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Peixes Mais proteína, mais força!

Coopavel mergulha na piscicultura e diversifica o agro

Em 2025, esse histórico de expansão e diversificação ganha um novo capítulo. Um movimento que traz para dentro das porteiras uma proteína que ganha cada vez mais espaço no prato do brasileiro e também nas exportações: o peixe.

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Foto: Shutterstock

Em Cascavel, no Oeste do Paraná, o cooperativismo tem nome, voz, produção e estrada pavimentada há décadas. Quem conhece a história sabe: foi organizando pequenos e médios produtores, investindo em grãos, proteína animal, tecnologia, pesquisa e eventos de difusão de conhecimento que a Coopavel se consolidou como uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil. Em 2025, esse histórico de expansão e diversificação ganha um novo capítulo. Um movimento que traz para dentro das porteiras uma proteína que ganha cada vez mais espaço no prato do brasileiro e também nas exportações: o peixe.

Fotos: Divulgação/Coopavel

No dia 18 de dezembro de 2024, a Coopavel oficializou uma das aquisições mais simbólicas de sua trajetória. Com a compra da Pescados Cascavel, frigorífico em operação desde 2010 no distrito de Centralito, a cooperativa que já abate aves e suínos em grande escala, agora soma a piscicultura como aposta estratégica para ampliar alternativas de renda, atrair novos produtores e garantir que o campo siga competitivo, mesmo diante de um cenário de custos de produção altos e margens cada vez mais apertadas para quem depende só de milho e soja.

O contrato, assinado pelo presidente Dilvo Grolli e pelos fundadores da Pescados Cascavel, Francisco, Cleones e Renata Marmentini, materializou o que vinha sendo costurado há anos nos bastidores da cooperativa. “A procura e a demanda por carne de peixe está em expansão e há anos a Coopavel estuda a possibilidade de entrar nesse mercado, o que agora se transforma em realidade, com novas possibilidades de crescimento para a cooperativa”, destacou Grolli na época da assinatura.

Uma proteína que reforça a base

Se a Coopavel já é referência nacional na integração de aves e suínos desde os anos 1990, a tilápia chega agora para preencher uma lacuna. A proteína branca, considerada saudável, de baixo custo relativo e grande aceitação de mercado, encontra no Paraná seu maior polo produtor no Brasil – hoje responsável por mais de 30% da produção nacional de peixes cultivados. É nessa base que a Coopavel está construindo sua nova frente de negócio, começando já em 2025 com abate diário de 25 mil peixes, mas com capacidade instalada para chegar a 60 mil tilápias por dia. Na prática, são cerca de 50 toneladas diárias, com potencial de crescimento, estrutura moderna e possibilidade de atender desde o mercado interno até exportações.

A nova planta de operação, batizada de Fripeixes, mantém os contratos de fornecimento de peixe, mas as portas estão abertas para novos associados que queiram diversificar sua atividade. “Estamos muito otimistas, porque o projeto que se pretende tem um grande potencial”, observa Robson Santos Anjos, supervisor de Aquicultura e Integração. O complexo deve empregar em torno de 150 trabalhadores diretos.

Para o gerente de Aquicultura da Coopavel, Paulo Cesar Dias Alves, o lançamento da marca própria de filé de tilápia, oficializado durante a 37ª edição do Show Rural Coopavel, em fevereiro, foi um marco que reforça a estratégia de consolidar a presença da cooperativa na cadeia do pescado. “Nossa marca já está presente nas grandes redes de mercados e em outros estados. Nossos planos são ambiciosos e visam ampliar ainda mais nossa participação”, destacou Alves.

O abate da tilápia acontece quando o peixe atinge de oito a dez meses de criação, com peso médio de 850 gramas. Os cortes oferecidos vão de filé, posta e iscas até peixe inteiro, sempre voltados para atender redes varejistas e distribuidores que demandam qualidade, regularidade de fornecimento e rastreabilidade, algo que o modelo cooperativo garante.

Ração e know-how: a base de tudo

Uma proteína nova não nasce sozinha. O plano de expansão da Coopavel inclui a construção de uma fábrica de rações dedicada exclusivamente à aquicultura, com obras previstas para começar no segundo semestre de 2025. A cooperativa, que já tem tradição consolidada na produção de rações para aves e suínos, pretende usar esse conhecimento técnico acumulado para oferecer nutrição de qualidade para os tanques de tilápia, garantindo produtividade, sanidade e padrão industrial. “Temos enorme tradição na produção de rações e utilizaremos esse conhecimento acumulado para potencializar ainda mais resultados no abate de peixes a partir da qualidade já alcançada pela cooperativa nesse campo”, explicou Grolli.

A fábrica fecha o ciclo de verticalização, fortalecendo o modelo de integração que deu certo com outras proteínas e que agora será aplicado ao peixe.

Essa estrutura – frigorífico, fábrica de rações, assistência técnica – cria segurança para o produtor rural diversificar, sabendo que não está sozinho. O suporte técnico, a negociação de insumos, o planejamento de custos e a compra garantida do peixe pronto para abate formam um sistema que reduz riscos e garante previsibilidade, essencial para fixar famílias no campo.

Reconhecimento de quem vê de fora

A aposta da Coopavel na piscicultura não passa despercebida pelos olhos do setor. Para Altemir Gregolin, presidente do IFC Brasil, que reúne lideranças da cadeia do pescado, o movimento reforça o peso que o Paraná já tem na produção e exportação de peixes cultivados. “Em 2025, a piscicultura ganha uma nova protagonista, e a Coopavel consolida sua posição como uma das principais forças do agronegócio brasileiro”, afirma.

Gregolin destaca ainda o potencial do Oeste paranaense como polo dinâmico, especialmente em um cenário que já conta com outros gigantes do cooperativismo – C.Vale, Copacol, Primato, Lar – que também decidiram apostar no peixe como alternativa de renda e diversificação. “Esta região é um polo dinâmico, com notícias importantes, como a entrada da C.Vale, da Primato, da Lar e da Coopavel, que adquiriu um frigorífico e promete ser grande nessa área. É um setor que cresce com alta produtividade e tecnologia, tornando-se referência nacional”, completa Gregolin.

O peixe como aposta de futuro

Para a base de produtores da Coopavel, a piscicultura se apresenta como um caminho a mais, um reforço de renda num cenário de margens cada vez mais apertadas para culturas tradicionais. E se a avicultura e a suinocultura mostraram que é possível organizar integração, assistência técnica, escala industrial e distribuição, o peixe entra com o mesmo DNA: cooperar para ganhar fôlego e segurança. “Temos que apresentar alternativas de renda para os produtores rurais. O peixe é mais uma opção para aumentar a renda e fixar as famílias no campo, evitando o êxodo rural”, resume Grolli.

É um recado simples, mas que carrega a essência do que faz o cooperativismo crescer: abrir novos caminhos para quem planta, investe, cuida e colhe, mas que, sozinho, não chega tão longe.

Nessa levada, o Paraná consolida mais uma frente dentro do agronegócio que não para de se reinventar. Com o peixe, a Coopavel mostra que não existe estrada fechada para quem entende que diversificar, integrar e crescer junto ainda é o segredo que faz o campo seguir forte.

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Fonte: O Presente Rural

Peixes

Brasil e Chile investigam nanoplásticos, bactérias e risco ao pescado na Antártica

Instituto de Pesca (IP-Apta) participa do consórcio binacional que avaliará como nanoplásticos e bactérias resistentes podem afetar a saúde do pescado e do consumidor.

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Foto: Divulgação/IP-Apta

O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, integra um ambicioso projeto de pesquisa binacional entre Brasil e Chile que investigará a presença de bactérias resistentes a antibióticos e contaminantes emergentes, como nanoplásticos, em ecossistemas antárticos.

A iniciativa, denominada Latin American Antarctic Research Consortium on Antimicrobial Resistance and Emerging Contaminants (LARCARE), é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Agencia Nacional de Investigación y Desarrollo (ANID), do Chile. O estudo é estratégico para avaliar riscos potenciais à segurança de produtos pesqueiros e à saúde pública, em alinhamento com a abordagem “Saúde Única”, que integra saúde humana, animal e ambiental na análise de riscos globais.

Foco no pescado e na segurança alimentar

Com expertise consolidada em saúde animal, ecotoxicologia aquática e segurança de alimentos, o IP contribuirá especialmente nas frentes relacionadas aos organismos marinhos, como moluscos bivalves e peixes, considerados sentinelas ideais para monitorar a contaminação ambiental e seus possíveis impactos na cadeia pesqueira.

A participação da instituição no consórcio internacional posiciona o estado de São Paulo e o Brasil na vanguarda de pesquisas que conectam a saúde de ecossistemas polares remotos à segurança dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Esse conjunto de competências técnicas será fundamental para transformar os achados científicos em subsídios concretos para políticas públicas de vigilância sanitária, normas de biosseguridade e boas práticas voltadas aos setores aquícola e pesqueiro, fortalecendo a proteção do consumidor e a sustentabilidade da produção. De acordo com o pesquisador do IP, Edison Barbieri, “estamos indo ao lugar mais remoto da Terra para encontrar problemas criados por nós mesmos. Os nanoplásticos são como ‘cavalos de Troia’ minúsculos: eles podem carregar poluentes e bactérias para dentro do organismo de peixes e moluscos que, mais tarde, podem chegar ao nosso prato. Com as bactérias resistentes, o risco é igualmente sério: se elas chegarem aos nossos recursos pesqueiros, podemos estar diante de um problema de saúde pública de difícil solução. O que acontece na Antártica não fica na Antártica”, alerta.

O que o projeto vai investigar

Entre os principais objetivos do projeto está a investigação da presença e dos efeitos ecotoxicológicos de partículas plásticas, especialmente nanoplásticos, em organismos filtradores da fauna bentônica antártica. Esses organismos, ao acumularem contaminantes, podem indicar riscos de transferência ao longo da cadeia alimentar marinha, com implicações diretas para a segurança do pescado destinado ao consumo humano.

A pesquisa também identificará e caracterizará bactérias resistentes a antibióticos em espécies da fauna antártica, incluindo aves marinhas, pinípedes e invertebrados bentônicos. O IP terá papel relevante na análise dos riscos associados à possível disseminação dessas bactérias ou de seus genes de resistência para ambientes costeiros, com potencial impacto sobre recursos pesqueiros e sistemas de aquicultura.

Paralelamente, o consórcio buscará, na biodiversidade microbiana antártica, novas soluções biotecnológicas, como probióticos e bactericinas, que possam futuramente ser aplicadas no controle de patógenos na aquicultura, promovendo uma produção mais sustentável e segura.

O projeto empregará técnicas avançadas capazes de identificar microrganismos, seus genes e partículas microscópicas, como os nanoplásticos. Parte das análises será realizada no Sirius, em Campinas (SP), no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o único acelerador de partículas da América Latina, além da aplicação de modelagem ecológica. As amostras coletadas na Antártica serão comparadas a amostras provenientes de áreas costeiras do Brasil e do Chile, permitindo um panorama inédito sobre como a poluição e a resistência antimicrobiana se dispersam ao longo das diferentes regiões marinhas.

Fonte: Assessoria IP-Apta
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Peixes

Quaresma de 2026 terá tilápia mais barata para os paranaenses, aponta Deral

Principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O início da Quaresma em 2026 tem uma boa notícia para os consumidores paranaenses. Segundo a pesquisa de preços do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, divulgada no boletim semanal, o principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025. Dados do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam essa tendência apontando uma queda de cerca de 12%. O movimento de preços favorece o aumento das vendas em supermercados e peixarias no momento de pico de procura por peixes.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

O Paraná é um dos principais polos pesqueiros do País justamente pela liderança na produção e exportação de tilápia, uma das espécies mais procuradas pelos consumidores. Em 2024, o Estado alcançou produção de 250 mil toneladas, alta de 17% em comparação com 213 mil toneladas no ano anterior.

No setor de ovos, que acompanha a tradicional migração do consumo de carnes vermelhas para proteínas alternativas, houve aumento no valor de comercialização em Curitiba, impulsionados pela volta às aulas e pela queda sazonal na produção nacional. Esse movimento é explicado pela combinação da demanda aquecida pelas compras institucionais para merenda escolar e pelo período religioso, que se estende até o início de abril.

“Mas apesar da elevação recente, o preço dos ovos não deve alcançar os mesmos patamares observados em 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade, movimento que deve permanecer até o encerramento da Quaresma”, diz a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz. O boletim do Deral aponta que o valor atual ainda é 22,4% inferior ao registrado em 2025.

Fonte: AEN-PR
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Peixes

Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026

Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

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Fotos: Divulgação/Aquishow Brasil

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.

Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.

“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.

A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.

A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.

Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.

Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)

Fonte: Assessoria Aquishow Brasil
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