Peixes
Conheça como o cooperativismo transformou a piscicultura no interior de Minas Gerais
Morada Nova de Minas superou desafios e se tornou referência na produção de tilápia.

Morada Nova de Minas é uma cidade do interior de Minas Gerais, emancipada em 1943, embora registros indiquem sua fundação por volta de 1853. Localizada na mesor região Central Mineira, está a 314 km da capital Belo Horizonte pela BR-040 e a 542 km de Brasília pela mesma rodovia, o que favorece a região devido à proximidade com um dos principais entroncamentos rodoviários do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada é de 9.364 habitantes e a área territorial é de 2.084,275 km² (dados de 2023).

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Com o início das obras da Usina Hidrelétrica de Três Marias, em 1957, a barragem do reservatório alagou áreas ruraisd de Morada Nova de Minas, reduzindo a capacidade produtiva da agricultura e pecuária e comprometendo o futuro econômico da cidade. No entanto, a extensão da lâmina d’água, favorecida pelas características ambientais e climáticas locais, tornou as águas do reservatório ideais para a piscicultura. Há cerca de 17 anos, moradores e investidores locais começaram a explorar amplamente a criação de tilápias em tanques-rede dentro dos limites da cidade.
Desafios na produção
A criação de tilápias em tanque-rede em Águas da União exige regulamentaçãojunto aos órgãos regulatórios vinculados ao Ministério da Pesca e Agricultura (MPA), além da Agência Nacional das Águas (ANA). É necessária a emissão de outorga para o uso da água e a regularização ambiental da atividade, que, juntos ao plano de manejo e o certificado de registro de aquicultor emitido pelo Mapa, autorizam a atividade. Os produtores de Morada Nova de Minas iniciaram o povoamento do reservatório da UHE de Três Marias com alevinos de tilápia. No entanto, a falta de liberação completa para a atividade, seja por desconhecimento ou pela morosidade do processo regulatório, colocava a produção em risco e limitava o acesso ao mercado consumidor.

Foto: Lilian Alves
Como a atividade ainda estava em formação na região, outros limitantes faziam parte do dia a dia dos produtores, como falta de mão de obra, sobretudo especializada, dificuldade de acesso a alevinos eração de qualidade a preço justo, além do tratamento correto ao descarte de matéria orgânica não comercializada. A cidade de Morada Nova de Minas ainda enfrenta limitações no fornecimento de energia elétrica atualmente, porém no início da atividade esse problema comprometia circunstancialmente a capacidade de produção e armazenamento.
Devido à ausência de documentação completa para a liberação da atividade, os produtores locais enfrentavam dificuldade de acesso a produtos bancários e linhas de crédito, o que inviabilizava o crescimento. Os recursos oriundos das vendas não eram suficientes para investir em modernização do processo de produção ou no aumento de capacidade, colocando a atividade em um patamar de estagnação frente ao mercado – muitos produtores foram obrigados a abandonar a atividade.
Cooperativismo
Em junho de 2016, o Sicoob Aracoop, cooperativa de crédito que ocupa hoje a posição de maior repassadora de crédito rural no estado de Minas Gerais e está entre as 50 maiores do país, passou a operar em Mora da Nova de Minas a partir de um processo de união com a cooperativa local. Este processo permitiu que o Sicoob Aracoop tomasse conhecimento da cadeia produtiva da tilápia na cidade.
Em visitas periódicas da gestão da cooperativa na cidade, percebeu-se que além dos problemas documentais o comportamento dos produtores locais colocava em risco a produção. O comportamento não era amistoso entre produtores e havia desconexão entre os elos da cadeia, gerando assim impactos negativos no processe de alavancagem dos negócios.
A cooperativa Sicoob Aracoop, seguindo o modelo cooperativista, criou linhas de crédito especificas aos produtores, com forma de apoiar o desenvolvimento local. Porém, sem a regulamentação completa necessária, não era possível realizar operações expressivas e com taxas especiais, uma vez que a não documentação também colocava a ativida de em risco, inviabilizando a alavancagem almejada.
O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Aracoop, Ramiro Rodrigues de Ávila Júnior, ao perceber o problema até então relatado pela equipe de negócios locais, convocou reunião com a Superin tendência de Agronegócios do Centro Cooperativo do Sicoob, sediado em Brasília, e com a área de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Sistema OCEMG, sediado em Belo Horizonte. Assim, juntos, iniciaram imediatamente um plano de alavancagem local. “Somos uma cooperativa. O sucesso do nosso negócio é buscar o desenvolvimento de forma coletiva.
Assim, todos colhemos os frutos e acredito que o que falta em Morada Nova de Minas é acolher esse modelo também entre os envolvidos na produção de tilápia. Acredito que se houver uma união juntos podemos alavancar os negócios”, menciona Ramiro aos parceiros. Em 2018, aconteceram os primeiros contatos conjuntamente entre produtores, frigoríficos, lojas de produtos e insumos, graxarias e funcionários das empresas ligadas à atividade de produção de tilápia. Com análise e mapeamento da cadeia, foi instituído um calendário de encontros e atividades propostas pelos consultores do Sistema OCEMG.
Durante as atividades, os participantes construíram uma análise Swot e ela norteou os trabalhos. Com a evolução dos trabalhos, o
presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, participou de uma feira organizada pelos membros da cadeia produtiva e reafirmou o compromisso institucional de apoiar a cidade de Morada Nova de Minas.
Indicador Cepea
O Sicoob Aracoop, a partir de contato realizado pela Peixe BR, realizou nos últimos dois anos consecutivos o pagamento necessário para manter a equipe de pesquisas da Esalq USP à disposição para monitorar o valor de mercado da tilápia com cotação local, criando assim o Indicador Cepea Tilápia Morada Nova de Minas.
Ano Internacional das Cooperativas. Projeto de educação financeira em Morada Nova de Minas
A ONU instituiu 2025 como o Ano In ternacional das Cooperativas, com o tema “Cooperativas Constroem um Mundo Melhor”. Em alinhamento com essa iniciativa, o Sicoob Aracoop lançará em Mora da Nova de Minas o projeto de educação financeira “Finanças Comportamentais”.
O objetivo das oficinas é fornecer conheci mento sobre educação financeira, visando melhorar a qualidade de vida e as finanças pessoais dos participantes.
As primeiras turmas em Morada Nova de Minas serão compostas por funcionários dos frigoríficos locais. O programa será gradualmente expandido para apoiar o comportamento financeiro de toda a comunidade.
Destaque nacional
O projeto +Coop Desenvolvimento Sustentável contou com consultorias es pecializadas em regularização ambiental, permitindo que os produtores reduzissem significativamente seus custos. Graças aos contatos realizados pela OCEMG junto aos Ministérios, os prazos foram otimizados, proporcionando aos produtores não apenas a regularização, mas também resultados coletivos. Ao se comportarem como uma cadeia de negócios e parceiros de mercado, os produtores alavancaram suas atividades.
Hoje, Morada Nova de Minas ocupa posição de destaque na produção nacional. Os indicadores econômicos locais apresentaram crescimento expressivo, atraindo novos investidores para a cidade.

Peixes
IFC Brasil consolida América Latina como nova potência da aquicultura global
Evento realizado em Foz do Iguaçu (PR) reflete avanço produtivo do continente, liderança do Paraná e marca histórica de 1 milhão de toneladas alcançada pelo Brasil em 2025.

Mais do que acompanhar o crescimento do setor, o evento reflete o momento histórico em que a piscicultura regional ganha escala, integração e protagonismo global, impulsionada especialmente pelo avanço brasileiro e pela abertura de novas fronteiras produtivas no continente. Realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira entre países e mercados, o evento acompanha a evolução de um setor que deixou de ser promessa para assumir protagonismo global, impulsionado pelo crescimento da piscicultura brasileira e pela integração produtiva entre nações sul-americanas.
Os dados dos países do continente são animadores. O Brasil, por exemplo, alcançou uma marca histórica ao atingir 1 milhão de toneladas de peixes cultivados em 2025, volume que há dez anos ainda era considerado um objetivo distante. O resultado posiciona o país em um grupo seleto de produtores mundiais e abre caminho para novos saltos produtivos nos próximos anos, evidenciando o potencial latino-americano dentro da aquicultura global.
O Paraná, sede do IFC Brasil, é o estado com a maior produção do país. Em 2025, conforme dados da Peixe BR, o Estado produziu 273.100 toneladas de peixes cultivados, mantendo a liderança nacional e consolidando um modelo produtivo baseado em cooperativismo, tecnologia e integração industrial que hoje serve de referência para toda a América Latina.
Esse crescimento está diretamente ligado à consolidação da tilapicultura como principal vetor da aquicultura nacional. A espécie representa atualmente 70% da produção brasileira, superando 700 mil toneladas anuais e colocando o país entre os maiores produtores globais, atrás apenas de China, Indonésia e Egito. O desempenho é resultado de organização produtiva, avanço tecnológico e integração industrial, especialmente no Paraná, onde cooperativas ampliaram escala, eficiência e capacidade de processamento, com unidades capazes de abater mais de 200 mil peixes por dia. O setor projeta expansão contínua, com taxas superiores a dois dígitos, sustentadas por inovação genética, melhoria da eficiência alimentar e profissionalização da cadeia.
Itaipu e a nova fronteira aquícola latino-americana
No centro dessa transformação está o reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que passa a simbolizar o início de uma nova etapa da piscicultura brasileira e da América Latina. A outorga concedida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico autorizou o uso das águas do lago para aquicultura em tanques-rede por um período de 35 anos, estabelecendo critérios ambientais e produtivos que garantem previsibilidade aos investimentos, incluindo o limite técnico de capacidade de suporte, definido por carga máxima de fósforo em 7.802,88 quilos por dia. A medida cria bases sólidas para expansão sustentável e posiciona Itaipu como um dos maiores polos aquícolas em potencial na América Latina.
Itaipu coloca o Paraguai como mais um protagonista da expansão aquícola latino-americana. Mais do que ampliar a produção nacional, o projeto transforma o reservatório em um território de integração regional. A recente autorização para cultivo pelo Governo do Paraguai conecta os dois países em uma agenda comum baseada em inovação, geração de renda e segurança alimentar. Por se tratar de um reservatório binacional, a produção no lago dependia da mudança na legislação paraguaia, que aconteceu em dezembro passado, abrindo uma nova fase, a definição de estratégias de produção, de modelo produtivo e de governança para o desenvolvimento integrado da atividade em toda a extensão do reservatório.
A aprovação transforma Itaipu em um projeto compartilhado entre Brasil e Paraguai, criando uma nova lógica produtiva baseada em cooperação internacional e gestão conjunta dos recursos hídricos. O lago passa a ser visto como um dos maiores polos aquícolas projetados na América Latina, com potencial estimado em centenas de milhares de toneladas anuais, capaz de posicionar a região como hub internacional de produção e inovação. A dimensão estratégica dessa decisão amplia o significado econômico do reservatório. Estudos técnicos apontam esse potencial produtivo expressivo, projetando Itaipu como referência global. Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, a iniciativa representa uma nova etapa de desenvolvimento regional, capaz de transformar a infraestrutura energética em vetor de geração de renda, inovação tecnológica e segurança alimentar, fortalecendo a economia da fronteira e criando oportunidades para produtores dos dois países.
IFC Brasil acompanha impulso do setor no Brasil e na América Latina
Para o presidente do IFC Brasil, Altemir Gregolin, a tilapicultura brasileira entra em um novo ciclo de crescimento, que se explica por quatro fatores principais: redução das tarifas de impostos de importação pelos Estados Unidos – importante mercado para o Brasil, mercado interno aquecido e em expansão com a tilápia integrada ao paladar brasileiro, a entrada de novas cooperativas, novos investidores na atividade e a ágil adoção de novas tecnologias. Para Gregolin, a combinação desses elementos aponta para um cenário muito positivo e reforça a importância de espaços estratégicos de debate para orientar o crescimento sustentável do setor.
A CEO do evento, Eliana Panty, avalia que o avanço da tilápia brasileira já influencia toda a dinâmica latino-americana. A crescente presença de participantes internacionais no IFC demonstra que o continente vive uma fase de reorganização produtiva, na qual países sul-americanos passam a enxergar a aquicultura como alternativa estratégica de desenvolvimento econômico e segurança alimentar. Enquanto o Brasil lidera em escala e tecnologia, países como Paraguai, Colômbia, Equador, Peru e Chile ampliam investimentos e buscam integração comercial e técnica, formando um ecossistema regional em rápida expansão.
A América Latina, hoje considerada a região de crescimento mais acelerado da tilapicultura mundial, encontra no avanço brasileiro um efeito catalisador. O reconhecimento internacional da tilápia nacional como produto de qualidade, aliado ao fortalecimento das exportações e à abertura de novos mercados, indica uma mudança estrutural no mapa global do pescado. O continente deixa gradualmente a posição de mercado emergente para assumir papel relevante na oferta mundial de proteína aquícola.
IFC Brasil se consolida com evento internacional
Ao longo dos últimos anos, o IFC Brasil acompanhou a transformação de um setor que saiu de uma lógica regionalizada para assumir protagonismo internacional. Hoje, o evento se posiciona como ponto de convergência entre países que compartilham desafios e oportunidades semelhantes, como abundância hídrica, condições climáticas favoráveis, demanda crescente por alimentos sustentáveis e necessidade de integração tecnológica. A presença cada vez maior de delegações estrangeiras evidencia que o Brasil começa a ser reconhecido como polo produtivo cada vez mais relevante na aquicultura mundial.
Ao mesmo tempo, o crescimento da aquicultura latino-americana não se limita à tilápia. O desenvolvimento de cadeias produtivas de peixes nativos demonstra a diversidade e o potencial do continente. Experiências brasileiras demonstram que arranjos produtivos regionais podem impulsionar espécies locais, ampliando oportunidades econômicas e fortalecendo a sustentabilidade da atividade. Esse equilíbrio entre produção em escala e valorização da biodiversidade passa a ser uma das marcas da aquicultura sul-americana.
É justamente essa convergência entre produção, inovação, políticas públicas e integração internacional que o IFC Brasil pretende traduzir em sua oitava edição. Mais do que uma feira ou congresso, o evento consolidou-se como um espaço onde produtores, indústrias, investidores, pesquisadores e formuladores de políticas se encontram para discutir caminhos estratégicos para o setor.
Realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná, o IFC Brasil representa o reflexo de uma cadeia que amadureceu, ganhou escala e passou a atuar de forma integrada no continente. A expansão da produção, o potencial do lago de Itaipu e o avanço coordenado da piscicultura regional indicam que o futuro do pescado não será definido por um único país, mas por uma América Latina cada vez mais conectada.
Entre os dias 2 e 4 de setembro de 2026, o IFC Brasil reunirá quem produz, transforma, investe, pesquisa e lidera o setor justamente no território que simboliza a integração regional que hoje redefine a piscicultura. Em um cenário marcado pela expansão da tilápia, pelo fortalecimento das espécies nativas e pelo potencial binacional do lago de Itaipu, o IFC Brasil se afirma como o espaço onde a América Latina debate não apenas o crescimento do setor, mas o seu posicionamento definitivo no mercado global de alimentos.
Peixes
Exportações de tilápia recuam 1% em 2025 e setor projeta crescimento mais moderado em 2026
Tarifas dos Estados Unidos e avanço das importações preocupam produtores e indústrias.

O mercado de tilápia no Brasil enfrentou um ano desafiador em 2025. No primeiro semestre, os preços pagos ao produtor recuaram diante da maior oferta de peixes com biomassa elevada.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, aponta que, entre janeiro e junho, o valor médio foi de R$ 7,92 por quilo, queda real de 20,6% em relação ao mesmo período de 2024. No intervalo, o peso médio dos peixes comercializados aumentou de 0,921 quilo para 1,023 quilo, avanço de 11,1%. O cenário foi influenciado pela forte produção de alevinos no ciclo anterior, que elevou a oferta em um momento de demanda enfraquecida.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
No segundo semestre, os preços reagiram, com altas mais expressivas em outubro e novembro. De julho a novembro, a média de negociação atingiu R$ 8,41 por quilo, 2% acima da registrada no mesmo período de 2024 e 6,1% superior à do primeiro semestre deste ano. A recuperação foi atribuída à oferta mais restrita, reflexo de povoamento mais contido no início de 2025 e da escassez de alevinos para engorda durante o período de frio prolongado, além de uma melhora na demanda.
Mesmo com a reação no fim do ano, a média geral de 2025 permaneceu abaixo da do ano anterior. Na parcial de janeiro a novembro, o valor médio ficou em R$ 8,14 por quilo, 11,4% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2024.
O preço do filé de tilápia também recuou. Até novembro, a queda média foi de 18,9% frente ao mesmo período do ano passado, indicando que a indústria ajustou valores para estimular o consumo.

No comércio exterior, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de tilápia e produtos derivados somaram 14,2 mil toneladas, volume 1% menor que as 14,3 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2024. A imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos, principal destino do produto brasileiro, afetou os embarques especialmente em agosto e setembro. Paralelamente, a abertura do mercado nacional para a tilápia do Vietnã gerou preocupação no setor.
De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Psicultura Peixe BR 2026, a expectativa para 2026 é de oferta regular no primeiro semestre, impulsionada pelo ritmo aquecido de comercialização de alevinos nos últimos meses. A projeção é de crescimento em torno de 3%, percentual inferior ao avanço superior a 12% registrado em 2024.
O setor também acompanha possíveis mudanças nas tarifas dos Estados Unidos e o comportamento das importações, fatores que podem influenciar a disponibilidade interna, os preços e as decisões de investimento ao longo do próximo ano.
Peixes
Região Sul lidera crescimento da piscicultura brasileira e alcança 360,8 mil toneladas em 2025
Avanço supera 8% no ano, com Paraná e Santa Catarina entre os cinco maiores produtores do país.





