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Cooperativas devem faturar R$ 50 bilhões no Paraná

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O cooperativismo paranaense está chegando ao final de 2014 com a expectativa de alcançar pouco mais de 10% de crescimento no ano. “A participação ativa das sociedades cooperativas na economia estadual, com forte geração de emprego e renda, está refletida em sua movimentação econômica, que deve superar os R$ 50 bilhões no ano que se encerra. É um valor que supera o orçamento de 23 Estados brasileiros”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, que apresentou um balanço preliminar dos resultados alcançados pelas cooperativas do Paraná, durante a abertura do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, ontem (05), no grande auditório do Teatro Positivo, em Curitiba.
Desempenho 
Koslovski começou seu discurso lembrando que o cooperativismo do Paraná vinha expandindo a uma média de 16,5% ao ano, mas diversos fatores influenciaram no desempenho deste exercício. “Estamos terminando um ano com dificuldades econômicas em diferentes continentes, aliadas à volta da inflação e à deterioração de alguns fundamentos da política econômica. Somado a isso, algumas commodities estão apresentando queda de preços. Juntas, essas ocorrências acabaram por influenciar no crescimento contínuo e sistemático que vínhamos experimentando nos últimos cinco anos”, acrescentou. Apesar disso, ele lembrou que 2014 foi de muito trabalho para o setor, que conseguiu obter bons resultados para os cooperados.
Participação
Atualmente há 228 cooperativas registradas no Sistema Ocepar e que atuam em dez diferentes ramos: agropecuário, crédito, saúde, consumo, habitacional, educacional, infraestrutura, turismo e lazer, trabalho e transporte. O setor emprega diretamente quase 80 mil pessoas e gera 2,2 milhões de postos de trabalho. Koslovski destacou que o cooperativismo paranaense tem participação significativa na arrecadação de tributos. “Em 2014, foram mais de R$ 1,3 bilhão recolhidos aos cofres públicos, contribuindo com os governos no custeio de suas ações junto à sociedade”, disse. Ainda de acordo com ele, o trabalho realizado pelo cooperativismo beneficia mais de um milhão de cooperados e mais de 30% da população paranaense é abrigada pelas ações das cooperativas.  
Exportações 
As cooperativas do ramo agropecuário devem concluir o ano contabilizando cerca de US$ 2,3 bilhões em exportações. Esse segmento responde por 56% do PIB agropecuário do Paraná. “É muito difícil imaginar a agropecuária paranaense sem as cooperativas, pela expressão e participação que detém em nossa economia”, afirmou. O presidente do Sistema Ocepar chamou ainda a atenção para o valor em investimentos, que atingiram mais de R$ 2,8 bilhões, com 60% desse total destinado ao processo de agroindustrialização. “Transformar matérias-primas recebidas dos cooperados em produtos processados e industrializados é um dos desafios do cooperativismo. Hoje, cerca de 48% da produção dos cooperados passa por algum tipo de transformação. Queremos chegar a 50% em 2015, para agregar valor e permitir mais estabilidade de renda ao cooperado”, frisou.
Setores
Ele destacou ainda que atualmente o ramo crédito responde por mais de R$ 20 bilhões de ativos. “Essas cooperativas estão democratizando o acesso ao crédito para milhares de pessoas, por meio de sua capilaridade e forte vínculo com as ações locais e regionais”. Quanto ao ramo saúde, Koslovski lembrou que hoje são mais de 2 milhões de beneficiários atendidos no Estado por mais de 13,1 mil profissionais, que congregam 33 cooperativas. O presidente da Ocepar destacou ainda os avanços alcançados nos demais ramos do cooperativismo paranaense, como transporte, infraestrutura, trabalho, educação, turismo e lazer, consumo e habitação.
Formação 
Outro ponto abordado pelo dirigente foram os investimentos realizados em formação e profissionalização com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescop/PR). “Estamos concluindo o ano com 5.500 eventos realizados para mais de 155 mil pessoas que integram as cooperativas. Sabemos que investir nas pessoas está em nosso DNA. E isto está fazendo a grande diferença”.
Preocupações 
Koslovski também citou as inquietações em relação aos obstáculos que devem ser superados, tanto no Paraná como no Brasil, para que o setor produtivo possa melhorar a sua competitividade. “Mesmo crescendo em percentuais acima do PIB brasileiro, há uma grande preocupação do setor cooperativista quanto às deficiências estruturais existentes no Paraná e no Brasil, principalmente pela alta demanda por investimentos em portos, ferrovias, rodovias, estradas rurais, etc”, enfatizou. “Os custos exorbitantes de pedágio também têm penalizado a nossa competitividade. Aliado a isso, as dificuldades inerentes à volta da inflação e ao baixo crescimento do país neste ano, estão exigindo cautela no planejamento para 2015 e ações que possam manter e ampliar políticas públicas voltadas a apoiar o trabalho das nossas cooperativas”, completou.

Fonte: Ocepar

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Sindicato Rural de Joaçaba reúne produtores em assembleia e palestra técnica sobre dejetos suínos

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Carlos Barros, transmitiu informações relevantes sobre o aproveitamento sustentável dos dejetos suínos como fonte de nutrientes para a agricultura

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A programação contemplou a palestra técnica “Potencial Agronômico dos Dejetos de Suínos”. (Foto Divulgação)

O Sindicato Rural de Joaçaba promoveu, recentemente, Assembleia de Prestação de Contas que reuniu produtores rurais, lideranças, técnicos e representantes de entidades parceiras. A iniciativa oportunizou apresentar as ações desenvolvidas pela entidade, compartilhar informações estratégicas e fortalecer o compromisso com o desenvolvimento do setor agropecuário regional.

A programação contemplou a palestra técnica “Potencial Agronômico dos Dejetos de Suínos”, conduzida pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Carlos Barros, que transmitiu informações relevantes sobre o aproveitamento sustentável dos dejetos suínos como fonte de nutrientes para a agricultura. A prática contribui para a melhoria da produtividade, o uso eficiente dos recursos disponíveis nas propriedades e a preservação ambiental.

Durante a assembleia, foram apresentadas as atividades realizadas pelo Sindicato Rural de Joaçaba, bem como projetos, ações e encaminhamentos previstos para o futuro. O encontro também reforçou a importância da integração entre instituições que atuam em defesa do produtor rural e no fortalecimento do agronegócio.

O presidente do Sindicato Rural de Joaçaba, Clemerson Argenton Pedrozo, destacou a relevância da iniciativa e das parcerias institucionais. “Realizamos uma assembleia de prestação de contas e, juntamente com ela, trouxemos um palestrante da Embrapa, sempre uma grande parceira, com muito conhecimento técnico, engrandecendo o nosso evento. Fizemos uma grande assembleia, apresentamos as novidades do Sindicato Rural de Joaçaba, conversamos sobre as nossas ações e sobre o que pretendemos ainda para o futuro”, afirmou.

Clemerson Pedrozo também ressaltou o apoio das demais entidades parceiras. “É importante agradecer a parceria do Sistema Faesc/Senar, que tem nos apoiado e trazido os recursos necessários para aplicarmos em benefício dos produtores rurais. Também agradecemos ao Icasa, à Cidasc, à Epagri e a todas as entidades que trabalham em conjunto com o nosso Sindicato, levando conhecimento e defendendo o produtor rural”, enfatizou.

De acordo com o dirigente, essa cooperação contribui para ampliar o reconhecimento da categoria e fortalecer a atuação no campo. “O objetivo do Sindicato é fazer a defesa do produtor rural e, por meio da parceria com o Senar/SC, levar conhecimento ao nosso público”, completou.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, reforça o importante papel dos Sindicatos Rurais nas bases. Para ele, encontros como o realizado em Joaçaba demonstram a força da organização sindical e sua capacidade de aproximar o produtor rural de informações estratégicas, assistência técnica e oportunidades de desenvolvimento.

Fonte: Assessoria
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Quando o clima ajuda a conter a alta dos grãos

Análise da Consultoria Agro do Itaú BBA indica que o El Niño tende a redistribuir a produção entre regiões e reduzir a volatilidade dos preços, ao contrário da La Niña, que concentra perdas e pressiona o mercado global.

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Foto: Gilson Abreu

O impacto dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña sobre o mercado global de soja e milho não segue um padrão simples de alta ou baixa de preços. De acordo com análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, os efeitos são assimétricos, dependem da distribuição geográfica das chuvas e, sobretudo, da intensidade de cada evento.

Foto: Divulgação

No caso do fenômeno El Niño, o efeito global tende a ser mais de redistribuição do risco do que de perda generalizada de produção. Enquanto algumas regiões enfrentam restrições climáticas, como partes da Ásia e da África, grandes produtores como Estados Unidos, Brasil e Argentina podem registrar condições mais favoráveis.

Segundo a análise, esse “balanceamento geográfico” faz com que a produção global de soja, em muitos episódios, apresente até ganhos médios de 2% a 5%. No milho, o comportamento é mais neutro a levemente negativo, com perdas estimadas em até cerca de 4%, concentradas em áreas tropicais.

Esse desenho ajuda a explicar por que eventos de El Niño, especialmente os moderados, podem resultar em menor volatilidade nos preços internacionais de grãos. Com a oferta global relativamente preservada, o mercado tende a operar com estoques mais confortáveis, o que reduz a intensidade de movimentos altistas.

Em eventos mais fortes, como os registrados em 1997/98 e 2015/16, não houve, segundo a consultoria, rupturas relevantes no balanço global de oferta e demanda de soja e milho, e as cotações internacionais exibiram comportamento menos volátil do que em anos neutros ou sob influência de La Niña.

O quadro muda de forma mais consistente sob influência da La Niña. Nesse cenário, o padrão climático tende a ser mais sincronizado entre grandes regiões

Foto: Divulgação

produtoras, ampliando a probabilidade de perdas simultâneas de produtividade.

A América do Sul, responsável por cerca de 65% das exportações globais de soja e fatia relevante do milho, aparece como uma das áreas mais vulneráveis a períodos prolongados de estiagem associados ao fenômeno. Episódios recentes de La Niña entre 2020 e 2022 coincidiram com secas severas no Sul da África e perdas expressivas no Cone Sul, contribuindo para forte alta nos preços internacionais em 2021 e 2022.

Nesse período, o milho chegou a superar US$ 6,50 por bushel em Chicago, enquanto a soja atingiu US$ 17 por bushel, refletindo um aperto global de oferta.

Para a Consultoria Agro do Itaú BBA, essa mudança também reflete uma transformação estrutural no mercado global de grãos. Com o aumento da participação do Hemisfério Sul no comércio internacional, choques climáticos negativos passaram a ter impacto mais direto sobre a formação de preços, especialmente em anos de La Niña.

Nesse contexto, enquanto o El Niño atua mais como um fator de redistribuição regional de produção, a La Niña segue associada a maior risco de desequilíbrio global entre oferta e demanda, com efeitos mais intensos sobre as cotações de soja e milho.

Fonte: O Presente Rural
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Suinocultores participam de encontro sobre o descarte correto de carcaças no oeste do Paraná

Encontro aconteceu no município de Pato Bragado reunindo produtores rurais para orientar sobre práticas que garantem a sanidade animal, a preservação ambiental e o cumprimento da legislação.

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Foto e texto: Assessoria

Na noite desta quinta-feira(26), produtores de suínos de Pato Bragado participaram de um encontro voltado à orientação sobre o descarte correto de carcaças de suínos. A iniciativa foi realizada em parceria com a Associação Regional de Suinocultores do Oeste (ASSUINOESTE) e reuniu produtores, representantes da entidade e da empresa parceira, além da equipe da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente.

O encontro teve como principal objetivo reforçar a importância da destinação adequada das carcaças, destacando as exigências da legislação, os cuidados com a sanidade animal, a preservação do meio ambiente e a prevenção da disseminação de doenças que podem impactar a produção de suínos.

Durante a programação, foram apresentadas orientações técnicas sobre os procedimentos corretos para o descarte, bem como esclarecidas dúvidas dos produtores. A ação também buscou conscientizar os participantes sobre a responsabilidade compartilhada entre produtores, entidades e poder público na adoção de práticas que garantam a sustentabilidade e a segurança da atividade.

A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente segue desenvolvendo ações voltadas à orientação e ao fortalecimento do setor agropecuário. Em parceria com a ASSUINOESTE, o encontro reforçou o compromisso de levar informação técnica aos produtores rurais, esclarecendo dúvidas sobre a legislação e incentivando práticas que contribuam para a sanidade animal, a preservação ambiental e a segurança da produção suinícola.

Fonte: Assessoria
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