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Cooperativas têm a agenda ESG em suas bases

Ações sociais, ambientais e de governança são práticas de rotina em muitas cooperativas agropecuárias no Brasil, mas ainda há como evoluir. 

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Foto: Shutterstock

O movimento em prol de uma produção sustentável, que tenha os olhos voltados às questões sociais, ambientais e de boa governança, tem ganhado cada vez mais força em todos os setores produtivos. A chamada agenda ESG tem chamado a atenção de lideranças e vai se tornar indispensável para as futuras relações de mercado. Ações sociais, ambientais e de governança são práticas de rotina em muitas cooperativas agropecuárias no Brasil, mas ainda há como evoluir.

Mas afinal, o que é ESG?

Mas afinal, o que significa a sigla e como ela é aplicada no Brasil? Alexandre Garcia, especialista na área e professor da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), comenta o cenário do ESG no país.

A sigla ESG tem sido cada vez mais debatida. A abreviação em inglês das palavras Environmental, Social and Governance, traduzida para o português como ASG, corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização.

Segundo Alexandre Sanches Garcia, coordenador do Centro de Pesquisa em Mercado de Capitais e Relações com Investidores da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), a prática das organizações em ESG é mais uma questão cultural do que algo regulamentado ou um “selo”, embora, no Brasil, alguns agentes reguladores de mercado de capitais, como CVM e Bacen, já estejam criando normas para que as organizações passem a incorporar tais práticas.

“Pesquisas realizadas com investidores e executivos brasileiros apontam que há desejo de que as práticas de ESG sejam incorporadas nas organizações, mas na realidade ainda há um grande espaço entre o discurso e a prática”, afirma.

O que é ESG?

O ESG pode ser encarado como um conjunto de práticas que impactam positivamente a sociedade. Por exemplo, uma empresa adotar um programa de redução de emissão no nível de gás carbônico (CO2) de suas operações, ou ao aumentar a diversidade de gênero e raça na contratação de pessoas, e não adotar práticas de suborno ou corrupção nos negócios.

“Mas antes desses exemplos se tornarem práticas é necessário que os proprietários e a alta administração adotem tal prática como política da organização. Ou seja, que esses valores partam da alta administração, seja exigido de seus funcionários e que seja incentivado que todos que se relacionam com a organização também pratiquem”.

Para Garcia, a adoção do ESG é uma jornada, que deve ser planejada, principalmente para aquelas empresas que estão longe dessas práticas. Primeiramente deve-se focar no “G” da sigla, pois é na questão “governança” que partem as decisões para as mudanças comportamentais e tomada de decisões de investimentos, por exemplo, para substituir determinadas práticas desde as mais simples, como coleta seletiva de lixo, redução do consumo de água, utilização de energia mais limpa, até decisões mais complexas como substituição de maquinários que emitem menos gases poluentes. Também será necessário contar com um amplo programa de treinamento e conscientização a todos os colaboradores da empresa, começando pela alta administração, para as práticas sociais, que respeitem os direitos humanos, como remuneração justa e a inclusão da diversidade de gênero e raça na força de trabalho, por exemplo. E concomitante a esse processo, definir metas e prazos, com o uso de indicadores de desempenho para cada um dos fatores ESG.

Pesquisas apontam que apesar de decisões de investimentos necessários e mudanças comportamentais dos executivos, o ESG traz retornos positivos para as empresas no médio e longo prazo. Com o aumento de sua reputação com essas práticas, a empresa pode se beneficiar com aumento nas vendas de seus produtos, consequentemente de seus lucros e isso atrair mais investidores, valorizando o preço de sua ação no mercado de capitais (caso tenha ações negociadas em bolsa de valores). Além disso, pode atrair mais capital financeiro, com taxas melhores de captação de recursos no mercado financeiro (juros sobre empréstimos, por exemplo) e também atrair mais capital humano, como a lealdade de seus funcionários, diminuindo a rotatividade de pessoal.

Os jovens de hoje, com a disseminação e facilidade à informação, já enxergam os malefícios de empresas que não adotam práticas de ESG. “E isso repercute rapidamente levando consequências a essas empresas, como sua baixa reputação, diminuição de consumo de seus produtos e até a falta do interesse desses jovens em trabalhar nessas empresas”.

ESG no Brasil 

O especialista avalia que as práticas adotadas nas empresas brasileiras podem ser reunidas em três tipos: as organizações que ou nasceram com a consciência de adoção de práticas ESG ou têm tal filosofia na concepção de seus fundadores; as organizações que se orientam pelas demandas sociais e percebem que precisam mudar suas práticas em ESG e; as organizações cujos proprietários ou executivos não respeitam qualquer atitude nesse sentido.

“Infelizmente condutas antiéticas usadas para enganar pessoas e instituições sempre houve por parte de alguns executivos de empresas. E o termo greenwashing, termo conhecido como “lavagem verde”, procura mascarar comportamentos por meio de propagandas ou discursos enganosos, que ou valorizam demais as práticas e investimentos em ESG ou omitem práticas danosas. Como não há uma lei que pune essas atitudes, serão as pessoas que decidirão punir as empresas, como o boicote de seus produtos, por exemplo”.

Na opinião de Garcia, o futuro do ESG no Brasil talvez não seja o mesmo que ocorre nos países desenvolvidos. “Embora o Brasil possua alguns avanços em fatores ambientais por exemplo, com uso de energias limpas, como hidrelétricas e combustível de etanol, temos uma grande defasagem em questões sociais, com uma desigualdade social extremamente grande. Logo, os desafios são enormes, do tamanho do Brasil, se comparado ao tamanho dos países europeus, que podem desempenhar muito melhor em questões ESG. Portanto, será necessário um esforço de toda a sociedade, incluindo empresários, todos os profissionais que ocupam cargos nas empresas, além do governo, que deve adotar políticas que incentivem a adoção de práticas ESG pelas empresas e aumentar a fiscalização”, completa o pesquisador.

Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias

SIAVS encerra edição 2022 com recorde de público

Maior evento dos setores do país reuniu cadeia produtiva em programação focada na sustentabilidade e na segurança alimentar global

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Fotos: O Presente Rural

Terminou com recordes a edição 2022 do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), o maior evento dos setores no Brasil, realizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) entre 9 e 11 de agosto, no Anhembi Parque, em São Paulo (SP).

Principal marco político das cadeias produtivas, SIAVS contou, em  sua solenidade de abertura, com a presença do presidente Jair Bolsonaro na, juntamente com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e sete ministros – os ministros da Agricultura, Marcos Montes, do Meio Ambiente, Joaquim Leite,  da Educação, Victor Godoy, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Rodrigues Britto além do Ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira e do Advogado-geral da União, Bruno Bianco, além de outras autoridades e lideranças do agronegócio brasileiro.

Após a abertura, uma ampla programação de palestras e debates foi iniciada, com o tema “Produção Sustentável: Caminhos para a Segurança Alimentar Global”. Ao todo, 2.300 congressistas e 80 palestrantes participaram dos temários técnicos e conjunturais. Entre os destaques esteve o painel dos CEOS, com líderes de agroindústrias do setor, em debate sobre os rumos da cadeia produtiva. Outros painéis sobre projeções de futuro para a proteína animal, competitividade, gestão de crise, logística, questões técnicas sobre antimicrobianos, salmonelose e outros estiveram na pauta de debates.

Com área 30% maior, o SIAVS contou com cerca de 200 expositores de equipamentos, insumos biológicos e farmacêuticos, rações e outros fornecedores de diversas áreas da cadeia produtiva que expuseram em mais de 20 mil metros quadrado, suas tecnologias e produtos voltados para a produção de proteína animal.

Com o SIAVS Multiproteínas, mais de 40 agroindústrias produtoras de aves, suínos,  bovinos, lácteos, bubalinos e peixes de cultivos realizaram negócios com importadores e representantes do varejo nacional que estiveram presentes.

As grandes empresas de equipamentos para o setor, casas genéticas, laboratórios, rações e prestadoras de serviços participaram da feira, juntamente com decisores de compras dos frigoríficos, produtores integrados e independentes das agroindústrias, importadores de mercados alvo para as proteínas do Brasil, supermercadistas de atacado e varejo, entre outros.

O SIAVS 2022 também contou com a participação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Com linhas de crédito especiais para o público do agro, as instituições financeiras levaram unidades itinerantes, que estavam estacionadas em meio à feira.

Ao todo, 21 mil visitantes de 53 países estiveram presentes no evento – maior número já registrado até aqui. Pelo Projeto Produtor foram 1,9 mil avicultores e suinocultores integrados dos diversos pólos de produção.

Focado em inovação e promoção de novas oportunidades, o SIAVS trouxe nesta edição atrações exclusivas, como o Siavs Talks, uma iniciativa inédita no evento que reuniu incubadoras de empresas, instituições de pesquisa e acadêmicos, além de empresários do setor em um espaço exclusivo com apresentações inspiradas no formato TED, em meio à exposição comercial.

Também contou com o Siavs Experience, uma imersão na cadeia produtiva com uma área de mais de 70 metros quadrados destinados exclusivamente para a experiência com telas gigantes de LED em um labirinto com jogos de espelhos, além de uma sala com projeção mapeada que promove uma ilusão de ótica em 3 dimensões. A experiência é completa pela sonorização e pelo cheiro de mata, que é liberado estrategicamente por odorizadores espalhados pelo espaço.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin em entrevista ao jornal O Presente Rural

Ao final, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, comemorou a retomada do evento: “Um grande sucesso! A retomada do SIAVS foi a consagração de um setor que não deixou faltar comida na mesa dos brasileiros após um dos períodos mais difíceis da história da humanidade. E fomos além, debatemos como atender a uma demanda global crescente, garantindo uma produção sustentável e preservando recursos naturais. Quebramos recordes de participação no evento e também na produção e exportação de carnes de aves, suínos e ovos, mas, sobretudo, reforçamos a importância do Brasil para apoiar a segurança alimentar do planeta,” finalizou.

A próxima edição do SIAVS já tem data marcada:  acontecerá entre os dias 06 e 08 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). Acompanhe as novidades sobre o evento pelo site www.siavs.com.br.

 

 

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Imunonutrição é tema de palestra de Breno Castello Beirão no 14º SBSS

Médico veterinário fará explanação no terceiro dia do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura. O evento é promovido pelo Nucleovet nos dias 16, 17 e 18 deste mês, em Chapecó (SC)

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Breno Castello Beirão / Divulgação

A nutrição é um fator chave na interação com o sistema imune dos animais de produção. Sendo assim, se torna um componente importante quando pensamos em saúde animal e produtividade. Os cuidados na alimentação de suínos, associados a um protocolo de vacinação, uso de antimicrobianos quando necessário, aditivos, biosseguridade, entre outros, são fundamentais para garantir um equilíbrio imunitário.

Esse tema será abordado no 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), em palestra do médico veterinário Breno Castello Beirão. O especialista abordará o tema “Imunonutrição: como manejar a imunidade através da nutrição”, no último dia do evento, 18 de agosto, às 8h45, no Painel Nutrição e Reprodução.

Breno Castello Beirão é médico veterinário e mestre em Microbiologia, Parasitologia e Patologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), doutor em Imunologia pela Universidade de Edimburgo (tese sobre macrófagos intratumorais caninos e tratamento com anticorpo monoclonal). É sócio da Imunova Análises Biológicas, professor do departamento de Patologia Básica da UFPR e atua nos programas de pós-graduação de Microbiologia, Parasitologia e Patologia e em Sanidade Animal do Instituto Federal Catarinense (IFC).

O presidente da Comissão Científica, Paulo Bennemann, enfatiza a importância dos estudos referentes à nutrição e saúde animal. “Uma dieta diferenciada pode contribuir com o fortalecimento do sistema imunológico. A palestra de Bruno Castello Beirão trará informações e atualizações sobre o assunto”, comenta, ao acrescentar que cinco painéis nortearão a programação científica nos três dias do SBSS: gestão de pessoas, sanidade, biosseguridade, gestão da informação, nutrição e reprodução.

Sobre o SBSS

O 14º SBSS ocorrerá entre os dias 16 e 18 deste mês. Paralelamente acontecerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e será realizado presencialmente no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. A programação científica iniciará na terça-feira (16), às 14 horas, e a palestra de abertura ocorrerá no mesmo dia, às 18h40. Na quarta-feira (17), as palestras iniciam às 8 horas e encerram no fim da tarde, seguidas de happy hour. Na quinta-feira (18), a programação será das 8h às 12 horas.

Inscrições 

As inscrições para o 14º SBSS estão no terceiro lote. O investimento é de R$ 600,00 (para o evento presencial) e R$ 500,00 (virtual) para profissionais e R$ 460,00 (presencial) e R$ 400,00 (virtual) para estudantes.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes. O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento.

As inscrições podem ser feitas no site: www.nucleovet.com.br.

Apoio

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Assessoria
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Notícias 14° SBSS

Augusto Heck palestrará sobre prolapsos uterinos

Médico veterinário abordará fatores de risco e abordagens de controle da anomalia. SBSS ocorrerá no período de 16 a 18 deste mês, em Chapecó (SC)

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Augusto Heck / Divulgação

As anomalias, sejam sanitárias ou não, que podem atingir uma granja de suínos são sempre motivo de alerta para os produtores. Por mais cuidados que existam, elas podem aparecer. Uma delas é o prolapso uterino em matrizes, que gera preocupações com o bem-estar animal e com o impacto econômico. Na maioria dos casos, o prolapso uterino é de difícil reversão e é incompatível com a permanência da matriz na granja.

O tema será abordado na palestra “Prolapsos uterinos: fatores predisponentes e abordagem para o controle”, com o médico veterinário Augusto Heck, durante a programação científica do 14º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Heck palestrará no dia 18 deste mês, às 10h50, no Painel Nutrição e Reprodução.

Heck é médico veterinário pela FAVET/UFRGS, mestre em Ciências Veterinárias pelo CPG da FAVET/UFRGS, tem especialização em Administração Rural pela UFLA e MBA em Gestão Empresarial e Desenvolvimento Humano de Gestores pela FGV. Possui 22 anos de experiência em agroindústria como supervisor, sanitarista de unidade e sanitarista corporativo. Por três anos, foi gerente técnico comercial de suínos para LATAM da Biomin e desde janeiro atua como gerente de marketing de suínos para a LATAM da DSM.

Sobre o SBSS

O 14º SBSS ocorrerá entre os dias 16 e 18 deste mês. Paralelamente acontecerá a 13ª Brasil Sul Pig Fair. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e será realizado presencialmente no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), com transmissão on-line ao vivo. A programação científica iniciará na terça-feira (16), às 14 horas, e a palestra de abertura ocorrerá no mesmo dia, às 18h40. Na quarta-feira (17), as palestras iniciam às 8 horas e encerram no fim da tarde, seguidas de happy hour. Na quinta-feira (18), a programação será das 8h às 12 horas.

Cinco painéis nortearão a programação científica nos três dias do SBSS: gestão de pessoas, sanidade, biosseguridade, gestão da informação, nutrição e reprodução. “O grande diferencial do evento é a abordagem de temas relevantes para o momento atual e de aplicabilidade prática. Os palestrantes são reconhecidos no setor, com ampla experiência e inseridos no meio científico. O Augusto Heck trará atualizações sobre prolapsos uterinos e os cuidados que podem ser adotados para controle da doença dentro de um sistema intensivo de produção”, realça o presidente da Comissão Científica do SBSS, Paulo Bennemann.

Inscrições 

As inscrições para o 14º SBSS estão no terceiro lote. O investimento é de R$ 600,00 (para o evento presencial) e R$ 500,00 (virtual) para profissionais e R$ 460,00 (presencial) e R$ 400,00 (virtual) para estudantes.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições serão concedidos códigos-convites. Nessa modalidade há possibilidade de parcelamento em até três vezes. O acesso para a 13ª Brasil Sul Pig Fair é gratuito, tanto presencial quanto virtual, assim como para o pré-evento.

As inscrições podem ser feitas no site: www.nucleovet.com.br.

Apoio 

O 14º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Assessoria
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