Peixes
Copacol é Ouro no Prêmio SomosCoop Melhores do Ano
Tecnologia inédita desenvolvida para a produção de alevinos garantiu à cooperativa o 1º lugar na Categoria Inovação.

A tecnologia inédita desenvolvida para a produção de alevinos sagrou a Copacol como vencedora do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Com foco em sustentabilidade, a Unidade de Produção de Alevinos (UPA), em Quarto Centenário (PR), foi inscrita na Categoria Inovação, garantindo o Troféu de Ouro do evento realizado a cada dois anos em Brasília. Ao todo, nesta edição, foram 711 cases inscritos de 574 cooperativas de todo o Brasil.

Presidente da OCB entregou Troféu de Ouro à Copacol
O sistema implantado pela Copacol no Oeste do Paraná possui uma característica exclusiva, unindo baixo consumo de recursos naturais e biossegurança, com um modelo inspirado em Israel. Em todas as atividades, a Cooperativa investe em estratégias de inovação. A tecnologia é uma grande aliada para melhor performance no campo, da ração elaborada, passando pela criação dos peixes, a industrialização, até chegar à mesa do consumidor. A UPA é resultado dessa visão de futuro adotada pela Cooperativa. “São ciclos de crescimento que resultam de estudos sobre ideias inovadoras. A UPA de Quarto Centenário é uma dessas ações desenvolvidas nestas seis décadas de existência da Copacol. Mas nossos projetos inovadores envolvem a produção de grãos em nosso Centro de Pesquisa, toda a avicultura – desde genética, manejo até melhor performance industrial -, além da suinocultura, com projetos que priorizam o bem-estar animal”, afirma Valter Pitol, que comemora a quarta premiação da Copacol no SomosCoop: os dois primeiros troféus vieram em 2016: Ouro na categoria Intercooperação, com a implantação da Unidade Industrial de Aves em Ubiratã, mantida em parceria com a Coagru; e Prata, na categoria Cooperativa Cidadã, graças aos projetos sociais desenvolvidos na comunidade. Em 2020, o troféu de Prata foi alcançado com uma intercooperação com a Coopatos, no compartilhamento do projeto de recria de novilhas. “A OCB reconhece as práticas exemplares desempenhadas pelas cooperativas. É uma honra estar entre as premiadas novamente, compartilhando esse projeto inovador que desenvolvemos e que resulta em avanços na piscicultura no Oeste do Paraná”, afirma Pitol.
O Prêmio SomosCoop destaca as iniciativas que promovem o cooperativismo de forma inovadora, nos âmbitos social e sustentável. A banca é rigorosa na avaliação, com uma apuração detalhada sobre cada projeto inscrito. Na categoria disputada pela Copacol, o Troféu de Prata ficou com o projeto Classificação da Qualidade da Soja por Imagem utilizando Inteligência Artificial, da Cocamar (PR), e o bronze, com o projeto o Uso de Inteligência Artificial para Estimar a Produtividade do Amendoim, da Coplana (SP). “Gosto muito do modelo de atuação da Copacol, que ao ser uma das premiadas, nos demonstra um caminho a ser seguido. O cooperativismo precisa ser evidenciado, desde a capacidade transformadora no campo até toda a geração de prosperidade. Parabenizo a Copacol, toda a família Copacol, vocês estão de parabéns”, enaltece o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Autossuficiente em alevinagem
A primeira UPA da Copacol completou uma década de existência e fica em Nova Aurora, com resultados extremamente elevados: a produção supera 50 milhões de alevinos/ano. Além de ampliar as oportunidades a campo, a nova UPA, em Quarto Centenário, implantada há um ano, consolida o pioneirismo da Cooperativa, garantindo a autossuficiência na produção de alevinos, com meta de atingir uma produção anual de 100 milhões de alevinos/ano.
Na estrutura premiada nacionalmente, a água utilizada nos sistemas tem como origem poços artesianos. Além disso, o volume representa apenas 10% do que é utilizado no método convencional. “A sustentabilidade é um princípio essencial para a atividade, por isso, buscamos um modelo inovador, que conservasse nosso bem maior, a água. Tivemos muitos desafios neste primeiro ano, no entanto, cada etapa foi superada proporcionando uma experiência de toda a nossa equipe técnica”, afirma o gerente da Integração Peixes, Nestor Braun.

Peixes
Brasil quer ampliar aquicultura para fortalecer produção de pescado
Ministro aponta necessidade de investimentos e incentivo à atividade.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, representou o MPA na Aquipesc Brasil 2026, a maior feira dos setores pesqueiro e aquícola do Nordeste, que reúne expositores, especialistas e outros interessados para discutir inovações, tecnologias e networking. O evento acontece entre os dias 16 e 18 de abril, em Aracaju (SE).
Na abertura, realizada na quinta-feira (16), o ministro falou sobre a importância de expandir a aquicultura no estado e no Nordeste como um todo. “Quando olhamos para o recorte de Sergipe, estamos falando de 45 mil pescadores e pescadores. Mas na aquicultura, estamos falando apenas de 800 produtores. A aquicultura está em expansão no Brasil e no mundo. Precisamos ampliar esse número e investir no setor”, declarou.

Foto: Leonardo Costa
Para tanto, ele destacou algumas políticas públicas que estão sendo implementadas. “Estamos com a consulta pública aberta de construção no Brasil participativa do Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura. Esse é um plano plural, com a participação de todos os segmentos da administração pública”, ressaltou.
Edipo também destacou a importância da inovação e do desenvolvimento da pesca artesanal. “Em relação à pesca, estamos falando de um recurso finito, que não tem como aumentar a produção, já que é um recurso natural cuja exploração é limitada. Por isso, precisamos agregar valor ao pescado”, completou.
Visita à superintendência
O ministro aproveitou a viagem ao estado para visitar a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura de Sergipe. A visita aconteceu nesta sexta-feira (17), pela manhã, e foi acompanhada pelo superintendente José Everton Siqueira Santos.
Além de conhecer as instalações da SFPA-SE, Edipo visitou o Terminal Pesqueiro Público de Aracaju, que recentemente foi leiloado pelo MPA para uma concessão de 20 anos.
Peixes
Peixe BR avalia como positivo projeto que moderniza legislação e simplifica regras na aquicultura
Proposta extingue RGP e licença de aquicultor do MPA e diferencia produção em ambiente natural de estruturas privadas.

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) considera positiva a aprovação do Projeto de Lei 4.162/2024 pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. A proposta atualiza a legislação ao diferenciar a aquicultura em ambientes naturais daquela realizada em estruturas artificiais dentro de propriedades privadas, trazendo mais segurança jurídica ao setor.
A entidade destaca ainda que o projeto prevê a extinção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e da licença de aquicultor emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), eliminando exigências consideradas burocráticas e sem ganho efetivo para a produção.
Segundo a Peixe BR, a medida é especialmente relevante diante da Portaria Interministerial MPA/Mapa nº 5/2026, que passou a exigir, além da nota fiscal e da GTA, a cópia da licença de aquicultor emitida pelo MPA, documento adicional à licença ambiental já obrigatória. Para a entidade, essa duplicidade aumenta custos e reduz a competitividade da piscicultura brasileira.
Na avaliação da entidade, o projeto corrige distorções e reduz entraves que impactam diretamente o produtor, contribuindo para um ambiente mais eficiente e competitivo.
Com a aprovação na CCJC, a proposta avança no Congresso como um passo importante para a modernização do marco legal da aquicultura no país.
Peixes
Novas regras tentam destravar pagamento do seguro-defeso a pescadores
Mudanças prometem reduzir fraudes e garantir acesso ao benefício durante o período de proibição da pesca.

As novas regras para o pagamento do seguro-defeso devem ampliar a segurança no acesso ao benefício para pescadores artesanais. A avaliação é do senador Beto Faro (PT-PA), relator da Medida Provisória 1.323/2025, aprovada pelo Congresso Nacional e que agora segue para sanção presidencial.
Segundo o parlamentar, a proposta busca garantir que cerca de 1,5 milhão de famílias recebam o auxílio de forma regular. O seguro-defeso é pago durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies e corresponde a um salário mínimo mensal.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
A medida altera critérios de concessão e reforça mecanismos de controle para evitar fraudes. Entre as mudanças, está a transferência da gestão do benefício para o Ministério do Trabalho e Emprego, além da exigência de cadastro biométrico e inscrição no Cadastro Único.
O texto também estabelece novas regras para acesso ao pagamento. Entre elas, a necessidade de comprovar contribuição previdenciária por pelo menos seis meses no ano anterior ao defeso, além da regularização cadastral para liberação do benefício em até 60 dias. Pescadores que solicitaram o auxílio dentro do prazo poderão receber valores de anos anteriores, desde que atendam aos requisitos.
Outra previsão é a quitação de parcelas pendentes em 2026. Estimativas do governo indicam que cerca de 200 mil pescadores ficaram sem receber o benefício nos últimos anos.

Foto: Denis Ferreira Netto
As penalidades para irregularidades também foram ampliadas. O período de suspensão para quem cometer fraude passa de três para cinco anos, e entidades que validarem informações incorretas poderão ser excluídas do sistema.
Até outubro de 2025, os pedidos seguem sendo processados pelo INSS. A partir de novembro, a validação passará a ser feita pelo Ministério do Trabalho, conforme regras do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.
De acordo com o relator, as mudanças também buscam evitar atrasos nos pagamentos, garantindo que o benefício seja recebido ainda durante o período de proibição da pesca.
A proposta ainda prevê maior participação de representantes dos pescadores em discussões sobre o programa e amplia o acesso da categoria a linhas de crédito com condições semelhantes às da agricultura familiar.



