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Cooperativismo abre pregão da B3 e celebra reconhecimento global

Na bolsa do Brasil, movimento mostra que prosperidade e inclusão podem caminhar juntas.

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Foto: Divulgação/Sistema OCB

O cooperativismo brasileiro fez história nesta sexta (08), ao dar o toque simbólico de abertura da B3, a bolsa do Brasil. O gesto marcou o início do evento SomosCoop + B3 – Uma celebração do Ano Internacional das Cooperativas, realizado pelo Sistema OCB em parceria com a B3, reunindo lideranças do movimento e autoridades políticas.

O toque da campainha, tradicionalmente usado para abrir o pregão, desta vez teve um significado ainda mais simbólico: destacou a importância crescente das cooperativas na economia brasileira e o reconhecimento global do modelo como motor de transformação sustentável.

Foto: Shutterstock

A cerimônia de abertura institucional contou com falas do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, do presidente da B3, Gilson Finkelsztain, do presidente da Anbima, Carlos André, e do deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Em sua fala, Márcio Lopes de Freitas ressaltou que o cooperativismo avança sem abrir mão de sua essência. “Apostamos que o melhor caminho é trabalhar cada vez mais com excelência em gestão e governança, mantendo nossos princípios e valores, que são nossa essência e nossa diferença. Grandes líderes precisam fazer isso. Eu tenho muito orgulho do cooperativismo e do seu crescimento. Nos outros modelos empresariais, você vale o capital que colocou lá dentro. Nas cooperativas, você vale como pessoa. Cada pessoa é um voto”, enfatizou Freitas.

Ele também destacou o papel do cooperativismo como um modelo capaz de unir desempenho econômico com compromisso social. “Temos um modelo de negócios que funciona porque é baseado na confiança, na participação e no equilíbrio entre pessoas e resultados. O cooperativismo cresce porque entrega valor real para quem participa dele e para a sociedade como um todo. E é isso que queremos mostrar aqui hoje: que é possível prosperar sem abrir mão da inclusão, da democracia e do cuidado com o outro”, salientou.

O presidente da Anbima, Carlos André, destacou o papel das cooperativas como canal de democratização do acesso a investimentos. Segundo ele, o movimento tem tudo para crescer ainda mais, especialmente com o apoio de agentes do mercado. “Encontros como esse só reforçam a essência do cooperativismo: juntos, vamos sempre mais longe. O capital investido com propósito e responsabilidade é uma alavanca para o desenvolvimento. E o cooperativismo é, sem dúvida, um dos caminhos mais promissores”, frisou.

Representando o Congresso Nacional, o deputado Arnaldo Jardim comemorou a visibilidade alcançada pelo setor e lembrou o trabalho constante da Frencoop no fortalecimento institucional do modelo. “A ONU acertou em cheio ao declarar 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas. O cooperativismo é um modelo econômico que combina eficiência com solidariedade. Na Frencoop, trabalhamos todos os dias para garantir que esse modelo continue crescendo com segurança jurídica, apoio legislativo e reconhecimento da sociedade”, expôs.

O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, por sua vez, reforçou o compromisso da bolsa em fomentar negócios sustentáveis e inclusivos. Ele lembrou que a bolsa do Brasil tem buscado se aproximar de iniciativas que tragam valor econômico com impacto social positivo, e que o cooperativismo é uma dessas frentes com grande potencial.

O evento na sede da B3, no centro de São Paulo, marcou o início das comemorações oficiais do Ano Internacional das Cooperativas 2025, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ao longo do dia, a programação inclui palestra magna do economista José Roberto Mendonça de Barros sobre o cenário econômico e oportunidades para o setor, além de painéis com representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Anbima, da própria B3 e de lideranças cooperativistas.

O encerramento será dedicado ao papel do cooperativismo nas agendas globais, como a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA), com participação da superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, e representantes da ONU e da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

Com mais de 25,8 milhões de cooperados no país e presença crescente nos indicadores econômicos, o cooperativismo brasileiro chega a esse novo marco com maturidade e visão de futuro. Ao ocupar a B3, o movimento celebra uma conquista simbólica e também sinaliza que está pronto para novos desafios, novos mercados e para continuar sendo parte ativa das soluções que o mundo precisa.

Fonte: Assessoria Sistema OCB

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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