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Cooperativas respondem por 39% das exportações de carnes em Santa Catarina
Setor embarcou mais de 717 mil toneladas de proteína animal em 2025 e gerou US$ 2,18 bilhões em exportações, equivalente a 27,45% de toda a receita externa do Estado.

As cooperativas agropecuárias ampliaram sua participação no comércio exterior e responderam por mais de um quarto de toda a receita gerada pelas exportações de Santa Catarina em 2025. Os embarques do setor somaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 27,45% do valor exportado pelo Estado no período.

Fotos: José Fernando Ogura
Os números reforçam o peso do cooperativismo em uma das principais potências brasileiras na produção de proteínas animais. Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do país e ocupa a segunda posição na produção e exportação de carne de frango.
Em volume, as cooperativas foram responsáveis por 17,9% de tudo o que Santa Catarina exportou ao longo do ano.
Proteína animal lidera embarques
A principal força das exportações cooperativistas está na cadeia de proteínas animais. Carnes de aves e suínos responderam por 76,59% da receita internacional obtida pelas cooperativas catarinenses.
O segmento movimentou R$ 9,18 bilhões em 2025 e embarcou mais de 717 mil toneladas para o mercado externo.
A relevância do setor também aparece na participação sobre o total exportado pelo Estado. As cooperativas

Foto: Divulgação
responderam por cerca de 39% de todos os embarques catarinenses de aves e suínos.
Para o presidente do Sistema Ocesc, Vanir Zanatta, os resultados refletem a capacidade das cooperativas de competir em mercados altamente exigentes. “Santa Catarina é referência internacional em produção de alimentos, e o cooperativismo tem papel fundamental na conquista deste posto. Os resultados das exportações são reflexo da capacidade do cooperativismo de gerar desenvolvimento econômico aliado à organização produtiva e à competitividade global. Levamos qualidade, eficiência e confiança aos mercados mais exigentes do mundo sem perder sua essência colaborativa”, afirma.
Cereais representam mais de 1 milhão de toneladas exportadas
Embora as proteínas concentrem a maior parte da receita, os cereais também ocupam posição relevante na pauta exportadora das cooperativas.

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Vanir Zanatta: “Santa Catarina é referência internacional em produção de alimentos, e o cooperativismo tem papel fundamental na conquista deste posto” – Foto: Divulgação/Ocesc
O segmento respondeu por 22,29% do valor exportado, movimentando R$ 2,67 bilhões. Em volume, os embarques superaram 1 milhão de toneladas.
Na prática, os cereais lideram o ranking quando o critério é quantidade exportada. Eles representam 56,7% de todo o volume comercializado internacionalmente pelas cooperativas catarinenses.
Outros produtos também integram a pauta exportadora do setor, incluindo fertilizantes, sementes, frutas e derivados, leite e produtos lácteos, além de cereais processados.
Oriente Médio lidera entre os destinos
Os embarques cooperativistas alcançam mercados distribuídos por diferentes continentes, reduzindo a dependência de compradores específicos e ampliando a presença internacional das cooperativas catarinenses.
O Oriente Médio aparece como principal destino das exportações, concentrando 14% dos embarques realizados em 2025.
Na sequência estão Japão e países africanos, ambos com participação de 12%. China, América Centro-Sul e outros

Foto: Claudio Neves
países da Ásia respondem por 11% cada.
A América do Norte absorve 10% das exportações cooperativistas catarinenses, enquanto Hong Kong e Coreia do Sul representam 5% cada. Também figuram entre os destinos Cingapura e países da região do Pacífico, com 4%, além da Eurásia, com 3%, e da Europa, com 2%.
Cooperativismo amplia presença internacional
Os números mostram que a presença internacional das cooperativas catarinenses vai além das proteínas animais e está apoiada em diferentes cadeias do agronegócio. Ao mesmo tempo, evidenciam a importância econômica do modelo cooperativista para um Estado que ocupa posição estratégica no abastecimento de alimentos para o mercado global.

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Produção de grãos deve atingir 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26
Projeção mantém expectativa de um novo recorde na série histórica da Conab. A soja se destaca por apresentar o maior crescimento, seguida pelo milho primeira safra.

As agricultoras e os agricultores brasileiros deverão colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26. A nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para novo recorde de produção, podendo registrar uma alta de 1,8% em relação ao resultado obtido no ciclo anterior, ou seja, um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas a serem colhidas neste ciclo.

Foto: Geraldo Bubniak
Os dados estão no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia. Ainda de acordo com o documento, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional prevista em 4.295 quilos por hectare.
Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o Boletim da Conab, o resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, nesta safra.
Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas

Foto: Shutterstock
(somadas as três safras). A colheita do produto semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve atingir 29,3 milhões de toneladas, aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.
Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão.
A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita com expectativa de atingir produção de 107,9 milhões de toneladas. Já para a terceira safra do cereal, o plantio está próximo do encerramento e a Companhia espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia
Demais culturas
Outro produto importante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, que representa uma alta de 24,9%.
Importante produto para o mercado interno, o arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada. A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal.
ara o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas. O

Foto: José Fernando Ogura
volume para o atual ciclo representa uma ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a atual estimativa garante o abastecimento no mercado interno.
Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura do cereal avança em todas as regiões produtoras do país e atinge 45,3% da área prevista. Para o atual ciclo, a Companhia prevê uma menor área destinada ao cereal, o que deve refletir em uma queda na produção, prevista em torno de 6,3 milhões de toneladas
Mercado

Foto: Claudio Neves
A produção recorde de soja possibilita um ligeiro aumento nas exportações, sendo estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além de um maior volume da oleaginosa destinado ao processamento, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Com isso, o estoque de passagem da soja em grãos deve se estabelecer em torno de 9,2 milhões de toneladas.
A Conab também realizou ajustes nas projeções do quadro de suprimentos para o milho, diante do ajuste na projeção para a produção total na atual safra, com os estoques de passagem do grão podendo chegar a 13,25 milhões de toneladas no final de janeiro de 2027.
O estoque final esperado para o feijão no final de dezembro também foi atualizado para 288,5 mil toneladas da leguminosa.
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Polícia desmonta esquema de adulteração de fertilizantes e prende sete em flagrante no Paraná
Investigação aponta desvio de cargas, substituição de até 80% do produto original e prejuízos superiores a R$ 250 mil. Barracão funcionava em condições precárias em Ponta Grossa.

A Polícia Civil do Paraná prendeu sete homens em flagrante na noite de quarta-feira (10) durante uma operação que desarticulou um esquema de adulteração de fertilizantes em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A ação ocorreu em um barracão utilizado para descarregar, misturar e alterar cargas destinadas a produtores rurais.

Foto: Divulgação/PCPR
A investigação teve início após o registro de três ocorrências envolvendo suspeitas de desvio e adulteração de fertilizantes transportados a partir do Porto de Paranaguá.
Em um dos casos, uma carga de 40 toneladas de cloreto de potássio, avaliada em R$ 110 mil, teve cerca de 80% do conteúdo substituído por material identificado como cálcio. Em outra ocorrência, uma carga avaliada em mais de R$ 143 mil chegou ao destino, em Serranópolis (GO), com características diferentes das do produto originalmente embarcado.
Os investigadores também identificaram um terceiro transporte que saiu de Paranaguá, permaneceu fora da rota prevista por aproximadamente quatro horas e posteriormente entregou fertilizante adulterado ao consumidor final.

Foto: Divulgação/PCPR
Segundo o delegado Lucas Mariano Mendes, a repetição do mesmo padrão de fraude permitiu identificar o local utilizado pelo grupo. “Em razão da convergência das informações trazidas pelas vítimas, especialmente quanto aos desvios de rota e a adulteração do mesmo tipo de produto, a investigação direcionou as diligências para a identificação do barracão utilizado pelos suspeitos”, afirmou.
Flagrante durante descarregamento
Ao chegar ao imóvel, os policiais encontraram intensa movimentação de pessoas, caminhões e equipamentos. No local havia fertilizantes, materiais granulados sem identificação e maquinário utilizado para movimentação das cargas.
Durante a fiscalização da documentação, os agentes constataram que uma das cargas descarregadas naquele

Foto: Divulgação/PCPR
momento havia saído de Paranaguá com destino a Telêmaco Borba, sem justificativa para a parada e descarga em Ponta Grossa.
De acordo com a Polícia Civil, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga. “Ao ser questionado, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga e descarregá-la naquele barracão. As declarações obtidas no local indicam que o fertilizante seria misturado com outras substâncias”, disse o delegado.
Os sete suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de adulteração de substância, adulteração de produto destinado ao consumo e furto qualificado.

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Máquinas, dinheiro e produtos apreendidos
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu um caminhão-trator, um semirreboque, uma pá carregadeira, três empilhadeiras, aparelhos celulares, R$ 2.382 em dinheiro, cheques, 30 bags de material semelhante a cálcio, além de lacres e documentos relacionados às cargas investigadas.
Peritos da Polícia Científica recolheram amostras dos materiais encontrados para análise laboratorial, que deverá confirmar a composição dos produtos utilizados na adulteração.
Estrutura precária
Os policiais também relataram que o barracão operava em condições consideradas inadequadas para

Foto: Divulgação/PCPR
armazenamento e manipulação de fertilizantes.
No local foram encontrados pontos de alagamento, água parada, resíduos espalhados pelo chão, acúmulo de sujeira e materiais armazenados diretamente sobre o piso, sem isolamento ou controle sanitário aparente.
Segundo a polícia, as condições observadas são incompatíveis com os padrões normalmente exigidos para armazenagem e beneficiamento desse tipo de produto.
Os sete presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão do esquema, que pode ter afetado cargas destinadas a diferentes regiões do país.
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Paraná tem a 3ª maior capacidade de armazenagem agrícola do Brasil, aponta IBGE
Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores e capacidade para 35,7 milhões de toneladas de grãos e outros produtos agrícolas. Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos.

O Paraná possui a terceira maior rede de armazenagem agrícola do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores, o equivalente a 14,2% do total nacional, além de capacidade instalada para 35,7 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que representa 16,6% da capacidade brasileira.

Foto: Gilson Abreu/AEN
O volume coloca o Paraná atrás apenas do Mato Grosso, líder nacional com capacidade para 64,2 milhões de toneladas, e do Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas. Em número de estabelecimentos, o Estado também ocupa a terceira posição nacional.
Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos, que somam cerca de 14,7 milhões de toneladas. O resultado reforça a posição do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores do agronegócio brasileiro.
Os silos são a principal estrutura de armazenagem do Estado, respondendo por 20,7 milhões de toneladas de capacidade, ou cerca de 58% do total. Considerados o modelo mais adequado para a conservação e movimentação de grãos em larga escala, eles permitem maior eficiência operacional, melhor controle de qualidade e menores perdas durante o armazenamento. Outros 10,5 milhões de toneladas estão distribuídos em armazéns graneleiros e granelizados, enquanto os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somam 4,5 milhões de toneladas.
Entre os municípios do Estado, Ponta Grossa possui a maior capacidade instalada, com 2,6 milhões de toneladas.

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Também se destacam Paranaguá, com capacidade para 1,49 milhão de toneladas, Guarapuava, com 1,38 milhão, e Toledo, com 1,25 milhão de toneladas.
Logística e competitividade
A armazenagem é considerada uma das etapas mais estratégicas da cadeia do agronegócio. A disponibilidade de espaço para guardar a produção após a colheita reduz gargalos logísticos, evita a concentração do transporte em curtos períodos, permite melhor planejamento da comercialização e contribui para reduzir custos operacionais.
A estrutura também favorece o escoamento da produção para indústrias, mercados consumidores e terminais portuários. Com uma das maiores produções agrícolas do País e acesso a importantes corredores logísticos de exportação, o Paraná consegue distribuir o fluxo de grãos ao longo do ano, aumentando a eficiência da cadeia produtiva.

Foto: Gilson Abreu/AEN
O levantamento do IBGE também evidencia a força do cooperativismo paranaense. Das 35,7 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem do Estado, cerca de 18,5 milhões estão vinculadas às cooperativas, que mantêm 594 estabelecimentos armazenadores. A iniciativa privada responde por outros 769 empreendimentos e aproximadamente 12 milhões de toneladas de capacidade.
Safra em expansão
O avanço da capacidade de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola estadual. Segundo estimativa divulgada pelo IBGE neste mês, o Paraná deve colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 20% superior ao registrado no ano anterior.
O Estado aparece entre os principais responsáveis pelo crescimento da safra nacional, impulsionado especialmente

Foto: José Fernando Ogura
pela recuperação da produção de milho e pelo bom desempenho de outras culturas. A estrutura de armazenagem é considerada fundamental para dar suporte a esse aumento da produção, garantindo condições adequadas para conservação e comercialização dos grãos.
Incentivos estaduais
Além dos investimentos das cooperativas, empresas e produtores, o Governo do Estado também tem adotado medidas para fortalecer a infraestrutura de armazenagem e ampliar a competitividade do agronegócio estadual.

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Uma dessas iniciativas foi o encaminhamento de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná para autorizar a concessão das unidades armazenadoras do IDR-Paraná à iniciativa privada. A proposta prevê atrair investimentos para modernização e ampliação da eficiência operacional dessas estruturas.
As unidades funcionam como pontos de apoio para produtores e cooperativas, recebendo excedentes de produção e contribuindo para a integração entre o campo, a indústria e os canais de comercialização e exportação.
Outra ação é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná), estruturado pelo Governo do Estado para ampliar o acesso ao crédito no campo. O mecanismo prevê até R$ 2 bilhões em financiamentos para projetos de modernização do agronegócio, incluindo investimentos em armazenagem, infraestrutura produtiva e logística rural.



