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Cooperativismo catarinense registra mais de R$ 91 bilhões em faturamento

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Foto: Shutterstock

O cooperativismo surgiu em Santa Catarina há mais de 130 anos e se transformou em um modelo de negócio que envolve mais de 4,7 milhões de catarinenses e movimenta R$ 91,2 bilhões por ano, tornando-se uma extraordinária força social que impulsiona o desenvolvimento em todos os setores da economia.

O balanço do setor foi levantado pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) junto às 226 cooperativas e anunciado hoje em Florianópolis pelo presidente Vanir Zanatta e pelo superintendente Ricardo Miotto Ternus.

Foto: Divulgação/Ocesc

O crescimento das receitas, em 2024, foi de 8%, acima, portanto da expansão do PIB (produto interno bruto) brasileiro no período (3,4%).

Refletindo o bom desempenho das cooperativas, as sobras (lucros) avançaram 55,1% e chegaram a R$ 5,57 bilhões, valores que serão destinados a investimentos, fundos estatutários e rateio entre os associados.

Um dos dados mais relevantes do levantamento é a expansão do número de associados (cooperados) que cresceu 9,8% no ano passado com o ingresso de mais de 419 mil pessoas no quadro associativo das cooperativas. No conjunto, as cooperativas reúnem, agora, 4,7 milhões de catarinenses, o que representa 58% da população barriga-verde.

As que mais atraíram novos associados foram as cooperativas de crédito, que têm atualmente 3,6 milhões de cooperados, as de infraestrutura que atuam em distribuição de energia elétrica (464.114 pessoas), as de consumo (430.339) e as agropecuárias (84.069). As cooperativas de saúde têm 15.280 associados e, as de transporte, 2.901 cooperados.

As cooperativas do agronegócio foram, novamente, as mais expressivas na geração de empregos diretos e de receita operacional bruta, respondendo por 62,5% dos postos de trabalho e também por 63,2% das receitas globais do universo cooperativista.

Em 2024, as cooperativas catarinenses recolheram R$ 3,9 bilhões aos cofres públicos em impostos sobre a receita bruta, um crescimento de 32,6% em relação ao exercício anterior. Além do desenvolvimento das comunidades já feito pelo movimento cooperativista, os impostos sobre receita também retornam para a população catarinense através dos investimentos feitos pelo Estado, como creches, hospitais, estradas, segurança e outros serviços.

O patrimônio líquido, no conjunto das cooperativas, cresceu 15,8% e atingiu R$ 36,6 bilhões.

Para atender seus associados com ações e serviços de qualidade, as cooperativas mantêm quadros funcionais de empregados qualificados. Em 2024, contrataram 7,3% mais e criaram 6.995 mil novos postos de trabalho. Juntas, elas agora mantêm 102.376 empregados diretos.

Exportações e investimentos

As exportações das cooperativas catarinenses atingiram R$ 11,63 bilhões no ano passado com aumento de 17,2% e foram suportadas, basicamente, pelo agronegócio. As vendas externas de cereais in natura responderam por 54,13% e as proteínas animais por 43,13% dos negócios no mercado internacional, seguindo-se cereais processados, frutas e derivados, fertilizantes, sementes e leite e derivados. As projeções para 2025 indicam um aumento de 12% nas vendas das cooperativas catarinenses ao mercado mundial, o que significariam R$ 13 bilhões em divisas.

O presidente da Ocesc prevê que continuará expressiva a participação das cooperativas nas exportações do

Fotos: Divulgação/Asgav

agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB catarinense e por 70% das vendas catarinenses no exterior, decorrente da imensa presença das cooperativas nas cadeias produtivas de grãos, leite, suínos e aves.

Os investimentos das cooperativas de Santa Catarina previstos em estruturas e a ampliação da capacidade produtiva são de R$ 2,03 bilhões em 2025, R$ 2,18 bilhões em 2026 e de R$ 2,26 bilhões em 2027.

Desempenho setorial

O ramo agropecuário continua sendo o mais expressivo, economicamente, respondendo por 63,2% do movimento de todo o sistema cooperativista catarinense.

As 43 cooperativas agropecuárias fecharam o ano com 84.069 cooperados, aumento de 0,3% no quadro social que foi encorpado com mais 219 associados. O setor também foi o que mais criou vagas – gerou 3.151 novos empregos – e, agora, as cooperativas sustentam 63.978 postos de trabalho, o que representa um aumento de 5,2%. A receita operacional total dessas cooperativas avançou 6% e totalizou R$ 57,6 bilhões.

O ramo crédito ganhou uma cooperativa a mais em 2024: agora são 67 cooperativas financeiras que, no conjunto, reúnem o maior número de associados do sistema cooperativista catarinense: são 3,7 milhões de catarinenses. O quadro associativo desse ramo aumentou 10,7%, com o ingresso de 358.752 novos cooperados. O quadro funcional também cresceu 8%, com a contratação de 1.434 empregados e totaliza, agora, 19.279 trabalhadores nas agências e unidades administrativas.

Foto: Freepik

As cooperativas de crédito contabilizaram receitas totais de R$ 21,06 bilhões, incremento de 10,2% em relação ao ano anterior.

O ramo saúde cresceu 13,4% no ano passado em receitas totais, atingindo R$ 7,02 bilhões no exercício de 2024. Criou, no período, 2.066 vagas de empregos. As 30 cooperativas de saúde em operação no território catarinense mantêm 12.847 empregados e reúnem 15.280 associados (quadro funcional aumentou 19,2% e o quadro associativo, 7,8%).

O ramo de infraestrutura dedica-se, fundamentalmente, ao fornecimento de energia elétrica para extensas regiões do território barriga-verde. São 38 cooperativas que atendem 464.114 associados – número que evoluiu 3,3% no último ano. A receita operacional bruta aumentou 8,7% e fechou o ano em R$ 2,01 bilhões. É o segundo ramo em número de associados.

O ramo de consumo, dedicado a manutenção de supermercados entre outras atividades, é representado por 11 cooperativas que, em 2024, obtiveram receitas totais de R$ 1,9 bilhão – faturamento 17,2% superior ao ano anterior. O número de associados cresceu 12,4% e agora são 430.339 cooperados. O número de empregados aumentou 12% e está em 3.629.

O número de  catarinenses do ramo de transporte evoluiu para 5.830 (+3,6). O desempenho econômico subiu 6,8% e as cooperativas tiveram receitas no valor de R$ 1,5 bilhão.

Projeções
Estudos da Ocesc projetam uma vigorosa expansão do sistema cooperativista catarinense para o próximo triênio em

Foto: Divulgação/Agência Gov

três esferas: faturamento, número de cooperados e geração de empregos diretos.

A receita operacional bruta crescerá para R$ 109,9 bilhões em 2025; R$ 111,5 bilhões em 2026, chegando a R$ 123,3 bilhões em 2027,  com 35,2% de crescimento.

O quadro social das cooperativas aumentará 34,7%, atingido 5,2 milhões de catarinenses cooperados em 2025; 5,7 milhões em 2026 e 6,3 milhões de associados em 2027.

Mais empregos serão criados no âmbito das atividades das cooperativas, significando 23,7% de novos postos de trabalho em todos os níveis (operacional, técnico e gerencial). Dessa forma, as cooperativas catarinenses manterão, no conjunto, 100,9 mil postos de trabalho em 2025, 118 mil em 2026 e 126,7 mil em 2027.

Acesse aqui os dados do cooperativismo catarinense em 2024.

Fonte: Assessoria Ocesc

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo

Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.

A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.

As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.

Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação

Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

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Foto: Divulgação

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.

Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”

A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.

O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.

Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”

A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.

Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.

Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.

Fonte: Assessoria
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