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Consumir ovo contribui para a saúde ocular
Comer de 1 a 4 ovos por dia ajuda a retardar o processo degenerativo da visão, reduzir o risco de catarata e fortalecer a retina

A alimentação, sem dúvida, está diretamente ligada à manutenção da saúde. As escolhas alimentares podem trazer benefícios e malefícios em diversos aspectos e em diferentes ciclos da vida das pessoas. Com nossos olhos, não é diferente, e eles podem se beneficiar, e muito, daquilo que comemos.
O ovo, por exemplo, é uma excelente fonte de nutrientes. Contém proteína de alto valor biológico (fornecendo todos os aminoácidos essenciais), vitaminas (riboflavina, vitamina E, vitamina B6, vitamina A, ácido fólico, colina, vitamina K, vitamina D e vitamina B12), minerais (zinco, cálcio, selênio, fósforo e ferro), ômega 3 e compostos ativos (luteína e zeaxantina).
E quando se pensa em saúde ocular, o destaque fica por conta dos nutrientes denominados de carotenoides, como a luteína e a zeaxantina presentes nos ovos, que possuem funções antioxidantes. A luteína e a zeaxantina são pigmentos amarelos que se localizam na mácula, região central da retina dos olhos, e que, por isso, também são chamados de pigmentos maculares.
“Os pigmentos maculares atuam como um filtro que protege a mácula, por reduzir a quantidade de luz de comprimento de onda curta, além de neutralizar espécies reativas de oxigênio liberadas tanto por dano luminoso como pelo metabolismo retiniano interno”, explica Dra. Milena Cornacini, Nutricionista Clínica, Esportiva e Ortomolecular, Mestre e Doutora em Nutrição e Consultora Técnica da Katayama Alimentos. Nosso organismo não sintetiza estes pigmentos e, por isso, precisamos obtê-los através da alimentação ou suplementação, sendo a gema do ovo uma potente fonte alimentar contra a degeneração das células e redução da acuidade visual, reduzindo, inclusive, os riscos de doenças oftalmológicas, como degeneração macular e catarata.
Dê preferência ao ovo cozido ou frito
De acordo com a Dra. Milena, atualmente, não há pesquisas suficientes para indicar um nível ou quantidade ideal exato de ingestão de luteína e zeaxantina para proteção contra doenças oculares, mas estudos já realizados indicam que o consumo de 1 a 4 ovos por dia é capaz de promover e garantir a saúde ocular, pois aumenta os níveis de carotenoides no sangue e a densidade óptica do pigmento macular. Entretanto, para potencializar os efeitos benéficos dos ovos, é importante considerar a técnica dietética aplicada durante seu processamento e consumo.
De acordo com as pesquisas, dentre as três formas de preparo, os ovos mexidos (com ruptura das gemas) apresentaram menores teores de luteína e zeaxantina, se comparados aos ovos cozidos ou fritos (com as gemas intactas), sendo que os cozidos ainda são superiores aos fritos em relação aos níveis de ambos os compostos, com a vantagem de não conterem gorduras trans.
Por fim, é fundamental buscar orientação de um profissional nutricionista, a fim de obter uma prescrição personalizada, visando as necessidades nutricionais de cada paciente, e priorizando a melhor técnica dietética e biodisponibilidade dos compostos ativos.
Catarata e degeneração macular
A catarata é a denominação dada a qualquer opacidade do cristalino, que não necessariamente afete a visão. É a maior causa de cegueira tratável nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 45 milhões de cegos no mundo, dos quais 40% são devidos à catarata.
As cataratas podem ser classificadas em congênitas, de aparecimento precoce ou tardio, e aquelas adquiridas, onde são incluídas todas as demais formas da doença, inclusive a catarata relacionada à idade. O principal sintoma da catarata é a diminuição progressiva da visão, para longe e para perto, que não melhora com a correção refracional adequada.
Já a degeneração macular da retina provoca uma perda progressiva da visão. O indivíduo enxerga linhas tortas e pontos escuros. A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma das doenças mais comuns relacionadas a visão e também fonte de pesquisas relacionadas ao impacto de hábitos alimentares associados ao risco e progressão da doença. As evidências encontradas pelos pesquisadores até o momento sugerem uma associação significativa entre a ingestão de luteína / zeaxantina e redução de risco para DMRI avançada.

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.





Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.
Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.