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Coopavel chega aos 52 anos na melhor fase de sua história
Ponto alto do aniversário será nesta quinta, dia 15, com lançamento oficial do 35º Show Rural.

A Coopavel comemora nesta quinta-feira (15) o seu 52º aniversário. Com sete mil cooperados e 7,3 mil colaboradores, a cooperativa experimenta o seu melhor momento. “Mesmo com desafios, os resultados dos últimos anos são muito bons, os melhores da nossa história”, destaca o presidente Dilvo Grolli. Em quatro anos, de janeiro de 2022 ao fim de 2025, a Coopavel dobrará o seu faturamento, chegando à marca de R$ 10 bilhões”.
A metodologia cooperativista, já uma realidade em países da Europa e em expansão em alguns estados brasileiros, foi a resposta que 42 produtores rurais de Cascavel encontraram há mais de cinco décadas para se livrar do jogo de grandes empresas brasileiras e multinacionais. Com a agricultura de escala ainda em afirmação, os produtores perceberam que teriam dificuldades caso seguissem reféns de regras que não lhes favoreciam. Assim, surgiu a ideia de criar uma cooperativa com base no melhor do que já existia no País.
Os primeiros anos não foram fáceis, mas gradualmente os bons resultados começaram a aparecer. O processo de profissionalização das propriedades rurais, em boa parte alcançada com a assistência técnica de qualidade garantida pela cooperativa, começou a mostrar a viabilidade da atividade rural e aquela foi a melhor propaganda possível para que o número de cooperados começasse a crescer. “Produzindo mais e melhor, os agricultores entenderam que aquele era não apenas um negócio para o presente, mas para o futuro da região”, destaca o presidente Dilvo.
Os anos de 1980 foram de dificuldades, mas contribuíram para melhorar a resiliência da cooperativa, tão necessária no avanço do processo de industrialização que viria e seria consolidado nos anos seguintes. “A agregação de valor às matérias-primas passou a remunerar ainda melhor a propriedade rural e a gerar empregos nas cidades, fazendo com que o ciclo de riqueza do cooperativismo fosse lentamente cumprindo a sua missão no Oeste do Paraná”, destaca Dilvo Grolli.
A transformação de grãos em ração e então em proteínas multiplicou resultados e deu nova dinâmica à economia regional. Hoje, o Oeste abriga cinco das 15 maiores cooperativas agroindustriais brasileiras. O Show Rural, por sua vez, abriu um leque de novas oportunidades, acelerando o processo de transmissão de conhecimentos da indústria ao produtor. Em 35 anos de realização, o evento ajudou a aumentar em mais de 200% as produtividades da soja e milho, fazendo do Oeste uma das maiores produtoras dessas commodities no mundo.
Modernização
Sempre atenta aos movimentos do mercado e às novidades trazidas pela inovação, a Coopavel iniciou há três anos um novo processo de modernização de sua estrutura. A atualização, que chega aos mais diferentes setores da empresa, vai conduzir a cooperativa a um novo estágio em seu processo de expansão. Sempre atenta à sustentabilidade e à preservação, ela segue conceitos modernos e internacionalmente reconhecidos, como as normas da ESG.
Lançamento
Uma missa em ação de graças às 18 horas, para colaboradores e cooperados, vai marcar na noite desta quinta-feira os 52 anos da cooperativa. Depois, também na Associação Atlética Coopavel – na saída para Toledo -, convidados vão se reunir para o lançamento oficial do 35º Show Rural, agendado para 06 a 10 de fevereiro de 2023. “Durante a solenidade de lançamento, vamos apresentar o tema oficial do evento, o filme especialmente produzido para divulgá-lo e também falar de algumas novidades já confirmadas”, ressalta o coordenador geral Rogério Rizzardi.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



