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Copacol apresenta modelo pioneiro de piscicultura para produtores de Alagoas

Comitiva conheceu o sistema integrado da cooperativa no Oeste do Paraná, referência nacional em inovação e sustentabilidade na produção de tilápia.

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Fotos: Divulgação/Copacol

As tecnologias aplicadas pela Copacol em inovação na aquicultura foram apresentadas a produtores rurais de Alagoas. O desempenho a campo esteve em destaque durante a visita técnica feita pela comitiva composta pela Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e da Coordenação do Projeto de Cooperação Técnica PCT/BRA/3901, que visa inovação organizacional e tecnológica da aquicultura de pequena escala no Norte e Nordeste do Brasil.

Marcos da Silva Santos trabalha com produção de tilápia em Taltônio Vilela (AL), que fica a 2,9 mil quilômetros de Cafelândia (PR). Com atrativos turísticos, a região que fica no nordeste brasileiro também tem grande potencial para a produção da espécie de peixe, opção para diversificar a renda das famílias rurais, que tem a cana de açúcar como principal atividade. “Viemos muito interessados em conhecer o modelo de atuação aqui do Oeste do Paraná, que tem uma grande produção nacional. Estamos iniciando na aquicultura e entender melhor da atividade faz com que possamos avançar, saber que existem outros caminhos”, afirma o produtor que ficou impressionado com o modelo de integração exercido pela Copacol: pioneira na piscicultura, com 17 anos de implantação do sistema que contempla desde a produção de ração, fornecimento de alevinos, assistência técnica, despesca e comercialização do produto final. São 271 produtores integrados que produzem 56 milhões de peixes ao ano, que totalizam 20,2 mil toneladas de carne. “O que existe aqui é o ideal. O que mais me chama a atenção é o acompanhamento que a Cooperativa oferece para a melhora no manejo e, consequentemente, dos resultados”, afirma o produtor.

A comitiva foi recepcionada pela Diretoria Executiva, com uma breve apresentação da Cooperativa, dos desafios iniciais da atividade e também sobre o cenário atual enfrentado. Depois o grupo seguiu para a propriedade do cooperado Claudemir Ariati, em Cafelândia, que atua com agricultura, suinicultura e também piscicultura. A interação reforça os laços cooperativistas para gerar um desenvolvimento partilhado, levando para longe a essência da Copacol. “Visitas como esta garantem crescimento não só para os visitantes, mas também para a Copacol. O cooperativismo transforma, e é importante podermos levar nossa experiência e mostrar essa vivência, um trabalho integrado de cooperação”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

Cooperação técnica

O Projeto de Cooperação Técnica PCT/BRA/3901 é mantido por meio de ação com o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e a FAO, com apoio do Sebrae e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Atividade que possibilitou a vida da comitiva ao Oeste do Paraná para participar do IFC, congresso internacional de piscicultura, realizado nesta semana em Foz do Iguaçu, reunindo especialistas, fornecedoras de produtos industriais e também produtoras de alimentos, entre elas, a Copacol. “O Projeto atua em dois eixos principais: extensionismo rural digital e também cooperativismo. Para fortalecermos o cooperativismo, tivemos uma parceria com a Ocepar, onde ficamos muito impressionados com os resultados alcançados na região pela Copacol. Esperamos levar para Alagoas essas ações inspiradoras para gerar o desenvolvimento, a inclusão social e principalmente, a segurança alimentar”, comenta a coordenadora do Projeto de Cooperação Técnica de Inovação na Aquicultura no Nordeste Brasileiro, Giselle Duarte.

Modelo Copacol

Contando com o primeiro sistema integrado de produção de tilápia do Brasil, a Copacol é referência nesta atividade, com o reconhecimento como a marca preferida entre os consumidores. Atualmente, são duas as unidades industriais: uma localizada em Nova Aurora (PR) e outra em Toledo (PR) responsáveis pelo processamento de 190 mil tilápias por dia. Os peixes utilizados na integração têm como origem duas UPAs (Unidades de Produção de Alevinos), uma em Nova Aurora outra em Quarto Centenário (PR), o que possibilita controle rigoroso na sanidade para o fornecimento de 130 milhões de alevinos/ano. A tecnologia inédita desenvolvida para a produção de alevinos sagrou a Copacol como vencedora do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano de 2024, realizado pela OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). Com foco em sustentabilidade, a UPA, em Quarto Centenário, recebeu o Troféu de Ouro. “Essa visita foi importante para a troca de ideias. Apresentamos como funciona a piscicultura da Copacol, mas também podemos conhecer o modelo de Alagoas e como os produtores enxergam a nossa Cooperativa. Essa relação possibilita conhecimento para eles e também para nós”, completa a supervisora em assistência técnica da piscicultura da Copacol, Juliana Nervis.

Fonte: Assessoria Copacol

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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