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Cooperativas agropecuárias gaúchas faturam mais de R$ 20 bilhões em 2017

Segundo a FecoAgro/RS, resultados líquidos do sistema cresceu 7,7% no ano passado fechando em R$ 410 milhões

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Apesar das adversidades econômicas vivenciadas em 2017, das quais ninguém esteve imune, as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul devem confirmar um crescimento adicional de R$ 1,2 bilhões no seu faturamento em relação à 2016, ultrapassando R$ 20,8 bilhões de movimento econômico. Os números foram anunciados nesta quarta-feira (31) pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

O índice de crescimento apresentou-se inferior à média dos últimos anos em razão da recessão econômica, que teve reflexos no consumo das famílias, e pela demora na comercialização dos grãos, em função da redução dos preços da produção. Apesar disso, os resultados líquidos devem ser superiores a R$ 410 milhões, superando em 7,7% a soma dos resultados obtidos no ano de 2016. “Isto demonstra claramente um acerto na gestão das cooperativas em observar ações para redução de custos operacionais em todos os seus processos e a otimização de estruturas, mesmo diante de um significativo volume de produtos, especialmente soja, ainda a faturar, cuja operacionalização computa todos os custos decorrentes do estoque de passagem”, destacou o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires. 

Importante destacar que os preços médios recebidos pelos produtores no ano de 2017, comparativamente aos percebidos em 2016, para os principais grãos, tiveram variações negativas na ordem de 14,7% para a soja, 39,6% para o milho e 16,4% para o trigo. Este comportamento repercute diretamente no valor dos ingressos e das sobras nas cooperativas.

Apesar da recessão, o sistema projeta crescimento econômico contínuo e expressivo nos próximos anos. “Estamos falando de uma projeção para os próximos 5 anos que alcança o patamar de R$ 30 bilhões de faturamento, sustentada pela média de crescimento verificada nos últimos cinco anos que registra 10,1% de crescimento ao ano no grupo das cooperativas afiliadas, o que importa na promoção crescente do desenvolvimento social nas regiões onde estão presentes estas cooperativas”, observou Pires. 

Conforme o dirigente, o momento é de instabilidade e pede cautela, mas isso não significa que esta não seja uma boa hora para traçar planos de expansão. Lembrou que no agronegócio, mesmo concorrendo com grandes companhias privadas e multinacionais, as cooperativas conseguem ser, ao mesmo tempo, uma sociedade de produtores e uma rede de empresas preparada para competir com desenvoltura. “Todos sabemos que no Rio Grande do Sul, temos a predominância de  pequenas e médias propriedades rurais, normalmente mais vulneráveis à presença de um cenário de economia globalizada e altamente competitivo, que nos aponta e se repete nos últimos anos, na forte tendência de que a margem por unidade de produto tende a diminuir cada vez mais, de tal forma que no médio e no longo prazo, a renda do agricultor se dará pela escala, e não pela unidade de produto.  Sabemos que a agricultura familiar, tem limites de escala, mas essa escala pode ser ampliada através de um cooperativismo planejado  e robusto”, ressaltou.

O presidente da FecoAgro/RS reforçou que no ano de 2017 se consolidou a implantação do Programa Autogestão, que consiste fundamentalmente em organizar de forma sistêmica os principais índices e indicadores gerenciais das cooperativas participantes, no total de 28 neste momento. Assim foi realizada a primeira visita devolutiva, com a apresentação caso a caso, da análise comparativa consolidada de dados, desdobrados entre os principais indicadores de resultados, estrutura de capital e capacidade de pagamento, contando sempre com a presença da equipe da Gerência de Monitoramento e da Superintendência Técnica da Organização e Sindicato das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), entidade que centraliza as informações e analisa o posicionamento de cada cooperativa diante aos parâmetros estabelecidos pelo sistema Autogestão.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Cenário de alta no preço do trigo pressiona indústria moageira nacional

Webinar promovido pela Abitrigo destacou um panorama de retenção do grão por parte dos produtores em todo o país

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Divulgação/AENPr

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) reuniu na tarde de quinta-feira, 29 de outubro, representantes de estados produtores do grão no webinar “Safra Nacional 20/21” que abordou, principalmente, o cenário desafiador para a indústria devido ao aumento dos custos e o preço do trigo nos mercados nacional e internacional, sob a moderação do chefe-geral da Embrapa Trigo, Osvaldo Vasconcellos Vieira.

“Estamos vivendo um período muito delicado para o setor do trigo e todo cuidado é pouco. O desequilíbrio que existe quanto às circunstâncias globais do mercado externo e interno tornam a perspectiva 2020/2021 muito difícil para os moinhos”, destacou o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

Representando o Cerrado, o presidente da ATRIEMG – Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais, Eduardo Elias Abrahim fez um breve resumo sobre a produção do grão na região.

Segundo ele, Minas Gerais deverá registrar aproximadamente 250 mil toneladas, sendo boa parte praticamente comercializada, com exceção de alguns grandes produtores que seguraram em estoque cerca de 30 mil toneladas. Em Goiás o volume pode alcançar 140 mil toneladas e, no Distrito Federal, a cooperativa estima que o número esteja perto de 15 mil toneladas. No estado da Bahia os números são imprecisos, mas acredita-se numa safra de 20 mil toneladas.

“Nos próximos anos esses números no Cerrado devem crescer e estamos muito otimistas, principalmente devido à qualidade do trigo oferecido, com destaque para a produção mineira”, ressaltou Abrahim.

São Paulo

A colheita avançou completamente no estado de São Paulo, segundo o relato do gerente de suprimentos do Moinho Anaconda, Nelson Montagna. “Além das já conhecidas áreas de produção que envolvem os municípios de Itapeva, Itapetininga e Avaré, o sudoeste do estado está despontando”.

Os produtores paulistas devem colher pouco menos de 300 mil toneladas até o final desta safra. “Cerca de 35 a 40% da safra em São Paulo já foi negociada. Na moagem, o balanço da exportação nos deixa com oferta e demanda com aproximadamente 140 mil toneladas, que precisam ser buscadas fora do estado de São Paulo. Ainda é mais vantajoso do que importar”, finalizou Montagna.

A colheita rendeu bons trigos, mas com características diferentes de outros anos: muito extensíveis e poucos tenazes, ainda que variedades desenvolvidas para isso. A tendência dessa alteração é notadamente devido ao estresse hídrico e calor, encontrada em todos os trigos.

Paraná

A safra no Paraná está caminhando para o final da colheita: 3 milhões de toneladas já foram colhidas, restando cerca de 200 mil toneladas ainda para serem colhidas, de acordo com os dados apresentados pelo Gerente da Cotriguaçu – Unidade Moinho de Trigo, Vilson Noetzold. “Uma colheita de 3,2 milhões é considerada uma boa safra, tendo em vista que não se repete no estado volumes acima de 3 milhões”, ressaltou.

O gerente ainda ressaltou que o estado vendeu cerca de 700 a 800 mil toneladas, em contratos futuros, restando ainda 2,2 milhões de toneladas para serem comercializadas. “Apesar do começo da safra ter sido impactada pela geada e pela chuva, a colheita seguiu para um bom padrão de qualidade. O produtor está recebendo a informação de que o trigo vai subir ainda mais e está segurando a safra para a venda. O cenário está caro, valorizado, mas ainda é melhor pagar um pouco mais pelo trigo interno do que buscar trigo fora”, explicou ele.

“O trigo subiu 60% e farinha 20% no ano. A nossa lição de casa é aprender a nos readequarmos ao mercado. Não é tarefa fácil, existe resistência, mas é necessário repassar o preço por questão de sobrevivência. Se pagamos mais caro no trigo temos que repassar este custo”, constatou.

Santa Catarina

O diretor do Moinho Catarinense e presidente do Sinditrigo/SC (Sindicato das Indústrias de Trigo de Santa Catarina), Egon Werner reforçou, em sua participação, que Santa Catarina não tem uma identidade única na produção de trigo.

Segundo ele, o planalto norte do estado deve encerrar a colheita nos próximos 15 dias, com volume em torno de 50 sacas e boa qualidade. A região de Campos Novos ainda não tem volumes e no Oeste do estado, com viés parecido com Rio Grande do Sul, iniciou a colheita, mas não chegou ainda a 30% do trigo colhido.

“Houve incremento de área, mas fatores como estiagem e geadas tiraram a vantagem que se teria em volume. Estimava-se algo acima 200 mil toneladas segundo a Conab, porém houve uma queda de 20% desse volume. A produção deve ficar em torno de 140 e 150 mil toneladas, igualando à safra de 2019”, informou Werner.

“A moagem deve ser de pouco mais de 460 mil toneladas. Isso faz com que tenhamos a necessidade de trazer para dentro do estado mais de 200 mil toneladas, sendo 60 mil toneladas de trigo importado e o restante proveniente do Rio Grande do Sul e Paraná”, completou.

Rio Grande do Sul

“Nosso mercado tinha um entendimento que, com a nova safra haveria reposição dos moinhos, estabilizando o mercado e os preços. O que não ocorreu. O estado como todo deverá ter produção de 2 milhões de toneladas”, contou o Trader Trigo da Serra Morena Corretora, Walter Von Muhlen Filho.

O Trader destacou que, muito em função da seca, o trigo apresentou um rendimento muito baixo, resultando em boa qualidade, mas pouco volume. “Havia um comprometimento de 850 mil toneladas para exportação e, com a quebra de safra, muitos traders estão renegociando contratos na tentativa de administrar essa realidade. Especula-se que a exportação seja por volta de 700 mil toneladas”.

O webinar “Safra Nacional 20/21” pode ser conferido na íntegra no canal da Abitrigo no YouTube.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Valores de produtos suinícola operam nas máximas reais

Movimento de alta nos preços do suíno vivo e da carne foi intensificado nesta segunda quinzena de outubro

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Arquivo/OP Rural

O movimento de alta nos preços do suíno vivo e da carne foi intensificado nesta segunda quinzena de outubro. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto a oferta de animais para abate segue restrita – o que, consequentemente, limita a produção de carcaças e cortes –, as exportações da carne apresentam forte ritmo neste mês.

Diante disso, os valores da maioria dos produtos suinícolas levantada pelo Cepea estão em patamares recordes reais das respectivas séries.

No caso do suíno vivo, além da oferta reduzida e da demanda aquecida por parte da indústria, os preços elevados dos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, motivam produtores a buscarem maiores valores na comercialização do animal, no intuito de garantir rentabilidade da atividade.

Para as carnes, agentes do setor reajustam seus preços para seguir a tendência do vivo, mas já indicam dificuldades no repasse ao atacado.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra 2020/2021

Paraná vê leve alta na projeção para safra de soja 2020/21; reduz trigo 19/20

A variação de produção foi motivada pelo ajuste na área, algo que normalmente ocorre durante o período de plantio

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Divulgação/MAPA

A produção de soja no Paraná deve alcançar 20,5 milhões de toneladas na safra 2020/21, estimou o Departamento de Economia Rural (Deral) na quinta-feira (29), sinalizando um leve aumento em relação à projeção do mês anterior, quando eram esperadas 20,4 milhões de toneladas.

Apesar do ajuste positivo, o resultado representa queda de 1% quando comparado ao desempenho da temporada passada. Em área, também houve uma ligeira elevação na análise mensal, de 5,54 milhões para 5,56 milhões de hectares plantados com a oleaginosa em 2020/21. Com isso, a expectativa do Deral indica alta de 2% ante a safra anterior.

A variação de produção foi motivada pelo ajuste na área, algo que normalmente ocorre durante o período de plantio, disse o analista do Deral Marcelo Garrido. “(Por enquanto) permanecemos praticamente sem alterações (significativas) para a soja”, afirmou o especialista.

Com o retorno das chuvas, a semeadura da oleaginosa alcançou 61% das áreas estimadas para o Estado nesta semana, uma recuperação de expressivos 29 pontos percentuais ante a semana anterior, mas ainda com atraso em relação aos 65% vistos um ano antes.

Para o milho verão, o Deral manteve a perspectiva de produção em 3,46 milhões de toneladas, queda de 3% ante a safra passada. A projeção de área também permaneceu em 360,4 mil hectares, acréscimo de 1% contra o ciclo anterior.

Temporada 2019/20

Já a safra paranaense de trigo, maior Estado produtor da cultura, foi revisada para baixo, de 3,32 milhões de toneladas para 3,13 milhões, após adversidades climáticas.

O cereal, cuja colheita está em torno de 90%, passou por episódios de geada durante o período de desenvolvimento, seguidos por seca. Entretanto, na avaliação mais recente, o Deral classificou 82% das lavouras em condições boas e somente 1% como ruins.

A produção de milho segunda safra 2019/20 teve a projeção mantida em 11,66 milhões de toneladas, 12% inferior ao volume registrado um ano antes, apesar da área 2% maior, de 2,28 milhões de hectares.

Fonte: Reuters
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