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Coopera Paraná mais que dobra número de projetos inscritos
Quarta edição do programa alcança 224 propostas de cooperativas e associações da agricultura familiar, crescimento de 124% em relação a 2023, com quase R$ 310 milhões em projetos e previsão de até R$ 100 milhões em investimentos do Estado.

O número de inscrições de cooperativas e associações da agricultura familiar para a mais recente edição do Programa Coopera Paraná mais do que dobrou em relação à edição anterior. De acordo com o levantamento dos inscritos no atual Edital de Chamamento Público Seab/Deagro nº 001/2025, foram 224 cadastros completos de Projetos de Negócios, o que representa 124% de aumento em relação a 2023, que teve 100 projetos inscritos.

Foto: Divulgação/Seab
O número da atual edição é recorde, que já entra para a história como a maior edição do Coopera Paraná. As propostas somam quase R$ 310 milhões.
O Coopera Paraná é o Programa de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar do Paraná, uma ação do Governo do Estado, por meio da Seab, com o objetivo de fortalecer as organizações, como cooperativas e associações, como instrumentos para melhorar a competitividade e a renda dos agricultores familiares. Esta é a quarta edição do programa, que foi criado em 2019.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destaca a importância do programa para aumento da competitividade dos produtos da agricultura familiar e geração de renda no campo. “Este é um programa que auxilia no fortalecimento das cooperativas e associações de agricultores familiares em todas as regiões do Paraná. Ele vai gerar mais renda, ampliar a capacidade produtiva, ajudar a acessar novos mercados e promover crescimento, cumprindo com o objetivo de melhorar a vida do produtor rural”, disse.
Investimento
Nesta edição, o programa conta investimento de até R$ 100 milhões em recursos do Governo do Estado, com um valor para cada Projeto

Foto: Divulgação/Seab
de Negócio de até R$ 2,2 milhões, limite substancialmente superior ao de editais anteriores. Do total previsto, R$ 90 milhões são destinados a investimentos e R$ 10 milhões a despesas de custeio.
Nesta semana, com o prazo de inscrições do Coopera Paraná encerrado, iniciou-se a fase de análises técnicas, seleção e classificação de projetos de negócios, que resultará em uma lista de projetos selecionados e classificados da maior para a menor pontuação.
Para aqueles interessados que não conseguiram concluir a inscrição neste edital, a coordenadora do Coopera Paraná, Julian Mattos, reforça que o programa vem se consolidando como uma política pública permanente no Estado, com lançamentos bienais de edital de chamamento público, portanto é possível já ir se preparando para cumprir os requisitos no próximo edital, que deve sair em 2027. “Para aqueles que tentaram, mas não conseguiram submeter um projeto, ou venham a ser desclassificados nesse edital, que se preparem e não desanimem. Busquem se estruturar enquanto cooperativa ou associação, profissionalizem a gestão para terem toda a documentação em dia e se planejem para ampliar as chances de aprovação no futuro”, ressaltou a Julian.
Ajustes de documentação
Segundo a coordenação do Coopera, todos os inscritos devem ficar muito atentos às suas caixas de e-mails durante a etapa de análise e seleção de projetos, pois ajustes de documentos podem ser solicitados nos próximos dias, via notificação formal, e o prazo para regularização da documentação é de 24 horas, de acordo com o item 15.4 do edital.

Foto: Divulgação/Seab
Os que ainda precisam entregar uma atualização do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) de Pessoas Físicas ou da Pessoa Jurídica, por conta da indisponibilidade temporária do sistema informada na semana passada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), devem enviar o extrato do CAF até o dia 07 de fevereiro via e-mail (cooperativismo@seab.pr.gov.br), inclusive a relação de beneficiários.
Programa Coopera Paraná
Criado em 2019, a iniciativa chega à quarta edição e está no eixo central da Política Agrícola de promover o desenvolvimento rural sustentável. Desde o lançamento, a Seab já repassou por meio do programa em torno de R$ 94 milhões para cooperativas e associações da agricultura familiar. No edital de 2019 o repasse foi de quase R$ 30 milhões, em 2021 foram R$ 42 milhões e em 2023 R$ 21,5 milhões. Ao todo, foram atendidas 116 cooperativas e 75 associações.
O programa tem parceiros importantes como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), bem como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Paraná) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).

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Agrishow 2026 vai destacar avanço da digitalização no campo
Feira reúne soluções em automação, sensores e análise de dados que ampliam o controle das operações e apoiam decisões técnicas e de gestão nas propriedades rurais.

Sistemas de automação, sensores e análise de dados passaram a integrar as operações agrícolas, ampliando o controle das atividades no campo e apoiando decisões técnicas e de gestão. Esse movimento se consolida na Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, que reúne soluções voltadas à digitalização da produção agrícola. A 31ª edição do evento ocorrerá de 27 de abril a 01º de maio, em Ribeirão Preto (SP).
Dados da Pesquisa SAE Brasil Caminhos da Tecnologia no Agronegócio indicam que o uso de ferramentas digitais já está presente em grande parte das propriedades rurais. Segundo o levantamento, 91% dos produtores utilizam GPS nas operações agrícolas, 85% adotam aplicativos de gestão financeira, 76% recorrem a imagens de satélite e aplicativos de gestão agronômica e 70% utilizam práticas de agricultura de precisão. “A tecnologia passou a ter um papel mais estruturado dentro da propriedade. Ela organiza a operação, gera informação e permite que o produtor dedique mais tempo à gestão e ao planejamento da fazenda”, afirma João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow.
Na prática, tratores, pulverizadores e colheitadeiras operam com sistemas que monitoram parâmetros como velocidade, taxa de aplicação, consumo de insumos e desempenho operacional. As informações são registradas automaticamente e transformadas em dados que ajudam a acompanhar a execução das atividades, identificar desvios e orientar ajustes ao longo da safra.
O uso de drones também integra esse conjunto de soluções. Segundo a Pesquisa SAE Brasil, essa tecnologia aparece em 61% das propriedades pesquisadas, com aplicações que vão do monitoramento das lavouras à pulverização localizada, além do apoio à identificação de pragas, falhas de plantio e estresse das culturas. “O fluxo de dados em tempo real garante o que há de mais precioso no campo: a previsibilidade. Ao digitalizar processos, o produtor mitiga riscos, otimiza recursos e eleva a régua da produtividade brasileira a patamares globais”, diz Marchesan.
Além das soluções aplicadas diretamente às máquinas, a Agrishow apresenta plataformas digitais que integram dados de campo, reunindo informações sobre produtividade, custos operacionais, manutenção de equipamentos e histórico das áreas cultivadas. Essa integração permite uma visão mais ampla da propriedade e reduz a dependência de controles manuais e registros dispersos. “A Agrishow é o epicentro dessa transformação. O que mostramos aqui é a transição definitiva da agricultura reativa para a agricultura de precisão, em que cada decisão é baseada em dados e cada hectare é potencializado pela inteligência”, afirma o presidente da feira.
Inscrições
Os ingressos para a Agrishow 2026 começaram a ser vendidos em 26 de janeiro, no site oficial do evento (colocar link agrishow.com.br). O primeiro lote tem valor de R$ 75,00 por dia, e conta com opção de meia-entrada a partir de R$ 37,50. No ato da compra, o visitante deverá escolher o dia da semana da visitação.
Também será possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento. Na bilheteria, durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, o valor da entrada será de R$ 150,00.
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Nucleovet e CRMV-SC alinham parcerias e projetos para o Oeste catarinense
Encontro destacou apoio mútuo em eventos, aproximação com novos profissionais e tratou da implantação de uma sede própria do Conselho na região Oeste de Santa Catarina.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Santa Catarina (CRMV-SC) realizou, na última terça-feira (03), uma visita institucional ao Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), em Chapecó. O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos.

O encontro teve como objetivo fortalecer a parceria institucional entre as duas entidades, que mantêm uma relação próxima e colaborativa há vários anos
Representando o Conselho estiveram o zootecnista e conselheiro efetivo Amir Dalbosco e o presidente do CRMV-SC, Moacir Tonet. Pelo Nucleovet, participaram da reunião a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o presidente do Conselho Deliberativo Tiago José Mores e a 1ª tesoureira Claudia Moita Zechlinski dos Santos. “Essa reunião foi uma visita institucional. O CRMV e o Nucleovet possuem uma grande parceria. O presidente do Conselho aproveitou para comunicar as boas-vindas à nova diretoria, me parabenizar pela gestão e, principalmente, para reforçar essa parceria que já existe”, destacou.
Durante o encontro, também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano. “Nós temos grande apoio do CRMV, que contribui com patrocínios para os nossos eventos, e o Nucleovet também apoia as ações e eventos promovidos pelo Conselho”, explicou a presidente.
Outro ponto abordado na reunião foi o convite oficial para que o Nucleovet participe das solenidades de entrega das carteiras profissionais aos novos médicos-veterinários e zootecnistas formados em Santa Catarina. “O presidente do Conselho enfatizou a importância da participação do Nucleovet nesses momentos. A ideia é que, sempre que possível, eu esteja presente nessas entregas para apresentar o que é o Nucleovet e aproximar os novos profissionais da entidade”, afirmou Aletéia.
Nova sede do CRMV-SC em Chapecó

Também foi reforçado o apoio mútuo entre as instituições em ações e eventos ao longo do ano
Durante a visita, os representantes do CRMV-SC também trataram de um tema estratégico para a atuação do Conselho no oeste catarinense: a aquisição de uma sede própria em Chapecó. Atualmente, o Conselho atua em espaços alugados, mas a intenção é investir em um prédio próprio que contemple salas administrativas e espaços para capacitação e treinamentos.
De acordo com Aletéia, o presidente do CRMV-SC solicitou apoio institucional do Nucleovet para esse novo projeto. “A entidade visitou algumas salas e compartilhou a intenção de adquirir um novo prédio para o Conselho. A ideia é estruturar um espaço próprio, com salas de treinamento, especialmente considerando o crescimento da equipe, que deve passar para oito funcionários com a realização de um novo concurso”, explicou.
A escolha de Chapecó como sede ampliada do CRMV-SC está diretamente ligada à concentração de profissionais na região. “Além da sede em Florianópolis, a maior estrutura do Conselho deverá ficar em Chapecó, já que o oeste concentra o maior número de médicos-veterinários e zootecnistas do estado. Isso reforça a importância da região e o papel das entidades locais”, completou a presidente do Nucleovet.
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Preço do suíno vivo recua quase 7% em janeiro com demanda interna e externa mais fraca
Dados do Cepea apontam desequilíbrio entre oferta e procura, mesmo com ritmo de abates semelhante ao de dezembro.

Depois de atravessarem o último trimestre do ano passado em estabilidade, os preços do suíno vivo apresentaram forte queda em janeiro, apontam dados do Cepea. A pressão sobre as cotações veio sobretudo do desaquecimento das demandas interna e externa. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse movimento de baixa já é tipicamente observado em janeiro, quando a demanda doméstica costuma diminuir, por conta dos maiores gastos no período.
Neste ano, verificou-se também retração da demanda externa, o que reforçou as quedas de preços. Segundo dados da Secex, a média de embarques na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, contra 5,4 mil toneladas em dezembro.
Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que os abates em janeiro estiveram em ritmo similar ao observado em dezembro, o que, somado à demanda retraída, acabou resultando em forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura em janeiro.
Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24/kg em janeiro, baixa de 6,9% frente à de dezembro. Trata-se da queda mais intensa no preço do suíno vivo desde janeiro/25 (em valores reais), quando o animal registrou forte desvalorização de 13,3% frente a dezembro/24.



