Conectado com

Peixes

Coopavel pode vender peixe em todo território nacional

Marca foi adquirida pela Coopavel com a compra da Pescados Cascavel, empresa frigorífica de peixes em atividade desde 2010, em Centralito, no interior do município de Cascavel (PR).

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/Coopavel

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, recebeu das mãos do vice-governador do Paraná, Darci Piana, a entrega simbólica do certificado do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA) com o número de registro que permite comercializar os produtos da Fripeixe (Frigorífico de Peixes da Coopavel) em todo o território nacional. A marca foi adquirida pela Coopavel com a compra da Pescados Cascavel, empresa frigorífica de peixes em atividade desde 2010, em Centralito, no interior do município de Cascavel.

A cerimônia de entrega aconteceu durante o segundo dia do Show Rural (11), no auditório do Paraná Cooperativa com a presença de diversas autoridades regionais e estaduais. Entre elas, o secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara; o prefeito de Cascavel, Renato Silva; o Prefeito de Braganey, Valdir Zielinski; o secretário da Agricultura de Cascavel, Renato Segalla.

Também participaram do ato o médico veterinário da Secretaria da Agricultura de Cascavel responsável pela inspeção, João Carlos Koehler; o gerente de Aquicultura da Coopavel/Fripeixe, Paulo César Dias Alves e a responsável técnica/supervisora da garantia da qualidade do Fripeixe, Rafaela Lázaro Alves.

A cooperativa passa a atuar com o abate de peixes e agrega uma nova proteína ao seu portfólio de carnes, vendidas em regiões do Brasil e em mais de 40 países. “A procura e a demanda por carne de peixe está em expansão e há anos a Coopavel estuda a possibilidade de entrar nesse mercado, o que agora se transforma em realidade, com novas possibilidades de crescimento para a cooperativa”, diz o presidente Dilvo Grolli.

O vice-governador, Darci Piana, lembrou como foi gradual o investimento dos produtores em cada cultura. “A gente planta soja e milho. Depois vem a produção do frango e do suíno. Então temos frango, suíno, soja e milho e agora vem o peixe. E na mesma propriedade. O peixe dá mais lucro que milho, que soja, que frango, que suíno. Então, se demorou ou não demorou, se teve razão ou não teve razão, o fato é que agora nós temos mais uma grande cooperativa envolvida com o peixe, [a Coopavel]”, salientou.

Vice-governador, Darci Piana: “A gente planta soja e milho. Depois vem a produção do frango e do suíno. Então temos frango, suíno, soja e milho e agora vem o peixe”

Segundo Piana, o Paraná exporta mais de 25 mil toneladas de tilápia por mês para o mundo inteiro. “Os americanos compravam da China, o maior produtor mundial de tilápia. Com essa confusão que está tendo entre o [presidente americano] Trump e a China, está sobrando espaço para nós brasileiros vendermos para os americanos”.

O vice-governador mencionou sobre o potencial do segmento na região. “Sai tilápias daqui de Medianeira, direto para Miami. Matada hoje à noite, vai e no amanhecer está no mercado americano. A hora que os gringos comprarem tilápia congelada, vocês vão ter uma ideia de quanto vai aumentar a produção de peixe. E a Coopavel entrou exatamente na hora certa. A verdade é que a Coopavel é uma grande cooperativa e tem potencial. Eu tenho certeza absoluta, daqui a pouco a gente vai ter orgulho daquilo que está acontecendo aqui hoje”, finalizou Piana.

Fripeixe

Inicialmente, o abate será de 25 mil peixes por dia, com capacidade para alcançar os 60 mil peixes/dia. O número de trabalhadores no complexo deverá ficar em 150.

Fonte: Assessoria Coopavel

Peixes

Brasil e Chile investigam nanoplásticos, bactérias e risco ao pescado na Antártica

Instituto de Pesca (IP-Apta) participa do consórcio binacional que avaliará como nanoplásticos e bactérias resistentes podem afetar a saúde do pescado e do consumidor.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/IP-Apta

O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, integra um ambicioso projeto de pesquisa binacional entre Brasil e Chile que investigará a presença de bactérias resistentes a antibióticos e contaminantes emergentes, como nanoplásticos, em ecossistemas antárticos.

A iniciativa, denominada Latin American Antarctic Research Consortium on Antimicrobial Resistance and Emerging Contaminants (LARCARE), é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Agencia Nacional de Investigación y Desarrollo (ANID), do Chile. O estudo é estratégico para avaliar riscos potenciais à segurança de produtos pesqueiros e à saúde pública, em alinhamento com a abordagem “Saúde Única”, que integra saúde humana, animal e ambiental na análise de riscos globais.

Foco no pescado e na segurança alimentar

Com expertise consolidada em saúde animal, ecotoxicologia aquática e segurança de alimentos, o IP contribuirá especialmente nas frentes relacionadas aos organismos marinhos, como moluscos bivalves e peixes, considerados sentinelas ideais para monitorar a contaminação ambiental e seus possíveis impactos na cadeia pesqueira.

A participação da instituição no consórcio internacional posiciona o estado de São Paulo e o Brasil na vanguarda de pesquisas que conectam a saúde de ecossistemas polares remotos à segurança dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Esse conjunto de competências técnicas será fundamental para transformar os achados científicos em subsídios concretos para políticas públicas de vigilância sanitária, normas de biosseguridade e boas práticas voltadas aos setores aquícola e pesqueiro, fortalecendo a proteção do consumidor e a sustentabilidade da produção. De acordo com o pesquisador do IP, Edison Barbieri, “estamos indo ao lugar mais remoto da Terra para encontrar problemas criados por nós mesmos. Os nanoplásticos são como ‘cavalos de Troia’ minúsculos: eles podem carregar poluentes e bactérias para dentro do organismo de peixes e moluscos que, mais tarde, podem chegar ao nosso prato. Com as bactérias resistentes, o risco é igualmente sério: se elas chegarem aos nossos recursos pesqueiros, podemos estar diante de um problema de saúde pública de difícil solução. O que acontece na Antártica não fica na Antártica”, alerta.

O que o projeto vai investigar

Entre os principais objetivos do projeto está a investigação da presença e dos efeitos ecotoxicológicos de partículas plásticas, especialmente nanoplásticos, em organismos filtradores da fauna bentônica antártica. Esses organismos, ao acumularem contaminantes, podem indicar riscos de transferência ao longo da cadeia alimentar marinha, com implicações diretas para a segurança do pescado destinado ao consumo humano.

A pesquisa também identificará e caracterizará bactérias resistentes a antibióticos em espécies da fauna antártica, incluindo aves marinhas, pinípedes e invertebrados bentônicos. O IP terá papel relevante na análise dos riscos associados à possível disseminação dessas bactérias ou de seus genes de resistência para ambientes costeiros, com potencial impacto sobre recursos pesqueiros e sistemas de aquicultura.

Paralelamente, o consórcio buscará, na biodiversidade microbiana antártica, novas soluções biotecnológicas, como probióticos e bactericinas, que possam futuramente ser aplicadas no controle de patógenos na aquicultura, promovendo uma produção mais sustentável e segura.

O projeto empregará técnicas avançadas capazes de identificar microrganismos, seus genes e partículas microscópicas, como os nanoplásticos. Parte das análises será realizada no Sirius, em Campinas (SP), no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o único acelerador de partículas da América Latina, além da aplicação de modelagem ecológica. As amostras coletadas na Antártica serão comparadas a amostras provenientes de áreas costeiras do Brasil e do Chile, permitindo um panorama inédito sobre como a poluição e a resistência antimicrobiana se dispersam ao longo das diferentes regiões marinhas.

Fonte: Assessoria IP-Apta
Continue Lendo

Peixes

Quaresma de 2026 terá tilápia mais barata para os paranaenses, aponta Deral

Principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025.

Publicado em

em

Foto: Jonathan Campos/AEN

O início da Quaresma em 2026 tem uma boa notícia para os consumidores paranaenses. Segundo a pesquisa de preços do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, divulgada no boletim semanal, o principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025. Dados do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam essa tendência apontando uma queda de cerca de 12%. O movimento de preços favorece o aumento das vendas em supermercados e peixarias no momento de pico de procura por peixes.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

O Paraná é um dos principais polos pesqueiros do País justamente pela liderança na produção e exportação de tilápia, uma das espécies mais procuradas pelos consumidores. Em 2024, o Estado alcançou produção de 250 mil toneladas, alta de 17% em comparação com 213 mil toneladas no ano anterior.

No setor de ovos, que acompanha a tradicional migração do consumo de carnes vermelhas para proteínas alternativas, houve aumento no valor de comercialização em Curitiba, impulsionados pela volta às aulas e pela queda sazonal na produção nacional. Esse movimento é explicado pela combinação da demanda aquecida pelas compras institucionais para merenda escolar e pelo período religioso, que se estende até o início de abril.

“Mas apesar da elevação recente, o preço dos ovos não deve alcançar os mesmos patamares observados em 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade, movimento que deve permanecer até o encerramento da Quaresma”, diz a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz. O boletim do Deral aponta que o valor atual ainda é 22,4% inferior ao registrado em 2025.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

Peixes

Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026

Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/Aquishow Brasil

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.

Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.

“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.

A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.

A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.

Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.

Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)

Fonte: Assessoria Aquishow Brasil
Continue Lendo