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Avicultura Mercado

Cooperativa Dália Alimentos inicia atividades na avicultura de corte

Cooperativa gaúcha está fazendo investimentos de quase R$ 200 milhões em seu Complexo Avícola e todo Programa Frango de Corte; inauguração é em outubro

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A avicultura é um setor que vem chamando a atenção de muitos investidores. A Cooperativa Dália Alimentos, de Encantado, no Rio Grande do Sul, é um deles. Em outubro, a cooperativa irá inaugurar um Complexo Avícola em Linha Palmas, no município de Arroio do Meio. O complexo é uma das etapas do Programa Frango de Corte, estruturado pela Dália Alimentos para viabilizar toda a cadeia produtiva avícola. O investimento é de R$ 96 milhões.

De acordo com a cooperativa, o Complexo tem uma área construída de aproximadamente 18 mil metros quadrados. É constituído por uma unidade frigorífica com capacidade para abater 55 mil frangos/dia, expandindo futuramente para outros dois módulos de abate: 110 mil frangos/dia e 165 mil frangos/dia.

O primeiro módulo entra em operação já na segunda quinzena de outubro deste ano e deverá demandar mão-de-obra de 350 funcionários. Além disso, compõem o complexo a Fábrica de Farinhas de Origem Animal e a Fábrica de Rações, também em Arroio do Meio, além do Incubatório, em fase de construção no município de Mato Leitão, com investimento também por parte da cooperativa no valor de R$ 12 milhões.

A motivação para a execução desse programa, conforme o presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos, Gilberto Antônio Piccinini, tem origem no fato de os associados da cooperativa serem, em sua maioria, pequenos produtores e necessitarem de opções para a formação de renda, além do leite e dos suínos. “A Dália Alimentos entende que o frango de corte é compatível com as duas atividades já praticadas, resultando a motivação para a estruturação de um programa de produção cooperada de frango de corte”, conta.

Ainda neste ano também deverão começar alguns dos nove condomínios para produção dos frangos que irão abastecer a unidade frigorífica. Os condomínios estão localizados nos municípios de Anta Gorda, Cruzeiro do Sul, Encantado (com duas unidades), Mato Leitão, Marques de Souza, Venâncio Aires, Vespasiano Corrêa e Relvado. Piccinini informa que todos seguem o mesmo padrão de construção, com oito aviários cada e capacidade para alojar 275 mil frangos. Ele explica que as obras estão em andamento, com alguns mais adiantados e outros dentro do cronograma estipulado.

Esses núcleos, esclarece o presidente, são propriedade de nove associações constituídas por famílias de associados, em número médio de 20 cada, mais a cota da cooperativa, que participa em cada um dos empreendimentos. O investimento dos nove núcleos juntos, acrescenta, soma R$ 67,5 milhões. Além disso, Piccinini comenta que também faz parte deste parque industrial o Matrizeiro, localizado no município de Vale Verde e de responsabilidade da Empresa ASA – América Sociedade Avícola, formada por um grupo de funcionários da cooperativa, responsáveis pelo investimento de R$ 15 milhões no projeto.

O presidente informa que a linha frango Dália já está no mercado, com a assinatura “Golden Chicken”. “Inicialmente está sendo produzida no sistema de intercooperação, pela cooperativa Languiru, de Teutônia, em fase experimental, para estabelecer a primeira sondagem do mercado consumidor”, esclarece.

Estruturação do programa

Piccinini explica como cada um dos projetos está sendo realizado. Ele conta que o matrizeiro está sendo construído em Vale Verde. Fazem parte desta sociedade 37 funcionários da Dália Alimentos, mais a cota da cooperativa. O investimento será de R$ 15 milhões. Já o incubatório está em fase de construção no município de Mato Leitão. Ali, estão sendo investidos R$ 12 milhões por parte da cooperativa.

Quanto aos Condomínio Avícola para Produção de Frango de Corte, estão sendo constituídos por produtores rurais associados à Dália. O presidente conta que em cada um dos empreendimentos a cooperativa possui uma cota e o investimento em cada condomínio girará em torno dos R$ 7,5 milhões, valor investido pelos associados.

A Cooperativa

A Cooperativa Dália Alimentos, situada em Encantado, na região do Vale do Taquari, possui 72 anos de história, completados em 15 de junho. Possui 3,1 mil famílias associadas em 130 municípios do Estado do Rio Grande do Sul e 2,2 mil funcionários nas áreas administrativas e nas indústrias. No exercício de 2018 o faturamento foi de R$ 1,1 bilhão.

Tem como atividades a suinocultura (com abate diário no frigorífico localizado em Encantado, de 2,7 mil suínos) e a produção de leite (com duas unidades localizadas em Arroio do Meio, sendo a unidade principal localizada em Palmas e com capacidade de recebimento para 1,1 milhão de litros/dia).

Em outubro de 2019 a Dália Alimentos ingressará na atividade avícola, quando inaugurará seu Complexo Avícola e todo Programa Frango de Corte, um investimento total de aproximadamente R$ 200 milhões.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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