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Copacol distribui R$ 261 milhões em sobras, maior valor da sua história

Pelo menos metade do montante será antecipado, com depósito realizado na sexta-feira (13). O restante será repassado diretamente nas contas bancárias dos cooperados, após a Assembleia Geral Ordinária, marcada para 31 de janeiro, quando será realizado o anúncio do faturamento da Cooperativa.

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Passos alinhados com o propósito de gerar valor para os cooperados, colaboradores, clientes e parceiros através da cooperação no agronegócio, a Copacol acaba de anunciar o maior volume em sobras, complementações e juros capital pago na história da Cooperativa.

Fotos: Divulgação/Copacol

São R$ 261 milhões repassados aos 9,2 mil cooperados do Oeste e Sudoeste do Paraná, que estiveram juntos na evolução contínua das atividades, bem como na participação na comercialização de produtos e insumos. Pelo menos metade do montante será antecipado, com depósito realizado na sexta-feira (13). O restante será repassado diretamente nas contas bancárias dos cooperados, após a Assembleia Geral Ordinária (AGO), marcada para 31 de janeiro, quando será realizado o anúncio do faturamento da Cooperativa.

Em comparação ao exercício anterior, as sobras, complementações e juros capital tiveram aumento de 58%. O resultado positivo é atribuído ao desempenho significativo na comercialização dos produtos, com aquecimento da demanda nos mercados interno e externo. “Além disso, tivemos uma atuação bastante importante, que começa no campo: nossos cooperados atuaram de maneira exemplar, buscando o melhor desempenho das atividades. Esse patamar de excelência resultou em produtividade a campo e índices zootécnicos elevados possibilitando uma participação representativa no mercado”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Os valores extras representam aos cooperados uma oportunidade para liquidar dívidas, investir em ampliações das atividades ou aplicar em novos negócios. O comércio nas cidades onde a Copacol atua também tem reflexo positivo com a distribuição dos resultados feita pela Copacol. “Sabemos da expectativa do cooperado em receber esse montante, que é histórico para a Copacol, para realizar investimentos importantes na propriedade. E como se trata de uma tradição da Cooperativa, outros setores impactados pelas nossas atividades aguardam o pagamento das sobras. A distribuição de renda feita pela Copacol fortalece a economia como um todo, proporcionando melhor qualidade de vida aos cooperados e também para quem vive ao redor da Cooperativa”, afirma Pitol.

Sobras, complementações e juros capital

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “Sabemos da expectativa do cooperado em receber esse montante, que é histórico para a Copacol, para realizar investimentos importantes na propriedade”

Os cooperados receberão R$ 2 por saca de soja fixada na Cooperativa; R$ 0,50 por saca de milho/trigo; 3,6% sobre a participação na retirada de insumos; 2,7% sobre a participação em supermercado e rações; R$ 15 por saca de café; 0,10 centavos por litro de leite; R$ 1,5347 por leitão e R$ 0,0480 (por quilo, com referência de R$ 14) por suíno; R$ 0,2307 por quilo de peixe; R$ 0,0155 por juvenil. O pagamento desses valores será dividido em duas parcelas, 50% na sexta-feira e o restante após a AGO.

Em complementação, a Cooperativa vai repassar integralmente a partir de sexta-feira 0,56 centavos por quilo de ave (referência de 0,90 por cabeça); 0,3472 centavos por quilo de suíno (referência de R$ 10 por cabeça); R$ 13,7564 por leitão; 0,75 centavos por quilo de peixe (referência de 1,120 por quilo); 0,0529 centavos por juvenil; nos ovos férteis serão repassados 0,1395 (Cobb) e 0,1186 (AP) centavos por unidade.

Os suinocultores que realizaram entregas em 2020 receberão reservas de 0,1266 centavos por quilo (por referência de R$ 34 por cabeça), metade paga sexta-feira e o restante após a AGO. As sobras da avicultura serão de 0,0477 centavos por quilo (referência de 0,80 por cabeça) e 0,0224 por ovos férteis pagas após a AGO.

Fonte: Assessoria Copacol

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Brasil mira Canal do Panamá para fortalecer logística de fertilizantes

Missão do Ministério da Agricultura identificou oportunidades para ampliar o abastecimento de insumos agrícolas e abriu o mercado panamenho para sementes brasileiras de coco e café.

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A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Panamá avançou na construção de parcerias voltadas ao fortalecimento da segurança no abastecimento de fertilizantes para o Brasil e à ampliação do comércio agropecuário entre os dois países. A agenda permitiu identificar oportunidades de cooperação em logística de insumos agrícolas, bioinsumos e tecnologia agrícola, além de resultar na formalização da abertura do mercado panamenho para sementes brasileiras de coco e café.

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A iniciativa integra os esforços do Governo Federal para diversificar rotas logísticas estratégicas, ampliar o acesso de produtos brasileiros aos mercados internacionais e promover ações que contribuam para a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Com apoio institucional do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Panamá, a delegação brasileira realizou uma série de encontros com representantes dos setores público e privado panamenhos. O representante do organismo no país, Miguel Arvelo, acompanhou a programação e contribuiu para a articulação das atividades.

Um dos destaques da missão foi a visita técnica a três terminais portuários do complexo de Cristóbal, administrados

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por uma das maiores operadoras portuárias do Panamá. A comitiva conheceu a infraestrutura utilizada na recepção, movimentação, armazenamento e transbordo de cargas, além dos sistemas de integração logística que conectam o país às principais rotas marítimas internacionais.

Durante a visita, foram apresentados os procedimentos relacionados ao transporte de fertilizantes, grãos, gás natural e matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes. A agenda permitiu avaliar o potencial do Panamá como plataforma logística estratégica para o fornecimento desses insumos ao mercado brasileiro.

Foto: Divulgação/Mapa

A localização geográfica privilegiada do país e sua conectividade com os principais corredores marítimos globais, por meio do Canal do Panamá, reforçam sua relevância para futuras iniciativas de cooperação voltadas ao fortalecimento das cadeias de suprimentos do agronegócio.

A programação incluiu ainda visita ao Centro de Visitantes de Água Clara, no lado atlântico do novo Canal do Panamá. No local, a delegação acompanhou o funcionamento das eclusas e a passagem de embarcações de grande porte, aprofundando o conhecimento sobre a importância da via para o comércio marítimo internacional e para a logística global de cargas.

A comitiva também se reuniu com representantes da Asociación Nacional de Distribuidores de Insumos

Foto: Divulgação/Mapa

Agropecuarios y Maquinarias (ANDIA), entidade que reúne empresas dos setores de insumos agropecuários e máquinas agrícolas do Panamá. Durante o encontro, foram discutidos aspectos relacionados à produção, distribuição e logística de fertilizantes, além de oportunidades de cooperação em fertilizantes, bioinsumos e inovação tecnológica aplicada à agricultura.

Cooperação com o setor produtivo

A agenda incluiu reuniões com representantes das principais entidades do setor agropecuário panamenho. Os encontros abordaram oportunidades de cooperação técnica, intercâmbio de conhecimento, transferência de tecnologia, logística de insumos e ampliação das relações comerciais entre os dois países.

Foto: Divulgação/Mapa

As discussões reforçaram o interesse mútuo em ampliar a integração entre os setores produtivos do Brasil e do Panamá, especialmente em áreas relacionadas à segurança alimentar, inovação e desenvolvimento sustentável da agropecuária.

Participaram do encontro Alicia Jiménez, presidente da Federación de Cámaras de Comercio, Industrias y Agricultura de la República de Panamá (FEDECAMARAS); Víctor Epifanio e Carlos Pitty, da Asociación Nacional de Porcicultores (ANAPOR); Ivvana Quintero, da Asociación Nacional de Molineros (ANALMO); Samuel Vernaza, da Asociación Nacional de Ganaderos (ANAGAN); e Italo Salcedo, da Asociación Nacional de Avicultores (ANAVIP).

Abertura de mercado

No âmbito governamental, a delegação brasileira foi recebida pelo ministro do Desenvolvimento Agropecuário do

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Panamá, Roberto Linares, e pelo vice-ministro José Aníbal Rincón Stanziola, em reunião que contou com a participação de autoridades das áreas de sanidade vegetal, saúde animal, engenharia rural e irrigação, agricultura, pecuária, agroindústria e desenvolvimento rural.

Durante o encontro, foram assinados os documentos que formalizam a abertura do mercado panamenho para a importação de sementes brasileiras de coco e café. A medida representa mais um avanço na agenda de acesso a mercados conduzida pelo Mapa e fortalece o comércio agropecuário bilateral.

A abertura amplia as oportunidades para os exportadores brasileiros do setor de sementes e reforça a confiança entre os sistemas de controle sanitário dos dois países. A iniciativa também contribui para a diversificação das relações comerciais e para o fortalecimento da cooperação agropecuária entre Brasil e Panamá.

Os resultados da missão reforçam o compromisso do Mapa com a ampliação de mercados para os produtos agropecuários brasileiros e com a construção de parcerias estratégicas que fortaleçam o abastecimento de insumos essenciais à produção agropecuária nacional.

Fonte: Assessoria Mapa
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Programa para recuperar 40 milhões de hectares busca US$ 500 milhões para pequenos produtores

Governo negocia recursos da agência japonesa JICA para ampliar a restauração de áreas degradadas e financiar sistemas produtivos sustentáveis.

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A recuperação de áreas degradadas e o acesso a recursos para financiar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis estiveram no centro dos debates do  3º Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza, realizado no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação/Mapa

Durante o evento, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentaram os próximos passos do Programa Caminho Verde Brasil, iniciativa que tem como meta recuperar 40 milhões de hectares de terras degradadas ao longo da próxima década.

A proposta busca transformar áreas com baixa produtividade em sistemas agrícolas sustentáveis, combinando aumento da produção, recuperação ambiental e geração de renda no campo.

Novo leilão deve ampliar recursos

Representando o Mapa no encontro, o assessor especial do ministro da Agricultura e coordenador do programa, Pedro Cunto, informou que o governo prepara uma nova rodada de captação de recursos internacionais por meio do Eco Invest Brasil.

Segundo ele, a expectativa é mobilizar US$ 500 milhões da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA),

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com foco em pequenos e médios produtores rurais. “Ano que vem vamos fazer um novo leilão pelo Eco Invest Brasil, com US$ 500 milhões da JICA para atender pequenos e médios produtores. Estamos negociando para que empresas japonesas participem como empresas-âncoras para dar apoio aos produtores e garantias aos bancos”, afirmou.

A proposta também prevê assistência técnica e monitoramento dos projetos para reduzir custos operacionais e facilitar a implementação das iniciativas financiadas.

Crédito ainda é desafio

Apesar do interesse internacional em projetos ligados à agenda climática, especialistas apontam que atrair capital estrangeiro para o Brasil continua sendo um desafio.

Foto: Divulgação/Mapa

Durante o debate, Cunto destacou que fatores como o custo do hedge cambial e o nível das taxas de juros dificultam a entrada de recursos externos. “Trazer capital estrangeiro para o Brasil fica inviável por causa do hedge cambial e da taxa de juros. Precisamos de mecanismos de garantia e de redução de risco mais baratos que tornem viável esse fluxo de capital internacional”, afirmou.

Recuperação do solo ganha destaque

Outro tema discutido durante o painel foi a importância da recuperação da fertilidade dos solos para a sustentabilidade da produção agrícola.

O sócio-diretor da Agroícone, Rodrigo Lima, defendeu a ampliação dos instrumentos de financiamento destinados à restauração de áreas degradadas. “Um elemento inerente a qualquer agricultura regenerativa é solo fértil. E solo em processo de degradação é sempre um problema e pode chegar a ser improdutivo”, disse.

Segundo ele, ampliar o acesso ao crédito para diferentes perfis de produtores será um dos desafios centrais das

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discussões internacionais sobre clima e agricultura nos próximos anos.

Meta é recuperar áreas degradadas

Coordenado pelo Ministério da Agricultura, o Programa Caminho Verde Brasil foi lançado como uma das principais iniciativas brasileiras voltadas à recuperação produtiva de áreas degradadas.

A meta é restaurar 40 milhões de hectares em dez anos, utilizando essas áreas para atividades agropecuárias sustentáveis e contribuindo para metas relacionadas à segurança alimentar, produção de energia renovável e redução das emissões de gases de efeito estufa.

A iniciativa também integra a estratégia brasileira de apresentar soluções ligadas à produção de alimentos e à agenda climática em fóruns internacionais, especialmente no período que antecede a COP31.

Fonte: Assessoria Mapa
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Nova lei torna facultativa a certificação de armazéns agropecuários no Brasil

Mudança busca estimular investimentos em armazenagem e reduzir custos em um setor que enfrenta déficit superior a 130 milhões de toneladas.

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A certificação de unidades armazenadoras de produtos agropecuários deixou de ser obrigatória no Brasil. A mudança foi oficializada com a sanção da Lei nº 15.429/2026 e altera as regras para funcionamento de armazéns utilizados na recepção, conservação e expedição da produção agrícola.

Foto: Nathiely Sposito Becaria

A partir de agora, a certificação passa a ser opcional, permanecendo disponível para empresas que desejem comprovar o atendimento a requisitos técnicos, operacionais e documentais exigidos pelo mercado.

A alteração ocorre em um momento em que o país enfrenta um dos principais gargalos da logística agrícola: a falta de capacidade de armazenagem para acompanhar o crescimento da produção.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, nos últimos dez anos, a produção de grãos cresceu em média 6,72% ao ano, enquanto a capacidade de armazenamento avançou apenas 2,38% no mesmo período.

Atualmente, a estrutura existente comporta cerca de 60% a 63% da produção nacional de grãos, o que resulta em um

Foto: Divulgação

déficit superior a 130 milhões de toneladas.

Menos exigências e menor custo

A expectativa do setor é que a flexibilização das regras contribua para acelerar a implantação de novos armazéns, especialmente em regiões produtoras que enfrentam escassez de infraestrutura.

Até então, a certificação era realizada por organismos privados acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), gerando custos adicionais para parte dos empreendimentos.

Com a nova legislação, produtores, cooperativas e empresas poderão decidir se a certificação é necessária de acordo com as exigências comerciais de seus clientes ou mercados.

Foto: Licia Rubinstein

O Ministério da Agricultura argumenta que a medida pode contribuir para ampliar a oferta de armazenagem, reduzir perdas pós-colheita e melhorar a eficiência logística do agronegócio.

Apenas 17,6% dos armazéns são certificados

Segundo dados do setor, apenas 17,6% das unidades armazenadoras brasileiras possuem certificação.

O percentual é citado como um indicativo de que a maior parte das operações já funciona com mecanismos próprios de controle de qualidade e gestão operacional, independentemente da certificação formal.

Regras sanitárias permanecem inalteradas

A mudança não altera os sistemas de fiscalização sanitária nem os controles aplicados aos produtos armazenados.

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As exigências relacionadas à qualidade dos grãos continuam sendo verificadas por meio da classificação oficial de produtos vegetais, auditorias realizadas por cooperativas, tradings e indústrias, além de requisitos de rastreabilidade e boas práticas de armazenagem.

Da mesma forma, a nova legislação não modifica os critérios utilizados pelos mercados internacionais para importação de produtos agropecuários brasileiros.

As exigências sanitárias e fitossanitárias adotadas por parceiros comerciais, como China e União Europeia, continuam sendo atendidas por instrumentos específicos, como certificados fitossanitários, laudos para organismos geneticamente modificados (OGM) e análises de resíduos.

Foto: Divulgação

Gargalo logístico continua no radar

A discussão sobre armazenagem ganhou relevância nos últimos anos à medida que a produção agrícola brasileira avançou em ritmo superior ao crescimento da infraestrutura disponível.

Especialistas do setor apontam que a ampliação da capacidade de armazenagem é considerada estratégica para reduzir custos logísticos, melhorar a gestão dos estoques e aumentar a competitividade da produção nacional.

Com a nova legislação, a expectativa é que projetos de construção e ampliação de armazéns ganhem maior agilidade, contribuindo para diminuir um dos principais desafios estruturais do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria Mapa
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