Notícias Espírito Santo
Coopeavi inicia fase de pré-inscrições ao Condomínio Leiteiro
Voltada para os mais de 18 mil cooperados, iniciativa também está aberta à participação de associados de outras atividades agropecuárias interessados em diversificar a renda.

A Coopeavi apresenta mais um projeto inédito no Espírito Santo para atender os pequenos produtores rurais. Após um ano de estruturação, a cooperativa iniciou a fase de pré-inscrições do Condomínio Leiteiro, localizado em Sooretama, no norte capixaba. As vendas de cotas estão previstas para o segundo semestre.
A oportunidade é voltada para os mais de 18 mil cooperados. O objetivo é viabilizar técnica e economicamente uma solução que proporcione rentabilidade ao produtor de leite, garantindo acesso a um empreendimento inovador, com produção de leite a pasto de alta qualidade e em larga escala por meio das mais modernas técnicas e meios de produção. Além disso, o Condomínio Leiteiro está aberto à participação de cooperados de outras atividades agropecuárias interessados em diversificar a renda.
Situado na localidade de Córrego do Chumbado, na zona rural de Sooretama, o Condomínio ocupa uma área de 54 hectares, com pastejo irrigado no sistema de pivô central na maior parte do terreno. No primeiro módulo, a previsão é de 350 vacas em lactação até o segundo semestre deste ano.
A estrutura conta ainda com moderna sala de ordenha, curral de manejo reprodutivo/sanitário, ambiente para bezerros, salas de tanques de leite, sala de máquinas e galpão para maquinário.
Segundo o gerente executivo de Produção da Coopeavi, Luis Carlos Brandt, o Condomínio Leiteiro foca nas melhores práticas de manejo para alcançar os máximos resultados técnicos e econômicos, fornecendo informações precisas e confiáveis aos cooperados cotistas, como já ocorre com o Condomínio Avícola.
Ao participarem do projeto, os produtores rurais farão investimentos compatíveis com sua capacidade e terão retornos equivalentes à participação. Os custos de operação (mão de obra, nutrição, sanidade animal, utilização da infraestrutura, entre outros) serão rateados entre os investidores de acordo com cota de participação de cada um no Condomínio.
Modernização e sustentabilidade da pecuária
Desde 2019, a Coopeavi ampliou sua participação na cadeia da pecuária leiteira, e nos últimos anos, detectou a necessidade de modernização do setor através da inserção de novas soluções que envolvam tecnologia, melhoria genética e qualidade do leite e, consequentemente, aumento da produtividade e rentabilidade para os cooperados produtores de leite.
Para Brandt, as vantagens de se ter um produto e processos de produção homogêneos geram ganhos econômicos para o produtor e para a indústria de leite, motivados pelo salto de escala e qualidade. “O Condomínio Leiteiro é um projeto muito similar ao Condomínio Avícola, ao proporcionar ganhos de produtividade e eficiência através do
aumento de escala. Ele propõe o aumento da produtividade a pasto, com eficiência em uma área intensificada, que conta com um pivô central e é gerido por meio de moderno software para melhor gestão técnica do recurso hídrico, de forma constante, além de toda a estrutura para contribuir com o bem-estar do rebanho, que se alimenta livremente no pasto, sendo complementada com uso de ração concentrada e suplementos minerais” afirma o gerente executivo de Produção.
Além disso, o diferencial do projeto da Coopeavi é a gestão de negócios calcada no tripé da sustentabilidade: social, ambiental e econômico, destaca o gerente de Bovinocultura e Assistência Técnica da cooperativa, Filipe Ton Fialho.
“Essa é a base do Condomínio Leiteiro. Socialmente falando, ocorre um êxodo muito grande na pecuária leiteira nacional. Pessoas indo para outras atividades que exigem mão de obra menos rotineira, por exemplo. Em termos econômicos, o Condomínio é uma forma de o produtor ter renda com leite sem necessariamente estar à frente da produção, ou então, ampliar sua produção atual através da participação no Condomínio. Por fim, o terceiro aspecto, o ambiental, tem grande impacto na agropecuária. O nosso modelo realiza a gestão eficiente do uso da água e dos resíduos da atividade através das melhores práticas. Até porque o consumidor a cada dia busca mais a transparência do uso dos recursos naturais”, analisa Fialho.
O projeto tem ainda outra vantagem para os cooperados cotistas. Além do leite produzido e da remuneração mensal proporcional às cotas, os animais que nascerem ou forem desligados do sistema, eventualmente vendidos para outros produtores, vão gerar receita para os participantes do modelo de negócio da Coopeavi.
Tecnologia acessível e animais com aptidão genética
Os bovinos selecionados para o Condomínio Leiteiro têm aptidão genética para garantir maior produtividade e serão monitorados por tecnologias que, muitas vezes, produtores de leite de menor escala não conseguem viabilizar. O rebanho é Girolando é monitorado digitalmente.
A tecnologia permite diversas aplicações focadas na saúde e bem-estar do rebanho. Graças a um chip instalado na orelha dos bovinos, é possível monitorá-los desde a entrada no ambiente de ordenha, identificando e separando automaticamente aqueles indivíduos que serão ordenhados ou, então, necessitam de algum cuidado especial, como um tratamento especifico.
Além disso, são gerados dados individualizados por animal, como por exemplo, quantidade de leite produzida por dia, entre outros. “São controles que dificilmente um produtor teria numa pequena propriedade com tamanha precisão e automação”, salienta Filipe Ton Fialho.
A instalação de novos módulos do Condomínio Leiteiro será feita conforme a demanda dos cooperados. “Qualquer cooperado vai poder investir, tanto diversificando a atividade como ampliando escala na própria atividade. Se ele já for produtor de leite, o modelo dispensa aquisição de terras, contratação de funcionários ou realização do manejo”, finaliza.

Notícias Oscar da água
Sanepar é finalista da categoria Campeões do ODS 6 no Global Water Awards
Indicação da Companhia se deve ao programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética, em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec. Vencedores serão revelados em 19 de maio, em Madri, durante um dos principais eventos do setor.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é uma das finalistas da categoria Campeões do ODS 6 do Global Water Awards, premiação promovida pela Global Water Intelligence (GWI) e pela Global Water Leaders Group (GWLG). Os vencedores serão escolhidos pelos assinantes da GWI e a revelação acontecerá em 19 de maio, em Madri, na Espanha, durante o Global Water Summit 2026, um dos principais eventos do setor.

Foto: Maurilio Cheli/Sanepar
A Sanepar foi indicada pelo programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética. Com alto retorno socioambiental, a iniciativa fortalece a universalização, a perenidade dos serviços de saneamento e a segurança operacional na geração de energia.
A categoria Campeões do ODS 6 reconhece iniciativas, empresas e governos que avançam na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU, que visa assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todas as pessoas até 2030.
Com investimentos superiores a R$ 184 milhões, e em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, foram construídos e aprimorados sistemas de coleta e tratamento de esgoto em seis municípios próximos ao Lago de Itaipu.
Os empreendimentos contaram com a expansão de 230 km de redes de esgoto e redução, por ano, de mais de 3.000 toneladas de DBO (parâmetro que indica poluição das águas) e mais de 300 toneladas de carga de nutrientes na bacia do Paraná 3, beneficiando cerca de 100 mil pessoas e gerando mais de 3.000 empregos diretos, indiretos e induzidos.
A proteção da qualidade da água do reservatório de Itaipu ainda salvaguarda diretamente a produção de 10% da energia total do Brasil e 88%

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
da energia total do Paraguai. Cada real investido na iniciativa gera um retorno estimado de mais de quatro reais em resultados socioambientais para a bacia, conforme estudo específico baseado em condições regionais.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley; o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior, e o especialista em Pesquisa e Inovação, Gustavo Possetti, representarão a Companhia na solenidade de revelação dos escolhidos. A Sanepar já foi premiada na mesma categoria em 2024.
Bley também participará do encontro dos 300 Water Leaders, iniciativa do GWLG focada em garantir o acesso a serviços de água para 300 milhões de pessoas até 2030, e ministrará a palestra “Saneamento 5.0: hype ou sobrevivência das concessionárias?”.
Inovar para universalizar

Foto: Divulgação/Itaipu Binacional
A Companhia busca as melhores práticas do mundo e tem atuado com instituições de referência para impulsionar o Sanepar 5.0, programa que reforça o compromisso com a inovação, a eficiência e a sustentabilidade para garantir e aprimorar o serviço de saneamento. “Esta indicação reconhece os resultados do esforço de toda a Companhia para internalizar o conceito de inovação digital e sustentável na nossa infraestrutura, operação e gestão. Focamos em acelerar a transformação digital e fortalecer a inteligência hídrica no Paraná para alcançarmos a universalização do saneamento nos municípios que atendemos”, destaca Bley.
Para Risden, a Sanepar é uma empresa inovadora e a busca por parcerias estratégicas e iniciativas no que diz respeito ao meio ambiente é uma ação disruptiva. “A parceria profícua com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, e a busca por alternativas adaptadas ao contexto regional como as soluções baseadas na natureza demonstram que a Sanepar está no caminho correto. Nunca esquecemos da inovação ou da inovabilidade, que une a sustentabilidade e a inovação”, afirma.
Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu, afirma que a parceria com a Sanepar reflete a filosofia de trabalho da binacional, de atuar em rede e por meio de parcerias para amplificar o resultado dos projetos. “A água é matéria-prima para a geração de energia e para os usos múltiplos do reservatório. Para assegurar esse recurso no longo prazo, é essencial que cuidemos dos usos da água e do solo no território e isso passa pelo saneamento”, afirma.
Gustavo Possetti ressalta que o projeto é uma referência na busca por universalização dos serviços de saneamento ambiental, com benefícios

Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional
socioambientais e para a saúde pública. Além dos ganhos operacionais tanto para a Sanepar quanto para a Itaipu Binacional. “Esse projeto é um exemplo e muito nos orgulha participar dele, não apenas pelos ganhos e pela geração de valor para a sociedade, mas principalmente ao sabermos que a comunhão de esforços faz com que, de fato, os resultados sejam apresentados respeitando as melhores práticas da ciência, da tecnologia e da engenharia”, acrescenta.
Finalistas ODS 6
Além da Sanepar, outras quatro empresas concorrem ao prêmio:
- Aguas Nuevas, do Chile: implementou um programa estratégico de redução de perdas de água.
- Bangalore Water Supply and Sewerage Board, da Índia: expandiu o acesso à água segura para 1,7 milhão de pessoas, com forte impacto social e urbano.
- Indah Water Konsortium, da Malásia: implementou soluções com energia solar em 16 ETEs, ampliando a sustentabilidade do sistema nacional de esgotamento sanitário.
- Sanasa, do Brasil: desenvolveu iniciativa inovadora de redução de perdas com financiamento da Microsoft baseado em créditos de água.

Foto: Divulgação/Sanepar
Global Water Intelligence
A GWI é a principal empresa de inteligência de mercado, análise de dados e eventos do setor internacional de água, sendo considerada uma fonte confiável para auxiliar a tomada de decisões estratégicas por empresas, governos e investidores no setor de água e saneamento.
É responsável pela organização do Global Water Summit, evento de entrega da premiação Global Water Awards, que reconhece projetos e iniciativas inovadoras de destaque mundial.
Global Water Leaders Group
O GWLG é um grupo internacional de elite formado por CEOs de empresas de saneamento e demais líderes do setor, com foco em inovação e desempenho para superar desafios globais da água, aprimorar a gestão de recursos e ampliar o acesso ao saneamento básico.
Notícias Na Grande São Paulo
Diferença entre carcaças bovina e suína atinge R$ 14,26 por quilo
Com carne suína a R$ 10,06/kg após queda de 2,8% e bovina a R$ 24,32/kg com alta de 2,6%, relação é a maior desde abril de 2022 em termos reais.

O movimento oposto dos preços das carnes suína e bovina em março ampliou a competitividade da carcaça suína frente à bovina ao maior nível desde abril de 2022, em termos reais corrigidos pelo IPCA em fevereiro. Levantamentos do Cepea mostram que a carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 10,06 por quilo em março, recuo de 2,8% em relação a fevereiro.
Segundo o Cepea, a desvalorização esteve ligada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, reflexo do período da Quaresma, encerrado no início de abril.
No sentido oposto, a carne bovina registrou alta. Ainda conforme o Centro de Pesquisas, a valorização esteve associada à oferta restrita de animais prontos para abate e à demanda internacional aquecida pela proteína brasileira. A carcaça casada bovina negociada na Grande São Paulo apresentou média de R$ 24,32 por quilo em março, avanço de 2,6% frente a fevereiro.
Com esses movimentos, o diferencial entre as carcaças bovina e suína alcançou R$ 14,26 por quilo em março, elevação de 6,8% sobre fevereiro. Trata-se da maior diferença em quatro anos. Em abril de 2022, essa relação havia sido de R$ 14,66 por quilo, também em termos reais.
Notícias
Incerteza externa, petróleo volátil e frete caro reduzem liquidez no mercado de milho
Vendedores se afastam do spot, Indicador em Campinas volta a se sustentar e queda externa do cereal acompanha recuo do petróleo.

O mercado brasileiro de milho registrou baixa liquidez na última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, o ambiente externo incerto, a volatilidade do petróleo e o encarecimento dos fretes no país levaram vendedores a se afastarem do mercado spot. Com isso, as negociações envolvendo o cereal foram limitadas e os preços apresentaram apenas pequenas variações.

Foto: Shutterstock
Em Campinas (SP), o Indicador Esalq/BM&FBovespa, que havia recuado na semana anterior, voltou a se sustentar ao longo da semana passada, refletindo a menor disposição de venda por parte dos ofertantes.
No campo, as condições climáticas favoreceram o avanço da colheita do milho de primeira safra nas principais regiões produtoras e também a semeadura da segunda temporada, indicando ritmo adequado nas atividades agrícolas.
No mercado externo, por outro lado, as cotações do milho recuaram. Conforme o Cepea, especulações sobre um possível encerramento do conflito militar no Irã pressionaram os preços do petróleo e, por consequência, os do milho, especialmente na última quarta-feira (1º).



