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Cooperalfa amplia sobras em 2023
Cooperativa passou de R$ 291,1 milhões em 2022, para R$ 326,4 milhões no último ano.

A Cooperativa Agroindustrial Alfa com sede em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, registrou receita de R$ 8,72 bilhões em 2023. O valor representa queda de 1,45% em relação ao ano anterior. Em compensação, a sobra de balanço atingiu quase 4% da receita líquida, passando de R$ 291,1 milhões em 2022, para R$ 326,4 milhões em 2023. “Apesar da insegurança no início do exercício, relacionada a política e ao clima, a Cooperalfa chegou ao fim de 2023 com resultados positivos. Não atingimos o faturamento planejado, mas os resultados foram acima da expectativa”, avaliou o presidente da cooperativa, Romeo Bet.
Em 2023, os industrializados representaram 34,5% do total das receitas, seguido da atividade pecuária (16,3%), produção agrícola (14,4%), insumo agrícola (14,6%), consumo (8,1%), sementes (4,5%), insumo pecuário (2,3%), combustíveis e lubrificantes (1,9%), máquinas e equipamentos agrícolas (1,0%) e demais receitas (2,4%).
Os números do exercício foram aprovados pelo quadro social no dia 16 de fevereiro, durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na sede da AARA, em Chapecó. Quatrocentos e noventa e três associados de toda a área de ação da cooperativa, participaram da assembleia.

Além da apresentação do relatório e balanço de 2023, os cooperados elegeram o novo Conselho Fiscal para o exercício 2024/2025, composto por: Zélio Pedrinho Saurin, de Planalto Alegre (regional de Águas de Chapecó), Bernardino Hentz, de São Bernardino (regional de Campo Erê), Giovani Munaro, de Nova Itaberaba (regional de Chapecó), Danilo Antônio Risso, de Irati (regional de Quilombo), Christian Breier, de Mafra (regional de Canoinhas) e Sabrina Niveana Krebs Moscon, de Xanxerê (regional de Xaxim). Na ocasião, os associados também optaram por capitalizar as sobras.
Cooperalfa em números
A Cooperalfa está presente em 94 municípios, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e fechou 2023 com 22.543 associados e 4.123 colaboradores.
Durante o ano, foram recebidos 1,6 milhão de suínos, 120 milhões de aves e 190 milhões de litros de leite, proteínas processadas pela Aurora Coop. No segmento grãos, a Cooperalfa recebeu 33,04 milhões de sacas de milho, soja, trigo e feijão.
Com o volume recorde de produção em 2023, a indústria de esmagamento de soja processou 603 mil toneladas e a indústria desativadora de soja 99 mil toneladas. Já as indústrias de rações Nutrialfa produziram 530 mil toneladas. A Rede Superalfa obteve receita bruta de R$ 708 milhões, e a venda de combustíveis e lubrificantes atingiu 28 milhões de litros.
De 1997 a 2023, a Cooperalfa distribuiu aos sócios, em Cota-Capital, R$ 230,5 milhões, sendo que o saldo total a ser distribuído no futuro é de R$ 454,98 milhões. Somente em 2023, o valor entregue em Cota-Capital atingiu R$ 41,59 milhões.
Metas para 2024
O gerente de controladoria e tecnologia da informação, Gilberto Fontana, destaca que o exercício 2023 foi estratégico. “A cooperativa segurou os investimentos e criou musculatura patrimonial para, à frente, fazer investimentos, ampliar negócios e melhorar processos”.
Para este ano, a cooperativa planeja atingir R$ 10 bilhões de faturamento e 4% de sobras. O presidente destaca que a Cooperalfa inicia 2024 fortalecida. “Temos muitos projetos já em andamento e algumas obras já iniciadas, certamente será um ano arrojado, de melhorias, investimentos e aumento de negócios”, projeta Romeo Bet.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





