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Cooperativismo lança Agenda Institucional com prioridades para 2026

Documento reúne propostas para ampliar crédito, competitividade e desenvolvimento regional.

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Fotos: Shutterstock

Em meio às discussões sobre Reforma Tributária, acesso a crédito, modernização da jornada de trabalho e do ambiente regulatório no país, o cooperativismo brasileiro apresenta ao governo federal, ao Congresso Nacional e ao Judiciário suas principais prioridades para 2026.

O lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2026, documento que reúne propostas do setor voltadas ao fortalecimento das cooperativas e à ampliação de sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, foi realizado pelo Sistema OCB na terça-feira (17), em Brasília. O documento é considerado o principal instrumento de diálogo do cooperativismo brasileiro com o poder público.

A edição de 2026 marca também um momento simbólico para o setor: os 20 anos da Agenda Institucional do Cooperativismo. O evento acontece a partir das 19h, no Unique Palace, com a presença de parlamentares, representantes do Executivo e Judiciário, além de lideranças do cooperativismo de todo o país.

Segundo o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o cooperativismo tem papel relevante na construção de um país mais equilibrado e sustentável. “Temos muito a contribuir com o desenvolvimento do Brasil. Reunimos compromisso com as pessoas, impacto econômico e valores sólidos, que demonstram como esse modelo de negócios pode ajudar a construir um país mais justo, produtivo e próspero”, afirma.

Eficiência

Em 2026, a eficiência será a palavra-chave da atuação institucional do cooperativismo. Em um ano com janela decisória mais curta em razão do calendário eleitoral, o setor concentrará esforços em avanços regulatórios estratégicos capazes de garantir um ambiente de negócios adequado ao desenvolvimento das cooperativas e de reforçar seu papel na geração de trabalho e renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional.

Entre os temas prioritários no Poder Executivo, o cooperativismo acompanhará de perto a regulamentação Reforma Tributária, com atenção especial à preservação do adequado tratamento ao ato cooperativo; e o fortalecimento de políticas públicas e linhas de crédito oficiais voltados ao cooperativismo. Também estão no foco do setor a regulamentação da lei que amplia a participação das cooperativas nos mercados de seguros e telecomunicações.

No Legislativo, o setor acompanha de perto as discussões sobre modernização da jornada de trabalho e seguirá atuando em projetos voltados à ampliação do acesso das cooperativas a instrumentos de financiamento e ao fortalecimento de suas atividades em diferentes ramos. Já no Judiciário, a atenção estará voltada a temas estratégicos para a segurança jurídica do cooperativismo, como as discussões sobre o tratamento tributário do ato cooperativo e a constitucionalidade de dispositivos da nova Lei do Licenciamento Ambiental, com impacto direto sobre o ambiente regulatório e o desenvolvimento do setor.

A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destaca que a Agenda Institucional de 2026 também reflete o amadurecimento do diálogo entre o cooperativismo e as instituições públicas ao longo dos últimos anos. “Ela reflete o compromisso do cooperativismo com soluções concretas para os desafios do país. Ao longo dos anos, temos construído um diálogo cada vez mais qualificado com os Três Poderes, com a apresentação de propostas que fortalecem o ambiente de negócios e ampliam a capacidade das cooperativas de gerar oportunidades e desenvolvimento em todo o Brasil.”

Fonte: Assessoria Sistema OCB

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Paraná bate recorde na produção de frangos, suínos, bovinos, leite e ovos

Abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças, a produção de suínos alcançou 12,9 milhões de animais, a indústria de carne bovina processou 1,64 milhão de cabeças e ainda foram produzidos 4,3 bilhões de litros de leite e 476 milhões de dúzias de ovos

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Foto: Divulgação

A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina.

O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões.

Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024.

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões.

Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto que o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%.

Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997.

O Paraná ocupa a 9º posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024.

Bacia leiteira e ovos

Assim como a produção de animais segue em alta no Estado, os derivados, como leite, ovos de galinha e couro, também mantêm ritmo acelerado de crescimento.

Foto: Carolina Jardine

No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025.

No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado.

A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%.

Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).

Peixes

Foto: Shutterstock

O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas.

Pesquisas do IBGE

O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.

Confira os dados do Paraná AQUI .

Fonte: AEN-PR
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Intercooperação entre Coopavel e Coagru reforça resultados no Oeste do Paraná

Parceria entre cooperativas é destaque em assembleia com 800 participantes e impulsiona o agronegócio regional.

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A intercooperação é um dos pilares mais poderosos de um movimento que transforma a realidade das pessoas e das comunidades nas quais está presente. Coopavel e Coagru praticam há anos esse princípio da cooperação e os resultados têm sido compartilhados com produtores rurais que ajudam a desenvolver o agronegócio das regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Oeste do Paraná.

Os laços que mantêm essa intercooperação foram reafirmados na manhã de sexta-feira, 13, durante a 29ª Assembleia Geral Extraordinária e 51ª Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa Agroindustrial União. Na presença de cerca de 800 cooperados, na sede da Coagru, em Ubitarã, os presidentes Dilvo Grolli e Cavalini Carvalho destacaram pontos que explicam a dinâmica e a força do trabalho associado de cooperativas.

Os dois afirmaram que os resultados alcançados pelas parcerias em curso surpreendem. “Estamos muito felizes com a união e os números conquistados nesses anos todos de parceria”, comentou o presidente Dilvo, para destacar que essa união vai além dos setores de fertilizantes e sementes. Dilvo e Cavalini são amigos há mais de 50 anos, trabalharam juntos e professam os mesmos valores, todos focados no trabalho, lisura e compartilhamento de resultados. “Quero agradecer a todos da Coopavel, e também ao nosso time, por uma parceria tão profícua”, destacou Cavalini.

Reeleito

Fundada em setembro de 1975, a Coagru conta com 2.911 cooperados. Durante as assembleias, foram apresentados balanço e resultados, e feitas alterações em alguns pontos do estatuto. O resultado da cooperativa no exercício de 2025 foi de R$ 1,12 bilhão, com sobras superiores a R$ 20,6 milhões.

Um dos pontos altos das AGOs foi a reeleição de Cavalini Carvalho para a gestão 2026-2030. Os novos membros dos conselhos de administração e fiscal também foram eleitos e empossados. Além do presidente Dilvo, a Coopavel esteve representada nas assembleias por gerentes de várias áreas. Atualmente, a intercooperação entre as duas acontece nos setores de fertilizantes, fertilizantes foliares, sementes, insumos biológicos, compras e produtos de higiene e limpeza.

Fonte: Assessoria Coopavel
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BRDE ultrapassa R$ 1 bilhão em crédito no Sul com alta de 76% em 2026

Paraná responde por R$ 360 milhões em operações e reforça demanda por investimentos produtivos.

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Foto: Rodolfo Buhrer/BRDE

O Paraná respondeu por R$ 360,42 milhões em contratações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) nos primeiros 100 dias de 2026, o equivalente a 36,04% do volume total liberado pela instituição no período. Considerando as operações nos três estados do Sul, o banco ultrapassou nesta semana a marca de R$ 1 bilhão em financiamentos, com 5.464 contratos firmados para investimentos produtivos.

O resultado consolidado do BRDE nos três estados do Sul representa um avanço de 76% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido contratados R$ 566 milhões. O desempenho indica uma aceleração da demanda por crédito no início do ano e reforça o papel do banco no apoio a projetos voltados à expansão da atividade econômica na região.

“Alcançar a marca de R$ 1 bilhão em contratações logo no início do ano demonstra a confiança do setor produtivo no papel do BRDE como parceiro do desenvolvimento. Nosso compromisso é ampliar o acesso ao crédito para projetos que gerem emprego, renda e inovação nos estados do Sul”, comemora o presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior.

No Paraná, os recursos têm apoiado iniciativas ligadas à ampliação da capacidade produtiva, à inovação e ao fortalecimento de cadeias estratégicas da economia estadual. Os financiamentos do banco atendem setores como agronegócio, indústria, comércio, serviços e infraestrutura, com impacto na geração de empregos, no aumento da competitividade e na dinamização dos investimentos.

“Esses números são reflexo do aperfeiçoamento da nossa esteira de crédito, com análise de resposta praticamente toda em ambiente digital. Já está em fase piloto uma esteira de crédito simplificado, que também vai agilizar e colocar mais recursos à disposição. O volume maior de crédito também se deve ao aperfeiçoamento das nossas áreas de prospecção”, diz o diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves.

Estados

Entre os três estados da região Sul, Santa Catarina registrou o maior volume de contratações no período, com R$ 390,97 milhões, o que representa 39,09% do total liberado pelo banco em 2026. Já o Rio Grande do Sul somou R$ 248,74 milhões em financiamentos, equivalente a 24,87% das operações contratadas neste início de ano.

65 anos

Em 2026, o BRDE celebra 65 anos de atuação. Criado com a missão de planejar e financiar o desenvolvimento de longo prazo, o banco acompanhou as transformações econômicas da região Sul ao longo de mais de seis décadas, apoiando ciclos de industrialização, a modernização do agronegócio e a expansão da infraestrutura.

Com presença no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a instituição atua como parceira de empresas, cooperativas e produtores rurais, oferecendo linhas de crédito voltadas a projetos que impulsionam a inovação, a competitividade e o desenvolvimento sustentável.

Nos últimos anos, o banco também passou a direcionar sua atuação para áreas como inovação, sustentabilidade e inclusão social, sem abrir mão do compromisso com um desenvolvimento regional equilibrado e de longo prazo. O desempenho registrado no início de 2026 reforça a capacidade da instituição de responder à demanda do setor produtivo e ampliar o acesso a crédito para investimentos estruturantes.

Fonte: AEN-PR
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