Suínos Aumento da eficiência
Conheça cinco fatores que mudam as necessidades nutricionais dos suínos
O Brasil possui um rebanho de mais de 40 milhões de suínos e para manter essa produção é necessário a utilização de grãos como alimento. Atualmente, a alimentação de suínos representa mais de 80% dos custos investidos na produção.

Nas últimas décadas a suinocultura brasileira se destaca e o país se consolidou como um dos grandes produtores no cenário mundial. O Brasil possui um rebanho de mais de 40 milhões de suínos e para manter essa produção é necessário a utilização de grãos como alimento. Atualmente, a alimentação de suínos representa mais de 80% dos custos investidos na produção. Diante desse fato, aumentar a eficiência com que os animais consigam absorver e aproveitar os nutrientes das dietas se torna importante para a redução de custos, sustentabilidade e o fortalecimento do negócio.
Ao formular uma dieta para alimentar os suínos é importante considerar as necessidades nutricionais, pois não existe uma dieta “padrão”. As necessidades nutricionais são frequentemente simplificadas e descritas como uma necessidade de energia e proteína. Mais especificamente, a necessidade de proteína é descrita como necessidade de lisina. A lisina é um aminoácido importante que indica a qualidade da proteína em função da alimentação do suíno.
As necessidades nutricionais do suíno para um crescimento ideal e saudável mudam e são influenciados por fatores como:
1 – Idade e peso corporal: Um leitão desmamado requer uma dieta mais rica em proteínas e energia do que um suíno adulto, na fase de engorda.
2 – Potencial genético: Raças de crescimento rápido requerem mais proteína em sua dieta do que as raças que não crescem tão rápido.
3 – Estresse térmico: Por exemplo, se os suínos estão em um ambiente frio ou quente, usarão mais energia apenas para manterem a homeostase térmica, portanto, para manter o crescimento, serão necessários níveis mais elevados de energia na dieta.
4 – Estado fisiológico: Uma fêmea suína prenhe terá necessidades nutricionais e energéticas diferentes de uma fêmea que está alimentando leitões ou que esteja em fase de crescimento.
5 – Ingredientes para ração: A qualidade dos macronutrientes é indispensável para favorecer um máximo aproveitamento dos micronutrientes, não só para que os animais consigam obter seu máximo desempenho produtivo, mas também permitindo a adoção de estratégias de redução do uso de antimicrobianos.
Mais eficiência
Para que seja possível aumentar a eficiência com que os suínos consigam absorver e aproveitar os nutrientes das dietas é necessário obter uma medida de valor nutritivo dos ingredientes de forma mais precisa. Portanto, a análise dos alimentos é um dos principais fatores a ser observado na nutrição animal. O objetivo principal é conhecer a sua composição química e isso permite ao nutricionista o conhecimento das propriedades gerais.
Todas estas características são importantes na produção comercial de suínos, pois como o custo da ração contribui com mais de 80% do custo operacional total, a falha em combinar a composição das dietas com as necessidades reais dos suínos não afeta apenas a saúde e bem-estar, mas também seu crescimento e desempenho (em termos de reprodução e produção de carne) e também o custo de manutenção do rebanho.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






