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Copacol impulsiona desenvolvimento regional e projeta R$ 16 bilhões com plano de crescimento cooperativo

Cooperativa destaca impacto social, geração de renda e metas do planejamento estratégico que envolve milhares de produtores, colaboradores e comunidades

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Fotos: Divulgação/Copacol

Cooperação é o que nos define! Somos determinação, superação de obstáculos e busca por um mundo melhor para todos. Essa trajetória de união da Copacol, primeira cooperativa do Oeste do Paraná, tem como base o cooperativismo – mundialmente comemorado neste sábado (05) – movimento que potencializa regiões, gerando oportunidades, emprego, renda e desenvolvimento. Nessa jornada, as novas gerações aprendem com as que construíram este legado, com respeito mútuo, onde todos têm muito a ensinar e também a aprender.

“A Copacol é um exemplo do que o cooperativismo é capaz de realizar. Em 1963, 32 produtores rurais tiveram esse propósito despertado pelo padre Luís Luise, na fundação da nossa Cooperativa: uma empresa presente com seus 180 produtos em 84 países, mantida por 10 mil cooperados e 16,2 mil colaboradores. Todos unidos mantemos esforços para alcançarmos objetivos comuns, que geram transformação nas vidas de todos que estão envolvidos neste elo de cooperação”, diz o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

Instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), 2025 é o Ano Internacional das Cooperativas: motivo de orgulho para todos que fazem parte deste grande movimento. Você pode não saber, mas o cooperativismo está presente no seu dia a dia: está na comida da sua mesa, na roupa que está vestindo, no transporte de produtos que você recebe em casa e até mesmo em uma consulta médica.

O legado deixado pelo cooperativismo está presente em nossa comunidade: um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social demonstra o impacto positivo das cooperativas no desenvolvimento local, elevando o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) destes municípios.

Com mais de seis décadas de história, a Copacol se orgulha de fazer parte desta atuação transformadora. As estruturas da Cooperativa geram 16,2 mil vagas de emprego e proporcionam qualidade de vida no campo e nas cidades. Ano passado, a empresa atingiu R$ 10,6 bilhões de faturamento, com intensa participação em grãos, aves, peixes, suínos e leite.

Foram R$ 390 milhões em impostos, que consequentemente são revertidos em obras públicas, serviços e investimentos nas cidades de atuação. “Nossa atuação vai muito além de proporcionar renda no campo: temos nossos projetos com a família cooperada: cursos e treinamentos o ano inteiro, Dias de Campo, formações técnicas para os Grupos Femininos, filhos de cooperados no Grupo de Jovens, CooperJúnior, desenvolvimento de liderança entre as mulheres e também de lideranças estratégicas pelo Programa Coopera; além disso, temos todo um trabalho na comunidade, com 16,2 mil crianças envolvidas todos os anos em projetos como Apoio Cultural, Proerd, CooperJovem, Escola no Campo e Busão da Imaginação”, enfatiza a assessora de Cooperativismo, Elizete Lunelli Dal Molin.

Uma iniciativa pioneira da Copacol foi tornar realidade o sonho da casa própria para milhares de famílias: o Projeto Moradias Copacol começou em 2018 e entregou habitações sociais para colaboradores, a valores atrativos, com possibilidade de financiamento e incentivos fiscais por parte do governo. Na mais recente etapa, no ano passado, foram entregues 532 moradias para colaboradores. “Esse é só um exemplo do que o cooperativismo é capaz de fazer. Garantir dignidade e segurança para as famílias, que atuam em uma que busca a evolução dos negócios, pensando em todos que fazem parte dela”, enfatiza Pitol.

A implantação do modelo de integração de aves, suínos, peixes e leite trouxe oportunidades de renda para as famílias e tornou o Oeste do Paraná o berço do cooperativismo. A Copacol foi pioneira em integração de aves e peixes – entre as cooperativas – garantindo sustentabilidade financeira das propriedades. E a meta é continuar levando para mais longe essa essência: o Planejamento Estratégico Cooperar para Crescer está em andamento, com objetivo de envolver 65 mil pessoas em programas de desenvolvimento, gerar R$ 16 bilhões em faturamento e proporcionar 5% de rentabilidade aos produtores. “Juntos vamos seguir os passos da cooperação, com esse legado do cooperativismo, neste dia especial, que é o Dia do Cooperativismo, para que possamos continuar com essa história de transformação. É um momento de comemoração para todos os cooperativistas e para nós da Copacol, que está prestes a comemorar 62 anos é uma grande satisfação ver tudo o que foi possível fazer através do cooperativismo. Então, produtores, colaboradores e toda a comunidade: parabéns por este dia, feliz Dia do Cooperativismo”, parabeniza Pitol.

Fonte: Assessoria Copacol

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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