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Consumo e produção de trigo crescem e impactam positivamente região dos Campos Gerais

Paraná é o maior produtor do cereal no país, com cerca de 50% da produção nacional.

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Presente na mesa de muitos brasileiros e cultivado há milhares de anos, o trigo beneficia o sistema imunológico, melhora o colesterol e previne a diabetes. Conforme pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), a alta no consumo de pães e massas fez aumentar em 15% a demanda por trigo no Brasil, em 2021.

O Paraná é o maior produtor do cereal no Brasil, com cerca de 50% da produção nacional, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. No último ano, houve aumento de 2,9% na produção do grão.

Na região dos Campos Gerais, as três cooperativas pertencentes à Unium (Frísia, Castrolanda e Capal) inauguraram, em 2014, o moinho Herança Holandesa,  produzindo 25 tipos diferentes de farinha de trigo, a marca possui uma linha completa para massas e pães industriais, além da linha de farinhas 100% integrais para indústria e varejo. Em 2021, mais de 145 mil toneladas de trigo foram processadas e o faturamento passou dos R$ 280 milhões – um crescimento de 33% na comparação com o último ano.

Completando oito anos em 2022, a unidade possui atualmente 80 colaboradores, e se destaca pela seriedade na tratativa dos negócios, pelo padrão de entrega e qualidade dos produtos. “Neste momento, estamos em fase de estudos para aumentar a produção, além de investimentos na fábrica para garantir ainda mais a segurança alimentar”, conta o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Vitorio Ongaratto.

Em 2021, o moinho recebeu a auditoria de Certificação da FSSC 22000 (Food Safety System Certification) versão 5.1. A unidade já possuía a Certificação Internacional da ISO 22000 (International Organization for Standardization) desde 2016,  e fez a migração para a FSSC 22000. O coordenador reforçou a importância dessa conquista: “A certificação nos motiva a manter o alto nível de desempenho, da qualidade dos nossos produtos, dos processos e também do  comprometimento da equipe. Para nós, o mais importante é a satisfação dos clientes”, finaliza.

Fonte: Assessoria Unium
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Plano Safra foi positivo, mas a agropecuária precisa de mais recursos, aponta Faesp

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, Fábio de Salles Meirelles reconhece esforços do governo federal em liberar R$ 340,88 bilhões.

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Foto: Gilson Abreu

Os recursos do Plano Safra 2022/2023, anunciados na quarta-feira (29), são insuficientes para atender a demanda total de plantio da próxima safra que é de aproximadamente R$ 740 bilhões, segundo a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Apesar de os recursos anunciados de R$ 340,88 bilhões ficarem aquém da necessidade, o Governo Federal conseguiu viabilizar, nesse ambiente macroeconômico turbulento, a ampliação de 36% na disponibilidade de recursos em relação ao Plano Safra anterior.

Presidente da Faesp, Fábio de Salles Meirelles – Foto: Divulgação/Faesp

A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio de Salles Meirelles. “Reconhecemos os esforços do governo federal para expandir o volume de recursos, mas o ideal seria um montante mais próximo a R$ 400 bilhões para atender pontualmente os produtores brasileiros no custeio, comercialização e investimentos”, afirma o presidente.

Outra questão apontada pela Faesp é o volume de recursos com juros controlados, que chegam a R$ 195,7 bilhões (alta de 18%). O gerente do Departamento Econômico da Faesp, Cláudio Brisolara, afirma que muitos produtores, sem recursos, vão ter que recorrer a um “mix” de financiamentos com taxas controladas e o restante com empréstimos no mercado financeiro. “Entretanto, as taxas de juros livres cobradas pelos bancos, sobretudo com a alta da Selic, são bem maiores”, lembra o gerente. O problema é que quanto menos recursos com taxas de juros controlados o produtor acessar, mais ele terá que compensar com taxas de juros livres, a um custo muito maior.

Embora tenha havido um reajuste nos juros controlados em relação ao último Plano Safra – no Pronaf (pequenos produtores) a taxa para custeio e comercialização estava em 3,5/4,5% e passou para 5%/6% e no Pronamp (médios) de 5,5% para 8% – eles ainda são menores que os cobrados nos financiamentos com taxas de juros livres pelas instituições financeiras.

Na linha destinada aos “demais produtores”, de maior porte, o reajuste na taxa de juros controlados para custeio e comercialização foi maior, de 7,5% para 12%. A taxa livre cobrada pelo mercado está entre 16% e 20%. Já o volume anunciado de recursos para os juros livres (sem subsídio) em custeio e comercialização foi de R$ 145,18 bilhões (+69%).

Para custeio e comercialização, o total previsto é de R$ 246,28 bilhões (+39%) e Investimento, R$ 94,60 bilhões (+29%).

O ponto positivo foi o aumento do volume de recursos para os pequenos e médios produtores, ressaltou Brisolara. No Pronaf, estão programados R$ 53,61 bilhões (+36%) e de R$ 43,75 bilhões (+28%) no Pronamp.

Quanto ao seguro rural, o Governo fez uma importante sinalização de que pretende alocar R$ 2 bilhões para o PSR – Programa de Subvenção ao Seguro Rural, contudo, esses recursos precisam ainda ser aprovados e incorporados ao orçamento do Governo para o exercício de 2023.

Fonte: Ascom Faesp
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Criação de galinhas livres de gaiola ganha mais participação de mercado

Com a presença de especialistas da área e produtores que adotaram como estratégia e posicionamento no mercado o bem-estar das galinhas poedeiras, evento debateu estratégias e desafios para que mais produtores possam aderir ao sistema.

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Fotos: Divulgação

Com a participação de especialistas da área e produtores que adotaram como estratégia e posicionamento no mercado o bem-estar das galinhas poedeiras, a Alianima, organização que atua na agenda do bem-estar animal, promoveu na última semana o I Seminário sobre Bem-estar na Avicultura de Postura. Durante os dois dias de evento, foram apresentados os desafios, resultados e percepções do mercado brasileiro de avicultura para que mais produtores se unam ao movimento livre de gaiolas.

Na ocasião, a organização realizou o lançamento da 2ª edição do Estudo de Caso: Abrindo as Gaiolas, que desta vez analisa o mercado pelo lado de três produtores brasileiros de ovos de galinhas em sistemas livres de gaiolas. A publicação complementa a primeira edição, que apresentou cases de empresas do setor alimentício líderes de mercado que se comprometeram e que têm avançado e/ou concluíram com sucesso a transição para ovos livres de gaiolas.

“Queremos fazer a ponte entre os produtores e as empresas que já assumiram o compromisso público de não utilizar ou comercializar ovos e seus derivados provenientes de galinhas criadas em gaiolas e avançar cada vez mais para o sistema livre. No Brasil, não temos uma legislação específica para acabar com o sistema de gaiola, mas por outro lado, 89% dos consumidores brasileiros consideram importante que os animais de produção sejam bem tratados”, ressaltou Patrycia Sato, médica veterinária e presidente da Alianima, durante a abertura do seminário.

O que dizem os produtores de galinhas livres

Sócio da Planalto Ovos, Daniel Mohallem

Aumento na qualidade dos ovos, maior longevidade de produção, mais saúde para as aves e melhorias até na motivação dos colaboradores foram benefícios apontados com unanimidade pelos produtores da Planalto Ovos (MG), Sunny Eggs (GO) e Ovos Mombuca (SP), que contaram suas experiências no primeiro dia do seminário. “O bem-estar animal está relacionado diretamente à resistência imunológica dos animais, resultando numa qualidade melhor do produto e maior tempo de produção desse animal. Nossos colaboradores se sentem melhor ao lidar com galinhas livres de gaiolas”, contou Daniel Mohallem, sócio da Planalto Ovos.

Um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores é esclarecer ao próprio consumidor sobre as diferenças entre os quatro tipos de ovos disponíveis no mercado: orgânico, caipira, cage-free (livre de gaiolas) e convencional (sistema de gaiolas). No Brasil, por não existir uma normatização dos rótulos, embalagens de ovos oriundos de gaiolas estampam imagens de galinhas no campo. E o consumidor, na hora da decisão de compra, sem poder avaliar a diferenciação, acaba optando pelo menor preço.

“O consumidor não sabe a diferença dos ovos disponíveis no mercado. A única forma de mostrar a diferença é ir para frente das gôndolas e explicar para essas pessoas o que é o ovo cage-free. Nosso desafio é mostrar que o meu ovo branco cage-free é igual ao vermelho”, esclareceu Hélio Paiva, fundador da Sunnyeggs.

Ao contrário do que se esperava, a pandemia não prejudicou tanto o setor. Em 2021, cada brasileiro consumiu em média 257 ovos, um aumento de quatro ovos a mais que o ano anterior; e 25 ovos a mais que a média mundial. Para 2022, a expectativa é que o consumo de ovos possa chegar a 262 unidades por brasileiro, segundo a ABPA.

Diretor-executivo da Ovos Mombuca, Tiago Wakiyama

E mesmo com o aumento nos insumos, o melhor valor de mercado do ovo livre de gaiola foi o que ajudou os produtores a enfrentarem as mudanças econômicas, como afirmou o diretor-executivo da Ovos Mombuca. “O bem-estar animal foi a estratégia adotada para alcançarmos uma diferenciação nos ovos. Antes a Mombuca contava com 75% da produção de ovos em sistema convencional e 25% de produção alternativa, e hoje invertemos o cenário. Foi isso que nos fez sobreviver”, disse Tiago Wakiyama.

Mercado impulsiona mudanças
No segundo dia do Seminário foi a vez dos especialistas do setor de alimentos analisarem as tendências da agropecuária, especificamente da avicultura de postura. Durante as apresentações, o cenário detalhado mostra que nos últimos dez anos a pauta de bem-estar animal já é uma realidade para grandes e pequenas empresas e demonstra não ser mais uma opção para os players escolherem entre investir ou não, mas sim uma necessidade para sobreviver.

“O conceito de consumo é diferente para as gerações. O bem-estar animal é crucial para o investidor que tem o enfoque ESG. Existe o custo de se fazer as mudanças de bem-estar animal, mas o risco de não fazer é maior”, alertou o professor e doutor Celso Funcia Lemme, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD da UFRJ).

Também participaram do segundo dia do I Seminário sobre Bem-estar na Avicultura de Postura da Alianima o criador do selo Produtor do Bem, Leonardo de La Vega; a médica veterinária Lizie Buss, da Coordenação de Boas Práticas e Bem-estar Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CBPA/SDI/MAPA); e o diretor-executivo da Fai Farms, Murilo Quintiliano.

Fonte: Assessoria
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BRDE Labs convoca startups para propor soluções a desafios ESG do banco e de empresas parceiras

Programa de inovação do Banco Regional de Desenvolvimento do Estremo Sul está com inscrições abertas para startups de todo Brasil até 29 de julho. Nesta edição, o próprio BRDE e mais nove empresas paranaenses apresentaram seus desafios relacionados ao conceito de ESG.

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Foto: Divulgação/BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, por meio do seu programa de inovação, o BRDE Labs, convoca startups de todo Brasil para proporem soluções aos desafios ESG (tradução para governança ambiental, social e corporativa). O ESG é o tema do programa neste ano.

As inscrições para o BRDE Labs 2022 no Paraná estão abertas até o dia 29 de julho. Nesta edição, o próprio BRDE e mais nove empresas paranaenses apresentaram seus desafios relacionados ao conceito de ESG, que se refere à avaliação e diminuição dos impactos das operações em três eixos da sustentabilidade – o meio ambiente, o social e a governança. O programa é voltado para startups de todo o país que atuam na pesquisa e implementação de soluções em prol da sociedade e do planeta.

O BRDE Labs foi criado para aproximar as startups do governo, universidades, indústrias e do BRDE, a fim de gerar inovação para capacitar e acelerar o desenvolvimento do Paraná. As empresas âncoras, como são denominadas as organizações participantes que aceitaram essa interlocução com a nova geração de empreendedores, estão à procura de integrarem suas práticas e processos aos objetivos sociais e ambientais, além de otimizar custos e maximizar lucros ao solucionar seus desafios.

O foco do programa é a aceleração das startups selecionadas, por meio da conexão com empresas de médio e grande porte, bem estabelecidas em seus nichos de atuação. No Paraná, as empresas âncoras são: Bree, Brose, Frísia, Frivatti, Intecso, Marel S/A, Santa Maria, Tuicial e Engeluz. Cada uma indicou até quatro desafios que podem ser conhecidos no site www.brdelabs.com.br/pr.

O BRDE apresentou os seguintes desafios: levantamento de dados e análise automatizada de imóveis rurais, cálculo e compensação da emissão de gases de efeito estufa, monitoramento do risco climático de projetos financiados e mapeamento e avaliação regulares de práticas ESG.

A aceleradora Hotmilk, da PUCPR, e a entidade empresarial Amcham são parceiras do BRDE nesse programa de inovação. Nas edições de 2020 e 2021, ao todo, 515 startups de diversos estados brasileiros se inscreveram para participar do programa, que teve como temas Agronegócio e Indústria.

Fonte: Ascom BDRE
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suinfair 2022

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