiro de peixe da cozinha e qual o tempero ideal.

Atualmente, a cooperativa exporta para sete países. Entre os produtos exportados estão o filé refrigerado, além de pele e escamas.

Oeste do Paraná: berço da tilapicultura no Brasil

Fatores como clima favorável, água em abundância, incentivos governamentais e o forte sistema cooperativista abriram caminho para o Paraná se tornar o berço da tilapicultura no Brasil. Antes da atuação das cooperativas, a produção de peixes em tanques era realizada sem planejamento adequado, muitas vezes se limitando a pesca-pagues, em que os produtores não tinham garantia de venda e enfrentavam problemas com excedentes. Conforme explica Pitol, essa atividade se tornou inviável sem um suporte completo, que envolve desde a produção até a comercialização.

Através de um estudo aprofundado, a Copacol estabeleceu metas de implementação de uma piscicultura de forma estruturada, organizada e sustentável na região Oeste paranaense. “Investimos em toda a cadeia produtiva, que envolve genética, desenvolvimento de rações, infraestrutura industrial, assistência técnica a campo e estratégias de comercialização. Esse investimento consolidou a Copacol como uma das maiores produtoras comerciais de tilápias do Brasil” ressalta.

A abundância de recursos hídricos é um dos grandes diferenciais da região, tendo muitas propriedades rurais margeadas por ​rios de água limpa, fundamentais para a produção de peixes de alta qualidade. “Esse foi um fator determinante, pois com água boa se produz peixe bom”, frisa Pitol, salientando que a cooperativa atua de forma intensiva na preservação dos rios antes mesmo da implantação da piscicultura. “Possuímos um trabalho intenso na preservação de nossos rios, um trabalho iniciado muito antes da implantação da piscicultura na nossa cooperativa, o que garantiu essa abundância de água nas propriedades, com matas ciliares e reservas legais adequadas”.

Pitol menciona que propriedades rurais que antes tinham áreas subutilizadas, como várzeas sem valor econômico significativo, foram transformadas em fontes de renda. “Com a escavação adequada e a criação de tanques, pequenos produtores rurais alcançaram uma nova atividade lucrativa. Essa atuação valorizou de maneira significativa as áreas rurais da região”, afirma.

No entanto, a mudança mais significativa ocorreu no campo, com os produtores alcançando uma nova fonte de renda e melhores condições de vida. “A cooperativa trouxe oportunidades para famílias que agora enxergam futuro na propriedade: os filhos estão cursando ou concluindo graduações em áreas como Agronomia e Medicina Veterinária, alinhando suas carreiras com o propósito de permanecer e prosperar no campo”, assegura Pitol.

Avanços na criação sustentável de tilápias

Com foco em práticas que unem eficiência e sustentabilidade ambiental, a Copacol tem alavancado sua produção de tilápias, consolidando sua posição no mercado. De acordo com o engenheiro de Pesca e gerente de Integração Peixes Copacol, Nestor Braun, a criação de peixes deve ser estruturada de acordo com os órgãos regularizadores do meio ambiente. “Os peixes são rigorosamente avaliados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e precisam atender a todos os padrões de qualidade exigidos para o consumo”, evidencia, enaltecendo: “O sucesso do nosso negócio depende da escolha estratégica de locais onde o projeto será desenvolvido. A qualidade da infraestrutura é primordial e diversos fatores devem ser considerados e analisados antes de sua implantação, como relevo, acesso, disponibilidade hídrica e energia elétrica”.

Braun também destaca que fatores biológicos como a qualidade da água e do ambiente desempenham um papel primordial na obtenção de um arraçoamento ideal e, consequentemente, de um desempenho superior na produção de tilápias de alta qualidade. “Precisamos produzir tilápia que atendam a esse conjunto de requisitos e que façam brilhar os olhos dos clientes” reforça.

A tecnologia tem sido uma aliada fundamental na transformação do setor de aquicultura, impulsionando práticas mais sustentáveis ​​e eficientes. “A tecnologia, engloba conhecimento científico, e consciência social e ambiental, que convergem para melhorar o produto, de maneira que não cause impactos à natureza” afirma Braun, acrescentando: “A necessidade de preservação dos recursos naturais, aliada à otimização do uso do solo e da água na produção, tem resultado na implantação de sistemas mais sustentáveis de cultivo”.

Inovações como o uso de fontes de energia renováveis ​​e tecnologias avançadas de rastreabilidade do produto não só aumentam a confiança dos consumidores, mas também são positivas para um processo produtivo mais responsável e transparente. Braun destaca que essas mudanças não são apenas demandas do mercado consumidor, mas também uma evolução necessária na indústria alimentícia, que busca alternativas modernas e elevadas para atender às expectativas cada vez mais exigentes dos consumidores conscientes.

Crescimento e expansão no mercado de piscicultura

Em 2023, a Copacol produziu quase 17 mil toneladas de carne de peixe e para 2024 a meta é ainda mais ambiciosa: atingir a marca de 21 mil toneladas. Conforme o presidente da Copacol, o processo de produção é contínuo e ajustado de acordo com a demanda do mercado, acompanhando o crescimento do consumo. “Avançamos muito no setor: quando a Copacol iniciou a produção de tilápias, as gôndolas ofereciam pouco espaço para peixes congelados. Hoje, muito além da geração de renda para famílias produtoras e colaboradores, a cooperativa se orgulha em saber que também contribuiu de maneira significativa para uma mudança no hábito alimentar dos brasileiros, com uma proteína saudável. Esse pioneirismo abriu portas para o setor como um todo, conquistando paladares com uma enorme variedade de produtos” enfatiza Pitol.

A produção da Copacol não se limita ao mercado interno. Atualmente, uma parte expressiva é destinada à exportação, atendendo a mercados internacionais como dos Estados Unidos, China, Japão, Curaçao nas Antilhas Neerlandesas, Aruba, Taiwan e Coreia do Sul.

Desafios atuais e futuros

Apesar do crescimento, a Copacol enfrenta desafios como restrições e custos de capital, governança e regulamentação, desenvolvimento de novas tecnologias, volatilidade do mercado, mudanças climáticas, além de práticas de manejo não guiadas e não monitoradas.

Com um olhar para o futuro, a Copacol aposta no progresso tecnológico contínuo para manter seu crescimento e consolidar sua posição de liderança no mercado de piscicultura e avicultura no Brasil e no exterior. “Como a Copacol tem uma grande proporção de pequenas propriedades familiares, promover a inovação que leva a um maior crescimento da produção é essencial para garantir um manejo produtivo e sustentável. A longo prazo, o crescimento da produtividade na aquicultura como um todo requer progresso tecnológico contínuo” enfatiza Pitol.

Atuação da Copacol

Com atividades de agricultura e integração, a Copacol atua em municípios do Oeste e do Sudoeste do Paraná, com indústrias para processamento de aves e peixes, matrizeiros, incubatórios, laboratórios, indústria de processamento de soja, unidades para produção de alevinos e suínos, graneleiros, fábricas de rações, centros de distribuição e estações de tratamentos de resíduos. Com mais de seis décadas de atuação, a cooperativa possui Unidades de Vendas em Bebedouro (São Paulo), Cafelândia (Paraná), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Brasília (Distrito Federal), Curitiba (Paraná), São Paulo (São Paulo), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor cooperativista, acesse a versão digital de especial cooperativismo, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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Piauí decreta emergência zoossanitária para prevenção da peste suína clássica

Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

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Foto: Ari Dias/AEN

O governador Rafael Fonteles decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território do Piauí, para prevenção e controle da Peste Suína Clássica (PSC). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (06), e tem validade de 180 dias. Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

O decreto foi motivado pela confirmação de um foco da doença no município de Porto. A decisão considera laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, que confirmaram a ocorrência do vírus.

Ao justificar a medida, o documento destaca a necessidade de resposta imediata para evitar a disseminação da doença. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o texto publicado no DOE.

O trânsito de animais só poderá ocorrer conforme normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com foco na contenção e eliminação do agente viral.

O decreto também autoriza a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e utilizar produtos já registrados no país, além de seguir recomendações técnicas de pesquisas nacionais.

Cabe ainda à Adapi a aquisição dos insumos necessários às ações de prevenção, controle e erradicação da PSC durante o período de emergência.

Fonte: Assessoria Governo do Piauí
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Exportações de carne suína batem recorde em 2025 e Brasil deve superar Canadá

Embarques somam 1,51 milhão de toneladas no ano, com alta de 11,9%, e colocam o Brasil como provável terceiro maior exportador mundial. Filipinas assumem liderança entre os destinos.

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Foto: Shutterstock

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.

Foto: Shutterstock

O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.

Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%). “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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