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Notícias Aves

Conselho Internacional da Avicultura libera posição de bem-estar animal

Ontem (14), o Conselho Internacional de Avicultura (IPC, sigla em inglês) formalizou sua posição de Bem-Estar Animal.

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Arquivo OP RURAL

Este grande resultado foi alcançado graças ao compromisso e colaboração dos membros do IPC ativos no Grupo de Trabalho sobre Saúde e Bem-Estar Animal e representa mais um passo importante em nível global.

Nossa Declaração de Posição de Bem-Estar Animal segue a Declaração de Posição e Princípios sobre Segurança Alimentar, a Declaração de Posição sobre Uso de Antimicrobianos e Princípios de Manejo Antimicrobiano e a Orientação de Melhores Práticas para reduzir a necessidade de antibióticos na produção de aves, esta última em colaboração com a OIE.

A posição do IPC sobre esta questão complexa e multifatorial reconhece as cinco liberdades como um elemento dominante, a necessidade de treinar funcionários que trabalham diretamente com os animais, o desenvolvimento de sistemas de produção que melhoram o Bem-Estar Animal e a integração dos princípios do bem-estar animal na cultura do setor avícola.

Grande atenção foi dada às normas de bem-estar animal, bem como à vinculação entre a postura de Bem-Estar Animal e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que por sua vez são objeto da Declaração de São Paulo, assinada pelo IPC e pela FAO.

Com o lançamento desta declaração de Posição de Bem-Estar Animal, o IPC continua a promover a importância da saúde e bem-estar das aves como uma parte essencial da produção avícola global sustentável e uma cadeia de fornecimento proativa de aves.

 

Posição de Bem-Estar Animal

O International Poultry Council (IPC) desenvolve políticas e aborda preocupações comuns para promover os interesses de longo prazo e a sustentabilidade do setor global de carne de aves. O IPC é formalmente reconhecido como a organização representativa da indústria global de carne de aves pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Organização para Alimentos e Agricultura (FAO) e Codex Alimentarius. De acordo com um Memorando de Entendimento, a OIE e o IPC consultam sobre assuntos de interesse comum, incluindo saúde e bem-estar animal.

Bem-estar no contexto

• O IPC reconhece que o bem-estar animal é complexo e multifatorial, envolvendo dimensões científicas, éticas, econômicas, culturais, sociais e religiosas.

As necessidades do animal

• O IPC concorda que, de acordo com as cinco liberdades internacionalmente aceitas e os objetivos de bem-estar animal, as aves devem receber água potável, alimentação adequada, manejo adequado, cuidados de saúde e ambientes adequados às necessidades e uso de suas espécies, e devem ser cuidados de maneiras que previnam e minimizem o medo, a dor, a angústia e o sofrimento.

• O IPC apoia o treinamento de bem-estar para todos os funcionários que trabalham diretamente com aves vivas ou que gerenciam aqueles que trabalham diretamente com aves vivas. O treinamento regular e apropriado de bem-estar deve fornecer conhecimento das necessidades comportamentais, biológicas e de bem-estar das aves. O treinamento também deve abranger habilidades práticas de gerenciamento, técnicas de manejo humanitário e uma compreensão dos procedimentos de biossegurança que salvaguardam a saúde das aves.

• O IPC apoia o desenvolvimento de sistemas de produção que melhoram o bem-estar animal e onde aspectos ambientais, econômicos e de sustentabilidade do sistema também são considerados em conjunto com elementos de bem-estar animal.

• O IPC apoia a integração dos princípios de bem-estar animal à cultura empresarial de empresas em toda a cadeia de fornecimento de aves. As empresas e organizações membros do IPC estão defendendo programas que melhoram os resultados do bem-estar das aves e aumentam a transparência sobre os cuidados com as aves e as práticas de produção.

Padrões internacionais

• O IPC apoia programas de bem-estar de aves com base em resultados e endossa o compromisso do setor de carne de aves e outras partes interessadas em implementar medidas de bem-estar animal baseadas em resultados em todos os estágios de produção, transporte e abate. O IPC fornece conhecimento e experiência da indústria avícola para discussões com várias partes interessadas sobre o desenvolvimento de políticas de bem-estar animal, especialmente sob os auspícios da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

• O IPC apoia o papel da OIE e seu mandato de definir e promover a adoção de padrões internacionais de saúde e bem-estar animal, reconhece a importância desses padrões na condução do comércio internacional seguro de animais e produtos animais, e sua relevância para o Organização Mundial do Comércio (OMC).

• O IPC apoia padrões de bem-estar animal internacionalmente alinhados com base científica que são específicos para a espécie, com base nos resultados de bem-estar para o animal, e são atualizados regularmente para refletir novos conhecimentos científicos e experiência profissional do setor.

• O IPC incentiva o diálogo e a colaboração na definição de padrões baseados em resultados e medidas apropriadas. O estabelecimento de padrões com base em resultados é fortalecido pelo envolvimento de amplos interesses das partes interessadas e especialistas nos setores público e privado, incluindo criação e criação de animais, que se concentram na melhoria contínua e incremental dos resultados de saúde e bem-estar das aves.

Garantia de alinhamento

• O IPC incentiva a evolução dos esquemas privados de garantia do bem-estar animal em direção a padrões baseados em resultados que se alinham com os padrões internacionais da OIE e que são práticos e aplicáveis ​​para o setor de carne de aves e reguladores e são claros e transparentes para os consumidores. Um maior alinhamento dos esquemas e regulamentos de garantia do bem-estar aos padrões e medidas reconhecidas nos padrões internacionais da OIE traria maior clareza a todas as partes interessadas.

Desenvolvimento sustentável

Esses elementos-chave de bem-estar sustentam o compromisso do IPC com o desenvolvimento sustentável do setor. O IPC está se concentrando nos seguintes cinco Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS):

• Fome zero (ODS 2) – compartilhar boas práticas, alcançar a segurança alimentar e promover a produção sustentável;

• Boa saúde e bem-estar (ODS 3) – promovendo a avicultura como uma escolha saudável e compartilhando boas práticas de manejo e fabricação;

• Educação de qualidade (ODS 4) – capacitação para garantir que a educação seja fornecida ao pessoal para garantir que as aves sejam criadas de maneira sustentável;

• Indústria, inovação e infraestrutura (ODS 9) – Construir uma infraestrutura resiliente e uma cadeia de abastecimento global que apoie a industrialização inovadora e sustentável;

• Ação climática (ODS 13) – redução de gases de efeito estufa e desperdício por meio de maior eficiência e produtividade.

Fonte: Ass. de Imprensa.
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Notícias Safra de inverno

Santa Catarina amplia em 15% área plantada de trigo

Com a safra encerrada no final de janeiro, a expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas

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Divulgação/AENPr

A alta nos preços estimulou o plantio de trigo em Santa Catarina. Com a safra encerrada no final de  janeiro, a  expectativa é de que tenham sido colhidas 171 mil toneladas, cultivadas em aproximadamente 58 mil hectares – um aumento de 15% na área plantada em relação ao ano anterior. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural vem estimulando a produção de trigo nas lavouras catarinenses como alternativa para reduzir a crescente dependência de milho para ração animal.

“Embora com uma queda na produtividade, tivemos um resultado muito positivo na safra de trigo 2020/2021. Estamos estimulando a pesquisa para o desenvolvimento de novos cultivares, queremos ampliar ainda mais a área plantada com cereais de inverno em Santa Catarina. Temos áreas pouco utilizadas, com lavouras disponíveis para o plantio de trigo, triticale e cevada, por exemplo, que podem ser utilizados na fabricação de ração animal. Com isso, conseguiremos agregar mais uma fonte de renda para o produtor rural”, destaca o secretário da Agricultura, Altair Silva.

Em algumas regiões como Canoinhas e São Bento do Sul, o aumento da área plantada chega a 40%. Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) João Rogério Alves, os bons preços praticados no início da safra levaram os produtores a investir na atividade e ampliar suas áreas de cultivo.

As estimativas são de que os catarinenses tenham colhido 171,3 mil toneladas de trigo na safra 2020/21, uma alta de 11% em relação ao ano anterior. Boa parte da produção está concentrada na região de Canoinhas e Chapecó.

Alta nos preços de trigo

A manutenção dos preços do trigo em patamares elevados se deve a vários fatores, entre eles a produção nacional insuficiente para atender a demanda, já que mais da metade do volume consumido pelo mercado brasileiro é importado. Outro aspecto relevante é o mercado internacional, com o dólar elevado e a implementação de barreiras tarifárias impostas por importantes países exportadores.

Estímulo ao plantio de grãos de inverno

Com uma cadeia produtiva de carnes em constante crescimento, Santa Catarina busca alternativas para reduzir a dependência de milho e diminuir os custos de produção. A Secretaria de Estado da Agricultura pretende reforçar o apoio para o plantio de trigo, triticale e cevada.

A Secretaria da Agricultura já desenvolve um Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno, que pretende ampliar em 120 mil hectares a área plantada com esses grãos no estado. A intenção é ocupar as áreas de cultivo também nesta estação, trazendo uma alternativa de renda para os produtores e mais competitividade para a cadeia produtiva de carnes.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Comprador pressiona, mas baixa oferta de animais limita queda do indicador

Esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços

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Divulgação/Embrapa

Neste início de março, frigoríficos seguem cautelosos para novas aquisições de animais, tentando evitar abrir preços maiores aos pecuaristas. Segundo colaboradores do Cepea, esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços.

No entanto, a oferta limitada de animais para abate tem diminuído a força da pressão compradora. De 24 de fevereiro a 3 de março, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) permaneceu praticamente estável (-0,45%), fechando a R$ 298,15 na quarta-feira (03).

Quanto às vendas ao mercado internacional, o menor número de dias úteis em fevereiro e o ano novo chinês reduziram os embarques da carne bovina brasileira para o patamar registrado em janeiro/19. Mesmo assim, as exportações seguem acima das 100 mil toneladas mensais desde o começo de 2018, mostrando que o mercado externo continua importante para o Brasil. Em fevereiro, o Brasil exportou 102,12 mil toneladas do produto in natura, baixas de 4,85% em relação a janeiro/21 e de 7,64% em comparação a fevereiro do ano passado (dados da Secex).

Fonte: Cepea
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Notícias ANTT

Transporte rodoviário tem novo piso mínimo de frete

Tabela foi publicada na quarta-feira (03) no Diário Oficial da União

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Gervásio Baptista/Agência Brasil

O transporte rodoviário de carga tem novo piso mínimo de frete. A tabela com os valores específicos foi publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no Diário Oficial da União de quarta-feira (03).

Conforme diz a nota técnica que antecedeu a portaria, a Lei nº 13.703/2018 determina que, quando ocorrer no mercado nacional oscilação no preço do óleo diesel superior a 10% (para mais ou para menos), uma nova norma com pisos mínimos deverá ser publicada pela agência do setor.

Essa equação considera alguns coeficientes relativos aos custos de deslocamento, de carga e de descarga. Tais custos contemplam tanto custos operacionais como mercadológicos. Entre os elementos considerados estão os de aquisição do veículo, preço do óleo diesel, pneus e salário dos motoristas. O atual reajuste não inclui o IPCA, segundo a ANTT.

A tabela apresenta os novos pisos mínimos para os mais diversos tipos de frete – diferenciados por tipo de carga, coeficiente de custo e número de eixos carregados. O cálculo apresentado na nota técnica leva em consideração o resultado de um levantamento de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo, tendo como período observado o relativo a 22 e 27 de fevereiro, quando o valor médio do diesel S10 aumentou de R$ 3,663 para R$ 4,25.

Em termos percentuais, esse aumento equivale a 16,03%. Percentual acima dos 10% usados como espécie de gatilho para a revisão da tabela, pela agência.

Fonte: Agência Brasil
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CONBRASUL/ASGAV

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