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Consumo de carne de frango triplica no Brasil, enquanto os preços continuam em baixa
Com a alta da exportação para diversos países, o consumo interno se beneficia com a baixa dos preços e consumidor passa a consumir mais aves nas refeições.

O Brasil está entre os maiores criadores de aves do planeta, os números brasileiros comparados aos internacionais são, de longe, maiores em todos os sentidos. Exemplo disso, as exportações de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 420,9 mil toneladas no começo de 2023, alta de 20,6% ante igual período do ano anterior e um recorde para o mês, conforme relatório da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com firme demanda externa causada pela restrição global de oferta devido à gripe aviária que assustou criadores no início de 2023.
Principal destino das exportações da carne de frango do Brasil, a China importou 60,2 mil toneladas em janeiro de 2023, número 24,7% maior do que o registrado no mesmo período de 2022, com 48,3 mil toneladas, mostraram os dados, outros destaques foram o Japão, com 37,7 mil toneladas (+23,1%), Arábia Saudita, com 32,4 mil toneladas (+111,3%), África do Sul, com 29,5 mil toneladas (+15,7%) e União Europeia, com 21,8 mil toneladas (+20,4%).
Para o diretor da Efficienza, Fábio Pizzamiglio, o cenário é positivo, mas ainda é necessária uma maior variação de mercado. “Podemos observar que estamos cada vez mais ampliando a nossa participação internacional quando tratamos de carnes. Assim como o Frango, também somos o principal exportador de carne bovina. Temos ainda uma dependência grande da China, mas acredito que temos a possibilidade de alcançar novos mercados e ampliar ainda mais nossa participação ainda em 2023”, afirma.
Além dos criadores comemorarem os altos índices de janeiro, o consumidor brasileiro também comemora a baixa dos preços nos distribuidores varejistas e atacadistas. De acordo com levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo de janeiro. O preço do quilo do peito diminuiu de R$ 7,60 para R$ 6,80.
Enquanto isso, o quilo da coxa foi de R$ 7,50 para R$ 6,50 e o quilo da asa de R$ 11,50 para R$ 10,80. Na distribuição, o preço do quilo do peito recuou de R$ 7,80 para R$ 7,00, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 6,70 e o quilo da asa de R$ 11,75 para R$ 11,00. No atacado, o preço do quilo do peito caiu de R$ 7,70 para R$ 6,90, o quilo da coxa de R$ 7,60 para R$ 6,60 e o quilo da asa de R$ 11,60 para R$ 10,90. “O Brasil tem importância internacional quando tratamos dos produtos da avicultura. Deste modo, os preços do mercado interno também dependem de fatores como os custos logísticos e o valor da nossa moeda perante ao dólar. Precisamos estar atentos e acompanhar a variação da moeda como um fator que pode afetar o preço do frango no decorrer de 2023”, ressalta Pizzamiglio.
O dólar tem apresentado constantes variações desde o último trimestre. O preço da moeda estrangeira registrou baixas constantes nas últimas semanas e segue estabilizado. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), órgão que se dedica a monitorar a criação de aves e suínos no país, cada brasileiro consome em média 45 quilogramas de carne por ano. Este número é três vezes maior do que o brasileiro consumia em 1990, 13,5 quilogramas em média. Segundo especialistas, o consumo deve continuar em crescimento nos próximos meses por conta da continuidade da queda dos preços.

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Tecnologia brasileira cria fertilizante inteligente para regenerar solos e reduzir emissões
Patente desenvolvida por pesquisadores da USP tem potencial para recuperar 150 milhões de hectares degradados, reduzir em 70% o custo de produção da tecnologia e ampliar a produtividade de culturas como soja, café e cana-de-açúcar.

Uma tecnologia baseada em estruturas metal-orgânicas (MOFs), reconhecidas com o Prêmio Nobel de Química de 2025, deu origem a uma patente inédita brasileira com potencial para alterar a forma como os solos tropicais são recuperados e manejados. Desenvolvida no Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa da Universidade de São Paulo (RCGI-USP), a inovação resultou em um fertilizante inteligente capaz de regenerar solos degradados, aumentar a produtividade das lavouras e capturar carbono.

Foto: Divulgação
O projeto reúne pesquisadores da USP e da Unesp, em parceria com a Shell Brasil, as deep techs MOF TECH e Quanticum e a Novamérica. O desenvolvimento foi financiado com recursos da Cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo os pesquisadores, a tecnologia pode contribuir para a recuperação de cerca de 150 milhões de hectares de solos degradados no Brasil, permitindo elevar a produção agrícola sem a necessidade de abrir novas áreas de cultivo. O avanço está alinhado ao desafio de ampliar em 40% a produção nacional de alimentos até 2050, mantendo a atual área agrícola e sem avanço sobre áreas de vegetação nativa.
Além do ganho produtivo, a tecnologia poderá reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados e criar oportunidades para geração de créditos de carbono.
Fertilizante imita mecanismos naturais do solo

Foto: Divulgação/SAA SP
O diferencial da tecnologia está no uso de estruturas metal-orgânicas (MOFs), materiais nanoestruturados capazes de controlar a retenção e a liberação de nutrientes no solo. “Somos pioneiros globais na utilização de estruturas metal-orgânicas (MOFs) para regenerar solos tropicais, produzidos por meio de uma rota mecanoquímica limpa, provando que o Brasil está na vanguarda da pesquisa dessa tecnologia”, afirma Liane Rossi, professora do Instituto de Química da USP, diretora do Programa de Captura e Utilização de Carbono (CCU) do RCGI e coordenadora do projeto.
Segundo ela, o desenvolvimento combina materiais avançados com ciência do solo tropical. “A inovação está em combinar química de materiais avançados com ciência do solo tropical. O material desenvolvido reproduz mecanismos naturais de retenção e liberação de nutrientes, mas com controle químico e ajustável para cada tipo de solo. É um fertilizante inteligente que regenera o solo e reduz emissões”, explica.
Resultados em campo
A tecnologia ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento voltada à viabilidade comercial, mas já foi validada em condições de laboratório, casa de vegetação e em lavouras comerciais de cana-de-açúcar, soja e café.

Fotos: Divulgação/Abisolo
De acordo com os pesquisadores, os testes indicaram aumento da produtividade das culturas, maior armazenamento de carbono no solo e redução das emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas às atividades agrícolas. “Testamos o material em condições de casa de vegetação e campo nas principais culturas do agronegócio brasileiro e verificamos que a tecnologia entrega ganhos em produtividade, aumento do carbono no solo e redução de emissões de CO₂”, afirma Barbara Samartini, líder de projetos da Shell Brasil.
Ela destaca que outro avanço foi a redução do custo de fabricação. “Conseguimos avançar significativamente na redução de custos de produção do material, o que indica a viabilidade econômica. Estamos falando de uma solução com potencial concreto de impacto para o produtor e para o clima”, destaca.
Produção mais limpa e menor custo
O processo de fabricação segue princípios da química verde. Segundo a equipe, utiliza pouca água, não gera resíduos e incorpora integralmente o material produzido ao solo.

Foto: Shutterstock
Outro resultado apontado pela pesquisa foi a redução de aproximadamente 70% no custo de produção dos MOFs em comparação com os métodos convencionais, fator considerado essencial para tornar a tecnologia comercialmente viável.
Nos solos tropicais, caracterizados por acidez elevada, baixa retenção de nutrientes e perda de matéria orgânica, as nanopartículas funcionam como minerais sintéticos regenerativos. A tecnologia contribui para recuperar a estrutura física do solo, aumentar sua capacidade de armazenamento de carbono e restabelecer funções ambientais importantes, além de favorecer o desenvolvimento das plantas e aumentar sua resistência a doenças.
Próxima etapa é a escala industrial
Após a validação em escala de quilogramas, a pesquisa avança para a fase de ampliação industrial. O objetivo é produzir o material em toneladas e acelerar sua adoção em sistemas agrícolas comerciais.
Os pesquisadores avaliam que, caso a tecnologia alcance viabilidade comercial, ela poderá integrar estratégias de agricultura regenerativa voltadas ao aumento da produtividade, recuperação de áreas degradadas e redução das emissões de gases de efeito estufa no campo.
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Brasil diz que não há justificativas para tarifas impostas pelos EUA
Governo brasileiro diz que iniciará instrumentos de reciprocidade.

O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos (EUA), anunciada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).


A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio. E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil. “O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.
A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”, além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.
Alegações
A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.
Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Fotos: Claudio Neves
Em sua defesa, no entanto, o governo brasileiro diz que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são descabidas. “Bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas”, informa a nota.
Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.

Foto: Divulgação
De acordo com a nota do governo brasileiro, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense. “Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, diz a nota da Presidência.
A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.
“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.
Notícias No Oeste do Paraná
Marechal Cândido Rondon anuncia vencedores do Prêmio Produtor Destaque 2026
Reconhecimento contempla 12 categorias da agropecuária e valoriza produtores rurais que investem em inovação, tecnologia e diversificação no Oeste do Paraná.

O Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário (CMDA) de Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, divulgou os vencedores da 35ª edição do Prêmio Produtor Destaque, que reconhece produtores e famílias rurais do município por investimentos, inovação, adoção de tecnologias e contribuição para o desenvolvimento do setor agropecuário.
Os nomes dos premiados foram apresentados na terça-feira (30), durante reunião realizada no gabinete da Prefeitura de Marechal Cândido Rondon. Participaram do encontro o prefeito Adriano Backes, o vice-prefeito Vanderlei Sauer, o secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, Alex Luis Kuhn, o presidente do CMDA, Edio Chapla, além de representantes de entidades e empresas parceiras, entre elas o Sicredi.
Promovido pelo CMDA em parceria com a Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, o prêmio também conta com o apoio de instituições como IDR-Paraná, Copagril, Agrícola Horizonte, Sindicato Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Associação dos Engenheiros Agrônomos.
Nesta edição, dezenas de produtores rurais participaram da seleção. A premiação integra a programação da Expo Rondon 2026, e a entrega dos certificados está marcada para o dia 25 de julho, às 9h30, no Pavilhão Alemão, no parque de exposições.
Confira os vencedores do Prêmio Produtor Destaque 2026:
- Atividade Inovadora de Renda: Queijaria Meu Propósito
- Avicultura de Corte: Granja Voigt
- Bovinocultura de Leite: Keli e Charles Ruppenthal
- Diversificação de Atividades na Propriedade: Hari e Mirta Krepsky e família
- Agricultura e Olericultura Orgânica: Jocieli Maria Cotrim e Sidnei Francisco Müller
- Mandiocultura: Agro Amorim
- Piscicultura: Nicolas F. B. Kunz e Adriana A. Becker
- Preservação Ambiental/Conservação do Meio Ambiente: Luciano Davi Pretzel e amigos
- Produção de Grãos: Vilson e Bertilo Barbian
- Suinocultura – UPD – Fase Iniciador: Granja Vívian Guará
- Suinocultura – Fase Crechário: Granja Matte
- Suinocultura – Fase Terminador: Granja Fenner Griep.




