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Conheça os sete hábitos das fazendas leiteiras altamente eficazes

Zootecnista Renato Palma Nogueira fez palestra sobre o tema durante 14º Simpósio do Leite, em Erechim, RS

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A cada 11 minutos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um produtor de leite desiste da atividade no Brasil. Apesar de a produtividade da proteína só crescer no Brasil, o número de pecuaristas tem diminuído nos últimos anos. As informações foram repassadas pelo zootecnista Renato Palma Nogueira, durante uma palestra em que ele abordou os sete hábitos das propriedades leiteiras altamente eficazes no Brasil. Nogueira foi um dos protagonistas do Simpósio do Leite, evento que reuniu pesquisadores, profissionais de campo e estudantes do agronegócio, no início de junho, em Erechim, RS. O Presente Rural participou do evento, promovido pela Amevau (Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai).

“Nos últimos 20 anos a pecuária leiteira vem crescendo 3% ao ano. No Sul, está crescendo o dobro disso. Mas muitos produtores estão encerrando a atividade leiteira porque não são eficientes em todas as disciplinas. De acordo com o IBGE, o Brasil perde uma propriedade leiteira a cada 11 minutos. Os Estados Unidos perderam 33% das fazendas leiteiras em dois anos. Mesmo assim, a produção também aumentou”, pontua.

Para se manter no mercado altamente competitivo e entregar um produto com as características que a indústria deseja, o produtor precisa estar atento, segundo Nogueira, a sete hábitos principais, comuns nas mais eficientes fazendas do país: “período de transição, sanidade, gado jovem, manejo, reprodução, alimentação e gestão”.

O período de transição em vacas leiteiras é definido como o intervalo compreendido entre as três semanas que antecedem o parto e as três semanas após. Nesse período o animal fica mais suscetível a doenças, por exemplo, como a mastite. De acordo com o zootecnista, essa etapa “representa a única disciplina que afeta todo o desempenho da vaca, como reprodução, longevidade, produtividade e lucratividade”. “Precisamos um plano de contingência para a transição. Cerca de 75% dos problemas que acometem vacas especializadas acontecem no primeiro mês pós-parto”, assegurou o profissional. De acordo com o profissional, entre 30 e 50% das vacas têm problemas, como doenças metabólicas ou infecciosas, no pós-parto imediato.

Para evitar esse tipo de problema, sugeriu o zootecnista, o produtor deve oferecer 15% de sobra de alimento após o parto imediato. “Nesse momento os animais precisam comer bem”, comentou. “É preciso oferecer saúde para essa vaca, no ambiente que vive e com a nutrição ideal”. Ainda segundo Nogueira, “uma em cada quatro vacas deixa o rebanho por causa da transição”.

Um período de transição adequado, segundo Nogueira, reflete em “parto saudável, mínimo de doenças metabólicas, produção de colostro de altíssima qualidade, reprodução adequada em 60 dias, mínimo de perda de peso, consumo adequado no pré-parto, manutenção do status de cálcio, alta produção de leite, fígado saudável, máximo conforto e aumento rápido de ingestão pós-parto”.

Saúde Animal

Manter o animal saudável é fundamental para ter eficiência. Nogueira relaciona o sucesso especialmente ao controle de células somáticas (CCS), de doenças reprodutivas e metabólicas e infecciosas. Ele destaca “os quatro P’s da saúde do bovino de leite: peito, pata, pé e prenhes”

De acordo com ele, o nível de CCS pode não só reduzir a qualidade, mas também a quantidade do leite produzido. “A cada cem mil partículas a mais de CCS, o produtor perde 2,5 quilos de leite”, comenta.

Para ele, o mais importante em uma propriedade leiteira é a prevenção. “A gente não pode tratar a vaca. Tem que prevenir. A prevenção é um dos pontos mais importantes da Medicina Veterinária”, destacou. Nogueira chamou a atenção para vários problemas que podem acontecer e que o produtor precisa estar vigilante, como claudicação (vaca mancando) e estresse térmico.

De acordo com ele, vacas doentes precisam ser descartadas para evitar problemas maiores em todo o rebanho. “Temos que descartar as vacas problemáticas. Não abra mão do plantel por causa de duas, três vacas. Nesses casos é preciso dar um passo para trás pra dar três pra frente”, sugeriu.

Além disso, Nogueira citou como determinante para o controle da sanidade na propriedade leiteira a correta vacinação, práticas de biosseguridade, controle agressivo do estresse térmico, casqueamento preventivo, conforto, plano dos sete pontos de ordenha, além de um profissional veterinário criterioso, realização de exames de rotina e quarentena na compra de animais.

Gado Jovem

Durante o Simpósio do Leite em Erechim, Nogueira enfatizou a necessidade de manter o plantel com boa porcentagem de gado jovem. “Os melhores animais da propriedade estão nessa fase. O animal que está nascendo é cada vez mais refinado, mais sensível, menos caipira. Nós precisamos controlar melhor esse animal, fruto do melhoramento genético”, comentou. De acordo com ele, falhas na recria afetam o potencial produtivo dos animais.

Alimentação

De acordo com Nogueira, a quantidade de colostro ingerida logo nas primeiras horas de vida vai determinar o potencial produtivo daquele animal no futuro. Em uma pesquisa apresentada por ele, vacas que ingeriram menos colostro ao nascimento tiveram seus índices de desempenho menores em várias frentes. “Fizemos um estudo com vacas que tomaram dois e quatro litros de colostro nas primeiras 4 horas de vida. Quem consumiu mais, emprenhou mais cedo, teve menos taxa de descarte, o ganho de peso foi maior na fase de recria, assim como a sobrevivência foi maior na vida adulta, e a produção de leite foi maior”, cometa. De acordo com ele, vacas que consumiram mais colostro deram “1,5 litro a mais de leite por dia em duas lactações”. “É uma única decisão (ofertar o colostro) que muda tudo”, assinala.

De acordo com o profissional, via de regra a dieta de matéria seca deve ser composta por 55% de forragem, 30% de concentrado e 15% de outras matérias-primas. “Cerca de 90% da variação na produção de leite é explicada pelo que a vaca comeu”.

Reprodução

Na recria, Nogueira aponta dois pontos fundamentais para ter sucesso: peso certo na hora do parto e redução da mortalidade. “Importante não é o foco no peso na inseminação e sim o peso no parto. A novilha tem que ter 85% do peso adulto ao parto”, orientou. Além disso, “uma das metas da recria é minimizar a mortalidade”. De acordo com o profissional, cerca de 75% das mortes acontecem nas três primeiras semanas após o parto. Dessas, 65% estão ligadas à diarreia e outros 20% à pneumonia.

Conforme Nogueira, o ideal é que o animal dobre de peso em 60 dias e tenha 50% do peso adulto em 13 meses.

“A reprodução é o limiar entre viver e morrer na pecuária leiteira”, define Nogueira. Para ele, esse processo pode envolve mais de 300 variáveis, e precisa ser feito com rapidez para obter eficiência.  “A reprodução É multifatorial. São mais de 300 variáveis identificadas com problemas para a taxa de concepção ao primeiro serviço. As três primeiras são casqueamento (quando vai secar), cama para vacas secas e PVE (período voluntário de espera)”, comentou.

Ainda conforme o palestrante, outras 300 situações podem afetar a prenhes. “Mais de 300 variáveis foram identificadas com prenhes com 150 dias”. As principais, segundo Nogueira, são espaço de cocho e temperatura de cocho.

Para ele, o produtor precisa “estabelecer metas e ser rápido na reprodução”. Ente as metas, cita, está 100% das vacas inseminadas em 90 dias, taxa de prenhes acima de 20%, menos de 20% de vacas vazias com 150 dias, pouca perda de peso e menos de 6% de aborto.

Manejo

O manejo evolui constantemente e o produtor precisa estar atento às novas práticas. É no que acredita Nogueira, que observa esse ponto da produção como o mais importante. “O manejo é o seu trabalho. Manejo é toda decisão que o homem tem ao lidar com as vacas. Omundo evoluiu, as coisas mudaram, as vacas evoluíram, portanto nós temos que mudar. Se for para melhorar, tem que mudar. Discutir ponto de vista não é guerra. É preciso resolver para chagar aos índices desejáveis. Vamos evoluir para mandar leite para fora e não comprar leite (importar)”, comenta. “Se você (produtor) está fazendo uma coisa da mesma maneira há dez anos, provavelmente está fazendo errado”, cita. De acordo com ele, “80% do resultado da fazenda é manejo e 20% é o balanceamento da nutrição”.

De acordo com ele, o maior problema da pecuária é o estresse térmico. Para tanto, assegura que o produtor precisa fazer “um manejo consistente, com rotina, todo dia, no mesmo horário, a mesma coisa. Consistência é a coisa mais importante do manejo”, encara. Ele citou ainda a importância de uma equipe, dedicada, experiente, que saiba definir e cumprir protocolos”, salientou.

“Eu trabalho em seis estados com leite e sabe porque o Sul cresce mais. Porque lá os produtores dão vitamina i (de “i” morar com as cavas”, brincou Nogueira.

Gestão

A gestão é talvez a ferramenta que mais tenha profissionalizado o pecuarista de leite nos últimos anos. Segundo Nogueira, ter uma gestão eficiente é saber quais os processos que estão dando certo e quais podem ser melhorados, por meio de dados que a própria fazenda oferece. “O que não se mede, não se administra. Temos que gerenciar para ganhar dinheiro. Produzir leite é uma profissão nobre. Precisamos ganhar dinheiro tirando leite”, pontuou.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor

Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado”  – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável

Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.

No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.

Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.

“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27

Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.

A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina

Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.

A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.

Fonte: Assessoria ABIEC
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