Suínos
Controle automático de temperatura reduz mão de obra no inverno catarinense
Inverno é desafio para produtores manterem sanidade; a temperatura é um dos principais pontos de manejo para manter o lote saudável e livre de doenças respiratórias
O inverno ainda é um grande desafio para produtores do Brasil inteiro, seja no frio rigoroso no Sul do país ou no clima mais seco do Centro-Oeste. Junto com a estação mais fria do ano vem também a possiblidade das doenças respiratórias nos suínos. Sem o manejo e cuidados adequados, o produtor corre o risco de, não somente ter um rebanho todo infectado, como também de ter grandes prejuízos econômicos na propriedade.
Sempre muito preocupado com sanidade, o suinocultor Rafael Lanfredi, de Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina, já vem fazendo adequações na granja. Com um crechário com 1.470 leitões o produtor está sempre atendo às dicas dos técnicos, além do que pode ser feito para que a qualidade da produção seja mantida. Entre as principais preocupações de Lanfredi estão os cuidados com os suínos nos períodos de frio. “Há quase um ano instalei um aquecedor automático na granja. Melhorou muito, também a minha qualidade de vida”, conta. O suinocultor informa que com o novo equipamento ele consegue manter uma temperatura estável dentro da granja, além de não precisar se preocupar mais tanto em ir tantas vezes ao dia e à noite no local para se certificar de que a temperatura está como desejada.
Essencialmente manter a temperatura constante dentro da granja é o principal cuidado, quando o assunto é manejo, que o produtor deve ter, especialmente no inverno. “Com as cortinas automáticas eu consigo programar tudo, como o quanto ela vai abrir ou fechar, a cada quanto tempo, e mesmo qual a temperatura eu quero ter dentro da minha granja”, conta Lanfredi. Ele informa que programa os equipamentos para manter a temperatura ambiente entre 26° e 24°. “Se a temperatura bate 26,5° Celsius, a cortina vai abrir. Agora, se a temperatura chega a 24,5° Celsius as cortinas fecham. Ela tem essa programação automática que faz com que o leitão fique em um ambiente mais estável, aumentando o rendimento dele”, diz. Além disso, há ainda as cortinas do lado de fora da granja, que impedem a entrada do vento. “Há ainda o sensor de vento, o que ajuda bastante, já que o vento baixa a imunidade do leitão”, comenta. Com isso, doenças comuns do inverno, como pneumonia e diarreia, não aparecem na produção do catarinense.
Lanfredi comenta que valeu muito a pena instalar as cortinas automáticas. “Isso me ajudou bastante no manejo, principalmente porque eu tenho pouca mão de obra e bastante serviço”, comenta. No inverno, um período bastante frio em Santa Catarina e que tornava o trabalho muito mais difícil, agora já não causa mais tanta dor de cabeça. “Antes, a cada duas horas eu tinha que estar em casa, principalmente para verificar como estava a temperatura dentro da granja, para manter estável”, diz. Segundo o produtor, no inverno as cortinas automáticas são excelentes. “Elas ajudam a manter a temperatura, já que aquece e mantém (a temperatura) mais facilmente, e gastamos menos lenha”, complementa.
A matéria completa você encontra na edição de SUÍNOS E PEIXES de maio/junho de 2017, na versão impressa ou ON LINE.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
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Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





