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Copacol Agro 2025 capacita o produtor para superar desafios do campo
Com foco na economia, exportações e tendências do mercado global, o evento reuniu especialistas para orientar os cooperados sobre os desafios e oportunidades do agronegócio, destacando a importância da diversificação, da gestão financeira e do investimento contínuo em tecnologia.

O Copacol Agro 2025 trouxe o cenário da economia nacional e o comportamento do mercado internacional para a família cooperada. Com perspectivas para uma boa safra, excelente momento das exportações brasileiras e a importância da diversificação dentro das propriedades, o produtor rural teve a oportunidade de conversar com especialistas do setor que demonstraram esse panorama de bons ventos do agronegócio nacional, mas sem perder o foco em pontos que ainda merecem atenção.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “Não podemos nos acomodar e devemos sempre investir em inovação, tecnologia e conhecimento para estarmos atualizados” – Fotos: Divulgação/Copacol
“Somos uma cooperativa que produz alimentos que chegam em todo o mundo e a nossa responsabilidade é cada vez maior para produzirmos com eficiência e qualidade para seguirmos crescendo e nos desenvolvendo. Hoje exportamos para 84 países e isso mostra que temos a capacidade e condição de participar das atividades no mercado mundial com competitividade. Por isso, não podemos nos acomodar e devemos sempre investir em inovação, tecnologia e conhecimento para estarmos atualizados”, enfatizou o diretor-presidente, Valter Pitol.
Os convidados para conversar com o produtor rural e demonstrar essas perspectivas foram Marcelo Osório, diretor institucional da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); Paulo Herrmann, CEO da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, com atuação há 40 anos no agronegócio, 20 deles na John Deere do Brasil; e Kellen Severo, jornalista especializada em agronegócio, Top Voice LinkedIn Agro, foi comentarista no Jornal da Manhã da Jovem Pan News e Canal Rural, graduada em Economia pela USP, estudou Direito do Agronegócio no Insper e Economia Comportamental na Fia e premiada 10 vezes pelo trabalho que desenvolve como jornalista no setor Agro.
De acordo com a jornalista, convidada especial desta quinta-feira, o cooperado deve se atentar em pontos importantes para não deixar dinheiro sobre a mesa. “É preciso treinar o foco para ir além do óbvio; ver além dos resultados imediatos; conhecer os custos visíveis e as consequências não vistas; além de ficar atento as tendências emergentes do mercado”, aconselha.
Kellen trouxe ainda um panorama sobre o conflito entre China e Estados Unidos. “Algo importante é que o Brasil
deve permanecer neutro e seguir negociando com os dois países, sem adotar nenhum lado”. Já quanto ao mercado nacional, a especialista comenta que há um desafio na economia brasileira, devido a juros e dólar altos. “Por isso é importante darmos muita importância a gestão financeira dos nossos negócios. Com essas altas os investimentos tendem a custar mais também, por isso precisamos de atenção”.
Já quanto a safra, a jornalista comenta que o Brasil tem grão e oferta, mas não tem preço. “Isso significa que teremos margens mais achatadas. Então estamos entrando em uma safra de soja com estoques elevados e a área plantada aqui deve crescer. Além disso, a perspectiva é que seja um ano de La Niña, o que, historicamente, tende a favorecer a safra brasileira a ser mais cheia”.
Origem da produção
O Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) da Copacol, em Cafelândia (PR), foi palco do Copacol Agro 2025 que contou ainda com a participação de 95 empresas parcerias que trouxeram novidades e inovações da produção agropecuária.
Além disso, o produtor rural teve a oportunidade de assistir palestras exclusivas nas áreas de avicultura, piscicultura, suinocultura e bovinocultura de leite que trouxeram atualizações de cada atividade para o cooperado. “Encontramos na feira todas as informações que precisamos. A cada ano que passa está mais completa e temos a oportunidade de conhecer as novidades do setor. A família trabalha junta na agricultura, piscicultura e avicultura, então estarmos atualizados é muito importante para termos sucesso nas nossas atividades e é isso que o Copacol Agro nos oferece”, afirmou Aline Pianessa, cooperada de Cafelândia.
Quem também aproveitou as novidades do Copacol Agro foi Semir Isoton, cooperado de Toledo. “Fizemos questão de participar mais um ano para conhecer tudo o que há de novo e assim melhorar o desempenho no campo. Atuo com agricultura e a Cooperativa nos dá segurança para produzir e melhorar os resultados. O Copacol Agro é uma verdadeira sala de aula, quem deixou de vir perdeu muito”, destacou.

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano
Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná
Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.
O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.
Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.
A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.
O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.
No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.
Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.
Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.
Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.
A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.






