Conectado com

Notícias

Cooperativas de Minas Gerais geram oportunidades no campo e na cidade

Em 2021, o cooperativismo agropecuário de Minas registrou um crescimento de 12% em relação à 2020 no número de cooperados.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A cada cinco litros de leite produzidos em Minas Gerais, um vem do cooperativismo agropecuário mineiro. O Estado é a maior bacia leiteira do país, com aproximadamente 90 cooperativas atuando no setor lácteo. O cooperativismo agro de Minas responde por 22,4% do leite produzido no Estado e 6,1% de todo o leite do Brasil. Foram 2,1 bilhões de litros somente em 2021.

Os dados mais recentes, de 2021, apontam que o ramo agropecuário como um todo concentrava 35,6% do total de empregados do cooperativismo no Estado, aumento de 7,9% em relação à 2020. Ao todo, são 18,1 mil trabalhadores nesse segmento. Além disso, são 176,4 mil produtores rurais ligados a uma cooperativa. Em 2021, o cooperativismo agropecuário de Minas registrou um crescimento de 12% em relação à 2020 no número de cooperados. Eles são associados a 197 cooperativas do ramo no Estado.

Uma dessas cooperativas é a Cemil (Cooperativa Central Mineira de Laticínios), que fechou 2021 com cerca de 1,6 mil produtores integrados no campo e 680 trabalhadores, responsáveis por um faturamento de R$ 659 milhões. A Cemil possui capacidade instalada para processar 22 milhões de litros de leite por mês.

O presidente do Sistema Ocemg (Minas Gerais), Ronaldo Scucato, voltou a defender a união de cooperativistas, indústrias e representantes do poder público em favor do agronegócio brasileiro. Na abertura da Megaleite (Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite), o dirigente propôs a formação de uma ampla frente de cidadania para lutar pelos interesses do segmento. “O momento é de unir forças para ajudar esse setor primário que é tão importante para a economia desse país”, conclamou o líder, lembrando que Minas Gerais, maior bacia leiteira do Brasil, abriga 800 cooperativas, das quais cerca de 90 são do segmento leite.

Na presença de autoridades como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Almeida Pereira Fernandes, produtores, cooperativistas, empresários de indústrias de laticínios e dirigentes de entidades representativas, apontou desafios para o desenvolvimento do setor. Entre eles, destacou a necessidade de aproximar as comunidades rural e urbana e empenhar esforços para levar tecnologia de ponta ao pequeno produtor.

Megaleite

A Megaleite aconteceu em Belo Horizonte, de 7 a 10 de junho. O maior evento da pecuária leiteira da América Latina reuniu, no Parque da Gameleira, o que existe de mais moderno em tecnologia e inovação, constituindo-se num dos mais importantes espaços de negócios e difusão de conhecimento.

As cooperativas mineiras não poderiam ficar de fora. Apoiador do evento, o Sistema Ocemg esteve presente nos principais fóruns de debate e reuniões setoriais ocorridas durante a programação, com destaque para o 6º Encontro Regional do Conseleite Minas, o Encontro Nacional Conseleite (MG, PR, SC, RS, MT e RO) e o Seminário Técnico do Queijo Minas Artesanal. A Megaleite trouxe ainda, na programação especial, o Festival do Queijo Artesanal de Minas, com espaço para promoção desse que é um produto muito relevante do cooperativismo mineiro.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor cooperativista acesse gratuitamente a edição especial Cooperativismo. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Notícias

Governo gaúcho firma parceria para ampliar uso de dados e tecnologia no agro

Protocolo assinado com a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. prevê integração da plataforma SmartCoop com sistemas agroclimáticos e desenvolvimento de ferramentas de apoio à gestão rural.

Publicado em

em

Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), por meio da filial SmartCoop, assinaram um protocolo de intenções para ampliar o uso de tecnologias digitais no agronegócio do Rio Grande do Sul. A formalização ocorreu na terça-feira (10), durante o Fórum da Soja da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com a presença do vice-governador Gabriel Souza, do secretário da Agricultura e de outras autoridades e lideranças do setor.

O documento estabelece o alinhamento institucional entre o governo estadual, a CCGL e a FecoAgro/RS para a futura assinatura de um termo de cooperação técnica. A iniciativa pretende ampliar o uso integrado da plataforma digital SmartCoop e desenvolver novas funcionalidades tecnológicas voltadas à gestão e ao monitoramento da produção agropecuária.

Entre as diretrizes previstas estão a ampliação da adesão de produtores à plataforma, a integração de dados agroclimáticos e o desenvolvimento de ferramentas digitais que apoiem a gestão das propriedades rurais. O projeto também prevê a conexão entre a SmartCoop e o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro/RS), além da criação de sistemas de alerta epidemiológico e de predisposição climática para doenças em culturas agrícolas.

Ampliação tecnológica

Para o secretário da Seapi, Edivilson Brum, a parceria representa um avanço na integração entre governo e cooperativismo para impulsionar a inovação no campo. “A partir desse alinhamento, avançamos na construção de soluções tecnológicas que ampliem o uso da plataforma SmartCoop, integrem dados agroclimáticos e ofereçam ferramentas que auxiliem o produtor na gestão das propriedades. A ideia é conectar informações estratégicas e desenvolver sistemas de alerta que permitam antecipar riscos climáticos e sanitários, contribuindo para decisões mais seguras e para o fortalecimento da agropecuária gaúcha”, afirmou.

O vice-governador Gabriel Souza destacou que o uso de tecnologia e inteligência de dados tornou-se fundamental diante dos desafios enfrentados pelo setor.”O agro gaúcho precisa cada vez mais de tecnologia, informação e inteligência de dados para enfrentar os desafios do clima e do financiamento da produção. Iniciativas como essa fortalecem a gestão das propriedades, qualificam a tomada de decisão e ajudam a dar mais segurança para quem produz no campo”, disse.

O presidente da FecoAgro/RS, Paulo Madalena, ressaltou que a parceria também contribui para o avanço da digitalização no setor e pode facilitar o acesso dos produtores ao crédito.

Segundo ele, além de ampliar o monitoramento da atividade agrícola, o projeto cria um ambiente mais seguro para a organização das informações produtivas e financeiras. “A proposta está alinhada à estratégia de modernização da agricultura gaúcha, com foco na inserção dos produtores no ecossistema de inovação digital, na sistematização de informações produtivas e no aprimoramento da inteligência agropecuária aplicada à gestão pública”, afirmou.

Geração de dados para tomada de decisão

O vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., destacou que a cooperação deve fortalecer a geração e a organização de dados técnicos do setor produtivo, ampliando a capacidade de análise e planejamento tanto nas propriedades quanto na gestão pública.

“Este ato representa um passo importante na construção de uma inteligência coletiva voltada ao agro do Rio Grande do Sul. Atualmente, já contamos com 23 mil propriedades integradas a esse ecossistema de gestão”, informou.

O protocolo assinado tem caráter institucional e não prevê, neste momento, transferência de recursos financeiros. Os detalhes da cooperação deverão ser definidos posteriormente em um termo de cooperação técnica específico entre as instituições.

Fonte: Assessoria Seapi
Continue Lendo

Notícias

Programa vai modernizar estradas rurais e impulsionar a produção agrícola no Brasil

Projeto prevê construção e manutenção de vicinais sustentáveis, facilitando escoamento, gerando empregos e conectando produtores a mercados.

Publicado em

em

Foto: Mapa

Com o objetivo de garantir a integração das comunidades rurais, o desenvolvimento econômico local e a melhoria das condições de escoamento da produção agrícola, a Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (11), o Projeto de Lei 4673/2024, que cria o Programa de Infraestrutura Rural Sustentável.

Deputado Adriano do Baldy: “A criação deste programa representa um passo importante para a redução das desigualdades regionais, promovendo a inclusão social e o fortalecimento da agricultura familiar, além de gerar emprego e renda nas comunidades rurais”

O texto, de autoria do deputado Adriano do Baldy (PP-GO), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca aperfeiçoar a acessibilidade e a conectividade nas áreas rurais, favorecendo o escoamento da produção agrícola e a integração com os centros urbanos. De acordo com o parlamentar, os recursos do programa serão destinados à construção de novas estradas vicinais, com foco em acessibilidade e segurança, à melhoria das condições de tráfego nas vias já existentes e à manutenção contínua dessas estradas, com a realização de reparos periódicos e adequações necessárias, mediante o uso de tecnologias limpas e sustentáveis.

“A criação deste programa representa um passo importante para a redução das desigualdades regionais, promovendo a inclusão social e o fortalecimento da agricultura familiar, além de gerar emprego e renda nas comunidades rurais. Ao adotar práticas e tecnologias ecológicas, o programa não só melhora a acessibilidade das áreas rurais, mas também contribui para a conservação ambiental, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento local”, afirmou Baldy.

Deputado Neto Carletto: “É uma medida acertada para enfrentar essa deficiência histórica” – Fotos: Divulgação/FPA

O relator da matéria, deputado Neto Carletto (Avante-BA), também integrante da bancada, destacou que a proposição é de “extrema relevância” para o sistema de transportes brasileiro, uma vez que as estradas vicinais constituem componente essencial da malha rodoviária nacional e representam o elo entre as áreas de produção rural e os centros de distribuição e consumo. Segundo ele, a deficiência nessa infraestrutura compromete não apenas o escoamento da produção agrícola, mas também o acesso das populações rurais a serviços essenciais e aos centros urbanos.

“É uma medida acertada para enfrentar essa deficiência histórica. A incorporação de práticas sustentáveis na construção e manutenção das vias demonstra alinhamento com as tendências contemporâneas de desenvolvimento responsável da infraestrutura de transportes”, concluiu Carletto.

A matéria segue para a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara.

Fonte: Assessoria FPA
Continue Lendo

Notícias

Ritmo de colheita diminui e clima pode afetar produção do milho safrinha no Oeste do Paraná

Chuvas irregulares e plantio tardio aumentam a apreensão em meio à colheita da soja e à projeção de 17,5 milhões de toneladas para o milho.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O ritmo de colheita já diminuiu na região Oeste do Paraná. Isso porque agora boa parte dos produtores segue na expectativa da produção do milho safrinha. E o clima, que é sempre o aliado do produtor nessa época, tem preocupado.

Foto: Gilson Abreu/AEN

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a previsão para os próximos dias na região indica temperaturas elevadas e possibilidade de pancadas de chuva irregulares, cenário que mantém a apreensão dos produtores. “Estamos com muitas chuvas irregulares, ou seja, chove muito em algumas áreas e em outras não chove nada. E é essa falta de chuva, aliada à previsão de pouquíssimas chuvas, que tem causado uma apreensão com relação à produção”, explica o professor de Agronomia da PUCPR Câmpus Toledo, Alexandre Luis Muller.

Outro fator que pode contribuir para as perdas na produção é o plantio tardio do milho safrinha. “Na nossa região, quase toda a soja já foi colhida e os produtores já conseguiram fazer o plantio do milho, por isso os resultados da soja  foram bons. Mas temos algumas áreas de soja semeadas mais tarde, que ainda estão colhendo, e nessas, em que a produção também enfrentou um período de pouca precipitação, o resultado da produção está afetado”, avalia Muller.

Produção de grãos

No Paraná, as projeções consolidam a soja como a principal cultura, segundo a Previsão Subjetiva de Safra do Departamento de Economia Rural (Deral) e da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A expectativa é que a produção ultrapasse 22 milhões de toneladas do grão no Estado. A produção total da safra de verão, entre todas as culturas, é estimada em 25,9 milhões. “A soja é consolidada como a principal cultura da nossa região, e os resultados, de quem colheu dentro do esperado, são muito bons. De maneira geral as expectativas foram superadas na região”, afirma o professor da PUCPR Toledo.

Já a projeção do milho safrinha, o Deral prevê 17,5 milhões de toneladas no Estado. O volume representa uma queda leve de 1% comparado à produção da temporada passada. “E o momento segue de muita incerteza para os produtores. Há uma necessidade de mais chuvas durante o desenvolvimento da cultura para que possamos ter bons resultados, mas ainda não há uma boa previsão do clima para os próximos dias”, enfatiza o agrônomo.

Fonte: Assessoria PUCPR Toledo
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.