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Conquistas da carne suína brasileira

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Francisco Turra (*)
A escalada tem sido consistente. Ter chegado à posição de quarto maior exportador mundial é conquista do Brasil obtida com seriedade, responsabilidade, inovação e cuidados especiais para preservar a qualidade e a sanidade da carne suína brasileira. O conjunto desses elementos funciona como um passaporte para o acesso a mais de 70 mercados, atualmente, entre eles Japão, Estados Unidos e Rússia.
A carne suína brasileira está no centro das atenções dos mercados internacionais. Por estar livre de enfermidades, como a diarreia suína epidêmica (PED) e a febre suína clássica, que prejudicam rebanhos em vários países, o Brasil é visto como fornecedor confiável.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), criada em 24 de março de 2014, vem reforçando e ampliando essas conquistas. Em quatro meses de existência, a entidade teve atuação destacada ao reiterar às autoridades brasileiras a necessidade de agir para evitar a entrada da PED, disseminada nos EUA, México, Colômbia, Peru e alguns países asiáticos.
Um dos principais desafios da ABPA, nos próximos anos, será conseguir que a Coreia do Sul, o México e a União Europeia comprem a carne suína brasileira. Negociações para tanto já estão em andamento.
O processo de negociação para a abertura de mercados é lento, em geral. No caso de Santa Catarina, principal estado exportador e produtor de carne suína, foi necessário, primeiramente, a obtenção do status sanitário máximo de livre de febre aftosa sem vacinação, concedido em 2007 pela Organização Internacional de Saúde Animal – OIE. Por ter uma condição sanitária diferenciada, Santa Catarina conquistou, recentemente, os mercados do Chile, EUA e Japão, que levam em consideração o status de estado livre de febre aftosa sem vacinação.
Falando em conquistas, em 1998 a exportação de carne suína brasileira estava concentrada na Argentina, em Hong Kong e no Uruguai. Os três mercados, juntos, respondiam por 95% das exportações brasileiras.
Hoje, o Brasil exporta para todos os continentes. Houve diversificação, também, de cortes suínos. Em 1998, o Brasil exportava basicamente carcaça; atualmente, as exportações abrangem cortes variados e miúdos, categorias que respondem por 85% das exportações.
Os volumes cresceram exponencialmente: o Brasil exportou 81.565 toneladas de carne suína, em 1998; em 2012, embarcou 581.477 toneladas – um aumento superior a 600%. Em 2014, a expectativa é que o ano termine com embarques de aproximadamente 600 mil toneladas.
Quanto à produção, em 1998, totalizava 2,49 milhões de toneladas. Em 2012, o Brasil produziu 3,49 milhões de toneladas, um aumento de 40,2%. Em 2013, a produção se manteve estável e, em 2014, a previsão também é de valores próximos aos de 2012 e 2013.
Manter-se em quarta posição como exportador não tem sido fácil para o Brasil, pois a indústria de carne suína perdeu competitividade nos últimos anos. A participação da mão de obra no custo de produção está muito semelhante à dos países concorrentes. Os custos de logística são bem mais altos do que os do principal concorrente, os EUA. O preço de produzir, no campo, se aproxima ao dos EUA.
É por essas razões que apresentamos propostas aos presidenciáveis para a adoção de políticas emergenciais voltadas ao aumento da competitividade no setor de proteína animal. Queremos seguir conquistando novos mercados com seriedade e responsabilidade!
(*)  Presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro da Agricultura

Fonte: Ass. Imprensa da ABPA

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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