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Cooperalfa celebra 56 anos de história

A diversificação das atividades é um dos pontos essenciais dessa trajetória, sendo que, ao todo, são mais de 20 ramos na cooperativa.

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Relação próxima da cooperativa com os associados, impulsiona os negócios e o desenvolvimento - Foto: Divulgação/Cooperalfa 

Cooperar. Uma expressão que reforça o compromisso da aliança com outras pessoas, mantendo o olhar na mesma direção. Estar junto e contribuir com trabalho, esforços e auxílio. Esta é a essência do trabalho desenvolvido pela Cooperalfa há 56 anos. “Muitos fatores contribuíram para que a Cooperalfa chegasse até aqui. No início, o foco era a comercialização da produção e depois surgiu a questão industrial, que se fez necessária para agregar valor à produção. Hoje podemos nos orgulhar pela forma que a cooperativa foi conduzida e o conceito que possui na sociedade de modo geral. Isso se deve a todos os colaboradores e associados que acreditaram na cooperativa”, afirma o presidente da Alfa, Romeo Bet.

A diversificação das atividades é um dos pontos essenciais dessa trajetória, sendo que, ao todo, são mais de 20 ramos de atuação na cooperativa. “Isso faz com que a Alfa mantenha a solidez, estruturas diferenciadas e se torne uma referência”, acrescenta.

O cuidado das pessoas é outro aspecto de destaque na Cooperalfa. “Prezamos muito pelos proprietários, os membros do quadro social. Diante disso, podemos salientar que o ano todo mantemos uma boa relação com os associados. Isso envolve desde a parte técnica, atendimento, prestação de serviços, recolhimento de produção, venda de insumos e muito mais. Esse vínculo ajuda no desenvolvimento da região e na melhoria da qualidade de vida, tanto das populações do campo, como da cidade”, ressalta o 1º vice-presidente, Cladis Jorge Furlanetto.

Na mesma linha, o 2º vice-presidente, Edilamar Wons, assinala que muitos foram os desafios enfrentados ao longo do tempo. “Ao passo que a cooperativa evoluia, precisou se estruturar, principalmente no que se refere à armazenagem de produtos e abertura de novas lojas. Em contrapartida, a confiança também foi ampliada com o passar do tempo. Essa construção de 56 anos passa por várias mãos e do mesmo modo que a cooperativa cresceu, percebemos o avanço dos associados lá no campo, o que representa o desenvolvimento para toda a família Alfa”, destaca.

Aos pioneiros e a todos que, marcam essa trajetória, a mensagem é de agradecimento. “Nosso muito obrigado e os parabéns a cada um que faz parte da cooperativa, pois todos tem o seu mérito e marcam a história de desenvolvimento”, exalta.

Segurança nos negócios 

Há cerca de 10 quilômetros do centro de Chapecó(SC), na Linha São Roque, reside a família de Edilson Bizon, associado há 15 anos. Contudo, a conexão com a cooperativa vem de família, sendo que seu pai faz parte da Alfa há mais de quatro décadas. “Ser associado da Cooperalfa é ter segurança em nossos negócios. Lembro que na época nosso objetivo foi buscar uma forma de adquirir insumos de boa qualidade, ter o acompanhamento técnico e suporte, especialmente na hora de plantar e, posteriormente ter a tranquilidade de entregar o produto colhido com a certeza de que iremos receber. Essa confiança e a qualidade no atendimento são os fatores que mais chamam a atenção. Para quem ainda não é sócio, eu indico que venha fazer parte dessa cooperativa”, afirma Edilson.

Mais sobre a história da Alfa 

No dia 29 de outubro de 1967, durante Assembleia da Cooperativa Tritícola do Oeste Ltda, dezenas de cooperativistas chapecoenses concordaram em reestruturá-la e transformá-la em Cooperativa Mista Agropastoril de Chapecó Ltda, a Cooperchapecó.

No início de 68, a Cooperchapecó alugou uma sala comercial no centro da cidade de Chapecó-SC, para melhor atender seus associados. Em outubro de 1970 é inaugurada a sede própria na Avenida Fernando Machado, junto com os primeiros armazéns, onde até hoje está localizada a matriz da Cooperalfa.

Com o objetivo de fortalecer o cooperativismo, em 74, em Cordilheira Alta, associados da Cooperchapecó e da vizinha Cooperxaxiense, autorizam a união das cooperativas. A partir de janeiro de 1975, a razão social passa a ser Cooperativa Regional Alfa Ltda, hoje Cooperativa Agroindustrial Alfa, a nossa Cooperalfa.

Com visão expansionista e pensando em sustentabilidade a longo prazo, no ano de 2000, a cooperativa expande sua atuação no Oeste, extremo Oeste e Paraná; em 2003 para o Planalto Norte, em 2005 para o Sul de Santa Catarina, em 2014 para o Mato Grosso do Sul e em 2017, a Cooperalfa passa a atuar no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Cooperalfa 

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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