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Conselho Técnico da Aiba apresenta resultados da Safra 2023/24 e projeções para 2024/25

Foram analisados os dados coletados pelo Núcleo de Agronegócio da Aiba, que incluem informações sobre a evolução das áreas produtivas e o desempenho das culturas.

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Fotos: Divulgação/Aiba

No dia 30 de setembro, o Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) se reuniu na sede da Aiba/Abapa, em Barreiras, para apresentar o balanço da safra 2023/24. Durante o encontro, foram analisados os dados coletados pelo Núcleo de Agronegócio da Aiba, que incluem informações sobre a evolução das áreas produtivas e o desempenho das culturas, com base em levantamentos sensoriais remotos e amostragens de campo.

Foram discutidas também as estimativas iniciais de produtividade para as culturas de soja, milho e algodão, bem como eventuais ajustes nos números preliminares para a safra 2024/25. Esses dados abrangem as quatro microrregiões do Oeste da Bahia, uma das mais importantes áreas agrícolas do estado.

A safra de 2023/24 enfrentou desafios significativos, como o impacto do fenômeno El Niño. Segundo o gerente de Agronegócio da Aiba, Aloísio Júnior, “os agricultores da região demonstraram grande resiliência, e unido aos investimentos tecnológicos fizeram uma grande diferença”. Apesar das adversidades climáticas, a soja fechou com uma média de 63 sacas por hectare, o Oeste da Bahia registrou uma produção total de 7,4 milhões de toneladas da oleaginosa. Com uma área superior a 1,9 milhão de hectares plantados, a soja é o carro chefe da produção agrícola na região, ocupando mais de 67% da área total cultivada no oeste baiano.

De acordo com o levantamento do Conselho Técnico, o algodão, que é a segunda maior cultura desenvolvida na região, apresentou dados otimistas. Os 345 mil hectares plantados renderam cerca de 1,6 milhão de toneladas de algodão em caroço. A produtividade média alcançou as cifras de 326 arrobas por hectare. Já o milho, chegou a enfrentar problemas por aspectos fitossanitários e climáticos, finalizando a safra com o resultado de 150 sacas por hectare de sequeiro e 160 sacas por hectare de irrigado correspondente a uma produção de mais de um milhão do cereal.

Previsão para a Safra 2024/25 – Com o início da semeadura de soja em áreas irrigadas dentro da janela de excepcionalidade autorizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a safra 2024/25 já começa a tomar forma. Cerca de 113 mil hectares estão sendo semeados, e os produtores se preparam para iniciar o plantio na janela regular da cultura a partir de 8 de outubro.

Para a próxima safra, o Conselho Técnico projeta o plantio de 2,129 milhões de hectares de soja, 380 mil hectares de algodão e 105 mil hectares de milho. A expectativa é de que a produtividade da soja aumente de 63 para 67 sacas por hectare, aumento esperado para o milho também, que deve subir de 150 para 170 sacas sequeiro e 160 para 180 sacas irrigado. A produção total estimada para a soja é de 8,558 milhões de toneladas e, para o milho, 1,071 milhão de toneladas.

“O prognóstico climático aponta para um cenário de La Niña, o que nos dá esperanças de uma safra mais produtiva e promissora em 2024/25. Esperamos um aumento de 7,5% na área plantada de soja e de 10,1% na de algodão, enquanto a área de milho deve sofrer uma redução de 8,9%. Esses números ainda são preliminares e serão ajustados conforme os dados forem sendo consolidados em campo”, conclui, o gerente de agronegócio da Aiba, Aloísio Júnior.

O Conselho Técnico é formado pelos representantes da Aiba, Abapa, Abacafé, Fundação BA, Sindicatos Rurais de Barreiras e LEM, Sandias, Aprosem, Aciagri, Cargill, Bunge, Cooproeste, Crea, IBGE, Bahiater, Adab, Conab, BNB, Banco do Brasil, ALZ Grãos, ADM do Brasil e Cofco Agri.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Aiba

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Produtores passam a contar com canal direto para notificar pragas

Medida busca prevenir entrada e disseminação de ameaças que possam afetar a agropecuária e o meio ambiente.

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Foto: Eduardo Monteiro

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), disponibilizou um canal exclusivo (alertapragas@agro.gov.br) para o recebimento de notificações sobre possíveis pragas quarentenárias, exóticas ou emergentes no Brasil. A medida reforça as ações de vigilância fitossanitária desenvolvidas pelo Mapa para prevenir a entrada e a disseminação de pragas que podem causar prejuízos ao setor agropecuário, e consequentemente a economia e ao meio ambiente.

Aberto a produtores rurais, profissionais técnicos, empresas, instituições e cidadãos, o canal amplia a rede de colaboração no monitoramento de pragas. As informações enviadas serão avaliadas pela equipe técnica da SDA, que poderá acionar unidades de vigilância para inspeções em campo, coleta de amostras e demais procedimentos necessários.

A iniciativa reforça a estratégia de detecção precoce do Mapa e aumenta a capacidade de resposta diante de ameaças que ainda não ocorrem no país ou que representam risco emergente. O contato direto facilita a comunicação e contribui para mitigar prejuízos ao setor agropecuário e ao meio ambiente.

Para registrar uma suspeita, basta encaminhar mensagem com descrição da ocorrência, local e data da observação, imagens (quando houver) e informações de contato que auxiliem na análise técnica. O Mapa destaca que a colaboração de todos é fundamental para manter a sanidade vegetal do país e reforça seu compromisso com a proteção do patrimônio agropecuário brasileiro.

Com o novo canal, o Ministério reafirma seu compromisso com a vigilância ativa, a prevenção de riscos e a modernização do sistema agropecuário brasileiro, alinhado às melhores práticas internacionais.

Fonte: Assessoria Mapa
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C.Vale amplia faturamento e eleva sobras em 83% em 2025

Cooperativa alcança R$ 25,2 bilhões em receita e R$ 274,4 milhões em benefícios aos associados, mesmo diante de estiagem, gripe aviária e juros altos.

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Fotos: Divulgação/C.Vale

Mesmo com uma rara combinação de fatores negativos em um único ano, a C.Vale conseguiu ampliar o faturamento e os resultados do exercício de 2025. A cooperativa precisou superar estiagens, desvalorização dos grãos, juros altos, gripe aviária e o tarifaço norte-americano para melhorar seu desempenho no ano que passou. As sobras e outros benefícios aos associados cresceram 83,21% e chegaram a R$ 274,4 milhões. Os resultados proporcionados pela agroindustrialização e a boa safra de Mato Grosso, compensaram estiagens, principalmente nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul. O pagamento do retorno começa no dia 9 de fevereiro nas unidades da cooperativa em seis estados (PR, SC, RS, MT, MS e GO).

Lang apresentou relatório ao lado Ademar Pedron (vice-presidente), Walter Dal’Boit (secretário do Conselho de Administração) e Edio Schreiner (diretor-executivo)

Em assembleia na Asfuca de Palotina (PR), no dia 06 de fevereiro, o presidente do Conselho de Administração da C.Vale, Alfredo Lang, apresentou relatório apontando faturamento consolidado de R$ 25,2 bilhões, um crescimento de 14,69% sobre a receita de 2024.  O recebimento de 6,5 milhões de toneladas de produtos, quase 27% maior que o do ano anterior, ajudou a sustentar o desempenho positivo.

Lang entende que os resultados mantêm a boa saúde financeira da cooperativa, fator fundamental para garantir a segurança dos negócios com associados e fornecedores. Para ele, os indicadores positivos permitem à cooperativa dar sequência aos investimentos na melhoria das unidades de grãos. “Esse processo terá continuidade ao longo de 2026 porque precisamos acelerar o recebimento e a expedição de produtos”, assegurou.

Em seu primeiro ano completo de operação, a esmagadora de soja processou 16,4 milhões de sacas do grão.

Conselho fiscal

Os associados aprovaram a chapa ao novo Conselho Fiscal da C.Vale para 2026. Tomaram posse os conselheiros efetivos Volmar Paulo Hendges, José Antônio Tondo e Gilson Lussani, e os suplentes Wilson Gilberto Costa, Nelson Lauersdorf e Milton Cividini.

Fonte: Assessoria C.Vale
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Aurora Coop fecha 2025 com R$ 26,9 bilhões em faturamento e 3,5 mil novos empregos

Cooperativa registra sobras de R$ 1,2 bilhão, amplia presença internacional e reforça impacto econômico em quatro estados.

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Planta Industrial da Aurora em Chapecó - Fotos: Divulgação/Aurora Coop

Geração de milhares de empregos, contribuição ao desenvolvimento econômico regional de centenas de municípios brasileiros, melhoria da qualidade de vida das famílias rurais e atenção ao bem-estar animal estão entre os efeitos da atuação da Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop), ao lado de resultados superavitários, em 2025.

Os resultados obtidos nos ano passado foram apresentados pelo presidente Neivor Canton, pelo vice-presidente de agronegócios Marcos Antonio Zordan e pela diretora administrativa Marinei Zuffo Rocha.

Os dirigentes fizeram uma análise do Sistema Aurora Coop que une 14 cooperativas agropecuárias, 87 mil famílias rurais no campo e 50,4 mil colaboradores lotados nas fábricas e unidades comerciais, logísticas e administrativas responsáveis pela produção e processamento diário de 35 mil suínos, 1,4 milhão de aves e 1,6 milhão de litros de leite.

“Podemos afirmar que a Aurora Coop se tornou o maior paradigma brasileiro de intercooperação, pois aqui laboram mais de 150 mil famílias para fornecer alimentos de excelência para o Brasil e para mais de 80 países com um portfólio de mais de 850 produtos das marcas comerciais Aurora, Aurora Premium, Aurora Bem Leve, Nobre, Alegra e Gran Mestri, assinala Canton.

Contexto

Vice-Presidente de agronegócios Marcos Antonio Zordan. Presidente Neivor Canton e Secretário Romeo Bet

Em 2025, diante de um ambiente econômico desafiador, marcado por inflação persistente de alimentos, instabilidades geopolíticas, pressões sanitárias e maior seletividade do consumo, a Aurora Coop demonstrou solidez estratégica de adaptação em suas operações comerciais. O ano exigiu decisões assertivas, disciplina operacional e leitura apurada do mercado, tanto no cenário nacional quanto internacional.

No mercado externo, a cooperativa enfrentou restrições relevantes, especialmente em função da influenza aviária, da doença de New Castle e do fechamento temporário de mercados estratégicos. Ainda assim, a Aurora Coop preservou resultados em faturamento, apoiada pela reorganização dos fluxos de exportação, pela valorização cambial e pela melhoria do mix de produtos, com destaque para suínos e processados. O avanço do processo de internacionalização ganhou um marco importante com a inauguração da primeira subsidiária internacional da cooperativa, em Xangai, fortalecendo a presença da Aurora Coop no mercado asiático e ampliando sua capacidade de relacionamento e inteligência comercial global.

No mercado interno, o ano foi caracterizado por um consumo mais racional, maior sensibilidade a preço e mudanças no comportamento do consumidor. Nesse contexto, a Aurora Coop avançou por meio do fortalecimento da segmentação de canais, da evolução dos canais digitais, da ampliação da atuação territorial e da evolução das rotinas de planejamento e atendimento. Os ganhos de participação de mercado em carnes congeladas e industrializadas refletem a consciência da estratégia comercial e o foco em rentabilidade e valor agregado.

Lançamentos em categorias estratégicas, a expansão da atuação em industrializados e a entrada em segmentos de maior valor agregado, como os queijos especiais com a incorporação da Gran Mestri, reforçaram a competitividade da Aurora Coop e ampliaram sua presença nos principais momentos de consumo.

Força para economia regional

Mais uma vez a empresa revelou-se uma grande fomentadora do mercado de trabalho. A Aurora Coop criou 3.591 novos empregos em 2025 e encerrou o ano com 50.437 colaboradores diretos. Os investimentos em remuneração e encargos somaram R$ 2,9 bilhões. Outros R$ 686,9 milhões foram investidos em benefícios, como  alimentação, vale-alimentação, transporte, plano de saúde, previdência privada, prêmio por tempo de serviço, auxílio creche e seguro de vida.

Os investimentos gerais em colaboradores (incluídos salários/encargos, benefícios, segurança e saúde no trabalho, capacitação/desenvolvimento e auxílio-escola) totalizaram R$ 3,7 bilhões.

As atividades no campo, nas unidades industriais e no mercado geraram movimento econômico que irrigaram a economia dos municípios, especialmente em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Essa contribuição foi superior a R$ 27 bilhões, assim representados: geração de ICMS (R$ 3,0 bilhões), valor adicionado na atividade agropecuária “indireto” (R$ 12,3 bilhões), valor adicionado na atividade industrial e comercial (R$ 8,3 bilhões), remuneração e encargos sobre a folha de pagamento e benefícios (R$ 3,5 bilhões).

Ativos biológicos

Por operar com imensos ativos biológicos, a Aurora Coop adotou o moderno conceito “saúde única” (one health), o qual  reconhece a interdependência entre saúde animal, humana e ambiental e assume papel central na gestão moderna, orientando práticas que garantem sustentabilidade, biosseguridade e bem-estar em todas as etapas produtivas. Nessa mesma linha, o bem-estar animal (BEA) continuou na pauta de prioridades da empresa, que se tornou referência nacional em práticas sustentáveis e éticas na produção agropecuária. A Aurora Coop consolidou seu protagonismo no  setor com investimentos que ultrapassam R$ 1,4 bilhão em melhorias nas áreas de suinocultura, avicultura e bovinocultura de leite.

A gestão ética, sustentável e humanitária dos ativos biológicos garante o suprimento das matérias-primas de origem animal para as indústrias. As 9 unidades industriais de processamento de aves têm capacidade instalada para o abate diário de 1,4 milhão de frangos. De outra parte, as 8 plantas das unidades industriais de suínos têm capacidade de abate de 35 mil suínos/dia. O planejamento do abate de suínos foi influenciado por fatores externos que exigiram adaptações estratégicas nas operações industriais.

Produção

As 8 plantas industriais de suínos da Aurora Coop abateram 8,2 milhões de cabeças em 2025, registrando crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior.

As 9 plantas frigoríficas de aves processaram 347,9 milhões de frangos, um incremento de 1,4% em relação a totalidade do ano anterior.

No exercício de 2025, a Aurora Coop consolidou o setor de lácteos como um dos pilares estratégicos. A Aurora Coop adquiriu a Gran Mestri, de Guaraciaba (SC), tradicional marca brasileira de queijos especiais, reconhecida pelo seu portfólio de alto valor agregado e pela excelência na produção de queijos tipo grana, parmesão, pecorino, mascarpone, brie, gorgonzola, entre outros. A marca é uma das poucas no país autorizadas a utilizar a nomenclatura Grana Padano, legítimo queijo grana, símbolo de tradição e nobreza da queijaria italiana.

O volume de leite captado das cooperativas do Sistema Aurora Coop em 2025 atingiu 489 milhões de litros.

Desempenho ecônomico

Refletindo o esforço de todo o Sistema Aurora Coop, a receita operacional bruta de 2025 atingiu R$ 26,9 bilhões (uma elevação de 8,3%) e as sobras do exercício subiram para R$ 1,2 bilhão (aumento de 43,5% em comparação a 2024). O mercado interno deu origem a 65,8% do faturamento e, o mercado externo, a 34,2%.

 As vendas no mercado interno evoluíram 13,5% e totalizaram R$ 15,6 bilhões, receita obtida com os segmentos de suínos (R$ 9,4 bilhões), aves (R$ 3,3 bilhões), lácteos (R$ 1,9 bilhão), massas (R$ 310 milhões), pescado (270 milhões), vegetais (R$ 230 milhões) e bovinos (R$ 72 milhões).

As vendas no mercado externo fecharam o ano em R$ 9,1 bilhões, contabilizando um crescimento de 2.2%. O segmento de carnes suínas contribuiu com R$ 4,3 bilhões, carnes de aves com R$ 4,8 bilhões e os lácteos com apenas R$ 5 milhões. A participação da Aurora Coop nas exportações brasileiras de carne suína é de 19,7% e, de carne de frango, 8,4%. Os principais destinos foram Oriente Médio, Japão, África, China, América Centro-Sul, Ásia, América do Norte, Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura, Eurásia e Europa. Destaca-se o incremento de volumes para Filipinas em contrapartida a redução de China e EUA.

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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