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Bovinos / Grãos / Máquinas

Cooperalfa investe em certificação de silos próprios

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Desde 2008 a Cooperalfa já investiu cerca de R$ 600 mil no processo de certificação das unidades armazenadoras. Até 2017, prazo final estabelecido pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para certificar 23 CNPJs da cooperativa nesse segmento, os custos dos processos deverão beirar os R$ 2 milhões. “Isso representa mais segurança alimentar e, consequentemente, maior credibilidade no mercado”, declarou o 2º vice-presidente da Alfa, Sérgio Antônio Giacomelli. 
Com a globalização e o aumento da competitividade, as relações comerciais estão se tornando cada vez mais rigorosas nas exigências de padrões de qualidade dos produtos adquiridos. No agronegócio mundial a situação não é diferente. E o Brasil, como um dos principais produtores e exportadores de produtos agropecuários, para se manter competitivo precisa se adequar às exigências do mercado externo. “Hoje quem manda é o cliente e nós, com a contrapartida do produtor, temos de oferecer qualidade, preço e segurança em tudo”, disse Giacomelli. 
Segundo informações do MAPA, na cadeia produtiva, o segmento de armazenagem apresenta algumas fragilidades quanto ao manuseio e a guarda da produção. Os segmentos que se relacionam com os prestadores de serviços de armazenagem têm apontado a necessidade de se estabelecer procedimentos que visem modernizar as atividades de guarda e conservação de produtos agropecuários. 
Diante dessa situação, foi instituída a Lei n.° 9.973, de 10/05/2000, regulamentada pelo Decreto n.° 3.855, de 03/07/2001. Entre as inovações introduzidas na legislação, destaca-se a criação do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras, com base no Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – SBAC. Esse sistema é coordenado pelo Ministério da Agricultura com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 
Sete unidades já certificadas 
A Cooperativa Agroindustrial Alfa iniciou em 2008 o processo de certificação das suas unidades armazenadoras. Até agora, dos 23 CNPJs do segmento armazenagem, sete já receberam a certificação do Ministério da Agricultura, que garante uma avaliação criteriosa, imparcial e competente por meio de auditorias nas atividades de manuseio, guarda e conservação durante a armazenagem de grãos. 
O gerente de cereais Luis dos Santos disse que é altamente perceptível a diferença entre os silos certificados e os não certificados. Segundo ele, aqueles que já concluíram o processo, possuem melhor aparência, organização e até melhores resultados econômicos, graças ao apoio da Direção e comprometimento dos colaboradores e gerências das unidades. “Além disso, a rotina nos silos passou a ser mais profissionalizada, com relatórios de todos os procedimentos e isso facilita o controle de qualidade”, avaliou Luis. 
O primeiro passo para a conquista do certificado é a pré-auditoria, ou um checklist, para a verificação dos requisitos obrigatórios ou recomendados para a certificação, tais como localização da unidade, infraestrutura, isolamento/acesso, ambiente de atendimento ao público, sistemas de pesagem e amostragem, determinação de qualidade do produto, sistemas de limpeza e de secagem, movimentação do produto, sistema de armazenagem e de segurança, e demais requisitos exigidos pela entidade certificadora – neste caso a IG Cert, acreditada pelo lnmetro. 
Benefícios da Certificação 
Segundo relatório do próprio MAPA, entre os objetivos da certificação das unidades armazenadoras está o fortalecimento da relação do setor armazenador com o setor produtivo e a sociedade, aumentando o profissionalismo do setor e, sobretudo, reduzindo as perdas que ocorrem durante o processo de armazenamento. Além disso, a certificação promove o reconhecimento nacional e internacional, de que este processo de armazenamento atende aos requisitos legais e de mercado estabelecidos. 
Com a certificação a Cooperalfa também diferencia o seu produto, agregando valor e competividade e se beneficia com a redução das perdas, melhoria da imagem, maior facilidade de acesso ao mercado externo, diminuição dos controles e avaliações por parte dos seus clientes e redução dos custos operacionais. Os programas de avaliação da conformidade são uma tendência mundial e um forte instrumento competitivo na prática do comércio exterior. 
Os certificados dos silos são importantes ferramentas de desenvolvimento e de proteção ao consumidor, afinal, os grãos são matéria-prima da ração, que vai para os animais, que vai para o consumidor de carnes. Na opinião do coordenador de vendas da Nutron em SC, empresa parceira da Cooperalfa em rações, Nilson Sabino da Silva, segurança alimentar tem a ver com garantias de que nenhuma pessoa ou animal sofra dano, lesão ou doença pela manipulação ou consumo de produtos. “Isso quer dizer: a não contaminação por agentes físicos, químicos ou microbiológicos”, defendeu. 

Fonte: Assessoria

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Bovinos / Grãos / Máquinas Apoio à agricultura e pecuária

Plano Safra 2019/2020 é lançado com R$ 225,59 bilhões

Ministra Tereza Cristina destacou que o plano atenderá pequenos, médios e grandes produtores

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Arquivo/OP Rural

O governo federal lançou nesta terça-feira (18), em cerimônia no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2019/2020, que irá atender pequenos, médios e grandes produtores, todos juntos em um único plano após 20 anos. O plano prevê R$ 225, 59 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. Do total, R$ 222,74 bilhões são para o crédito rural (custeio, comercialização, industrialização e investimentos), R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.

“Toda a agricultura, independentemente  de seu porte,  desempenha papel fundamental para garantir a nossa segurança alimentar e de nossos 160 parceiros comerciais. Então essa é a primeira vez, depois de muito tempo, que lançamos um único Plano Safra. Fato que merece ser realçado: temos enfim uma só agricultura alimentando com qualidade o Brasil e o mundo”, destacou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) no anúncio, acompanhado por diversos ministros, secretários do ministério, parlamentares e representantes dos setores agrícola e pecuário.

O presidente Jair Bolsonaro elogiou a construção conjunta da equipe de governo para o Plano Safra e destacou inovações como a disponibilização de recursos, R$ 500 milhões, para os pequenos produtores aplicarem na construção e reforma de suas casas. “Foi uma construção que passou por muita gente. Eu fico muito feliz de estar à frente de um governo onde todos se falam entre si. Aqui não há briga política, apenas para que cada um possa servir o Brasil”, disse Bolsonaro.

De acordo com o Ministério, foram liberadas mais verbas para subvenção do crédito dos pequenos produtores. E os médios produtores serão beneficiados com aumento de 32% nas verbas de custeio e investimento, a taxas compatíveis com o negócio. Também pela primeira vez, os pequenos agricultores vão poder usar recursos do Plano Safra para construir ou reformar suas casas. Outra novidade é que o agronegócio passa a ter mais opções de financiamentos em bancos.

Entenda alguns pontos do Plano Safra:

  • O Plano Safra 2019/2020 contará com R$ 225,59 bilhões para apoiar pequenos, médios e grandes produtores. A maior parte será destinada para crédito rural e com taxas de juros em níveis que permitem adequado apoio ao produtor rural;
  • O plano traz mais oportunidades para pequenos e médios produtores. Os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar terão R$ 31,22 bilhões à disposição. E as verbas para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural cresceram 32%, passando para R$ 26,49 bilhões;
  • Será destinado R$ 1 bilhão para subvencionar a contratação de apólices do seguro rural em todo o país. Esse é o maior montante que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) já recebeu;
  • Os recursos da LCA para o crédito rural foram ampliados para R$ 55 bilhões. Haverá ainda permissão para que a CPR seja emitida com correção pela variação cambial;
  • O Plano Safra 2019/2020 prevê R$ 53,41 bilhões para investimentos. Para os programas, a taxa de juros varia de 3% ao ano a 10,5% ao ano. Uma das novidades é a mudança no limite de crédito do Moderinfra;
  • O produtor rural poderá acessar dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) por meio de aplicativo para tablets e smartphones: o Zarc Plantio Certo. Assim, com uma consulta mais fácil e rápida, poderá saber qual a melhor época do ano para o plantio.

Fonte: O Presente Rural com informações do Mapa
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Bovinos / Grãos / Máquinas Genética

Seleção de touro reprodutor influencia no melhoramento genético do rebanho

Avaliação de um bom reprodutor deve ser fenotípica e reprodutiva

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Ricardo Paino Beltrame

A escolha de um bom reprodutor começa cedo. De acordo com a pesquisadora Cintia Marcondes, da Embrapa Pecuária Sudeste, já no lote da desmama o pecuarista precisa ficar atento ao bezerro macho que se mostrar superior em peso, conformação e perímetro escrotal.

Um reprodutor influencia no melhoramento genético e nos índices reprodutivos do rebanho. Segundo o pesquisador Alexandre Rossetto Garcia, apesar da contribuição genética do touro e da vaca ser igual nos bezerros (50% de cada), o macho é responsável por mais de 90% do material genético do rebanho. Isso porque um touro é acasalado com várias fêmeas, deixando muitos filhos a cada ano.

A avaliação de um bom reprodutor deve ser fenotípica e reprodutiva. O primeiro passo é analisar as características zootécnicas. O animal que passar por esta fase, deve ser avaliado do ponto de vista reprodutivo.

Dentre os critérios fenotípicos, devem-se observar várias características. Aprumos, cascos e articulações sem defeitos, por exemplo. É fundamental que o prepúcio seja curto para diminuir a incidência de parasitas e lesões no campo. Atributos que indiquem tolerância ao calor, como pelagem curta e pele pigmentada, também precisam ser consideradas. “Dessa maneira, para um reprodutor que serve a campo, temos a garantia de que estará mais apto para aguentar as condições tropicais, já que o estabelecimento da Estação de Monta coincide com o período de temperaturas mais altas na região Centro-Sul”, esclarece Cintia.

Outro critério é ver se o animal se enquadra nos padrões raciais estabelecidos pelas associações nacionais das raças, o que pode ser feito por meio de vistoria dos técnicos ligados a cada Associação.

Para facilitar a escolha do pecuarista, várias características são avaliadas por programas de melhoramento e estão disponíveis para reprodutores ou sêmen. O uso dessas informações é recomendado. “A escolha vai depender de quais as DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) são as ideais para os objetivos de seleção da fazenda. Características de crescimento (DEP para peso ao desmame), de precocidade (DEP para perímetro escrotal) ou de carcaça (DEP para musculatura e conformação) são alguns exemplos”, explica Cintia.

A libido e a capacidade de serviço também são pontos para serem levados em consideração. Ou seja, o touro precisa ter a capacidade de identificar vacas em cio e realizar a monta.

Já, em relação às características reprodutivas, a fertilidade é essencial. Garcia destaca que na hora da escolha de um reprodutor é necessária a avaliação clínica andrológica. Nesse teste, o médico veterinário analisa, primeiramente, as características físicas externas. Caso haja alguma anomalia morfológica, o animal é desclassificado. Na sequência, é realizado o exame do sistema reprodutivo externo e interno. No externo, é observada a conformação dos órgãos reprodutivos. Também são realizadas medidas de escroto e testículos. Os órgãos sexuais internos são avaliados por palpação e ultrassonografia. Após é coletado sêmen para análise da quantidade e da qualidade seminal para conhecer a potencial fertilidade do touro. Com o atestado andrológico positivo, o touro está apto para a reprodução.

Para seleção do reprodutor é essencial que a decisão do pecuarista seja tomada com base em critérios focados para o alcance dos resultados esperados no sistema de produção. Hoje, o mercado disponibiliza touros avaliados com preços acessíveis ao pecuarista.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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Bovinos / Grãos / Máquinas Safrinha

Cresce produção de milho segunda safra no Paraná e Mato Grosso do Sul

Além de alcançarem, em sua maioria, uma produção satisfatória, também foi constatada alta qualidade dos grãos

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Divulgação/Copagril

A colheita de milho segunda safra, que está em andamento na região oeste paranaense e sul-mato-grossense, revelou aspectos satisfatórios para os produtores da área de ação da Copagril. Além de alcançarem, em sua maioria, uma produção satisfatória, também foi constatada alta qualidade dos grãos.

Dentre os fatores favoráveis à safra deste ano estão o plantio antecipado das lavouras, que garantiu maior luminosidade e melhor desenvolvimento da cultura; as condições de clima; bem como o investimento realizado pelos produtores.

O diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, observou que a maior parte do milho foi colhido inicialmente em condições favoráveis, como a umidade de solo reduzida, facilitando as operações de colheita. “É uma grande satisfação vermos, gradativamente, o resultado da colheita do milho segunda safra, diante da expectativa inicial. Estamos preparados para receber a produção”, afirmou.

Volume

No Paraná, a estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) é de que sejam colhidas 13 milhões de toneladas de milho na segunda safra, número 42% superior ao do ano passado, em uma área de 2,2 milhões de hectares, um avanço de 7% na comparação com a safra anterior.

No Mato Grosso do Sul a segunda safra é estimada em 9,552 milhões de toneladas. O montante é 6% maior que a previsão inicial de 9 milhões de toneladas, o que representa a melhor safra de milho da história do Estado. A área cultivada foi de 1,918 milhão de hectares. Os dados são resultado do levantamento do Siga-MS, o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio implantado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), e em parceria com a Aprosoja e Famasul. O aumento da produção é atribuído à ampliação da área plantada e na estimativa de produtividade do milho.

Intervalo

Devido à colheita antecipada em relação a outros anos, neste ano haverá um intervalo maior até o próximo plantio, sendo uma oportunidade para os produtores realizarem operações como coleta de solo para análise, assim como correção da fertilidade por meio da aplicação de calcário, gesso ou fertilizante. Também é oportuno observar como estão as curvas de nível ou se existe compactação de solo, havendo tempo hábil para corrigir.

Alguns produtores realizam a semeadura de aveia ou nabo forrageiro para cobertura e proteção do solo nesse período, porém nas lavouras que ficarão em pousio o produtor deve ficar atento com as plantas daninhas, realizando manejo para evitar que elas produzam sementes, representando desafio de controle para a próxima cultura/safra a ser implantada.

Fonte: Assessoria
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