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Cooperativas do Paraná projetam faturamento de R$ 76,2 bilhões em 2018

Valor representa um crescimento de 8,5% em relação a 2017, quando o setor faturou R$ 70,3 bilhões

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As 221 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar devem alcançar faturamento de R$ 76,2 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 8,5% em relação a 2017, quando o setor faturou R$ 70,3 bilhões. A estimativa foi apresentada na sexta-feira (03/08), em Curitiba, durante o Fórum dos Profissionais de Finanças, realizado com a presença de cerca de 80 pessoas, entre profissionais que atuam em diversos ramos do cooperativismo paranaense, agentes financeiros de diferentes instituições e representantes de outras entidades parceiras. “Nós temos um cooperativismo organizado que vai retomar o seu crescimento com consistência, cautela, tranquilidade e profissionalismo”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na abertura do evento.

Ele lembrou ainda que, além da expansão para este ano, o setor continua empenhado em atingir o faturamento de R$ 100 bilhões até 2021, como previsto no PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. Ricken frisou que essa meta será alcançada com forte investimento em profissionalização. “Esse ano devemos passar de 8.300 eventos realizados em formação profissional e promoção social, com mais de 130 mil horas de capacitação. Temos em andamento 61 cursos de pós-graduação com as melhores universidades do Brasil e algumas do exterior. Nós acreditamos que, com planejamento, profissionalização, apoio e credibilidade podemos crescer e dar consistência às atividades que nossos cooperados de todos os ramos realizam no Paraná”, acrescentou.

Preocupações

Apesar do bom desempenho do cooperativismo paranaense, o presidente do Sistema Ocepar disse que o momento atual do país traz algumas preocupações. “Uma delas é a questão de logística, que vem apresentando um encarecimento cada vez maior, principalmente em relação ao transporte”. Ricken disse que na quarta-feira (01/08) esteve em audiência com o presidente da República, Michel Temer, juntamente com lideranças da OCB e cooperativas de diversos estados para tratar do tabelamento dos preços mínimos de frete. “A solução que o governo encontrou naquele momento de crise, quando houve a paralisação dos caminhoneiros, em maio, foi a proposta de um tabelamento. Nós achamos que isso não vai resolver o problema por isso, explicamos os impactos dessa medida e solicitamos uma decisão urgente. Essa é uma dificuldade que temos que superar para que tenhamos uma safra cheia, com todos os instrumentos necessários para que seja mais uma vez bem-sucedida”, ressaltou.

Ao final de seu pronunciamento, Ricken entregou um documento ao secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, solicitando que seja retomado o financiamento de assistência técnica com recursos do crédito rural. “O critério para este tipo de financiamento foi alterado mas nós entendemos que isso pode trazer insegurança para nós, como cooperativas, e para o próprio sistema financeiro. Eu sei que essa proposta não saiu do Ministério da Agricultura, mas nós gostaríamos de reforçar a necessidade que os bancos possam financiar a assistência técnica como sempre ocorreu, principalmente nesse momento onde o risco é cada vez maior, inclusive os de ordem jurídica. Se não tivermos uma assistência técnica garantida, talvez até o Ministério Público comece a questionar a forma como estamos usando os defensivos. O profissional da assistência técnica assume essa responsabilidade pois ele assina os projetos e também faz o acompanhamento, por isso nós consideramos importante esse apoio”, finalizou.

Números

Logo após a participação do presidente do Sistema Ocepar, o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto, apresentou os indicadores do cooperativismo paranaense, com dados consolidados de 2017. De acordo com ele, o crescimento do cooperativismo paranaense projetado para este ano deve ocorrer se o cenário atual for mantido em relação ao mercado, produtividade da safra de grãos e à questão operacional das cooperativas. “Mudanças políticas e econômicas tendem a impactar em nossas projeções, mas o cenário com relação ao faturamento demonstra que as cooperativas do Paraná, neste ano, retomam o seu crescimento com relação a faturamento”, disse.

Segundo Gogola, nos últimos anos, as cooperativas do Paraná vinham numa trajetória de crescimento de dois dígitos no faturamento. Porém, em 2017, foi registrado um índice de 1,3% em comparação a 2016. Um dos principais fatores que explicam esse resultado foi o fato de que muitos produtores não comercializaram boa parte dos grãos devido aos baixos preços de mercado. “Portanto, um volume significativo de produto, o que equivale a aproximadamente R$ 5 bilhões, ficou estocado e acabou por não ser agregado ao faturamento do ano passado”, sublinhou. Cabe destacar que as nossas cooperativas, mesmo dentro de um cenário de incertezas, sejam políticas ou econômicas, vêm se mantendo ainda em capitalização plena, ou seja, elas vêm aumentando o seu patrimônio líquido, que é o seu capital próprio, que, no último ano, apresentou crescimento acima de 12%. E por que as cooperativas continuam com essa política de capitalização? Justamente para fazer frente ao seus planejamentos estratégicos”, explicou.

“Nós temos um planejamento estratégico cuja meta é chegar a um faturamento de R$ 100 bilhões. Essa cifra é secundária. Queremos alcançar esse valor de forma sustentável e estruturada. Por isso, as cooperativas têm os seus planejamentos estratégicos e precisam investir, sejam nas unidades ou então até mesmo no aprimoramento dos projetos de industrialização. E, para dar suporte a esse planejamento, o plano de capitalização das cooperativas estão sendo mantidos. Cabe ressaltar que a maior parte dessa capitalização tem origem na geração de resultados das cooperativas. As cooperativas de crédito também necessitam dessa política de resultados”, destacou.

Resultados

Com relação aos resultados, entre os anos de 2016 e 2017, as cooperativas do Paraná registraram um crescimento de 2,5%, passando de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,9 bilhões, “O que extraímos desse percentual? Como nós tivemos uma velocidade maior de crescimento de resultado frente ao do faturamento, isso demonstra que as cooperativas se tornaram mais eficientes, sob a ótica operacional, profissional, ou seja, conseguiram gerar mais mesmo com um volume menor de crescimento de faturamento”, frisou.

Gogola destacou ainda outros números do cooperativismo paranaense. De acordo com ele, o valor recolhido pelo setor, em impostos, cresceu 2,5%, passando de R$ 1,99 bilhão, em 2016, para R$ 2,04 bilhões, em 2017.Os ativos registraram aumento de 10,1%, saindo de R$ 81 bilhões, em 2016, para R$ 89,1 bilhões, em 2017. Já o número de cooperados cresceu 5,9%: era 1,4 milhão, em 2016, e fechou em 1,5 bilhão no ano passado. O setor também responde pela geração de 93 mil empregos diretos. Ainda de acordo com ele, o ramo agropecuário se destaca por responder por mais de 82,15% da mão-de-obra empregada pelas cooperativas em todo o Paraná e também por 82,4% do faturamento total do setor. Já o ramo crédito detém o maior número de cooperados do cooperativismo paranaense. São 1,3 milhão, o que corresponde a 86,4% do total.

Fonte: Sistema Ocepar

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Preço pago ao produtor de leite chega a R$ 2,13/litro, segundo Cepea

Preço médio deste mês está 51,4% superior ao registrado em setembro do ano passado

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Divulgação/Embrapa

O preço do leite captado em agosto e pago ao produtor em setembro aumentou 9,7% frente ao mês anterior (ou 18 centavos) e chegou a R$ 2,1319/litro na “Média Brasil” líquida, renovando, portanto, o recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Assim, o preço médio deste mês está 51,4% superior ao registrado em setembro do ano passado, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de agosto/20).

De acordo com pesquisas do Cepea, o preço do leite no campo registra alta acumulada de 56,4% desde o início deste ano. Essa expressiva valorização é explicada pela maior concorrência das indústrias de laticínios pela compra de matéria-prima, já que a produção de leite segue limitada.  Mesmo com os preços do leite elevados, a produção tem crescido pouco em relação à demanda e o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L) registrou avanço de 3,9% de julho para agosto.

O aumento das cotações ao produtor entre março e agosto é um fator sazonal, já que a captação de leite é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens, em decorrência da diminuição das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Mas, neste ano, a situação foi agravada.

Do lado da produção, deve-se destacar que as condições climáticas estiveram mais severas em 2020, com destaque para a estiagem no Sul do País, que impactou negativamente sobre a atividade leiteira. Também é preciso dizer que o aumento nos custos de produção em relação ao ano anterior tem dificultado os investimentos na produção. Somado a isso, a atípica queda de preços ao produtor em maio (diante das incertezas no mercado início da pandemia) deixou os pecuaristas mais cautelosos – muitos secaram as vacas ou diminuíram os investimentos. Essas ações no passado dificultaram a retomada do crescimento da produção, já que a atividade leiteira é diária e seu planejamento tem efeitos tanto imediatos quanto nos meses posteriores.

Outro motivo é a redução considerável dos estoques de derivados lácteos. Isso está atrelado à recuperação do consumo, ancorado nos programas de auxílio emergencial. Há, também, que se destacar que, no primeiro semestre, o volume de importações de lácteos foi enxuto, devido à desvalorização do Real frente a moedas estrangerias – o que contribuiu para a demanda superar a oferta e para a concorrência acirrada das indústrias de laticínios na compra de matéria-prima.

Expectativa

De acordo com agentes de mercado, o movimento de alta no campo deve perder força nos próximos meses. Isso porque o final da entressafra se aproxima com o início da primavera e com condições climáticas mais favoráveis para a produção leiteira. Além disso, a indústria tem aumentado as importações de lácteos, visando diminuir a disputa pela compra de matéria-prima. Como consequência dessa expectativa de maior disponibilidade de leite e derivados, pesquisas do Cepea mostram que o preço médio do leite spot em Minas Gerais se elevou apenas 0,2% na primeira quinzena de setembro e recuou 5,5% na segunda quinzena do mês, chegando a R$ 2,61/litro.

O acompanhamento diário das negociações de derivados durante a primeira quinzena de setembro também indicou desaceleração dos preços, devido à pressão dos canais de distribuição e ao endurecimento das negociações. Na parcial de setembro (considerando-se preços até o dia 29), as quedas nos valores médios da muçarela e do leite UHT negociados no estado de São Paulo foram de respectivos 1,5% e de 3,3%. Assim, existe uma tendência de estabilidade-queda para o preço do leite captado em setembro e a ser pago em outubro.

Fonte: Cepea
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Mais de 30% do milho e da soja já são exportados por portos do Arco Norte

Ao mesmo tempo em que as rotas pelo Arco Norte ganham importância para o escoamento de grãos, cai a representatividade dos portos do Centro-Sul do país

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Claudio Neves

O Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que, de janeiro a agosto deste ano, cerca de 34% da soja vendida ao mercado externo foi embarcada pelos portos do Arco Norte; do total de milho exportado, 31% saíram principalmente pelos portos de Barcarena/PA, Miritituba (Santarém)/PA, Itacoatiara/AM e Itaqui/MA. Esses percentuais são semelhantes aos registrados no Porto de Santos, segundo indicam dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Ao mesmo tempo em que as rotas pelo Arco Norte ganham importância para o escoamento de grãos, cai a representatividade dos portos do Centro-Sul do país – especificamente para grãos. A equipe da Conab destaca que a diminuição tem acontecido anualmente e, em 2019, atingiu os menores patamares dos últimos 10 anos.

Em 2010, os portos da região Norte responderam por 14,4% das exportações agregadas de soja e milho; já em 2019, a participação atingiu 31,9%, como indicam dados da Antaq. Esse aumento pode ser explicado pela melhoria da infraestrutura na região, em particular pelo final da pavimentação da BR-163, que diminuiu o tempo e o custo de fretes até o porto de Miritituba, no Pará.

“É muito importante para as exportações brasileiras a oferta de rotas alternativas que diminuem o tempo gasto nas operações e os custos. As rotas para os portos do Arco Norte são bem mais atraentes para o escoamento da produção dos estados centrais brasileiros”, reforça o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Desafios

Apesar da maior participação dos portos do Arco Norte, a matriz de transporte do país ainda é desbalanceada, com o modelo rodoviário se mantendo como principal. Neste sentido, o governo encaminhou para apreciação do Congresso o programa BR no Mar, que visa estimular a aplicação do modal de cabotagem no país.

“Com o aumento da produção, especialmente de milho em Mato Grosso, é importante que haja competição intermodal, de modo que melhore a eficácia e diminua o custo do transporte. A evolução do desempenho logístico é muito importante para que o Brasil se mantenha competitivo no mercado internacional”, reforça o superintendente.

Segundo estudo divulgado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que busca mostrar a importância de sistemas multimodais para o transporte de cargas agrícolas em longas distâncias, a redução nos custos pode chegar a 58% dependendo da rota de escoamento e dos modais utilizados. “Existe espaço para a utilização da cabotagem em operações de ‘porta a porta’, complementando a movimentação com o rodoviário para menores distâncias. A combinação de modais é importante para a redução de custos de frete Mas, para isso, é necessário que alguns obstáculos sejam superados, como questões de tripulação nacional, sistema trabalhista e custo de combustíveis”, destaca Guth.

Entre os produtos agrícolas, café, arroz e trigo já são transportados no Brasil por cabotagem.

Cenário atual de preços

As cotações de fretes rodoviários devem se manter em patamares mais baixos que os praticados em agosto, tendo em vista que a maior parte da colheita da segunda safra de milho, principalmente em Mato Grosso, foi realizada em julho. Até janeiro de 2021, não haverá grandes volumes de safras a serem colhidos, de maneira a impactar o serviço.

Por outro lado, as exportações aquecidas impedem que as cotações de frete caiam nesta entressafra. O ritmo mais cadenciado a partir deste mês leva a relativo equilíbrio entre oferta e demanda por transporte.

Fonte: Conab
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Preços ao produtor no Brasil renovam maior alta histórica em agosto, diz IBGE

Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 3,28% em agosto após alta de 3,22% em julho

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Divulgação

Os preços ao produtor no Brasil renovaram a maior alta da série histórica em agosto, em um resultado que se deve principalmente à elevação no custo dos alimentos e das atividades relacionadas ao refino de petróleo e biocombustíveis, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (29).

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 3,28% em agosto após alta de 3,22% em julho, quando já havia atingido o maior nível da série histórica iniciada em janeiro de 2014. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Os dados mostram que, pela primeira vez, todas as 24 atividades pesquisadas apresentaram alta nos preços, segundo o IBGE. Após o 13º aumento mensal consecutivo, o IPP acumula avanço de 10,80% no ano e a inflação em 12 meses chegou a 13,74%.

A atividade de alimentos, que tem o principal peso no índice geral, passou a subir 4,07% em agosto, registrando a maior variação desde março (4,23%). “Foram quatro produtos que mais impactaram o resultado da indústria alimentar: farelo de soja, óleo de soja, arroz descascado branqueado e leite esterilizado UHT longa vida”, explicou o gerente do IPP, Manuel Campos Souza Neto, em comunicado. “O arroz e os produtos de soja são também influenciados pelos preços do mercado externo, pois também são exportados”, completou.

A alta de 6,24% do preço do refino de petróleo e produtos do álcool na comparação com julho também se destacou no mês, no terceiro mês consecutivo de alta. O fato da inflação ao produtor ter disparado nas últimas leituras acendeu o alerta quanto a repasses para os consumidores.

O Banco Central reconheceu um descolamento grande entre a inflação ao produtor (IPA), mais alta, e ao consumidor (IPCA), mais baixa, com a diferença observada em agosto tendo sido a maior desde 2003 considerando variações em trimestres móveis, e indicou que deverá haver algum repasse ao IPCA à frente.

Mas o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, afirmou que o BC tem posição de absoluta tranquilidade em relação à inflação, reconhecendo que há pressão no curto prazo, mas sem perspectiva de que transborde para os anos à frente.

Fonte: Reuters
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