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Coopavel reúnem mulheres para falar sobre agro e prevenção ao câncer
Mais de 300 cooperadas participaram, nesta semana, em Cascavel (PR), de um evento especial de orientação e conscientização sobre prevenção e tratamento do câncer.

Mais de 300 cooperadas da área de abrangência da Coopavel participaram, nesta semana, em Cascavel (PR), de um evento especial de orientação e conscientização sobre prevenção e tratamento do câncer. Organizado pela cooperativa em parceria com o movimento Cascavel Rosa, Uopeccan e empresas do agronegócio, o evento contou com a participação de especialistas e abriu espaço para depoimentos de colaboradoras que venceram a doença.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, elogiou a iniciativa e ressaltou o papel da mulher nos mais diferentes setores, principalmente no agronegócio. “A mulher é o esteio da família e assume posições de destaque e decisão em um número crescente de propriedades rurais. A sensibilidade, o diálogo e a capacidade de trabalho da mulher contribuem para avanços em um setor indispensável à economia brasileira”, conforme ele.
Ao afirmar que a mulher tem liderança inigualável na família, Dilvo deu um conselho: “Sua mãe fez tudo por você e te ama incondicionalmente. No dia do seu aniversário presenteie a sua mãe com flores. Jamais deixe de homenagear a mulher que lhe deu a vida”. O presidente da União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer, Leopoldo Furlan, fez relatos de histórias emocionadas de pacientes que a Uopeccan já tratou e agradeceu a generosidade de todos que dão sua colaboração à entidade e à casa de apoio, que abriga gratuitamente pacientes e familiares.
Autoexame
A oncologista Juliana Seeber apresentou números do câncer e falou do autoexame. O Brasil registra 66,2 mil novos casos da doença por ano, ou seja: 61,6 mulheres a cada grupo de cem mil desenvolvem câncer. São 16 mil mortes todos os anos no País. No mundo, são mais de dois milhões de novos casos somente de câncer de mama, o de maior incidência, todos os anos. Apenas no Paraná são 3,5 mil de mama e mil de colo de útero confirmados a cada 12 meses.
A médica informou sobre fatores de risco, como excesso de peso e de ingestão de bebidas alcoólicas, e sedentarismo. Citou hábitos saudáveis que precisam ser incorporados por homens e mulheres, como exercícios físicos e dieta equilibrada. O fator hereditário responde por 5% a 10% dos novos casos. Quanto mais cedo o câncer for descoberto maiores serão as chances de cura. O autoexame é uma das melhores recomendações, segundo Juliana. São sinais de alerta líquidos que saem do seio, mudança de cor e nódulos sob a axila. A partir dos 40 anos, a mulher deve fazer uma mamografia a cada 12 meses.
Embaixadora
A cascavelense Giovana Reis contou sua história de sucesso nas passarelas. Filha de donos de um viveiro de mudas, ela sempre se identificou com o agronegócio. “Nunca me achei a mulher mais linda e mais arrumada, mas mesmo assim decidi arriscar”, disse ela, que concorreu e venceu importantes concursos de beleza. Giovana foi Miss Cascavel, Miss Paraná e Miss Brasil Supranational. Ela ficou em 17º lugar no Miss Mundo, na Polônia.
“Fiquei preocupada com a visão que os europeus têm do Brasil. Não somos só carnaval e futebol. Somos o País do agro”, afirma Giovana, que será embaixadora do Show Rural Coopavel 2023. Colaboradoras da Coopavel, do Cascavel Rosa e de empresas do agro também deram recados sobre a participação da mulher no cotidiano do setor agropecuário e sobre a necessidade de prevenir contra o câncer. “Estamos felizes com a participação e os resultados”, diz a coordenadora do Cooperelas, a psicóloga Fernanda Fabris. A Coopavel teve como parceiros no evento também FMC, MSD, Basf, Nutriagro e Ihara.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.




