Notícias
Cooperalfa cresce acima da expectativa em 2022
O resultado foi apresentado durante AGO. Na oportunidade, 457 associados acompanharam a prestação de contas.

A Cooperativa Agroindustrial Alfa registrou em 2022 receita global de R$ 8,84 bilhões. O valor representa um crescimento de 25,5% em relação ao ano anterior. Os números do exercício 2022 foram aprovados pelo quadro social no dia 17 de fevereiro, na AARA em Chapecó, durante a Assembleia Geral Ordinária.
Quatrocentos e cinquenta e sete associados acompanharam a prestação de contas. Além da apresentação do relatório e balanço de 2022, os participantes elegeram o novo conselho fiscal para o exercício 2023/2024, que ficou assim constituído: efetivos – Dirceu Fiorini, de Nova Erechim (regional de Coronel Freitas), Edenilson Luiz Nossal, de Marema (regional de Xaxim) e Zélio Pedrinho Saurin, de Planalto Alegre (regional de Águas de Chapecó). Conselheiros fiscais suplentes – Bernardino Hentz, de São Bernardino (regional de Campo Erê), e Josney Mazai, de Itaiópolis (regional de Canoinhas).
De acordo com o presidente da Cooperalfa, Romeo Bet, apesar dos desafios, como estiagem, alto custo dos insumos e a Guerra da Rússia e Ucrânia, o ano de 2022 foi de muitas oportunidades. “Ficamos satisfeitos com o acréscimo de 25,5% nas receitas, 10,5% além do que planejamos. Este crescimento é fruto da confiança do associado e dedicação das equipes em buscar mais negócios no valorizado mercado agropecuário. Agradecemos imensamente a todas as pessoas que contribuíram para que pudéssemos manter nossa essência, nossos valores e a solidez da Cooperalfa”.
Principais números
A Alfa fechou 2022 com 22.006 associados e 3.962 colaboradores. Durante o ano, foram recebidas 28,2 milhões de sacas de grãos (milho, soja, trigo e feijão), 1,6 milhão de suínos, mais de 113 milhões de aves e 163 milhões de litros de leite, proteínas essas processadas pela Aurora Coop.
A indústria de derivados de soja da Alfa processou no ano passado, 368,3 mil toneladas; a Nutrisoja (desativada e By-pass), 109 mil toneladas. Já a indústria de rações Nutrialfa, 501 mil toneladas. Em fertilizantes, foram movimentadas 254,7 mil toneladas. A Rede Superalfa obteve receita bruta de R$ 622 milhões, e a venda de combustíveis e lubrificantes atingiu 23,7 milhões de litros.
De 1997 a 2022, a Cooperalfa distribuiu aos sócios, em Cota-Capital, R$ 188,9 milhões, sendo que o saldo total a ser distribuído no futuro é de R$ 399,39 milhões.
O gerente de controladoria e TI, Gilberto Fontana, destaca que as informações apresentadas durante a Assembleia Geral Ordinária demonstram que a cooperativa manteve sua estratégia de crescimento, prezando pela proximidade com a base produtiva e investindo em melhorias nas estruturas que atendam aos associados. “A cooperativa continua sendo bem administrada, procura crescer, cuidar dos gastos, treinar os colaboradores, não se distanciar do associado e está muito atenda ao equilíbrio econômico financeiro”, enfatiza Gilberto.
O maior projeto em 55 anos
O ano de 2022 ficou marcado pela inauguração do Complexo Industrial Tomazelli, o maior projeto dos primeiros 55 anos de história da Cooperalfa. A indústria opera hoje com 100% de sua capacidade de esmagamento de soja, com 2 mil toneladas de soja/dia. O investimento no projeto ultrapassou os R$ 300 milhões. Outro grande projeto da Cooperalfa, já em fase final, é a construção de uma Unidade de Produção de Leitões em Sidrolândia/MS. “A obra da UPL segue no ritmo programado. A expectativa é de iniciarmos ainda em 2024 a oferta de matéria-prima ao Frigorífico Aurora Coop de São Gabriel do Oeste, que passará de 3 mil para 5 mil suínos abatidos/dia”, afirma Romeo Bet.
Os 55 anos da Cooperalfa também ficaram marcados com a construção da 3ª maior loja da história, inaugurada em São Lourenço do Oeste, no dia 28 de outubro. Na obra, o investimento passou dos R$ 30 milhões. Ainda, em 2022, a cooperativa investiu na construção de silos e armazéns de insumos, reforma e ampliação de lojas agropecuárias, entre outras melhorias, atendendo a demanda dos associados nas filiais.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



