Notícias Durante AGO 2025
Cooperados aprovam balanço e Copagril anuncia expansão no Mato Grosso do Sul
Cooperativa fortalece sua atuação com crescimento no quadro social e investimentos em inovação, incluindo a aquisição de participação na NetWord Agro para avançar no mercado de crédito de carbono.

A Cooperativa Agroindustrial Copagril realizou, na última sexta-feira (31), a Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária 2025. A convocação teve grande adesão por parte dos produtores cooperados, que lotaram as dependências do Salão Social da Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná.
O diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, apresentou o balanço do exercício, detalhando as ações realizadas pela cooperativa no ano de 2024. O balanço apresentado foi aprovado pelos associados por aclamação.
Em 2024, a Copagril reformulou seu modelo de governança, diversificou seus negócios, especialmente por meio da atuação no mercado de pellets de madeira e crédito de carbono, ampliando as oportunidades de capitalização das propriedades dos seus cooperados.
No mesmo ano foi registrado um aumento significativo no quadro social da Copagril, que levou ao alcance da marca de 7.500 associados, um incremento de 16,6%, um marco que reforça a direção correta dos esforços empreendidos no último ano.
Durante o exercício de 2024, a Copagril registrou um faturamento bruto de R$ 2,5 bilhões, bem como a distribuição de sobras no montante de R$ 11,2 milhões em sobras da Copagril e das intercooperações, resultado de uma gestão eficiente e do fortalecimento das atividades dos cooperados. “Encerramos o exercício com a certeza de que estamos no caminho certo. As mudanças implementadas e os resultados alcançados fortalecem nossa visão de futuro, com foco em sustentabilidade, inovação e rentabilidade para todos os associados”, pontuou a Diretoria Executiva da Copagril.
Aquisição
Durante o evento, a Copagril também realizou a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), ocasião em que os associados presentes autorizaram a Diretoria a negociar a aquisição de uma empresa não cooperativa. Na oportunidade, os diretores comunicaram a intenção de adquirir 45% das quotas societárias da NetWord Agro.
Trata-se de uma empresa estabelecida em Palotina (PR) que desenvolve tecnologias preditivas para o monitoramento digital de solos e lavouras. Sua atuação inclui a geração do balanço de carbono das propriedades por meio de sensores, o monitoramento agrícola com sensores e drones para a criação de mapas de manejo integrado e o desenvolvimento de sensores para acompanhar a ambiência e os sintomas dos animais em confinamento.
O objetivo é viabilizar práticas sustentáveis, aprimorar a precisão no manejo agrícola e potencializar a rentabilidade dos produtores.
Com a parceria entre a Copagril e a NetWord Agro, a cooperativa se tornará a primeira do Brasil preparada para operar no futuro mercado regulado de mensuração e comercialização de crédito de carbono. Essa iniciativa proporcionará aos associados acesso a um mercado inovador, que alia rentabilidade financeira e sustentabilidade econômica e ambiental às propriedades.
Expansão no Mato Grosso do Sul
No mesmo evento, a Diretoria Executiva anunciou o projeto de expansão no Mato Grosso do Sul com a abertura de cinco novas filiais Copagril nas cidades de Dourados, Jardim, Maracaju, Rio Brilhante e Sidrolândia.
A novidade fortalecerá a presença da Cooperativa na região que atualmente já conta com cinco filiais, nos municípios de Eldorado, Itaquiraí, Mundo Novo, Naviraí e Ivinhema.

Conselho Fiscal para a Gestão 2025 – Fotos: Divulgação/Copagril
Essa iniciativa visa ampliar o suporte aos produtores locais, oferecendo mais acesso a insumos, assistência técnica e oportunidades de comercialização, impulsionando o desenvolvimento agroindustrial e econômico do Estado.
Conselho Fiscal Gestão de 2025
Na ocasião foi eleito o Conselho Fiscal para a Gestão 2025, com a seguinte composição:
Efetivos: José Rosenberger, André Luis Fiedler e Renato Borelli
Suplentes: Nilton Fischer, Hari Normélio Krepsky e Ivo Alberto Bartzen
ACFC elege nova diretoria para 2025
També, foi eleita a nova diretoria da Associação dos Comitês Femininos da Copagril (ACFC) para a gestão de 2025, durante Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na última segunda-feira (27) . Leoni Ratke Lengert, do Comitê Raio de Luz, foi reeleita presidente da entidade. Durante a AGO, foram discutidos assuntos gerais relacionados aos Comitês Femininos da Copagril (CFC’s), apresentados o balanço geral de 2024 e eleitos os membros do Conselho Fiscal para o ano atual, além de outras deliberações importantes.
A nova diretoria da ACFC para 2025 será composta por Leoni Ratke Lengert (presidente – Comitê Raio de Luz), Claudete Maria Sônego (vice-presidente – Comitê Raio de Luz), Claci Leopold Lange (tesoureira – Comitê Flor do Campo), Marilene Werlang (vice-tesoureira – Comitê Sol Nascente), Elane Inês Lopes (secretária – Comitê Alegres e Unidas) e Ilse Wickert (vice-secretária – Comitê 28 de Março).
E o Conselho Fiscal será formado por Marli Kovald (efetiva – Comitê Renascer), Zelmira Matter (efetiva – Comitê As Palmeirinhas) e Clair Selzler (efetiva – Comitê Mulheres do Campo), tendo Ledi Gross (suplente – Comitê 28 de Março).

Notícias
NOAA vê risco de super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras
Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

A possibilidade de um novo e intenso episódio de El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade, no chamado “super El Niño”, até 2027.

Foto: Divulgação
Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.
Mudanças no clima afetam produção agrícola
Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.
Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando
no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.
Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.
Mercado acompanha riscos para as commodities
Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação
Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.
A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.
Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.
Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil
Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

Foto: Shutterstock
A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.
As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.
Acesso a recursos
A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.
Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.
Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

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Reconhecimento cultural
A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.
O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.
Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.
Importância econômica
O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

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No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.
Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.
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Chuvas reduzem áreas de seca e favorecem milho e trigo no Paraná
Monitor de Secas mostra recuo da estiagem em regiões produtoras do Estado. Com maior umidade do solo, milho alcança área recorde de 2,9 milhões de hectares e trigo já foi semeado em 67% da área prevista.

As chuvas registradas nos últimos meses no Paraná reduziram as áreas afetadas pela seca e melhoraram as condições para importantes culturas agrícolas do Estado. O cenário mais favorável já se reflete no campo: o milho de segunda safra ocupa área recorde de 2,9 milhões de hectares e o plantio do trigo alcançou 67% da área prevista, impulsionado pela maior disponibilidade de umidade no solo.

Foto: Divulgação/Pixabay
Os dados constam no Boletim Agroclimático do Simeagro e no Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com instituições estaduais, entre elas o Simepar.
Segundo o levantamento, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e a região Central do Paraná deixaram de registrar qualquer nível de seca relativa. Também houve redução das áreas classificadas com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e em municípios do Sul próximos à divisa com Santa Catarina.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
Por outro lado, a estiagem ganhou intensidade em parte do Oeste e do Sudoeste, especialmente nas áreas de fronteira com Paraguai e Argentina. “A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, que participa da elaboração do Monitor de Secas.
Milho e trigo são beneficiados
A melhora das condições climáticas ocorre em um momento decisivo para duas das principais culturas do inverno paranaense.
De acordo com o Simeagro, o milho segunda safra se aproxima da colheita ocupando uma área estimada em 2,9

Foto: Aires Mariga
milhões de hectares, a maior já registrada para a cultura no Estado.
O trigo também apresenta bom ritmo de implantação. Favorecida pela umidade do solo, a semeadura já alcançou 67% da área prevista para a safra 2026.
Apesar do cenário mais favorável, os impactos da seca ainda exigem atenção em algumas regiões. Segundo o Monitor de Secas, os efeitos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, podendo influenciar a produtividade agrícola. Nas demais áreas afetadas, os impactos são considerados de curto prazo.
Maio teve chuva acima da média
Os dados meteorológicos reforçam a mudança de cenário observada no campo.
Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica em maio. Em 18 delas, o acumulado médio esperado para todo o mês foi atingido já nos primeiros dez dias.

Foto: Divulgação/Freepik
Com mais chuva, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica em todas as regiões do Paraná.
As menores temperaturas do ano até agora ocorreram entre os dias 11 e 13 de maio, período em que também houve registro de geadas em municípios da metade Sul do Estado e chuva congelada em General Carneiro.
A menor temperatura foi registrada em Guarapuava. No distrito de Entre Rios, os termômetros marcaram -2,4°C às 7 horas do dia 11. Em General Carneiro, a sensação térmica chegou a -7°C devido à intensidade dos ventos.
Situação no Brasil
O Monitor de Secas mostra que o Paraná segue em situação menos crítica do que a observada em anos anteriores e

Foto: Marco Favero
também em comparação com outros estados.
No mapa divulgado em junho, referente às condições de maio, não há registro de seca extrema ou excepcional em nenhuma unidade da federação.
A seca grave aparece apenas em uma pequena área do Estado de São Paulo. Já a seca moderada atinge, além do Oeste e Sudoeste paranaense, regiões de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Tocantins e diversos pontos do Nordeste.
A seca fraca está presente em praticamente todas as regiões brasileiras. Apenas Roraima, Amapá e Mato Grosso aparecem sem qualquer registro de seca relativa no levantamento mais recente.



