Notícias
Cooperativas crescem 12,96%, obtêm receitas de R$ 27 bilhões e impulsionam a economia de SC
A receita operacional bruta atingiu 27 bilhões de reais, com incremento de 12,96%
O cooperativismo catarinense – estruturado no campo e na cidade – continua em ascensão e cresceu 12,96% no ano passado, de acordo com a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC). A expressão do setor é reconhecida nacionalmente: as 260 cooperativas catarinenses reúnem 1,908 milhão de famílias associadas e mantêm 56.311 empregos diretos, faturam mais de R$ 27 bilhões de reais por ano e representam 11% do PIB catarinense.
Ao apresentar avaliações e projeções, o presidente da OCESC, Marcos Antônio Zordan, que acaba de encerrar sua gestão e o sucessor Luiz Vicente Suzin destacaram que, em 2015, o setor voltou a investir na base produtiva, na diversificação de produtos e serviços e na qualificação de colaboradores, dirigentes e associados.
A receita operacional bruta atingiu 27 bilhões de reais, com incremento de 12,96%. Foi o sétimo ano consecutivo de crescimento, após a crise financeira internacional de 2008/2009 que atingiu todos os continentes. Para 2016, a previsão é uma taxa de crescimento de 6%.
O quadro social teve uma expansão de 8,7%, alcançando 1 milhão 908,4 mil pessoas. Consideradas as famílias cooperadas, isso significa que metade da população estadual está vinculada ao cooperativismo.
Zordan e Suzin destacaram que também cresceu em 6,8% a participação da mulher no quadro social das cooperativas de SC. Atualmente, 36,65% dos associados são do sexo feminino, índice que representa 699 mil pessoas.
O quadro geral do desempenho das cooperativas revela que, em 2015, o número total de empregados aumentou 8%, passando a 56.311 colaboradores.
Em 2015, as cooperativas catarinenses recolheram R$1 bilhão 632 milhões de reais em tributos, sendo R$1,122 bilhão de reais de geração de impostos sobre a receita bruta (crescimento de 13,4%) e R$510,2 milhões de reais de geração de contribuições sobre a folha de pagamento de salários (aumento de 7,6%).
As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte registraram o movimento econômico mais expressivo.
As 51 cooperativas agropecuárias representam 64% do movimento econômico de todo o sistema cooperativista catarinense. No conjunto, essas cooperativas mantêm um quadro social de 69.518 cooperados e um quadro funcional de 38.076 empregados. O faturamento anual do ramo agropecuário totalizou R$17 bilhões 276,4 milhões de reais.
O ramo de saúde, com 30 cooperativas e 11.684 associados, faturou R$3 bilhões 10 milhões de reais.
O ramo de transporte, formado por 32 cooperativas teve R$1 bilhão 191 milhões de reais de movimento, beneficiando 22.684 cooperados. No ramo de infraestrutura atuam 33 cooperativas de eletrificação rural com 297.512 associados. Em 2015, essas cooperativas faturaram R$671,8 milhões de reais.
As 14 sociedades cooperativas que atuam no ramo de consumo com 280.189 associados, faturaram R$1 bilhão 10 milhões de reais no ano passado.
Os ramos de trabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional, mesmo com menor expressão econômica, são instrumentos para a promoção de renda às pessoas físicas, que organizadas na forma de cooperativas prestam serviços especializados aos mais diversos segmentos da sociedade. São 37 cooperativas formadas por 8.947 cooperados que, em 2015, geraram R$40 milhões de reais em receitas.
Marcos Zordan e Luiz Suzin também informaram que o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/SC), vinculado a OCESC, investiu, em 2015, R$ 15 milhões de reais para ações de formação profissional, promoção social e outras atividades, num total de 1.471 eventos, que atenderam 121.607 pessoas – entre associados, empregados e dirigentes de cooperativas.
Os principais programas mantidos pelo SESCOOP/SC são formação e capacitação profissional, promoção social, monitoramento e desenvolvimento de cooperativas, ações centralizadas, ações delegadas, auxílio educação, programa Cooperjovem, programa jovens lideranças cooperativistas (JovemCoop), mulheres cooperativistas, jovem aprendiz, auxílio-educação, programa de desenvolvimento da gestão de cooperativas (PDGC), formação para conselheiros administrativos e fiscais para cooperativas de crédito (FORMACRED), monitoramento e auditoria em pequenas cooperativas.
Maior crescimento: Cooperativas de Crédito
Levantamento anual da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) revela o extraordinário crescimento do ramo de cooperativismo de crédito. Estão registradas na Ocesc 63 cooperativas de crédito que, juntas, reúnem 1 milhão 218 mil cooperados (associados), dos quais 40% são mulheres. Em 2015 essas cooperativas movimentaram R$ 3 bilhões 848 milhões de reais, contabilizando um inacreditável crescimento de 42,66%. Esse é o maior crescimento entre os 12 ramos do cooperativismo catarinense em 2015. Os Sistemas de cooperativas de crédito em operação no mercado são SICOOB, SICREDI, CECREDI e UNICREDI. Motivos do crescimento: busca de serviços de intermediação financeira e operações de crédito mais baratas e com retorno dos resultados operacionais (sobras), confiança no sistema, atendimento pessoal e personalizado, oferta dos mesmos serviços da área bancária, retorno das sobras, reajuste de quota capital e a grande capilaridade – em todos os municípios existem cooperativas de crédito.
Números de Cooperativismo de SC
Força do cooperativismo catarinense:
260 cooperativas catarinenses;
Reúnem 1.908.435 famílias associadas;
Mantém 56.311 empregados;
Faturam mais de R$ 27 bilhões de reais por ano;
Representam 11% do PIB catarinense.
Receita operacional bruta das cooperativas de SC em 2015:
R$ 27 bilhões 48,9 milhões de reais.
Crescimento em 2015: 12,96%.
Número de cooperados (associados) às cooperativas de SC:
1.908.435 pessoas. Consideradas as células familiares, mais da metade da população catarinense está vinculada ao cooperativismo.
Crescimento em 2015: 8,7%.
Os 12 ramos do cooperativismo catarinense:
As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte registraram o movimento econômico mais expressivo. Os ramos de trabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional, mesmo com menor expressão econômica, são instrumentos para a promoção de renda às pessoas físicas, que organizadas na forma de cooperativas prestam serviços especializados aos mais diversos segmentos da sociedade.
Participação da mulher no quadro social das cooperativas de SC:
36,65% ou 698.980 pessoas do sexo feminino.
Crescimento em 2015: 6,8%.
Participação de jovens até 25 anos no quadro social:
15,42% ou 294.076 jovens.
Desempenho de 2015: aumento de 14,4%.
Empregados de cooperativas:
As 260 cooperativas catarinenses empregaram diretamente 56.311 pessoas em 2015.
Crescimento em 2015: 8,0%.
Pagamento de tributos pelas cooperativas de SC:
Em 2015, as cooperativas catarinenses recolheram:
Geração de impostos sobre a Receita Bruta: R$ 1 bilhão 122,4 milhões de reais.
Crescimento de 13,4%.
Geração de contribuições sobre a folha de pagamento: R$ 510,2 milhões de reais.
Crescimento de 7,6%.
Sobras das cooperativas antes das destinações legais:
R$ 1 bilhão 190,6 milhões de reais.
Evolução em 2015: -18% (REDUÇÃO).
Patrimônio Líquido das cooperativas catarinenses:
R$ 9 bilhões 397,7 milhões de reais.
Crescimento em 2015: 16,2%
Fonte: Assessoria

Notícias
Comitês de bacias do Paraná cobrem 94 mil km² e reúnem 255 municípios em agenda sobre gestão da água
Reuniões entre os dias 06 e 15 de abril discutem planos de bacia, cobrança pelo uso da água, resposta ao Ministério Público e impactos do El Niño nas regiões do Piquiri, Iguaçu, Tibagi e Ivaí.

Quatro Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) do Paraná se reúnem nos próximos dias para discutir temas pertinentes à gestão da água no Estado. Os encontros se iniciam nesta segunda-feira (06), com o evento do CBH do Rio Piquiri e Paraná 2, seguido de ações do comitê dos Afluentes do Baixo Iguaçu, na terça-feira (07), e do comitê do Rio Tibagi, na quarta-feira (08). O CBH dos Rios Baixo Ivaí e Paraná 1 fecha a programação com reunião no dia 15 de abril. Com exceção do evento do Rio Tibagi, que ocorre presencialmente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, as demais assembleias serão realizadas de forma remota, com transmissão pelo YouTube.

Foto: Jheniffer Valeria/IAT
As atividades integram o plano de trabalho da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra (IAT), órgão gestor do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, que atua como Secretaria Executiva e oferece suporte técnico e financeiro aos comitês.
Para mais informações sobre os CBHs e suas agendas, acesse www.iat.pr.gov.br na aba “Gestão das Águas”.
Piquiri e Paraná 2
A programação começa na segunda-feira (06), às 09 horas, com a 13ª Reunião Ordinária do CBH do Rio Piquiri e Paraná 2. Entre os destaques da pauta estão previstos a apresentação e aprovação da moção em resposta ao Ministério Público do Paraná sobre os ofícios envolvendo parcelamento de solo em Assis Chateaubriand; a apresentação de projetos do IAT em parceria com as cooperativas C. Vale e Copacol; e a atualização sobre o andamento dos planos de bacia. Para participar, clique aqui.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão das bacias do Rio Piquiri e do Paraná 2, totalizando uma

Foto: Gustavo Curcio
área de 27.229,41 km², que engloba total ou parcialmente 73 municípios.
Afluentes do Baixo Iguaçu
Na terça-feira (07), às 09h30, acontece a 12ª Reunião Ordinária do CBH dos Afluentes do Baixo Iguaçu. Na agenda está prevista a palestra “Panorama do EL Niño no Paraná” e atividades da Câmara Técnica de Instrumentos de Gestão (CTINS) para 2026. Para participar, clique aqui.
Criado pelo Decreto Estadual nº 8.923/2013, o Comitê da Bacia dos Afluentes do Baixo Iguaçu abrange total ou parcialmente 72 municípios do Paraná e desempenha um papel estratégico na governança dos recursos hídricos da região.

Foto: Gustavo Curcio
Tibagi
A 45ª Reunião Ordinária do CBH do Rio Tibagi ocorre de forma presencial na quarta-feira (08), às 13h30, no Centro de Educação Ambiental Vereador Delmar José Pimentel, no Parque Municipal Lago de Olarias, em Ponta Grossa. Na pauta, itens importantes como o início da criação da Câmara Técnica de Integração (CTINS), a composição das Câmaras Técnicas de Produtos para o plano de bacias e a revisão do regimento interno e do grupo de trabalho para cobrança por recursos hídricos.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão da bacia do Rio Tibagi, totalizando uma área de 24.711 km², que engloba total ou parcialmente 57 municípios.
Baixo Ivaí e Paraná 1
Fechando a programação, a 17ª Reunião Ordinária do CBH do Baixo Ivaí e Paraná 1 está prevista para a quarta-feira,

Foto: Gustavo Curcio
dia 15 de abril, às 9h30. O foco principal da assembleia será uma apresentação sobre o Rio Ivaí e atualizações relacionadas ao andamento da contratação de empresa responsável pelos planos de bacia. A população pode acompanhar as deliberações clicando aqui.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão da Bacia do Paraná 1, bem como parte da Bacia do Rio Ivaí, totalizando uma área de 14.937 km², que engloba total ou parcialmente 53 municípios.
Gestão da água
Os CBHs são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, vinculados ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), e têm o objetivo de contribuir para a aplicação da Política Estadual de Recursos Hídricos na sua área de atuação a fim de garantir o controle social da gestão das águas, conforme estabelecido pela Lei Estadual 12.726/1999 e Decreto Estadual nº 9.130/2010.
Eles são constituídos por representantes do Poder Público, setores usuários de águas e sociedade civil, os quais compartilham responsabilidades na gestão dos recursos hídricos.
Notícias
Congresso do agro expõe entraves legais que travam financiamento e elevam risco ao produtor
Debate reuniu 450 participantes presenciais e três mil on-line em São Paulo. Crédito, segurança jurídica, CPR, RJ e seguro rural concentraram as críticas.

A crise de crédito no campo, a necessidade de maior segurança jurídica e os desafios de financiamento dominaram os debates do 6º Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), realizado em São Paulo nesta semana. O evento reuniu representantes dos três Poderes, especialistas e lideranças do setor privado, somando mais de 450 participantes presenciais e três mil online, em uma agenda que também abordou temas como regulamentação e transição tributária, reforma do Estatuto da Terra, Marco Temporal, seguro rural, transição tributária e relações de trabalho no campo.
O presidente do IBDA, Renato Buranello, destacou que o evento buscou construir uma agenda positiva para o agronegócio, em meio a uma crise que expõe lacunas estruturais. “A ideia é deslocar de uma agenda negativa para uma positiva. Somente uma gestão alinhada ao novo ambiente regulatório permitirá garantir segurança jurídica, preservar a competitividade e dar sustentabilidade ao desenvolvimento econômico-social do agronegócio”, frisou.

Renato Buranello, presidente do IBDA, durante o CBDA 2026 – Foto: Gerardo Lazzari
Na palestra inaugural, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, reforçou a necessidade de previsibilidade institucional como condição para o crescimento econômico. “Sem previsibilidade, não há segurança nem desenvolvimento social”, afirmou, destacando que o empresário trabalha com a lógica de risco e retorno, por isso, o investidor precisa ter segurança jurídica. “Esse ambiente de previsibilidade é o que garante confiança para investir”, ressaltou.
Durante o painel “Reforma do Estatuto da Terra e Aplicação do Marco Temporal”, o ex-advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que a indefinição sobre o Marco Temporal não decorre da falta de previsão constitucional, mas da falta de regulamentação de um dispositivo já existente.
Segundo Adams, a Constituição admite exceções à nulidade de títulos em terras indígenas em casos de relevante interesse público da União, mas o Congresso nunca avançou na definição de critérios e procedimentos para aplicar essas exceções. “Essa lei complementar cabe ao Congresso Nacional e deveria ter sido implementada desde o início da Constituição”, salientou.
Para ele, a superação dos conflitos fundiários no país passa por uma abordagem mais ampla e estruturada, com a devida regulamentação dessas regras.
Pressão sobre produtores

Ministro do STF, Luiz Fux, durante palestra no CBDA – Foto: Gerardo Lazzari
Entre os temas centrais, o seguro rural ganhou destaque. O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, defendeu a reformulação do modelo brasileiro, citando o sistema norte-americano como referência, além da criação de um fundo garantidor. Ele ressaltou os avanços obtidos no crédito rural privado, lembrando que o Ministério da Agricultura, em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outras entidades, conduz negociações para modernizar a legislação do setor e corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos.
A especialista em Finanças e Gestão Estratégica, Fabiana Alves, apontou que a situação financeira dos produtores está pressionada por juros altos e pela guerra no Oriente Médio, que encarece insumos como fertilizantes e combustíveis. Para ela, a saída passa pela profissionalização da gestão rural e pela adoção de práticas de segurança climática, já exigidas pelo sistema financeiro. “A resolução nº 5267 do Banco Central criou um arcabouço para rastrear riscos no crédito rural, conectando financiamento ao uso do solo e ao risco climático via georreferenciamento. O tema deixou de ser voluntário e passou a integrar a gestão prudencial para o sistema financeiro”, avaliou.
Abusos da recuperação judicial
No campo jurídico, o advogado Marcelo Fraga e o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Ricardo Villas Boas Cueva, apontaram abusos no uso da recuperação judicial (RJ) por produtores, o que ameaça a fluidez do crédito rural. Alterações recentes na legislação da Cédula de Produto Rural (CPR) foram vistas como avanços, ao proteger garantias contra as manobras em processos de RJ.
No painel sobre “Regulamentação e Transição da Reforma Tributária”, o advogado Paulo Vaz afirmou que a indefinição da alíquota do novo sistema tributário, com estimativas entre cerca de 28% e 36%, ainda gera insegurança e dificulta o planejamento no agronegócio. Segundo ele, embora o setor não seja contrário à reforma, a mudança rompe com um modelo ao qual os produtores estavam adaptados, baseado em mecanismos como isenções, diferimentos e créditos presumidos.
Vaz reconheceu avanços, como a manutenção da desoneração das exportações, a redução de até 60% para alimentos e insumos e o fim da cumulatividade, mas alertou para o aumento da complexidade. “O principal impacto deve recair sobre produtores pessoa física com faturamento acima de R$ 3,6 milhões, que terão de se adaptar a um sistema mais exigente”, evidenciou, ressaltando que a tributação do arrendamento rural pelos novos impostos, ampliando os efeitos da reforma no campo.
Apesar das dificuldades, especialistas enxergam sinais de amadurecimento no setor, com maior segurança jurídica e instrumentos alternativos de renegociação. Para Buranello, a RJ deve ser evitada ao máximo, privilegiando soluções como o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) e acordos extrajudiciais. “Devemos melhorar o modelo de crédito, o seguro rural, que talvez seja o principal instrumento, além de dar maior racionalidade à recuperação judicial. Nós não precisamos, de fato, entrar com a recuperação, a gente precisa recuperar o produtor rural. São duas situações diferentes”, pontuou.
O Congresso encerrou com a mesa redonda “Desafios das relações de trabalho no campo e o estatuto do trabalhador rural – importância da negociação coletiva” contou com a participação da ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Maria Cristina Peduzzi, que deu ênfase à negociação coletiva como instrumento não só de prevenção, como de solução de conflitos, compondo as relações de trabalho. Participaram também da mesa o professor de Direito do Trabalho do IBDA, Antonio Galvão Peres; além do professor e cientista político Christian Lohbauer.
Homenagem
O engenheiro agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio Carvalho) recebeu do IBDA, durante o Congresso, uma homenagem por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. “Caio Carvalho dirigiu o olhar para o negócio agrícola, um olhar sistêmico, uma visão transversal e verticalizada que levou o Brasil a pensar num sistema, um produto agrícola no âmbito de um mercado global”, enfatizou o presidente do IBDA.
Já o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Arnaldo Jardim, destacou que Carvalho tem a curiosidade que instiga, a profundidade na análise dos mais diversos temas e a ponderação que aproxima pessoas. “Vivemos num período em que o debate exacerbado parece dar o tom, e vi várias vezes Caio pedindo que analisássemos as possibilidades e buscássemos a convergência. E o vi dizendo que não adianta uma vitória de curto prazo se ela não significa uma maioria que se constitui como base de uma política pública que adquire perenidade”, enalteceu.
Notícias
Feaper libera bônus de até 80% para renegociar R$ 20 milhões em dívidas no Rio Grande do Sul
Medida atende agricultores familiares e inclui articulação de R$ 24,5 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para 26 cooperativas, com tentativa de incluir outras 42 que ficaram na suplência do Edital 01/2026.

O Conselho do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) aprovou, em reunião realizada nesta semana, a retomada do bônus de adimplência para agricultores familiares com contratos em atraso no Rio Grande do Sul.

Foto: Guilherme Granez
A decisão permite que produtores e entidades inadimplentes quitem débitos nas condições originais, com aplicação retroativa do benefício à data do vencimento. Em muitos casos, o bônus alcança 80% do valor devido. O conjunto das operações envolvidas supera R$ 20 milhões.
Na mesma reunião, o colegiado tratou da articulação de recursos do Programa Camponês para cooperativas gaúchas, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
A proposta prevê investimento de R$ 24,5 milhões para atender 26 cooperativas do Estado por meio do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A Secretaria de Desenvolvimento Rural também irá solicitar a ampliação do volume de recursos para incluir outras 42 cooperativas que ficaram na suplência do Edital 01/2026.
O secretário de Desenvolvimento Rural do Estado, Gustavo Paim, que preside o Conselho do Feaper, afirmou que as medidas têm como objetivo restabelecer a capacidade financeira dos produtores e ampliar o alcance das políticas públicas voltadas ao meio rural. “As iniciativas buscam dar um respiro aos produtores e alavancar a produtividade no Estado. Primeiro, com o bônus de adimplência, que retoma benefícios relacionados aos contratos. Em um segundo momento, estamos ampliando a parceria com o governo federal para captar mais recursos, com o objetivo de beneficiar as cooperativas que estão na suplência do edital”, declarou.
