Notícias De 13 a 15 de maio
Copacol Agro 2025 reforça protagonismo no avanço do agronegócio integrado
Com 95 expositores e nomes de peso do setor, feira será palco de tecnologias e conhecimento estratégico para impulsionar o desenvolvimento das atividades produtivas dos cooperados.

Origem da transformação que gera prosperidade: tudo pronto para o Copacol Agro 2025, realizado nos dias 13, 14 e 15 de maio, no Centro de Pesquisa Agrícola (CPA), em Cafelândia, Oeste do Paraná.

Valter Pitol, diretor-presidente da Copacol, convida todos os produtores a prestigiarem o evento nos dias 13, 14 e 15 de maio – Fotos: Divulgação/Copacol
Com a apresentação de tecnologias para o avanço da agricultura, avicultura, suinocultura, piscicultura e bovinocultura de leite por meio dos 95 expositores, o evento terá convidados especiais para diálogos com os produtores rurais, entre eles Marcelo Osório, diretor da ABPA, experiência de 25 anos no agro, com passagens pelo Ministério da Agricultura e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Paulo Herrmann, CEO da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, atuação há 40 anos no agronegócio, 20 deles na John Deere do Brasil; e Kellen Severo, jornalista do agro, comentarista da Jovem Pan formada em Direito e pós-graduada em Economia.
A feira é referência para o desenvolvimento de propriedades rurais que fazem parte do modelo de integração da Copacol, quarta maior cooperativa paranaense, com 9,6 mil cooperados e 16 mil colaboradores, que alcançou faturamento de R$ 10,6 bilhões ano passado. “Crescemos continuamente e nossos cooperados têm participação direta neste resultado. É com a evolução das atividades que progredimos e geramos desenvolvimento das propriedades e das cidades onde estamos presentes. Por isso, realizamos mais uma edição do Copacol Agro onde oferecemos tecnologias eficazes para dar o suporte necessário para os nossos produtores. O agronegócio está em uma fase onde a competência é primordial para superar desafios e esse evento oportuniza o conhecimento para que possamos estar atualizados e prosperar em nossos negócios”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, que convida todos os cooperados para prestigiarem o evento.
Confira a programação
Os portões do CPA serão abertos às 07 horas nos três dias do Copacol Agro. Marcelo Osório, diretor da ABPA, abre o evento dia 13, para um diálogo sobre “A proteína animal no Brasil e no mundo”. Em seguida, a visitação aos estandes será liberada, às 09h30. Já às 14h30 será realizado o 13º TecnoTilápia, com uma palestra sobre “Oxigênio dissolvido e aeração em piscicultura: uma abordagem integrada para melhorar a eficiência produtiva, com o engenheiro de Pesca, doutor em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, e docente do Instituto Federal do Paraná, André Gentilin.
Já no dia 14, a feira será iniciada com uma troca de experiências com Paulo Herrmann, CEO da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul e da PH Advisory Group, que apresentará os “Desafios e as oportunidades do agro brasileiro”. Os estandes das empresas parceiras estarão liberados para visitação às 09h30. Às 14h30 ocorre o Encontro Anual de Suinocultores que também destaca as oportunidades e os desafios para os produtores da atividade, com mediação do médico veterinário Adauto Canedo Júnior, diretor de negócios e marketing da Topigs Norsvin Brasil, empresa de genética suína mundialmente reconhecida por soluções eficazes.
Dia 15, o evento recebe Kellen Severo, jornalista especialista em agro, que participa de um bate-papo sobre “Economia e agronegócio: o que vem por aí?”. As atrações dos estandes poderão ser conferidas a partir das 9h30. E às 14h30, bovinocultores de leite participam de um encontro que apresenta manejos pré e pós-parto, com o médico veterinário, Rodrigo Almeida, mestre em Melhoramento Animal e doutor em Nutrição de Ruminantes.
Atrações diárias
Nos três dias do Copacol Agro estão programados encontros com avicultores para apresentação de inovações para a criação de frango de corte – maior atividade de diversificação da Copacol – com o médico veterinário especialista em avicultura industrial, André Watanabe. Uma atração especial para quem atua no setor é o estande do Centro de Treinamento Avícola, onde serão expostos resultados de trabalhos realizados na estrutura referência nacional em desenvolvimento de tecnologias avícolas.
Já na agricultura, o Copacol Agro apresenta uma exposição de análises feitas pelo Centro de Pesquisa Agrícola em variedades de híbridos de milho: os 84 hectares dedicados à performance de sementes, insumos e defensivos concentram o maior levantamento estadual voltado à cultura. Também haverá condições especiais para os cooperados na negociação de insumos e outros produtos expostos pelas Lojas Agro da Copacol.
Estandes
São 95 empresas expositoras nesta edição do Copacol Agro: cooperativas de crédito, multinacionais parceiras, exposição de implementos agrícolas, veículos utilitários, equipamentos para avicultura, piscicultura, suinocultura e bovinocultura de leite.
A Copacol terá um estande central, com produtos e condições especiais, das Lojas Agro e Copacol Supermercados, além de um espaço VIP para recepcionar os cooperados e apresentar as ações de sustentabilidade ambiental desempenhadas pela Cooperativa.

Notícias
Rebrote de plantas daninhas reduz produtividade das pastagens e exige manejo mais preciso
Uso correto de herbicidas e adjuvantes amplia a eficiência do controle, reduz custos e preserva a produtividade das áreas.

As pastagens são a base da produção pecuária brasileira, mas o rebrote de plantas daninhas segue como um dos principais desafios no campo. Mesmo após intervenções químicas ou mecânicas, muitas invasoras apresentam alta capacidade de regeneração, voltando a competir com as forrageiras por luz, água e nutrientes. O resultado é a redução da oferta de matéria seca, queda na qualidade do pasto e impacto direto no desempenho do rebanho.
De acordo com o técnico em Agricultura, Robson Luiz Slivinski Dantas, um dos erros mais comuns é apostar apenas no controle mecânico. “A roçadora elimina a parte aérea, mas não atinge o sistema radicular. Isso estimula o rebrote e, muitas vezes, torna a planta ainda mais vigorosa. Além disso, muitas plantas daninhas têm alta tolerância a cortes, ao pisoteio e até mesmo a aplicações malconduzidas de herbicidas. Sem um manejo químico adequado, o problema tende a se repetir”, explica.

Foto: Marcos Tang
A presença contínua de invasoras reduz a capacidade de suporte da área e compromete o ganho médio diário (GMD) dos animais, já que muitas dessas plantas têm baixa palatabilidade e valor nutritivo inferior às gramíneas forrageiras. Em alguns casos, espécies tóxicas como a erva-de-santiago e o cipó-preto podem afetar a saúde do rebanho, elevando ainda mais os prejuízos. No longo prazo, áreas invadidas se degradam mais rapidamente e demandam maiores investimentos em recuperação.
A escolha inadequada do herbicida também está entre os fatores que favorecem o rebrote. “Produtos com espectro de controle incompatível com as plantas presentes na área, doses incorretas ou aplicações realizadas em estágios avançados das invasoras reduzem a eficiência e exigem reaplicações. É fundamental selecionar o herbicida correto, respeitar a dose recomendada e aplicar no momento certo. Quando o produto não é sistêmico ou não tem ação adequada sobre a espécie alvo, o controle é parcial e o custo aumenta”, ressalta Dantas.
Os adjuvantes também desempenham papel estratégico para potencializar os resultados. Eles melhoram a aderência e a espalhabilidade das gotas, favorecem a penetração do produto na cutícula da folha e reduzem perdas por deriva. “O uso destes produtos é especialmente importante em condições climáticas adversas, como altas temperaturas, presença de vento ou orvalho intenso, e em casos de invasoras com folhas cerosas ou em rebrote avançado. Nessas condições, a formulação adequada pode ser determinante para evitar falhas e retrabalho”, afirma.
A tecnologia de aplicação também é importante para o sucesso do controle. Equipamentos bem calibrados, bicos adequados, volume de calda correto e respeito às condições climáticas são medidas que fazem diferença no resultado. “Aplicações com ventos acima de 10 km/h, temperaturas superiores a 30°C ou com previsão de chuva nas seis horas seguintes tendem a reduzir a eficácia do controle. Além disso, plantas jovens são mais suscetíveis aos herbicidas, tornando o monitoramento da área um fator-chave para o sucesso do manejo”, comenta.
Do ponto de vista econômico, o manejo correto reduz desperdícios, evita reaplicações e amplia a produtividade da pastagem. Com áreas mais limpas e forrageiras bem estabelecidas, o pecuarista consegue maior lotação, melhor desempenho animal e maior longevidade do pasto.
Para Dantas, o primeiro passo é o diagnóstico correto da área. “É fundamental identificar quais plantas estão presentes e em que estágio de desenvolvimento elas se encontram. A partir disso, o produtor deve escolher o herbicida adequado, utilizar adjuvantes de qualidade, calibrar corretamente os equipamentos e respeitar as condições climáticas. Com planejamento e tecnologia, é possível controlar o rebrote de forma eficiente e prolongar a vida útil da pastagem”, expõe.
Ele ressalta ainda que, após o controle, é indispensável avaliar a eficiência do manejo e realizar os ajustes necessários. Também é preciso atenção ao uso excessivo de roçadoras, que pode estimular o rebrote das invasoras. O ideal, segundo o especialista, é priorizar o controle das rebrotas com tecnologia química bem aplicada e práticas preventivas, garantindo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.
Notícias
Brasil ultrapassa 900 mil toneladas de embalagens de defensivos destinadas de forma correta
Sistema Campo Limpo registra recorde anual de 75.996 toneladas em 2025 e fortalece logística reversa que envolve 1,8 milhão de propriedades rurais.

O agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico na sustentabilidade ao ultrapassar 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas de forma ambientalmente correta desde a criação do Sistema Campo Limpo, em 2002.
Em 2025, o programa registrou seu maior volume anual, com 75.996 toneladas recolhidas e encaminhadas para reciclagem, coprocessamento e incineração, crescimento de cerca de 11% em relação ao ano anterior. Atualmente, 100% das embalagens recebidas pelo Sistema recebem destinação adequada, sendo 92% recicladas.

Foto: IAT
O Sistema Campo Limpo é baseado no princípio da responsabilidade compartilhada entre agricultores, indústria, canais de distribuição e poder público, e é considerado uma das maiores iniciativas de logística reversa do mundo no segmento agrícola. “Ultrapassar 900 mil toneladas destinadas corretamente desde 2002 mostra que o modelo de responsabilidade compartilhada funciona e que o agro brasileiro está comprometido com soluções ambientais estruturadas e permanentes”, afirmou Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, entidade que representa a indústria no programa.
O alcance do Sistema é amplo: conta com 411 unidades de recebimento distribuídas pelo país, mais de 256 associações de revendas e cooperativas e ações itinerantes que ampliam o acesso de pequenos produtores. Ao todo, mais de 1,8 milhão de propriedades rurais participam da dinâmica do programa, que se tornou referência global em logística reversa e indicador de sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
O resultado integra o desempenho positivo do setor em 2025, que registrou exportações de US$ 169 bilhões, safra de grãos superior a 350 milhões de toneladas e crescimento do PIB agropecuário, mantendo liderança na geração de empregos no terceiro trimestre. Segundo especialistas, o avanço do Sistema Campo Limpo mostra que tecnologia, diversificação de mercados e práticas sustentáveis caminham lado a lado com a expansão econômica do agro nacional.
Notícias
Inflação dos alimentos entra no centro da agenda regional da FAO em Brasília
Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura vai definir prioridades para 2026-2027 na América Latina e no Caribe, com foco em acesso a dietas saudáveis, biossegurança e gestão sustentável de água e solos.

A alta dos preços dos alimentos e seus efeitos sobre o acesso da população a dietas saudáveis estarão no centro dos debates da 39ª Conferência Regional para a América Latina e o Caribe (LARC39), promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em Brasília, entre 02 e 06 de março. O encontro definirá as prioridades de atuação da entidade para o biênio 2026/2027 na região.

Foto: Divulgação
A conferência terá início com a Reunião de Altos Funcionários (SOM), instância técnica que reunirá delegações dos Estados-membros para analisar desafios estratégicos e estabelecer orientações. Entre os temas em discussão estão os fatores que impulsionam a inflação dos alimentos, o impacto sobre o poder de compra e as políticas públicas adotadas para mitigar esses efeitos, em alinhamento com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 (ODS 2), que trata da erradicação da fome.
Além do eixo econômico, a agenda incorpora a abordagem Uma Só Saúde (One Health), que reconhece a interconexão entre a saúde animal, vegetal e humana. Nesse contexto, os debates deverão enfatizar o fortalecimento da governança, da vigilância e da biossegurança diante de ameaças sanitárias que afetam simultaneamente animais, plantas e pessoas, um tema sensível para países com forte base agropecuária.
A gestão sustentável da água e dos solos também integra a pauta. Considerados recursos estratégicos para a segurança alimentar regional

Foto: Patryck Madeira/Sedest
e global, esses ativos enfrentam pressões crescentes associadas às mudanças climáticas, ao uso inadequado e às lacunas na implementação de políticas públicas. A conferência discutirá uma abordagem integrada para promover sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis, além de estratégias para reduzir vulnerabilidades diante da variabilidade climática.
No campo programático, a FAO apresentará os resultados obtidos na América Latina e no Caribe no biênio 2024-2025, destacando avanços em sustentabilidade, inovação agrícola, promoção de dietas saudáveis, resiliência climática e desenvolvimento rural. A organização também deverá expor parcerias e iniciativas voltadas ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A etapa ministerial está programada para 04 a 06 de março, com abertura prevista por autoridades do Brasil e pelo diretor-geral da FAO,

Foto: Denis Ferreira Netto
QU Dongyu. As sessões vão buscar promover intercâmbio de experiências entre os países, com ênfase em políticas de erradicação da fome e da pobreza, redução das desigualdades e ampliação do financiamento e dos investimentos em agricultura e alimentação.
As mesas ministeriais tratarão da transformação dos sistemas agroalimentares, da redução das lacunas de produtividade por meio da ciência e da inovação e dos caminhos de política pública para uma gestão agrícola e florestal orientada ao desenvolvimento resiliente ao clima. As conclusões deverão consolidar as diretrizes que nortearão a atuação da FAO e de seus Estados-membros na região nos próximos dois anos.



