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Cooperitaipu participa da edição especial de 15 anos do Encontro de Mulheres Cooperativistas
Da Cooperitaipu 70 mulheres tiveram a oportunidade de participar nesta edição do evento
Cerca de mil mulheres participaram do Encontro de Mulheres Cooperativistas, realizado na semana passada, em Florianópolis. O evento marcou a comemoração dos 15 anos de evento com programação especial, incluindo homenagens, palestras, cases e apresentações artísticas e culturais. Da Cooperitaipu 70 mulheres tiveram a oportunidade de participar nesta edição do evento.
Para as participantes o Encontro é uma oportunidade de crescimento, confraternização, troca de experiências, novas amizades e motivação. Gilda Valente, Comunicadora da Cooperitaipu, acompanhou o grupo e comenta as conquistas obtidas para as participantes. “Um evento desta dimensão permite que novas atividades sejam executadas a fim de agregar valor no processo de autoestima e liderança feminina”, enfatiza.
O encontro, que é anualmente esperado com muita expectativa pelas associadas e esposas de associados, surpreendeu em 2016 através das palestras produtivas que cativou o público, além do grande show surpresa de encerramento com o cantor sertanejo Daniel.
Arno Pandolfo, presidente da Cooperitaipu, que também marcou presença na abertura do evento, comenta que a preparação de mulheres para a liderança é um trabalho contínuo da Itaipu. “É gratificante ver o desenvolvimento destas mulheres, através da busca contínua de conhecimento e implantação de diversas ações”, comenta.
Na edição especial de 15 anos do Encontro de Mulheres, o consultor organizacional, escritor, conferencista nacional e internacional e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança aplicada à Administração e à Educação, Eduardo Shinyashiki, abordou o tema “Os novos horizontes da liderança”, com intervenções contagiantes sobre os diversos aspectos que envolvem a postura de um líder.
A programação incluiu, ainda, palestra sobre “O impacto do cooperativismo na construção de um futuro melhor”, com Carlos Hilsdorf, apresentação dos cases dos Núcleos Femininos, palestra com João Carlos De Oliveira sobre “Família: a base das Sociedades Cooperativas”, palestra “Saúde e Qualidade de Vida”, conduzida por Malcon Montgomery, palestra com Nelma Penteado com o tema “Acredite nos seus sonhos”, homenagens aos ex-presidentes da Ocesc e Sescoop/SC e homenagem às cooperativas.
A iniciativa foi do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (Sescoop/SC).
Fonte: Assessoria

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Esmagamento recorde redesenha equilíbrio entre óleo e farelo em 2026/27
Brasil, Estados Unidos e Argentina ampliam processamento e elevam a disponibilidade dos derivados.

O segundo semestre de 2026/27 projeta um cenário de maior oferta no complexo soja e tendência de preços mais baixos para parte dos derivados, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA.
Para o período, o óleo de soja deve seguir relativamente mais valorizado em relação ao farelo. O suporte vem principalmente da demanda ligada aos biocombustíveis e da correlação com o petróleo, que também adiciona volatilidade ao mercado, como observado no recuo registrado no fim de maio em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã.

Foto: Shutterstock
Já o farelo de soja tende a enfrentar pressão maior devido ao aumento da oferta global. O esmagamento deve atingir níveis recordes nos Estados Unidos, no Brasil e na Argentina, ampliando a disponibilidade do derivado. Apesar disso, as exportações brasileiras de farelo já superam o ritmo do ano passado, indicando demanda firme no mercado externo.
Na Argentina, o line-up de farelo de soja para junho aponta embarques próximos de 1,8 milhão de toneladas, abaixo das 2,4 milhões de toneladas registradas em maio. No acumulado do ano, as exportações somam 6,5 milhões de toneladas, ainda 7,5% abaixo do mesmo período do ciclo anterior. A expectativa, no entanto, é de retomada do ritmo nas próximas semanas.

Foto: Divulgação
Com a redução gradual dessa diferença em relação ao ano passado, a tendência é de aumento da concorrência no mercado internacional e maior pressão sobre os prêmios brasileiros, especialmente entre junho e agosto.
A boa oferta sul-americana, combinando maior esmagamento e maior disponibilidade de farelo e óleo, deve manter o abastecimento global confortável nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, os contratos futuros do óleo em Chicago indicam viés de queda nas cotações, refletindo a expectativa de maior oferta no segundo semestre e um mercado considerado invertido.
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Mapa cria grupo para monitorar impactos do El Niño e regulamenta coprodutos do etanol de milho
Portarias assinadas durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027 tratam da gestão de riscos climáticos e estabelecem regras para produtos destinados à alimentação animal.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na terça-feira (30), duas portarias voltadas à gestão de riscos climáticos e à cadeia do etanol de milho. As medidas foram assinadas durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027, em Brasília.
Uma das portarias cria um Grupo de Trabalho (GT) para avaliar os impactos do fenômeno El Niño sobre a produção agropecuária brasileira e elaborar estratégias de mitigação e proteção aos produtores rurais.

Foto: Percio Campos/Mapa
O grupo será formado por representantes do Ministério da Agricultura, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa. Entre as atribuições estão identificar as regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno climático, com foco em culturas como soja, milho, trigo, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.
Além do diagnóstico, o GT deverá propor medidas de adaptação e mitigação, bem como elaborar estudos técnicos para subsidiar ações de enfrentamento dos impactos climáticos sobre a agropecuária.
A segunda portaria estabelece, pela primeira vez, o padrão oficial de identidade e qualidade para produtos da biorrefinaria de milho e de outros cereais amiláceos destinados à alimentação animal, entre eles o DDG (grãos secos de destilaria), coproduto da produção de etanol de milho.
A regulamentação define os requisitos de identidade e qualidade desses produtos, além de padronizar critérios de classificação, rotulagem e fiscalização. A norma também estabelece conceitos relacionados aos produtos da biorrefinaria e às unidades industriais responsáveis pelo processamento de milho e outros cereais para a produção de etanol.
Segundo o Ministério da Agricultura, a medida busca ampliar a segurança jurídica para produtores, indústrias e compradores, além de fortalecer a cadeia do etanol de milho e ampliar as oportunidades de comercialização de seus coprodutos.
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Fretes rodoviários permanecem em alta impulsionados pela safra recorde
Boletim Logístico da Conab aponta demanda aquecida pelo transporte de grãos, mesmo após o pico da colheita da soja. Paraná registra pressão sobre custos em rotas específicas.

A perspectiva de uma safra recorde de grãos segue sustentando os preços dos fretes rodoviários em importantes corredores logísticos do país. A avaliação consta no Boletim Logístico de junho, divulgado na terça-feira (30) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o levantamento, o mercado de transporte permaneceu aquecido mesmo após o encerramento do período de maior intensidade da colheita da soja, quando normalmente seria esperada uma redução na demanda e, consequentemente, nos preços dos fretes.

Foto: Márcio Ferreira
De acordo com a Conab, a produção recorde de soja, com acréscimo de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior, continua impulsionando a necessidade de transporte de grãos, mantendo os valores dos fretes próximos aos registrados entre fevereiro e março, período de maior movimentação da safra.
Em Mato Grosso, principal produtor de grãos do país, os preços apresentaram apenas pequenas oscilações em comparação com o mês anterior e permaneceram em níveis elevados.
Em Mato Grosso do Sul, a demanda por transporte também continuou forte em maio, sustentada pelo fluxo de escoamento da produção e pelas negociações voltadas ao mercado externo, mesmo após o fim da colheita da safra de verão.
No Distrito Federal, os fretes agrícolas registraram alta moderada ao longo de maio. O avanço foi influenciado pelo aumento do custo do diesel e pela continuidade do transporte das safras de soja e milho produzidas no Centro-Oeste.
No Maranhão, a Conab também verificou aumento nos preços dos fretes. Em maio, a colheita da soja alcançou 92% da área cultivada, enquanto a do milho chegou a 27%. O avanço das colheitas intensificou a movimentação de grãos por rodovias e ferrovias, tanto para abastecimento interno quanto para exportação pelo Porto do Itaqui. Nesse cenário, os fretes subiram cerca de 1,2% em relação a abril.

Foto: Divulgação
No Paraná, o boletim aponta variações pontuais nos fretes em comparação com abril, com pressão sobre os custos em rotas específicas. O cenário foi influenciado pelo preço médio do diesel S-10, cotado a R$ 6,38 por litro, e pela elevada demanda sobre a infraestrutura de transporte rodoviário.
Em contrapartida, Goiás e Bahia registraram redução na movimentação de fretes durante maio. A desaceleração acompanhou o calendário agrícola, marcado pelo encerramento da colheita da soja e pelo período que antecede a intensificação da colheita do milho de segunda safra.
Situação semelhante foi observada no Piauí, onde os preços dos fretes recuaram em relação a abril. Segundo a Conab, a queda está associada à redução de 22% nas exportações de soja, equivalente a 64 mil toneladas a menos embarcadas.
Em São Paulo, os fretes também apresentaram recuo após as altas registradas no início do ano. A redução foi atribuída à queda nos custos do diesel e à menor demanda da indústria, apesar da continuidade do ritmo aquecido do agronegócio.
Exportações

Foto: Cláudio Neves
Os embarques brasileiros de milho somaram 7,5 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, acima dos 6,1 milhões registrados no mesmo período de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Do total exportado, 33,5% passaram pelos portos do Arco Norte. O Porto de Santos respondeu por 26,5% dos embarques, seguido por Paranaguá, com 9,6%, e Rio Grande, com 19,5%.
As exportações de soja alcançaram 55,1 milhões de toneladas no acumulado até maio. Os portos do Arco Norte concentraram 38,5% do volume embarcado, enquanto Santos respondeu por 36,8%. Paranaguá participou com 14,2% e São Francisco do Sul com 4,5%.
Fertilizantes

Foto: Claudio Neves
O boletim também mostra que as importações brasileiras de fertilizantes somaram 15,05 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, abaixo das 15,27 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.
Segundo a Conab, as compras realizadas em maio foram as menores para o período desde 2022. O documento destaca que os elevados custos dos fertilizantes, as incertezas relacionadas ao cenário no Oriente Médio e os impactos esperados do fenômeno El Niño continuam sendo fatores de atenção para a produção agrícola mundial.
Além da análise do mercado logístico, o Boletim Logístico de junho reúne informações sobre a movimentação dos estoques da Conab realizada por transportadoras contratadas por meio de leilão eletrônico.
