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Cooperativas que transformam: histórias reais de famílias rurais que prosperam com o apoio coletivo
Famílias rurais de Nova Santa Rosa e Santa Helena aumentam produtividade e asseguram permanência das próximas gerações no campo com suporte técnico, genética avançada e programas de certificação.

No interior do Paraná, famílias rurais encontram na integração com a Copagril um caminho seguro para evoluir na suinocultura e manter a atividade como fonte de renda estável e sustentável. Com diferentes realidades, mas objetivos comuns, as granjas Stefan, de Nova Santa Rosa, e Moro, de Santa Helena, ilustram como o modelo de produção cooperativo permite avanços técnicos, melhora dos índices zootécnicos e, principalmente, garante a permanência das próximas gerações no campo. Nas duas propriedades, a profissionalização tem sido constante, impulsionada pelo acompanhamento técnico especializado e pela confiança na cooperativa, que tem a suinocultura como uma de suas principais atividades desde a fundação.
Atualmente, a Copagril soma 236 granjas integradas entre Unidades de Produção de Desmamados (UPDs), Unidades Produtoras de Leitões (UPLs) e terminação, além de contar com uma unidade multiplicadora de matrizes, o que fortalece o controle genético e assegura desempenho no campo.
Toda a produção dos suinocultores é processada no frigorífico da Central Frimesa, em Assis Chateaubriand (PR), a maior planta industrial de abate suíno da América Latina. Em 2024, foram abatidos 928,8 mil suínos, um crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior. Somado a isso, foram produzidas 3.896 leitoas comerciais, reforçando o compromisso da cooperativa com a qualidade e a rastreabilidade dos animais. Com essa estrutura, a Copagril junto com a Central Frimesa oferecem segurança econômica, assistência técnica contínua e oportunidades de crescimento aos produtores integrados.
Granja Stefan
A história da família Stefan na suinocultura começou há mais de 20 anos. Localizada na Linha Jundiaí, interior do município de Nova Santa Rosa, a Granja Stefan é administrada pelo casal Lauro e Adriane, com apoio dos filhos Leandro e Letícia. A propriedade possui três galpões para terminação e aloja 1.150 animais por ciclo. Há 18 anos, são integrados à Copagril e participam do programa Suíno Certificado Frimesa, que atesta a qualidade e a rastreabilidade da carne produzida nas granjas parceiras. “Sou a primeira geração da minha família na suinocultura. Iniciamos eu e a Adriane, e com o passar do tempo fomos nos estruturando. Hoje somos integrados à Copagril, que tem papel fundamental no nosso desenvolvimento”, conta Lauro.

Família Stefan, de Nova Santa Rosa, vê na parceria com a Copagril a base para o crescimento na suinocultura e a continuidade da atividade pelas novas gerações
Segundo ele, antes da integração os resultados eram modestos. “A renda era baixa, não tínhamos os índices zootécnicos que temos hoje. A cooperativa chegou em boa hora. Com os insumos, assistência técnica e suporte, conseguimos manter a propriedade e prosperar. Temos mais qualidade de vida e tranquilidade”, afirma.
A integração funciona de forma prática e equilibrada: a Copagril fornece os insumos e suporte técnico, e o produtor disponibiliza estrutura, mão de obra, energia e água.
A rotina na granja também passou por profundas transformações. “Antes era tudo manual. Colocar ração nos cochos, fornecer água aos animais, limpar os galpões… hoje os processos são automatizados na granja, o que facilita e muito a nossa vida no campo, ganhamos mais qualidade e tempo para aproveitar com a família. Contudo, nossa busca é constante por melhorias”, ressalta o casal.
Os suínos permanecem entre 93 e 100 dias na propriedade, com ganho de peso diário médio de 1,150 kg por animal. Os leitões chegam com cerca de 26 kg e saem com até 138 kg. “O rendimento médio por animal, no último lote, foi de R$ 51,75”, contam os produtores.
Além da suinocultura, a família mantém um rebanho de 15 vacas leiteiras, com produção média de 150 litros por dia. Também nesta atividade são integrados à Copagril/Frimesa. “É uma complementação de renda para nós”, comenta Lauro.
Desde pequeno acompanhando os pais na lida diária da granja, Leandro hoje contribui com o funcionamento da propriedade e já se prepara para assumir o legado da família no campo. Determinado a seguir os passos dos pais, ele reforça a importância de permanecer na atividade rural. “Se todo mundo for para a cidade, quem vai produzir os alimentos no campo? Não vai ter mais ninguém. Por isso quero continuar aqui, no nosso sítio”, salienta.
Para Leandro, a parceria com a cooperativa foi fundamental para que fizesse essa escolha. “A Copagril é muito importante para nossa família. Os técnicos nos ajudam muito com as dúvidas e com soluções para os problemas do dia a dia, o que colabora para melhorarmos o desempenho dos suínos”, enaltece.
Granja Moro
Em Santa Helena, no distrito de São Clemente, a Granja Moro é exemplo de cuidado com o manejo e foco em resultados zootécnicos. A propriedade, localizada na Linha Nova, é comandada por Giovani Moro, que atua na fase de creche. Com quatro galpões, aloja 17,5 mil leitões por ciclo e conta com quatro colaboradores. Integrado à Copagril há oito anos, o produtor dá sequência a uma tradição familiar: “Há muitos anos meu pai tinha produção de suínos em ciclo completo. A propriedade temos desde 2003, e hoje focamos exclusivamente na creche”, menciona.

Giovani Moro, de Santa Helena, atua na fase de creche e destaca o papel da assistência técnica e do bem-estar animal para alcançar bons resultados na produção: “O sistema de integração garante segurança e permite que a gente se dedique à produção com mais tranquilidade”
Segundo Giovani, outro diferencial da Granja Moro está na adoção de práticas voltadas ao bem-estar animal, fundamentais para o bom desempenho dos leitões. “Na fase de creche, um dos manejos mais importantes é a classificação dos animais por tamanho, o que evita disputas desiguais por alimento e espaço dentro das baias. Isso reduz o estresse e garante um ambiente mais equilibrado para todos”, explica.
Além disso, a granja tem adotado correntes nas baias para que os leitões brinquem e se distraiam, o que ajuda a manter eles mais tranquilos e ativos, reduzindo o estresse ao tornar o ambiente mais calmo. “Isso tem refletido diretamente na melhora dos índices zootécnicos”, relata Giovani.
A assistência técnica oferecida pela Copagril é outro ponto destacado pelo produtor. “A técnica está aqui toda semana. E quando surge algum problema, entro em contato e recebo todo o suporte necessário. Esse acompanhamento é fundamental para atingirmos os bons resultados que temos hoje”, afirma.
Giovani também reforça a importância da profissionalização e da parceria com a cooperativa para a continuidade da atividade. “O sistema de integração garante segurança e permite que a gente se dedique à produção com mais tranquilidade. Com o suporte certo, conseguimos crescer e melhorar a cada ciclo”, pontua.
Integração que transforma realidades

Zootecnista Pâmela Rosana Schneider, assistente técnica e líder de creche da Copagril: “Enriquecemos todas as baias com materiais para distração dos leitões, promovemos melhorias como arborização lateral dos barracões e uso de moduladores biológicos para controle da produção de gases”
O modelo de integração promovido pela Copagril tem sido essencial para a sustentabilidade econômica de centenas de famílias na região de atuação da cooperativa. Em um cenário de custos elevados e demanda por eficiência, o suporte técnico e a segurança na comercialização são fatores determinantes para manter o produtor no campo.
Ao oferecer acompanhamento semanal, fornecimento de insumos, acesso à genética melhorada e programas de certificação como o Suíno Certificado Frimesa, a cooperativa fortalece o vínculo com seus associados e promove melhorias contínuas na cadeia produtiva. “Estamos trabalhando para melhorar todo dia”, resume Lauro Stefan, frase que representa bem o espírito de quem acredita no potencial do campo, da cooperação e da sucessão familiar.
Tanto na Granja Stefan quanto na Granja Moro, o que se vê é o reflexo de uma parceria sólida entre cooperativa e produtor, que vai além da produção: promove qualidade de vida, desenvolvimento e perspectivas reais de continuidade no campo para as novas gerações.
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Colunistas
Desperdício pode custar US$ 540 bilhões ao setor de alimentos em 2026
Estudo mostra que perdas começam antes do consumidor e estão ligadas à falta de visibilidade e método de gestão.

O mundo pode perder US$ 540 bilhões com desperdício de alimentos em 2026, como aponta o relatório da Avery Dennison. Esse número não é apenas grande. Ele é revelador porque mostra algo que o varejo ainda evita encarar: o desperdício não é exceção, é estrutural. E mais do que isso, não é um problema de sustentabilidade. É, antes de tudo, um problema de negócio.
Ao longo da cadeia ou ciclo de vida do produto – da produção ao ponto de venda – o desperdício continua sendo tratado como parte do jogo. Perde-se na colheita, no transporte, no armazenamento e na loja. E no final, essa perda é diluída no resultado, como se fosse inevitável. Mas não é.

Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.
Quando um setor chega ao ponto de ter custos de desperdício equivalentes a até 32% da receita no Brasil, não estamos falando de exceção operacional. Estamos falando de falta de governança. O problema não é falta de tecnologia. É falta de visibilidade
Um dado chama atenção: 61% das empresas ainda não têm clareza sobre onde o desperdício acontece. Esse é o ponto central. Não se gerencia o que não se mede e, no varejo alimentar, grande parte das perdas continua invisível (produtos que vencem no estoque, erros de armazenagem, falhas de reposição, excesso de compra, quebra operacional e perda no transporte).
Tudo isso acontece todos os dias, mas raramente é tratado como prioridade estratégica. O desperdício não dói quando acontece: dói no resultado, quando já é tarde.
A maior parte das perdas não acontece no consumidor, mas antes. A logística e a gestão de estoque concentram alguns dos principais gargalos: transporte sem controle adequado, armazenagem inadequada, previsão de demanda imprecisa e processos ainda manuais (67% das empresas ainda operam assim).
Existe um comportamento recorrente no varejo alimentar: quanto mais vende, mais perde, especialmente em períodos de alta demanda, promoções e sazonalidade. O aumento de volume traz mais ruptura, mais avaria, mais erro e mais desperdício.
E o mais perigoso: isso acontece enquanto o faturamento cresce, porque o volume mascara a ineficiência. Em uma operação supermercadista onde atuamos, o aumento de vendas em perecíveis foi comemorado como avanço de performance. Mas ao analisar o resultado consolidado, ficou evidente que a margem não acompanhou o crescimento. Parte do ganho foi consumida por excesso de compra sem ajuste fino de demanda, perda por vencimento e falhas no giro de estoque. Ou seja, o crescimento existiu, mas, o resultado não.
Existe um discurso crescente sobre sustentabilidade, muito importante. No varejo, a mudança não virá por consciência ambiental, mas pela pressão de resultado.
A provocação que o setor precisa ouvir é: enquanto o desperdício for tratado como efeito colateral, ele continuará existindo. Enquanto não houver visibilidade, não haverá controle. Enquanto não houver controle, não haverá margem.
O problema não é o alimento que se perde. É o modelo de gestão que permite que ele se perca. O desperdício global de alimentos não é apenas um número de US$ 540 bilhões. É um retrato claro de um sistema que ainda opera com baixa disciplina e pouca visibilidade.
A oportunidade não está apenas em reduzir perdas: está em transformar perda em resultado. E isso não exige revolução tecnológica. Exige algo mais simples e mais difícil: governança, método e execução.
Notícias
Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias
Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.
Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.
O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.
A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.
Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.
Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.
O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.
O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.
O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.
Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.
Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.
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Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo
Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.
O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.
A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”



