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Cooperativismo e ODS: como as cooperativas brasileiras ajudam a cumprir a Agenda 2030

Com atuação estratégica no Paraná e em Santa Catarina, cooperativas avançam em sustentabilidade, educação e governança, consolidando-se como protagonistas da Agenda 2030 no Brasil.

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Foto: Shutterstock

A adesão do Brasil à Agenda 2030 das Nações Unidas estabeleceu um conjunto de compromissos que ultrapassam os governos e exigem o engajamento ativo do setor privado e da sociedade civil. Entre os agentes mais alinhados a essa visão estão as cooperativas, especialmente no agro, onde as ações de produção, educação, sustentabilidade ambiental e distribuição de renda fazem parte da prática cotidiana e não de uma política eventual.

No caso do cooperativismo brasileiro, o vínculo com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é estrutural. A lógica de funcionamento de uma cooperativa já pressupõe princípios como participação democrática, justiça social, desenvolvimento local, gestão compartilhada e uso responsável de recursos naturais. Essa convergência de valores é uma vantagem comparativa real para o setor.

No Paraná, o sistema cooperativista formalizou essa adesão de forma estratégica. Desde 2018, a Ocepar (Sindicato e Organizações das Cooperativas do Estado do Paraná) mantém o Programa de Acompanhamento dos ODS. Na prática, os dados mostram que ações cooperativas impactam diretamente ao menos 13 dos 17 ODS. Entre elas, programas de capacitação rural, projetos de geração de energia a partir de resíduos, investimento em educação técnica, apoio à agricultura familiar, controle de emissões, assistência a comunidades vulneráveis e políticas internas voltadas à equidade de gênero e valorização da diversidade.

O sistema cooperativista paranaense tem demonstrado um forte compromisso com a Agenda 2030, buscando alinhar seu planejamento estratégico com os ODS estabelecidos pela ONU. “O setor realiza e promove junto ao seu público práticas sustentáveis, como a adoção de tecnologias mais eficientes, o incentivo à responsabilidade social e ambiental, além de fortalecerem a inclusão social e o desenvolvimento econômico local”, declara o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, com exclusividade ao Jornal O Presente Rural.

Além do compromisso com os ODS, o cooperativismo paranaense vem trilhando um caminho ambicioso em termos de crescimento econômico. Por meio do Plano Paraná Cooperativo 2030 (PRC 200), liderado pela Ocepar desde 2015, o setor projeta multiplicar por 10 sua renda anual em 15 anos, passando de R$ 50 bilhões para R$ 500 bilhões. Em 2024, com R$ 205,6 bilhões faturados, o sistema já superou a marca da metade do caminho. Para alcançar esse objetivo, mais de 30 projetos são executados de forma simultânea, abrangendo desde estratégias de comunicação até melhorias em conectividade e infraestrutura.

Esse crescimento está ancorado na força das 227 cooperativas ativas no estado, que atuam em sete áreas e reúnem quatro milhões de cooperados e 146 mil funcionários. Só em 2024, o setor alcançou um resultado líquido de R$ 10,8 bilhões e investiu R$ 6,8 bilhões. O ramo agropecuário, com 62 cooperativas, concentra R$ 154,3 bilhões em faturamento, emprega 113,9 mil colaboradores e reúne 231,5 mil cooperados, operando 128 agroindústrias espalhadas pelas regiões paranaenses.

Por outro lado, o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc/Sescoop) também tem reforçado sua atuação dentro dessa agenda, assumindo um papel estratégico na formação de lideranças e cooperados e na consolidação de uma cultura cooperativista cada vez mais comprometida com as agendas globais de sustentabilidade e responsabilidade social.

Presidente do Sistema Ocesc/Sescoop, Vanir Zanatta: “Acreditamos que o conhecimento é o primeiro passo para a transformação e, por isso, investimos fortemente em educação cooperativista com viés socioambiental” – Foto: Divulgação/Sistema Ocesc

Outra frente importante é o estímulo à educação cooperativista com viés ambiental e social, principalmente junto a jovens, sucessores e comunidades do entorno das cooperativas. As ações incluem desde iniciativas de preservação de nascentes e reflorestamento até campanhas contra o desperdício de alimentos. “Acreditamos que o conhecimento é o primeiro passo para a transformação e, por isso, investimos fortemente em educação cooperativista com viés socioambiental”, ressalta o presidente da Ocesc/Sescoop, Vanir Zanatta, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural.

Por meio do Sescoop/SC, o Sistema estruturou programas contínuos de capacitação que integram os princípios cooperativistas aos ODS, abordando temas como governança, uso responsável dos recursos naturais e inovação sustentável. As formações são direcionadas tanto a dirigentes, que definem estratégias, quanto a cooperados, que executam as ações no cotidiano das cooperativas.

Além das ações voltadas à formação técnica e estratégica, a Ocesc também promove oficinas e formações específicas sobre os ODS para dirigentes, conselheiros e associados das cooperativas. A entidade incentiva ainda a elaboração de relatórios anuais de sustentabilidade, com base nos indicadores da ONU, estabelecendo padrões de acompanhamento e transparência para o setor. “A formação engloba teoria e prática das lideranças às bases cooperativistas. Tudo isso é incorporado nas rotinas das cooperativas e dos cooperados, trazendo resultados concretos e fortalecendo o protagonismo das cooperativas como agentes de desenvolvimento sustentável”, reforça Zanatta

Governança sustentável

Há também uma mobilização crescente das cooperativas para integrar os ODS à governança institucional, deixando de tratá-los como uma agenda externa ou acessória. Iniciativas de bioenergia, automação sustentável, destinação correta de resíduos e responsabilidade social deixaram de ser projetos e passaram a integrar o modelo de negócio de forma permanente. “É importante que os impactos ambientais sejam reduzidos para manutenção das atividades, especialmente aquelas que são ligadas ao agronegócio. Além disso, o mercado exige boas práticas ambientais, e cada vez mais essa demanda é necessária e pertinente”, salienta Ricken.

Presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken: “O sistema cooperativista tem buscado integrar suas ações às políticas públicas e às metas globais, promovendo uma cultura de sustentabilidade e responsabilidade social que permeia toda a sua cadeia de valor” – Foto: Samuel Milléo Filho/Sistema Ocepar

Pensando nisso, algumas iniciativas já estão em prática. O Projeto ESG+Coop integra o Plano Paraná Cooperativo, que é o planejamento estratégico de desenvolvimento do cooperativismo paranaense, o PRC 300. O objetivo é ter um programa de monitoramento, avaliação e certificação das cooperativas paranaenses, com o foco no atendimento a requisitos ambientais, sociais e de governança e desempenho. “O projeto ESG+Coop tem como resultados esperados o fortalecimento da imagem das cooperativas, com a sistematização e divulgação do que o setor faz para a melhoria das questões ambientais e os impactos sociais positivos da cadeia produtiva do cooperativismo”, explica Ricken.

Diante de um cenário de maior exigência do mercado, um relatório de atividades consistente, que demonstre as ações concretas de ESG, abre oportunidades de negócios e melhora o acesso a crédito aos empreendimentos cooperativistas. O projeto, lançado em outubro de 2022, já conta com mais de 56 cooperativas paranaenses aderentes ao programa. Destas, 30 já finalizaram a etapa de formação.

Em Santa Catarina, Zanatta menciona a ferramenta desenvolvida pelo Sescoop/SC conhecida como Diagnóstico ESGCoop, que permite mapear e avaliar o nível de implementação das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) nas cooperativas. “O diagnóstico oferece uma visão detalhada sobre como essas práticas estão incorporadas nas operações e estratégias das cooperativas, permitindo identificar boas práticas e pontos de melhoria”, destaca Zanatta.

A partir desse mapeamento, as cooperativas catarinenses são conectadas a outras soluções, como o programa Neutralidade de Carbono, promovido pelo Sistema OCB. A iniciativa abrange formação técnica, elaboração de inventário de emissões com base no Programa Brasileiro GHG Protocol, registro público e desenvolvimento de projetos voltados à descarbonização das atividades. Em Santa Catarina, três cooperativas participaram do piloto da solução: Cooper A1, Central Ailos e Unicred União.

Além disso, Ricken ressalta que o sistema cooperativista tem buscado integrar suas ações às políticas públicas e às metas globais, promovendo uma cultura de sustentabilidade e responsabilidade social que permeia toda a sua cadeia de valor. “Essa postura demonstra o compromisso do setor com um desenvolvimento mais justo, sustentável e alinhado às metas globais de longo prazo”, sustenta o presidente do Sistema Ocepar.

Modelo de negócio

O modelo de negócio cooperativista é destaque pela sua atuação sustentável, já que busca minimizar impactos ambientais da atividade produtiva, bem como recuperar áreas degradadas e contribuir para transição energética. Ricken salienta que as cooperativas são empreendimentos criados por pessoas e para pessoas, o que reforça o compromisso em proteger, desenvolver e cuidar das comunidades. “Por meio da gestão democrática, as cooperativas não apenas geram inclusão social e econômica, mas também fortalecem comunidades locais na adaptação e mitigação dos impactos climáticos. Seus resultados são distribuídos de forma justa entre os membros, promovendo geração de renda e resiliência comunitária”, afirma o executivo.

Durante a realização da COP30, em novembro, no Brasil, o sistema cooperativista paranaense e brasileiro estará presente em Belém, no Pará, demonstrando para o mundo aquilo que já é feito no País em prol de um desenvolvimento sustentável e voltado para as pessoas e o planeta.

Atuação cooperativista

Em recente estudo realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), no Paraná, municípios que têm cooperativas contam com o Índice de Desenvolvimento Humano mais alto. Em muitos municípios do Paraná, as cooperativas são as mais importantes empresas, maiores empregadoras e geradoras de receitas. “Cerca de um terço dos produtores rurais do Paraná são cooperados. A expressiva participação dos pequenos e médios produtores, com área de até 50 hectares, nas cooperativas agropecuárias, representando 77% do total de cooperados, o que evidencia a importância das cooperativas para essa faixa de produtores”, ressalta Ricken.

Sem falar na distribuição dos resultados (sobras), que em 2024 atingiu a marca de R$ 10,8 bilhões, recursos esses que ficam na própria região e são investidos nas próprias atividades dos cooperados ou em bens de consumo, o que ajuda a girar a roda da economia local.

Alinhamento estratégico com os objetivos da ONU

Para ampliar o alinhamento estratégico das cooperativas paranaenses com os objetivos da ONU, Ricken afirma que a prioridade é, por meio do PRC 300, fortalecendo a disseminação de boas práticas sustentáveis e promovendo uma maior integração das ações cooperativistas aos ODS. “Isso inclui oferecer capacitações e treinamentos específicos para que as cooperativas possam incorporar de forma mais efetiva as metas da Agenda 2030 em suas operações, além de incentivar a troca de experiências e a cooperação entre elas”, pontua.

Segundo o dirigente, também está nos planos ampliar parcerias com entidades públicas e privadas, promovendo projetos com impacto social, ambiental e econômico alinhado aos ODS. “Por exemplo, o Projeto 04, Certificação de Cooperativas, Programa Paraná Cooperativo, que tem como primeiro passo solucionar as homologações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), onde atualmente existem 530 mil propriedades rurais já cadastradas, junto a outras 29 iniciativas, pretendemos criar uma cultura de sustentabilidade mais robusta dentro do sistema cooperativista paranaense, garantindo que as cooperativas não apenas adotem práticas sustentáveis, mas também se tornem agentes de transformação social e ambiental, contribuindo de forma mais significativa para o desenvolvimento do estado e do país”, salienta.

O executivo ainda destaca que a declaração da ONU instituindo 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas é uma oportunidade valiosa para fortalecer o cooperativismo no Brasil e no mundo. “Em 2025 vamos ter uma grande oportunidade para aumentar a visibilidade das cooperativas, permitindo que elas compartilhem suas histórias de sucesso e os benefícios que oferecem às comunidades, como a geração de empregos, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”, enfatiza, salientando que a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e as organizações estaduais estão promovendo iniciativas de comunicação, educação e capacitação sobre o cooperativismo, ajudando a formar novos líderes e a fortalecer as habilidades dos membros existentes, o que é fundamental para o crescimento e a sustentabilidade das cooperativas.

Sustentabilidade ganha papel estratégico no cooperativismo catarinense

As cooperativas de Santa Catarina têm transformado os relatórios de sustentabilidade inspirados nos ODS em verdadeiras ferramentas de gestão estratégica, inovação e tomada de decisão. A avaliação é do presidente da Ocesc, que destaca a evolução do uso desses instrumentos no dia a dia do setor. “Esses relatórios deixaram de ser apenas instrumentos de prestação de contas. Hoje, orientam políticas internas, projetos ambientais e sociais e sustentam indicadores robustos de desempenho sustentável”, afirma Zanatta.

Segundo ele, essa prática tem aproximado ainda mais o cooperativismo catarinense da Agenda 2030 da ONU, promovendo ações estruturadas e mensuráveis com foco em impacto positivo. Como exemplo desse uso estratégico, o executivo cita a Aurora Coop, a qual criou o Programa de Certificação Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRSA), que já auditou mais de 2,1 mil propriedades rurais. “O programa nasceu para garantir que os conhecimentos adquiridos em capacitações fossem efetivamente aplicados no campo. Os critérios ambientais, sociais, produtivos e financeiros são padronizados e monitorados, gerando relatórios que acompanham a evolução dos indicadores e orientam decisões com mais eficiência e transparência”, ressalta.

Outro case é da Copercampos, que alia os relatórios aos ODS com ações práticas, como o mapeamento da pegada de carbono em propriedades e eventos, além da produção de combustíveis sustentáveis. “A emissão de créditos de descarbonização (CBios) reforça o compromisso com a redução de gases de efeito estufa, documentada em seus balanços de carbono e compartilhada com a sociedade e órgãos reguladores”, exalta.

Outra iniciativa de destaque é da Cooperalfa, que se sobressai com seu programa de gestão de pneus, voltado à redução de desperdícios e à destinação ambientalmente correta dos resíduos. O processo é monitorado por indicadores ambientais precisos, que evidenciam os resultados da logística reversa e reforçam a responsabilidade compartilhada ao longo da cadeia produtiva.

Na avaliação de Zanatta, os relatórios de sustentabilidade deixaram de ser peças formais e se consolidaram como parte ativa da estratégia operacional e institucional das cooperativas. “Eles reforçam a transparência, a governança e a consolidação de práticas sustentáveis, mostrando que o cooperativismo é protagonista na construção de um futuro mais equilibrado”, salienta.

17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU

1. Erradicação da pobreza

Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

2. Fome zero e agricultura sustentável

Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.

3. Saúde e bem-estar

Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

4. Educação de qualidade

Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

5. Igualdade de gênero

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

6. Água potável e saneamento

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

7. Energia limpa e acessível

Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos.

8. Trabalho decente e crescimento econômico

Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

9. Indústria, inovação e infraestrutura

Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

10. Redução das desigualdades

Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

11. Cidades e comunidades sustentáveis

Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

12. Consumo e produção responsáveis

Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

13. Ação contra a mudança global do clima

Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.

14. Vida na água

Conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

15. Vida terrestre

Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

16. Paz, justiça e instituições eficazes

Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

17. Parcerias e meios de implementação

Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

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Fonte: O Presente Rural

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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