Conectado com
OP INSTAGRAM

Notícias Rio Grande do Sul

Cooperativas agropecuárias gaúchas discutem oportunidades para as culturas de inverno

Webinar promovido pela FecoAgro/RS apresentou os desafios para incremento e usos alternativos para aumentar a rentabilidade do produtor

Publicado em

em

Cleverson Beje

Na quinta-feira (15) a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), realizou para seus associados um webinar sobre as culturas de inverno. No encontro virtual, com a participação de mais de 100 representantes das cooperativas agropecuárias gaúchas, os especialistas falaram sobre as oportunidades e desafios para o incremento de oferta na segunda safra gaúcha.

Em sua fala inicial, o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, destacou o projeto realizado com a Embrapa Trigo para buscar alternativas para o trigo exportação, onde foram realizados testes em cinco áreas experimentais junto às cooperativas mostrando que o trigo poderia ter esta alternativa. “Conseguimos mostrar boas produtividades com um custo menor e houve um incremento das exportações. No ano passado exportamos mais de 900 mil toneladas de trigo”, salientou.

O dirigente também falou sobre o projeto liderado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Farsul e Embrapa. “Entendemos que este projeto é fundamental porque temos uma certa ociosidade no inverno. Para o produtor a ideia é diluir custos fixos e precisamos de uma cultura de inverno para pagar contas”, observou.

O ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Consultivo da ABPA, Francisco Turra, participou do debate, explanando que mesmo durante a pandemia o setor continuou exportando fortemente alimentos para o mundo. “Tudo que nós temos para vender com calma vai. Tudo o que a gente precisar exportar tem caminho lá fora”, destacou.

Sobre o projeto com a Farsul e a Embrapa, que conta com o apoio da FecoAgro/RS e outras entidades, Turra afirmou que há uma grande reunião de autoridades com a ideia de ocupar espaços. “Um estudo feito pelo economista da Farsul, Antônio da Luz, mostra que se levarmos adiante esse projeto teremos um Valor Bruto de Produção de mais R$ 8 bilhões ao ano. Outras indústrias também vão ganhar e o PIB do Rio Grande do Sul também cresceria 6%”, frisou, acrescentando que, neste sentido, o investimento nas culturas de inverno para estimular a produção animal é importante.

Na sequência, foi a vez do pesquisador da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, apresentar o que vem sendo feito pela instituição. Um dos trabalhos realizados é na produção de variedades de cereais de inverno para ração animal, silagem e pasto. O especialista mostrou dados que certificam o potencial produtivo da iniciativa. “Queremos aumentar a área com lucro por hectare e o nosso foco é produzir grãos para ração, grãos para alimentação humana, que são projetos que não competem um com outro, silagem e pasto”, afirmou.

No caso de grãos para ração, Lemainski ponderou que não se pode perder a competitividade na indústria de processamento que agrega valor na transformação em ovos, leite e carne por falta de matéria prima em um Estado que tem tecnologias geradas, expertise de agricultores e estrutura. “O trigo, o triticale e a cevada têm potencial produtivo superior a 6 mil quilos por hectare”, explicou.

A última explanação foi do coordenador da Rede Técnica Cooperativa (RTC), Geomar Corassa, apresentando o trabalho realizado junto às cooperativas agropecuárias gaúchas. O especialista mostrou como há uma lacuna de produção que pode ser preenchida em um sistema de produção para todo ano de forma a trazer renda para o produtor. “Temos clima, condições de água, luz, solo propício, conhecimento das cooperativas pelos seus departamentos técnicos e temos demanda oriunda do mercado”, projetou.

Corassa lembrou que há a possibilidade de o produtor realizar até três safras durante o período de 365 dias. “Se uma propriedade tem 100 hectares e extrai renda no verão, no inverno ela extrai renda de 200 hectares. E se essa propriedade conseguir, no outono, extrair renda de pelo menos 30%, estamos falando em uma propriedade de 230 hectares. Isto é um cenário diferente para uma propriedade que otimiza seu ano agrícola”, acrescentou, lembrando ainda que estudos estão sendo realizados para apresentar soluções para as lacunas de produção de trigo em áreas de cooperativas no Sul do Brasil.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

13 + 6 =

Notícias Suínos

Poder de compra frente a insumos cresce

Principais componentes utilizados na ração da suinocultura, o milho e o farelo de soja, estão em queda no mercado brasileiro

Publicado em

em

Foto: O Presente Rural

De acordo com pesquisas do Cepea, a maior procura por novos lotes de suínos para abate, verificada especialmente no início do mês, elevou os preços médios do animal vivo no mercado independente em outubro frente aos de setembro.

Já os valores dos principais componentes utilizados na ração da suinocultura, o milho e o farelo de soja, estão em queda no mercado brasileiro.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário vem favorecendo o poder de compra de suinocultores em outubro quando comparado com o mês anterior.

Já em relação a outubro do ano passado, o poder de compra atual frente aos dois insumos está menor.

Fonte: Cepea 
Continue Lendo

Notícias Mercado

Preços do boi e da carne seguem em queda

Segundo pesquisadores do Cepea, no caso do boi gordo, as cotações têm sido pressionadas pelo afastamento de grande parte dos compradores

Publicado em

em

Foto: O Presente Rural

Os valores da arroba do boi gordo e da carne seguem recuando. No entanto, levantamento do Cepea mostra que os preços do animal para abate vêm caindo de forma um pouco mais intensa que os da proteína negociada no atacado.

Segundo pesquisadores do Cepea, no caso do boi gordo, as cotações têm sido pressionadas pelo afastamento de grande parte dos compradores. Esses agentes evitam adquirir grandes lotes de animais, diante da manutenção da suspensão dos envios de carne à China, o maior destino internacional da proteína brasileira.

Além disso, pesquisadores do Cepea indicam que a oferta de animais de confinamento tem crescido, reforçando o movimento de queda nos preços da arroba. Ressalta-se que esse cenário vem reduzindo as margens de pecuaristas, sobretudo os que utilizam o sistema de confinamento, que apresenta custos bastante elevados.

Quanto à carne negociada no atacado, o aumento na oferta de animais se soma ao poder de compra fragilizado da maior parte da população brasileira.

Fonte: Fonte: Cepea 
Continue Lendo

Notícias Consulta Pública

Mapa propõe melhorias na regulamentação da identidade e qualidade do hambúrguer

As alterações propostas são aplicáveis ao hambúrguer produzido em estabelecimento com SIF e buscam atender às demandas atuais dos consumidores.

Publicado em

em

iStock/Mapa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na quarta-feira (20), a portaria nº 420 que submete à consulta pública, pelo prazo de 60 dias, a proposta de portaria sobre os Requisitos de Identidade e Qualidade (RTIQ) do Hambúrguer. A nova norma revogará o anexo IV da Instrução Normativa nº 20/2000.

Entre as melhorias propostas estão a previsão de moldagem do hambúrguer em formas diversas, além da tradicional em disco; a padronização para indicação na rotulagem do corte cárneo utilizado para obtenção do hambúrguer e a padronização para a denominação do produto quando utilizada carne de mais de uma espécie. Segundo a proposta, no caso de produto que contenha indicação dos cortes utilizados, não será permitida a adição de proteína vegetais. Outra mudança é o aumento do limite máximo de gordura permitida, de 23% para 25%.

“A proposta de revisão normativa busca harmonizar o RTIQ com o Decreto 9.013/2017 e suas alterações, bem como busca englobar atualizações necessárias levantadas pelo setor e pelo próprio Mapa ao longo dos últimos anos”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana.

As alterações propostas, aplicáveis ao hambúrguer produzido em estabelecimento com SIF, buscam atender às demandas atuais dos consumidores, garantir a segurança e inocuidade dos produtos, manter as características do produto, padronizar entendimentos e atender às demandas do setor produtivo.

As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

Fonte: Mapa
Continue Lendo
SBSBL

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.