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Coopavel envolve gerentes e líderes em evento sobre gestão e inovação

Estimular os colaboradores a gerar ideias e a auxiliar continuamente com melhorias na empresa foi um dos apontamentos feitos pelo professor Hélio Gomes de Carvalho

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Dilvo falou sobre liderança e superação - Crédito: Assessoria

Gerentes e colaboradores de áreas estratégicas da Coopavel participaram na manhã de terça-feira, 22, da terceira edição do Seminário Vencer é Incrível, que aborda mudanças estruturais e comportamentais que buscam conduzir a cooperativa a um novo estágio no seu processo de gestão e posicionamento no mercado. As palestras foram conduzidas por professores da Academic Ventures, assessoria técnica especializada contratada para conduzir a Coopavel nesse percurso.

O presidente Dilvo Grolli falou de liderança, superação e da importância de cada um nos processos de atualização e aprimoramento observados já há dois anos. “A Coopavel é uma cooperativa vencedora porque é feita por pessoas vencedoras e que superam desafios. Nenhum vencedor constrói uma empresa derrotada”, pontuou ele. Com 51 anos, a Coopavel é uma cooperativa global e que registrou em 2021 o seu melhor ano, com expansão de 42%. Esse resultado a coloca, em faturamento, entre as cooperativas agroindustriais com maior crescimento do País no período.

As melhorias em andamento em setores estratégicos, como de recursos humanos e marketing, trazem bons resultados e preparam a Coopavel para um novo tempo. Dilvo falou também de mudanças inesperadas na economia mundial geradas pela pandemia e pela guerra entre Rússia e Ucrânia. “Estamos todos em alerta porque há riscos desconhecidos pelo caminho e as consequências do conflito, mesmo que ele termine logo, demorarão tempo considerável para ser superadas”, observa o presidente.

Ao citar que a incerteza é o caminho dos fracos, Dilvo Grolli afirmou que essa busca deve ser alicerçada na responsabilidade e no planejamento, sempre preservando missão, visão e valores da instituição. O que trouxe a cooperativa até aqui, reforçou ele, precisa ser mantido e valorizado, que são a ética, o respeito e o trabalho dedicado de todos. “Estamos envolvidos em uma causa maior, por isso o momento requer mudanças no modelo de gestão, valorizando tudo o que foi feito, porém tendo liberdade e abertura para construir um novo caminho para a superação da crise mundial. Precisamos ser líderes fortes”, destacou o presidente.

 

Gestão

O professor Joel Souza e Silva falou sobre gestão e de sua relevância em uma corporação como a Coopavel. Ele citou modelos e das contribuições de muitos estudiosos para o contínuo aperfeiçoamento dessa ferramenta. Inovações determinantes ocorreram a partir do ano 2000, com o advento da era da tecnologia digital. “O método é o instrumento para se chegar à meta e em gestão todos os recursos (humanos, financeiros, materiais, equipamentos, entre outros) são importantes e devem ser considerados”, afirmou Joel.

 

Ideias

Estimular os colaboradores a gerar ideias e a auxiliar continuamente com melhorias na empresa foi um dos apontamentos feitos pelo professor Hélio Gomes de Carvalho, elencando a inovação como uma aliada de empresas longevas e de sucesso. Para que ideia, inovação, oportunidade, intenção e execução acontecem deve-se ter um ambiente propício. “E a Coopavel, com o Espaço Impulso (hub de inovação para o agronegócio inaugurado no Show Rural), conta com as condições especiais para que essas ideias apareçam e frutifiquem”.

Por sua vez, o professor Zaki Akel Sobrinho tratou sobre importância e resultados dos projetos colocados em prática nos últimos dois anos na cooperativa. “O engajamento e a resiliência da equipe nas áreas de pessoas, inovação e marketing, e o entendimento do papel de cada um nesse processo de transformação e de aumento da competitividade da cooperativa, têm sido determinantes para o sucesso do que todos estamos fazendo aqui”, afirmou Zaki.

 

Fonte: Assessoria

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Plano Safra não atende às necessidades do setor, avalia FecoAgro/RS

Entidade considera positivas as reduções de juros em algumas linhas de crédito, mas alerta para a insuficiência dos recursos, a menor equalização das taxas e o enfraquecimento do seguro rural.

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Foto: Gilson Abreu

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) avalia que o Plano Safra 2026/2027 trouxe avanços pontuais, mas ficou aquém das necessidades do setor agropecuário. Na análise da entidade, a redução das taxas de juros em algumas linhas de financiamento e a ampliação dos limites de crédito para cooperativas representam medidas positivas, porém insuficientes diante da demanda por recursos no campo.

Foto: Gilson Abreu

Segundo a Federação, o plano manteve praticamente a mesma estrutura dos últimos anos e foi lançado com um volume de crédito inferior ao necessário para atender produtores e cooperativas.

Entre os pontos considerados favoráveis estão a redução das taxas de juros em programas como Prodecoop, Procap-Agro, PCA e Pronaf, especialmente para operações voltadas a investimentos de longo prazo.

Na avaliação da FecoAgro/RS, contudo, essas mudanças não compensam a ausência de medidas estruturais nem a limitação dos recursos destinados ao crédito rural.

A entidade também demonstra preocupação com a redução do orçamento destinado à equalização das taxas de juros. Segundo a Federação, em um cenário de juros elevados, a diminuição desses recursos reduz a atratividade das linhas oficiais de financiamento, limita novos investimentos e restringe a capacidade de expansão dos produtores e das cooperativas.

Seguro rural preocupa setor

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Outro ponto destacado pela FecoAgro/RS é o seguro rural. Embora os recursos para a subvenção dependam de orçamento específico, a entidade afirma que os sucessivos cortes no programa enfraquecem um dos principais instrumentos de gestão de risco da atividade agropecuária.

Na avaliação da Federação, o fortalecimento do seguro rural se torna ainda mais necessário diante da maior frequência de eventos climáticos extremos, que elevam a exposição dos produtores a perdas de produção e renda.

Cooperativas defendem reforço no crédito

A FecoAgro/RS ressalta que as cooperativas desempenham papel central na operacionalização do crédito rural e no atendimento aos produtores. Por isso, defende um Plano Safra com volume de recursos mais compatível com a demanda do setor, reforço no orçamento destinado à equalização das taxas de juros e fortalecimento do seguro rural.

Segundo a entidade, essas medidas são fundamentais para garantir investimentos, manter a capacidade produtiva e preservar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria FecoAgro/RS
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Exportadores terão acesso a R$ 15 bilhões em crédito para ampliar competitividade

Recursos poderão financiar capital de giro, expansão da produção, inovação e adequação às exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade dos mercados internacionais.

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Fotos: Claudio Neves

Empresas exportadoras da agropecuária, da agroindústria e de outros setores produtivos poderão acessar até R$ 15 bilhões em linhas de crédito destinadas a reduzir os impactos das instabilidades no comércio internacional e de medidas comerciais unilaterais adotadas por outros países. O Plenário do Senado aprovou, na última quarta-feira (08), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026, originado da Medida Provisória (MP) 1.345/2026. O texto segue para sanção presidencial.

A proposta amplia o alcance da política oficial de crédito às exportações e autoriza a utilização de recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para respaldar as operações de financiamento. A medida dá continuidade às ações adotadas pelo governo federal desde 2025 para enfrentar os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e de outras restrições ao comércio internacional.

Além da agroindústria, passam a ser contempladas empresas dos setores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e recursos minerais. Cooperativas e associações também poderão acessar as linhas de crédito, desde que atendam aos critérios de elegibilidade estabelecidos na proposta.

Os financiamentos poderão ser destinados ao capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica. Os recursos também poderão financiar a adaptação de produtos, serviços e processos às exigências dos mercados internacionais, incluindo requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade regulatória.

O limite autorizado é de até R$ 15 bilhões, provenientes principalmente do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, além de outras fontes orçamentárias. As operações serão realizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras habilitadas, enquanto o Conselho Monetário Nacional (CMN) ficará responsável por definir encargos, prazos e critérios para concessão dos financiamentos.

O texto aprovado também reorganiza o modelo de compartilhamento de riscos entre os fundos garantidores, com o objetivo de fortalecer a segurança das operações de crédito e ampliar o acesso ao financiamento para empresas exportadoras.

Fonte: O Presente Rural
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Programa Milho 100% amplia distribuição de sementes no Rio Grande do Sul

Número de agricultores atendidos cresceu 41% em relação à safra anterior. Iniciativa terá investimento de R$ 96,2 milhões e alcançará 472 municípios gaúchos.

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Foto: Divulgação

O Programa de Recuperação das Lavouras de Milho e Sorgo (Milho 100%) registrou recorde de adesão para a safra 2026/2027 no Rio Grande do Sul. Ao todo, 57 mil agricultores familiares solicitaram participação na iniciativa, número 41% superior ao registrado na edição anterior.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) também confirmou a participação de 850 entidades na operacionalização do programa, entre prefeituras, sindicatos, cooperativas e associações. As instituições atuarão em 472 municípios gaúchos, ampliando a distribuição das sementes aos produtores cadastrados.

O aumento da adesão ocorreu após a ampliação do limite de sementes disponibilizadas por agricultor, que passou a permitir o acesso a até quatro sacas por beneficiário. Na safra anterior, o programa tinha alcance menor.

Para atender a demanda desta edição, o governo estadual destinou R$ 96,2 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O investimento permitirá a aquisição de 134.416 sacas de sementes de milho e sorgo, com média de 2,35 sacas por produtor.

Segundo a SDR, a área cultivada com milho no Estado terá cerca de 11% de participação direta do programa nesta safra. As entregas das sementes estão previstas para começarem ainda em julho.

Ampliação da rede de atendimento

Além do número de agricultores beneficiados, a edição 2026/2027 ampliou a rede de entidades envolvidas. São 850 organizações responsáveis por receber e distribuir as sementes aos produtores, em uma estrutura que envolve municípios, cooperativas, sindicatos e associações rurais.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, afirmou que a expansão do programa está relacionada à articulação com as entidades locais. “O crescimento do Milho 100% comprova a importância do programa para a agricultura familiar gaúcha. Chegar a 850 entidades envolvidas e atender praticamente todo o Estado demonstra a capilaridade desta política pública e o trabalho realizado pela SDR na construção de parcerias com municípios, cooperativas e associações”, declarou.

O diretor do Departamento de Agricultura Familiar e Pecuária Familiar (DAFA), Jonas Wesz, atribuiu o resultado ao trabalho de planejamento e execução da equipe técnica da secretaria. “Esse resultado é fruto do trabalho permanente da equipe do Departamento, que atua desde o planejamento até a execução do programa, sempre buscando aperfeiçoar a política pública e ampliar o atendimento aos agricultores e pecuaristas familiares”, afirmou.

Nesta edição, os produtores também terão acesso a diferentes grupos de sementes, fornecidos por 11 empresas, permitindo a escolha de materiais conforme as características das propriedades. “O agricultor poderá escolher a tecnologia mais adequada à realidade de sua propriedade”, disse o coordenador do programa, Vicenti Ney.

Programa sem custo para produtores

Criado para apoiar a recuperação das lavouras de milho e sorgo, o Milho 100% prevê o fornecimento gratuito das sementes aos agricultores familiares cadastrados. A iniciativa faz parte das ações do Plano Rio Grande voltadas à recuperação produtiva do meio rural após eventos climáticos que afetaram o Estado.

A regulamentação da safra 2026/2027 está prevista na Resolução Feaper nº 05/2026. Entre os objetivos do programa estão ampliar a área cultivada, reduzir custos de implantação das lavouras e contribuir para a produção de milho e sorgo no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Seapi
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