Notícias Comemoração
Coopavel faz homenagem a fundadores e a dez dos seus colaboradores mais antigos
Apesar das dificuldades de 2020, a Coopavel fechará o exercício com recorde de faturamento

Sócios-fundadores e dez dos mais antigos colaboradores acabam de ser homenageados dentro da programação oficial em comemoração aos 50 anos da Coopavel Cooperativa Agroindustrial. Uma missa em Ação de Graças, celebrada pelo arcebispo Dom Mauro Aparecido dos Santos, foi o auge das atividades que recordam alguns dos mais emblemáticos capítulos do percurso da empresa oficialmente constituída em 15 de dezembro de 1970.
Carregada de simbologia, a missa abriu espaço durante o ofertório à apresentação de alguns dos principais itens industrializados e comercializados pela Coopavel, como grãos, insumos e carnes. “Cooperar significa compartilhar e é por isso que empresas com essa característica tão nobre tendem a influenciar tanto as suas comunidades. O cooperado é a figura central desse processo de união, trabalho e produção, porque sem ele a cooperativa não existiria”, destacou o arcebispo que há anos acompanha a caminhada da Coopavel.
Superação
Apesar das dificuldades de 2020, a Coopavel fechará o exercício com recorde de faturamento, na casa dos R$ 3,5 bilhões, o que faz dela a 16ª entre 1.613 cooperativas em atividade no Brasil. Mas para chegar a esse ponto ela precisou enfrentar inúmeras dificuldades e jamais entregar-se ao comodismo. “São 50 anos de muita dedicação, trabalho, confiança e otimismo”, conforme o presidente Dilvo Grolli.
Dilvo acompanha a Coopavel há mais de 35 anos e se emocionou ao lembrar de uma passagem em particular: “Em um determinado momento da década de 1980, a situação estava tão difícil que não tínhamos meios para pagar os salários dos nossos funcionários. Até que o Rizzardi (Rogério Rizzardi) chegou e disse que tinha a solução, que era possível fazer dinheiro com a venda de sacaria usada. E deu certo. A Coopavel é uma cooperativa movida pela superação”, afirmou o presidente.
Homenagem
A celebração dos 50 anos foi marcada pela homenagem aos sócios-fundadores e a dez dos mais antigos colaboradores da cooperativa. Apenas um dos 42 sócios-fundadores ainda está vivo. É João Ramiro que, devido aos seus 89 anos, não participou da cerimônia. Ele foi representado pelo filho, o engenheiro João da Silva. “Obrigado a esses grandes líderes que souberam entender o momento e que, com coragem e determinação, criaram as condições certas para oficializar o início da Coopavel”, destacou Dilvo.
Placas
Os funcionários mais antigos agraciados com placas em reconhecimento à sua dedicação e trabalho em favor da Coopavel foram os seguintes: Melcy Domingos Parisotto (42 anos de empresa), Enio Darci Jung (41 anos), Moacir Kessler (41 anos), Jurandir de Mattos (39 anos), Eurípedes Mariano (38 anos), Nilberto Rafael Vanzo (37 anos), Rogério Rizzardi (36 anos), José Oliveira (34 anos), Ancelmo Rosa da Silva (34 anos), Sérgio Moacir Dalla Costa (34 anos), Paulo Eduardo Siqueira (33 anos) e Fernandes Moreno (33 anos).
Com a homenagem a essas dez pessoas, disse Dilvo Grolli, a diretoria e os cooperados publicamente manifestavam sua gratidão a todos os colaboradores que, nessas cinco décadas, ajudaram a consolidar uma cooperativa atuante e inovadora. De apenas 42, atualmente a Coopavel conta com 6 mil cooperados. Já os funcionários somam 6,2 mil. Sempre conectada com o futuro, a cooperativa faz em 2020 investimentos que alcançam a cifra de R$ 170 milhões, recursos empregados na modernização e construção de novas estruturas de armazenagem e na ampliação de agroindústrias.

Notícias
El Niño pode impulsionar produtividade agrícola no Sul do Brasil, aponta estudo
Fenômeno tende a aumentar as chuvas na região Sul, enquanto eleva o risco de estiagem no Centro-Oeste e pode pressionar os preços de alimentos in natura.

A formação de um El Niño nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade forte a muito forte, deve favorecer a produtividade das safras de soja e milho no Sul do Brasil durante a temporada 2026/27. O aumento das chuvas na região, previsto para o ciclo de verão, historicamente está associado a melhores rendimentos das lavouras. A avaliação consta de um estudo elaborado pelo Santander.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN-PR
A análise cruzou dados de produtividade agrícola desde 1962 com o Índice Oceânico Niño (ONI), indicador que mede a intensidade do fenômeno no Oceano Pacífico. Os resultados mostram que episódios de El Niño costumam elevar o volume de chuvas no Sul justamente no período mais importante para o desenvolvimento das culturas de verão, refletindo em produtividades de soja e milho acima da tendência histórica. O comportamento também foi observado em eventos de grande intensidade, como o registrado em 2015/16.
O levantamento destaca, no entanto, que os efeitos do El Niño variam entre as regiões produtoras. Enquanto o Sul tende a ser beneficiado pelo aumento das precipitações, áreas do Centro-Oeste podem enfrentar condições mais secas, ampliando a variabilidade climática ao longo da safra. “O mesmo evento climático pode ao mesmo tempo beneficiar produtores do Sul do Brasil e pressionar o Centro-Oeste, onde as condições tendem a ficar mais secas. O que o El Niño realmente eleva é a volatilidade, e é justamente aí que uma leitura mais precisa do cenário se torna mais relevante”, afirma o economista e autor do estudo, Adriano Valladão.

Foto: Divulgação
Além dos impactos sobre a produção agrícola, o estudo avalia possíveis reflexos sobre a inflação dos alimentos. A maior pressão deve ocorrer sobre frutas, verduras e legumes, produtos mais sensíveis às oscilações climáticas de curto prazo. Já os alimentos industrializados e semiprocessados tendem a apresentar comportamento semelhante ao observado em períodos de neutralidade climática.
Segundo as projeções, a inflação dos alimentos consumidos nos domicílios deve atingir o pico em fevereiro de 2027, cerca de cinco pontos percentuais acima do nível projetado para agosto de 2026, com impacto estimado de 0,75 ponto percentual no IPCA. A expectativa é de desaceleração gradual ao longo de 2027 e 2028.
O estudo ressalta ainda que o cenário-base já incorpora parte desses efeitos climáticos, de modo que as principais incertezas estão relacionadas à intensidade e à duração do El Niño, fatores que poderão determinar a magnitude dos impactos sobre a produção agrícola e os preços dos alimentos.
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Governo libera R$ 24,4 milhões para fortalecer cooperativas da agricultura familiar no Rio Grande do Sul
Recursos beneficiarão 24 cooperativas com investimentos em agroindustrialização, ampliação da produção e comercialização de alimentos.

O governo do Rio Grande do Sul formalizou, nesta quinta-feira (02), a assinatura de 24 contratos do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A iniciativa destina R$ 24,4 milhões para investimentos em cooperativas de diferentes regiões do Estado, com foco na ampliação da produção, na agroindustrialização, na comercialização de alimentos e na geração de renda no meio rural.
Os financiamentos são realizados com recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), por meio do Badesul, com aporte do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme o Decreto Estadual nº 58.833/2026. O programa prevê subsídio de 100% sobre os financiamentos, permitindo que as cooperativas realizem os investimentos sem custos financeiros.
Os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade produtiva, na agregação de valor aos produtos, no fortalecimento das cadeias produtivas e na melhoria da comercialização. A iniciativa beneficia agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, fortalecendo a economia regional e a produção de alimentos no Estado.
Durante a cerimônia, o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, afirmou que a liberação dos contratos foi antecipada para garantir a execução dos investimentos ainda neste ano, antes do período de restrições eleitorais. “O Rio Grande do Sul nunca investiu tanto no desenvolvimento rural. Esses recursos fortalecem as cooperativas, ampliam as oportunidades para a agricultura familiar e se somam a outras iniciativas voltadas ao aumento da produção e da renda no campo”, destacou.
O presidente em exercício e diretor de Operações do Badesul, Flávio Lammel, destacou que os investimentos contribuirão para agregar valor à produção e fortalecer a estrutura das propriedades rurais. “Nosso papel é apoiar projetos que ampliem a competitividade da agricultura familiar e promovam o desenvolvimento regional”, disse.
Representando o BNDES, a chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação, Celina Rangel Tura, afirmou que os recursos integram as ações voltadas à recuperação econômica do Rio Grande do Sul. “Essa entrega representa mais um esforço conjunto para apoiar a reconstrução do Estado e fortalecer um programa estratégico para a agricultura familiar”, afirmou.
As 24 cooperativas contempladas atuam em diferentes cadeias produtivas e estão distribuídas em diversas regiões do Rio Grande do Sul, reforçando o papel da agricultura familiar no abastecimento de alimentos e no desenvolvimento econômico local.
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Pequenos produtores poderão ter novas regras para vender alimentos artesanais
Proposta retira autorização prévia para fabricação e comercialização de produtos coloniais, mas mantém exigências de boas práticas, rotulagem e controle sanitário.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (08) o Projeto de Lei 3.509/2023, que altera as regras para produção, fiscalização e comercialização de alimentos coloniais e artesanais feitos por agricultores familiares.
A proposta elimina a exigência de autorização governamental prévia para a fabricação, distribuição e venda desses produtos. Com a mudança, os produtores deverão seguir normas sanitárias relacionadas a boas práticas de fabricação, rotulagem, responsabilidade pelo alimento e demais requisitos previstos na legislação.
O texto ainda prevê que produtos classificados como de maior risco possam estar sujeitos a exigências adicionais, como capacitação em boas práticas de fabricação e mecanismos de rastreabilidade.
Projeto busca reduzir burocracia para pequenos produtores

Deputado Alceu Moreira: “A proposta fortalece a agricultura familiar ao reduzir a burocracia para quem produz em pequena escala, preservando a segurança dos alimentos e o controle sanitário”
O relator na CCJ, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que a proposta busca facilitar a atuação de produtores de pequena escala sem retirar os mecanismos de controle sanitário. “A proposta fortalece a agricultura familiar ao reduzir a burocracia para quem produz em pequena escala, preservando a segurança dos alimentos e o controle sanitário. Também promovemos ajustes para garantir a constitucionalidade do projeto e respeitar a autonomia dos entes federativos”, afirmou.
Na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), onde o projeto também foi analisado, o relator foi o deputado Alceu Moreira (MDB-RS). Segundo ele, a simplificação das regras deve ocorrer sem comprometer a fiscalização dos alimentos. “É possível reduzir a burocracia sem abrir mão do controle sanitário, valorizando a produção artesanal e fortalecendo a agricultura familiar”, declarou.
Próximos passos
Como tramita em caráter conclusivo nas comissões, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado Federal caso não haja recurso para votação pelo plenário da Câmara.




