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Cooperalfa amplia atuação no Noroeste Gaúcho

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Foto: Divulgação

A Cooperativa Agroindustrial Alfa assumiu oficialmente, no dia 03 de janeiro de 2022, as estruturas mercantis e de armazenagem da Barbiero Agronegócios, com sede administrativa em Nonoai/RS. Na entrevista conduzida pelo assessor de imprensa, Julmir Cecon, o supervisor de filiais na regional do Noroeste do Rio Grande do Sul, Alduir Sagioratto, fala sobre os primeiros meses de atuação da cooperativa na região.

 

Julmir: no mês de novembro/21, a Cooperalfa adquiriu as estruturas da Barbiero Agronegócio. Fale um pouco dessa transação.

Alduir: a Cooperalfa, através do presidente, Romeo Bet, e o gestor da Barbiero Agronegócio, Vicente Roberto Barbiero, selaram, em meados de novembro de 2021, a negociação das estruturas pertencentes a Barbiero Agronegócio. A cooperativa adquiriu unidades em Nonoai, Rio dos Índios, Trindade do Sul, Três Palmeiras e Sarandi. Ainda, alocou unidades em Gramado dos Loureiros e Constantina.

 

Julmir: essas unidades são armazéns, silos e agropecuárias?

Alduir: são lojas agropecuárias e, em todos os locais, temos pontos de recebimento de grãos, ou seja, estamos atuando com unidades agropecuárias, recebimento de grãos e venda de insumos em geral. As unidades já estão funcionando, com equipes formadas e trabalhando nesses sete municípios.

 

Julmir: a Barbiero tinha um conceito comercial de que operava com extrema honestidade. Isso ajudou no negócio? Fale um pouco dos valores que a Barbiero praticava.

Alduir: o que nós conhecemos da Barbiero é de que a empresa atuava de forma honesta, competente e que estava crescendo na região, ganhando espaço pela transparência e gestão. A Alfa comunga desses valores e está dando continuidade a isso. Além da seriedade, atendimento e geração de oportunidades, a Alfa vai trabalhar projetos sociais com o agricultor da região, formando sua cota-capital, pregando mais assistência técnica e garantia nos produtos. Encerra-se o ciclo da Barbiero e começa o ciclo da família Cooperalfa na região de Nonoai, Gramado dos Loureiros, Rio dos Índios, Trindade do Sul, Três Palmeiras, Sarandi e Constantina, implantando aos poucos a forma de trabalho da Cooperalfa.

 

Julmir: a Barbiero Agronegócios tinha em torno de 100 funcionários, o que aconteceu com essas pessoas?

Alduir: fizemos um processo de inclusão desses colaboradores, de forma muito transparente, conversando com cada funcionário, entendendo a sua função e perfil. Cerca de 80% dos colaboradores que atuavam na Barbiero, continuam na Cooperalfa. Ajustamos todos os que tiveram interesse em continuar o trabalho com a cooperativa. São pessoas que já conhecem a região e vão contribuir muito.

 

Julmir: pelo mapa do Rio Grande do Sul, o Alto Uruguai Gaúcho, está inserido da região Noroeste. Portanto, toda a região de atuação da Cooperalfa no Estado, passa a se chamar Noroeste Gaúcho. Com a aquisição da Barbiero, a Alfa atingiu a centésima loja agropecuária. É um marco histórico?

Alduir: o Noroeste Gaúcho passa a ser uma grande região da Cooperalfa, ampla em negócios. Contando com o Posto de Resfriamento de Leite, transbordo, silo e agropecuárias, temos 33 unidades com CNPJs nessa região. É a maior regional da Cooperalfa em tamanho e em número de unidades; um grande polo produtivo para a cooperativa. Nesse momento, a nossa preocupação é fazer com que as unidades se estruturem e sejam viáveis. Com a aquisição da Barbiero Agronegócios, chegamos as 100 unidades agropecuárias, um grande marco. A cooperativa está numa evolução muito grande, sólida e com pés no chão.

 

Julmir: a Cooperalfa tem uma fama de bom atendimento, investe em treinamentos e preparo do profissional. Você considera isso um diferencial da cooperativa? É uma moeda forte que temos?

Alduir: com certeza, a Alfa tem como uma das referências do sistema, além de gestão, relacionamento com pessoas. Então, o cliente, associado, vai encontrar nas nossas unidades pessoas simples, competentes, preparadas e com a maior vontade do mundo de atender da melhor maneira possível.

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Cooperalfa

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Importação de fertilizantes chega a 3,16 milhões de toneladas

Dados da ANDA mostram alta nas compras externas e avanço nas entregas ao mercado brasileiro no início de 2026.

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Foto: Claudio Neves

O Brasil importou 3,16 milhões de toneladas de fertilizantes em janeiro, com aumento de 5,4% sobre o mesmo mês de 2025, segundo dados informados nesta segunda-feira (06) pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No mesmo mês do ano passado, as compras do produto no exterior somaram três milhões de toneladas.

Os dados ainda não refletem a guerra de Estados Unidos e Israel com o Irã, que começou no final de fevereiro e vem impactando o mercado mundial de fertilizantes. Os países do Oriente Médio estão entre os grandes fornecedores globais de adubos e seus insumos.

De acordo com a ANDA, no total, as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,87 milhões de toneladas em janeiro de 2026, uma alta de 5,3% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 3,67 milhões de toneladas no Brasil. O maior mercado do produto no Brasil é o estado do Mato Grosso, recebendo 29,7% das entregas totais, com 1,14 milhão de toneladas.

Os fertilizantes importados chegam no Brasil em sua maioria pelo Porto de Paranaguá, que fica no estado do Paraná. Por esse porto ingressaram 786 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, ou 24,8% do total. O Brasil importa quase que a totalidade do fertilizante que utiliza em sua agricultura.

Fonte: Assessoria ANDA
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Tecnologia impulsiona produtividade e redefine a pecuária de corte no Brasil

Avanços em genética, manejo e confinamento elevam produção, reduzem uso de área e ampliam eficiência do setor.

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Fotos: Shutterstock

O avanço do uso de tecnologia no campo nos últimos anos vem contribuindo para a elevação da produtividade e, consequentemente, para o aumento da produção de alimentos, trazendo consequências positivas e importantes para a economia brasileira como um todo, sobretudo no ajuste da precificação de alimentos e na dinâmica de poupança da terra.

Com uma maior disputa por áreas – seja pelo crescimento populacional, seja pela concorrência entre produção –, a necessidade de incremento de ferramentas para ganhos de produtividade se tornou fundamental para as principais atividades agropecuárias.

E a pecuária de corte brasileira não está ausente nesse processo. O setor apresentou forte evolução nas últimas duas décadas, registrando recordes nos níveis de produtividade, nos números de produção (abate de animais e carne produzida) e de exportação, evidenciando sua importância para a economia brasileira.

Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea – Foto: Divulgação/Cepea

E, dentro das atividades pecuárias, uma em especifico vem chamando a atenção nos últimos anos, sendo o ponto focal das discussões de mercado: a produção de bezerros.

Desde o final dos anos 2000, com as transformações que a cadeia pecuária vinha passando – abertura de capital das empresas, busca por eficiência industrial, crescimento da renda da população, demanda por mais qualidade de carne, necessidade de a fazenda alavancar sua produção –, os investimentos na produção de cria começaram a ganhar força. Pelo lado do consumidor, o crescente e capitalizado mercado doméstico naquele período influenciou o crescimento de projetos de carne de qualidade (por meio de boutiques, marcas, etc.), começando um processo de busca e pagamento por qualidade dos animais.

No campo, o primeiro grande movimento foi a busca pelo cruzamento industrial, que ajudou a alavancar as vendas de sêmen no mercado brasileiro, principalmente de genética taurina para uso em vacas nelore. Números da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial) mostram que, de 2006 a 2025, as vendas de doses de sêmen quase quadruplicaram (avanço de 275%), saltando de 6,7 milhões em 2008 para mais de 25 milhões de 2025. Dados do Cepea mostram que, em 2014, foram inseminadas 5,93 milhões de matrizes de corte, enquanto que, em 2025, o total atingiu 15,77 milhões de matrizes, crescimento de 166% ou quase 10 milhões de matrizes a mais.

E a falta de animais padronizados fez com que o movimento de investimento em cria e em gados com maior genética ganhasse força e estimulasse esse segmento a construir projetos com o intuito de ofertar um volume maior de animais de qualidade.

O que se viu foi uma grande transformação, com a produtividade saltando fortemente nas fazendas brasileiras. No início dos anos 2000, 100 vacas produziam cerca de 40 bezerros a um peso médio de 170 quilogramas e em 250 hectares. Nos dias atuais, 100 vacas estão produzindo, em apenas 150 hectares, cerca de 70 bezerros a um peso médio de 210 quilogramas. Ou seja, mais bezerros, mais pesados e em menos área.

A própria terminação dos animais dos bovinos passa por mudança estrutural, com muita intensificação da engorda, com o crescimento de animais em confinamento. Em 2018, cerca de 3,83 milhões de cabeças foram confinadas no Brasil, o que representou 12% do total abatido, enquanto que, em 2025, esse montante chegou a 9,25 milhões de cabeças, totalizando 21,7% do abate total.

O peso dos animais na engorda também evoluiu. Em 2006, a produtividade média do rebanho brasileiro (boi, vaca, novilho e novilha) foi de 226,73 quilos por animal, enquanto que, em 2025, chegou a 258,52 quilos – ressalta-se que o ano passado registrou recordes de produção e do número de animais abatidos. A produtividade média cresceu 14%, e a categoria que mais se destacou foi de novilha, com um incremento de 18,8% em produtividade, chegando a 211 quilos por animal em 2025. A média de produtividade de um boi gordo chegou a 299 kg/animal no ano passado, com alta de quase 40 quilogramas em duas décadas.

Esse incremento ano após ano na produtividade e na produção, que foi sempre observada em atividades como soja e milho, vem contribuindo para os ganhos econômicos da pecuária como um todo e fazendo com que haja uma poupança da terra, ou seja, com mais produtividade, os custos são reduzidos e a escala, ampliada.

E, mais ainda, os ganhos em termos de avanço de preço vem ficando bem acima do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), seja pela ótica do preço do bezerro, seja pelo do boi gordo, contribuindo para elevados ganhos reais da atividade, como mostra a Figura 1.

Figura 1: Evolução mensal dos preços agropecuários e do acumulado IGP-M (base 100 = janeiro de 2004) – Fontes: Cepea, FGV. Elaboração do Autor.

Fonte: Artigo escrito por Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea
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Sindiveg anuncia nova diretoria para o período 2026-2029

Nova gestão assume com foco em fortalecer a representatividade do setor e promover o uso responsável de defensivos.

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Antonio Mauricio Haddad Marques é o novo presidente do Conselho de Administração do Sindiveg

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anuncia a composição de sua nova diretoria para o período de 2026 a 2029. A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer a representatividade institucional do setor, com base em dados estatísticos e respaldo científico, além de incentivar a adoção de boas práticas para o uso seguro e responsável de defensivos agrícolas.

O Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa, tendo como vice-presidente Júlio Borges Garcia, da Ihara. Integram ainda Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química como 4ª conselheira. Como suplentes, participam Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo.

Além do Conselho, eles compõem a Diretoria Executiva da entidade junto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agricolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

O Conselho Fiscal é formado por Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, com suplência de Sergio Watanabe, da Ihara e Carlos Henrique Zago, da Adama.

Como delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Sindiveg conta com João Sereno Lammel, da Ihara, como titular, e Imero Padula, da Oxiquimica, como suplente.

Fonte: Assessoria Sindiveg
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