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Copacol lidera ranking nacional de co-manufatura entre mais de 21 mil empresas
Cooperativa paranaense ficou em primeiro lugar no CPG Leaders 100 após ampliar portfólio por meio de parcerias que movimentaram R$ 184,7 milhões em 2025.

A Copacol lidera o primeiro ranking nacional que mede a capacidade das empresas de bens de consumo de crescer via co-manufatura, o CPG Leaders 100, produzido pela GrowinC, plataforma que conecta marcas a fabricantes terceirizados. A cooperativa paranaense que vem crescendo continuamente e atingiu R$ 11,1 bilhões de faturamento ano passado ficou à frente de 21 mil empresas mapeadas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas
Embora esteja diretamente ligada a produção de aves, peixes, suínos e leite, a Copacol buscou estratégias para ampliar o portifólio, indo muito além para garantir espaço e aproveitar a rede logística. Além de tilápia e frango, uma infinidade de produtos com a marca da empresa fazem parte da rotina dos consumidores, sempre com qualidade e segurança. “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas. Prezamos por parcerias que cooperem com resultados para todos os envolvidos e possam garantir uma diversidade de alimentos saudáveis nas mesas dos consumidores”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
São 50 produtos Copacol desenvolvidos em parceria com empresas que mantêm rigorosamente o padrão de qualidade. Só ano passado, a Cooperativa revendeu 11.455 mil toneladas em alimentos dessa procedência, que movimentaram R$ 184,7 milhões.
Entre os 12 fornecedores, dois são da Bélgica e da Holanda, outros dez de diferentes estados brasileiros, impulsionando setores e incentivando a produção de alimentos em diferentes regiões do País. O ranking desenvolvido pela GrowinC avalia a capacidade de crescer, inovar e escalar operações de co-manufatura para acelerar lançamentos, ampliar portfólio e construir redes produtivas resilientes.
Top 10 do CPG Leaders 100
A Copacol ficou à frente de algumas das maiores multinacionais do setor: 1 Copacol (85,6) 2 Unilever (82,2) 3 Linea (80,6) 4 JBS Brasil (80,2) 5 Native Orgânicos (79,9) 6 Nestlé (79,8) 7 Catupiry (79,5) 8 Korin Agropecuária (77,9) 9 Mondelez (77,7) 10 Mais Mu (75,4).
Das quase 170 mil inovações e lançamentos de produtos rastreados pelo estudo ao longo das últimas três décadas, cerca de 30 mil itens foram produzidos por meio de parcerias terceirizadas. Isso significa que quase 1 a cada 5 novos produtos (18%) que chegam às gôndolas brasileiras já são fabricados sob o modelo de co-manufatura.
Metodologia

Sede e complexo industrial em Cafelândia
O CPG Leaders 100 é o primeiro ranking anual dedicado a medir a capacidade de empresas de bens de consumo embalados crescerem por meio da co-manufatura. O estudo analisou 168.992 lançamentos de produtos de alimentos e bebidas realizados no Brasil entre 1996 e 2026, dos quais 29.938 foram produzidos por meio de parcerias de co-manufatura.
Ao todo, 21.094 empresas foram rastreadas. Para esta edição, 135 organizações atenderam aos critérios mínimos de elegibilidade. A metodologia considera três pilares: Escala (50%) Inovação (25%) e Network (25%). A pontuação final varia de 0 a 100 e busca medir a capacidade das empresas de utilizar a co-manufatura como instrumento de crescimento, inovação e expansão de mercado.

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Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no primeiro quadrimestre
Alta nas entregas foi impulsionada pela demanda da segunda safra de milho, mas abril registrou desaceleração nas compras para a safra de verão.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 12,30 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026, alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 12,11 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).
O resultado positivo do quadrimestre foi sustentado pela demanda registrada nos três primeiros meses do ano, impulsionada principalmente pela segunda safra de milho. Em abril, no entanto, o ritmo de entregas perdeu força. No mês, foram comercializadas 2,54 milhões de toneladas, volume 6% inferior ao registrado em abril de 2025, indicando o início das compras para a safra de verão em um cenário mais cauteloso.
Mato Grosso liderou as entregas no período, com 3,06 milhões de toneladas, o equivalente a 24,9% do volume nacional. Na sequência aparecem São Paulo (1,39 milhão de toneladas), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão) e Minas Gerais (1,05 milhão).
Produção nacional recua 14,4%
A produção brasileira de fertilizantes intermediários seguiu em trajetória de queda no primeiro quadrimestre. Entre janeiro e abril, foram produzidas 1,92 milhão de toneladas, redução de 14,4% frente às 2,24 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025.
Em abril, a produção alcançou 510 mil toneladas, volume 9,2% inferior ao do mesmo mês do ano passado.
Segundo a ANDA, a retração está relacionada principalmente ao aumento dos custos do enxofre, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes fosfatados e que vem acumulando sucessivas altas no mercado internacional.
A entidade ressalta ainda que parte da produção nacional pode não ter sido capturada no levantamento em razão de mudanças societárias e da retomada de operações em algumas empresas.
Importações permanecem em patamar elevado
As importações de fertilizantes intermediários totalizaram 11,21 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025, quando o Brasil importou 11,26 milhões de toneladas, retração de apenas 0,4%.
Em abril, as compras externas atingiram 3,05 milhões de toneladas, alta de 10,4% na comparação anual. De acordo com a ANDA, o desempenho também foi influenciado pela demanda da segunda safra de milho.
Paranaguá concentra um quarto das importações
Principal porta de entrada de fertilizantes no país, o Porto de Paranaguá recebeu 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, volume 6,5% menor que o registrado no mesmo período de 2025.
Apesar da redução, o terminal respondeu por 25,4% de todas as importações brasileiras de fertilizantes no quadrimestre, segundo dados do Siacesp/MDIC.
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Exportações brasileiras para o Líbano crescem 18,2% em 2026
Carne bovina lidera os embarques, seguida por gado vivo, café e açúcar. Vendas somam US$ 266,1 milhões no ano.

As exportações do Brasil para o Líbano acumulam alta de 18,2% neste ano e somam US$ 266,1 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No sentido contrário, as importações registram queda de 7,2%, para US$ 1,1 milhão.
De acordo com as informações do Mdic, carne bovina é o principal produto exportado pelo Brasil ao Líbano, com um total de US$ 57,6 milhões, em alta de 18,9% sobre o acumulado entre janeiro e junho do ano passado. Em seguida, as vendas de gado vivo somam US$ 51,5 milhões, em queda de 1,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Café e açúcar são outros dos principais produtos enviados ao Líbano. No sentido contrário, frutas, produtos hortícolas e máquinas para preparação de alimentos são os principais produto que o Líbano vende ao Brasil no ano.
Em junho, as vendas do Brasil ao Líbano subiram 119,7%, para US$ 42,4 milhões. As importações caíram 50,8%, para US$ 141 mil na comparação anual.
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Tradição cria rede para ampliar participação de mulheres nas unidades da cooperativa
Iniciativa será implantada em sete regiões de atuação para aproximar produtoras das decisões, identificar demandas locais e desenvolver ações de capacitação e integração.

A Cooperativa Agroindustrial Tradição iniciou a implantação do Elo Feminino, iniciativa voltada a ampliar a participação das mulheres nas atividades da cooperativa e fortalecer a atuação das cooperadas nas propriedades rurais e nas comunidades onde a organização está presente.

Nesta primeira etapa, foram realizados encontros com cooperadas das unidades de Mariópolis, Renascença, Mangueirinha, Coronel Vivida e Palma Sola, além de uma reunião conjunta com participantes de Pato Branco e Vitorino. As reuniões foram conduzidas pelo setor de Cooperativismo e apresentaram a proposta da nova estrutura, que funcionará de forma descentralizada em cada unidade.
O Elo Feminino passa a integrar as ações do Núcleo Feminino, formalizado neste ano e composto por representantes de todas as unidades da cooperativa. A proposta é ampliar a participação das mulheres nos processos da cooperativa, promover ações de desenvolvimento e estimular o protagonismo feminino no meio rural.
Grupos serão organizados em cada unidade
Segundo a coordenadora de Cooperativismo da Tradição, Eliane Pessini Negri, cada unidade formará um grupo próprio, responsável por aproximar as cooperadas da cooperativa e levantar demandas específicas de cada região.

“O Elo Feminino será essa ligação entre as cooperadas e a cooperativa. Queremos ouvir as mulheres, entender as necessidades de cada região e desenvolver ações que realmente façam sentido para as comunidades. Não teremos um modelo único. Cada grupo ajudará a construir iniciativas de acordo com a sua realidade”, ressalta.
De acordo com Eliane, o trabalho voltado à participação feminina já vinha sendo desenvolvido pela cooperativa nos últimos anos, mas a criação do Núcleo Feminino representa uma nova etapa dessa estratégia. A iniciativa conta com apoio do Sistema Ocepar, por meio do Sescoop Paraná.
Durante os encontros, a instrutora Mariana, do Sescoop Paraná, conduziu dinâmicas para apoiar a organização dos grupos e levantar sugestões de treinamentos, projetos sociais e outras atividades que deverão compor o cronograma ao longo do ano.
Capacitação e integração
A coordenadora do Núcleo Feminino, Kellen Braun Tonus, destacou que o grupo pretende ampliar as oportunidades de formação e fortalecer a presença das mulheres tanto na cooperativa quanto nas comunidades. “O Núcleo Feminino é muito importante para o desenvolvimento não apenas da cooperativa, mas também das comunidades onde estamos inseridos. Queremos desenvolver ações que promovam conhecimento, integração e oportunidades para as mulheres cooperadas”, enfatiza.

Para a cooperada da unidade de Vitorino, Roberta de Bortoli Fontana, a iniciativa acompanha a crescente participação feminina na gestão das propriedades rurais. “A participação da mulher cresceu muito e hoje ela tem voz ativa nas decisões da família, atuando como agente na tomada de decisões. É uma iniciativa maravilhosa da cooperativa, porque dá espaço para a mulher e oportunidade para desenvolver sua força, delicadeza, competência e sensibilidade, aproximando cada vez mais as mulheres da Tradição”, afirma.
Segundo ela, além dos treinamentos, a proposta deverá fortalecer a integração entre as cooperadas e incentivar ações sociais nas comunidades.
Próxima etapa
Com a conclusão dos encontros iniciais, as representantes de cada unidade passarão a organizar os grupos do Elo Feminino e mobilizar outras cooperadas para participar das atividades. Em conjunto com os setores de Cooperativismo e Comunicação da Tradição, serão definidas as prioridades e os projetos que serão desenvolvidos em cada município, de acordo com as demandas identificadas pelas próprias participantes.



